História Inesperado Amor - Capítulo 4


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Categorias Mitologia Grega, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Personagens Originais
Tags Gay, Percy Jackson, Romance, Yaoi
Visualizações 63
Palavras 1.085
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Lemon, LGBT, Luta, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Capítulo 4 - Eu Escolho uma Arma


  Hugo andava rápido. Eu tinha dificuldades para acompanhá-lo. Ele ia passando pelos lugares e indicando o que eram: o lago de canoagem, a parede de escalada que tinha lava escorrendo (como os pais podem deixar os filhos num lugar desses e dizer que estão seguros?).

  Passamos pelo refeitório, um enorme salão a céu aberto cercado por pilares de mármore e repleto de mesas de piquenique, também de mármore. Pouco depois passamos por uma arena de combate cercada por arquibancadas. Alguns campistas estavam praticando com espadas e arcos, derrotando um exército de bonecos de palha.

  Depois de uma longa caminhada chegamos até uma construção de madeira: uma cabana simples de dois andares.

  Sem dizer nada, Hugo abriu a porta e entrou. Eu o segui hesitante, tinha certeza de que seria ali que ele me espantaria até a morte. Por dentro o lugar era muito mais espaçoso do que aparentava ser por fora. A cabana estava repleta de armas: espadas, facas, adagas, arcos, machados e diversas outras que eu nem sabia o que eram. Estavam organizadas em sessões , à minha esquerda havia uma parede cheia de espadas arrumadas por ordem de tamanho, na parede da direita estavam os arcos, dezenas deles de todas as formas e tamanhos.

  — Este é nosso arsenal — explicou Hugo cortando o silêncio.

  Que lugar melhor para me torturar do que um repleto de armas? Pensei me controlando para não sair correndo.

  Hugo andou pelo cômodo me mostrando as armas, explicando o que eram e como decapitar os inimigos com ela. Eu apenas o ficava olhando sem saber o que dizer. Ali, empunhando espadas e machados ele até parecia ser outra pessoa. Seus olhos brilhavam de empolgação, ele sorria e dava risada sozinho - uma risada quente

  — Por que está me olhando com essa cara? — Perguntou ele.

  Foi só então que me dei conta do quanto o encarava.

  — Me desculpe — disse desviando o olhar — É que… você ficou muito fofo falando sobre as armas.

  Pode só ter sido impressão minha, mas tenho quase certeza de que o rosto dele corou.

  — Bom, você tem que escolher uma — disse ele se virando e arrumando as armas.

  — Pra que? — Eu consigo imaginar a cena maravilhosa que seria eu empunhando um machado e acidentalmente me decapitado com ele.

  Hugo deu de ombros.

  — Todo mundo tem que ter uma, nem que seja só uma faca.

  Eu olhei ao redor. Não tinha a menor chance de eu conseguir manusear uma espada, muito menos um machado. Minha mira era horrível, então os arcos estavam fora de cogitação. Andei de um lado para o outro olhando as armas até que, por fim, peguei uma adaga. A lâmina tinha uns 15 centímetros e era toda feita de bronze.

  Tentei manusear ela da mesma forma que Hugo fizera alguns minutos antes e quase arranquei meus dedos.

  Ele riu.

  — Ok, pombinha. Guarda isso antes que você se machuque. Certo, deixa eu ver.

  Ele me encarou por um tempo, me analisando. Troquei o peso de um pé para o outro desconfortável com a situação.

  — Acho que já sei. Me espere aqui — Hugo subiu as escadas para o segundo andar.

  Eu nem tinha parado para pensar no que teria lá. Alguns minutos depois ele voltou segurando alguns chicotes.

   — Vamos tentar isso. Tente usar um deles — disse me entregando os chicotes.

  Eram todos feitos de couro, variando entre marrom e preto, com exceção de um que era prateado. Obviamente o fato dele ser o único diferente me chamou atenção. Eu peguei ele e devolvi os outros para o Hugo.

  — Certo, agora tenta acertar aquela faca — ele apontou para uma faca de lâmina curva pendurada na parede entre dezenas de outras facas.

  Eu nunca tinha usado um chicote (já fantasiei muito com isso, mas em circunstâncias bem diferentes), não fazia ideia do que fazer. Respirei fundo e ataquei. O chicote pareceu se mover sozinho, em um movimento rápido e gracioso, e acertou a faca que voou da parede.

  Não sei como consegui fazer aquilo, mas foi incrível. Virei para Hugo sorrindo, me esquecendo por um momento a pessoa horrível que ele era.

  Ele deu um meio sorriso.

  — Não vá se achando por um acerto de sorte.

 — Sorte? Isso foi talento puro — disse em tom irônico.  

  Hugo deu uma risada fria.

  — Não me entenda mal — começou ele — Mas você é filho de Afrodite, vocês não servem pra esse tipo de coisa. Sabe, lutar tal. Eu só te trouxe aqui porque você tem que ter uma arma pelo protocolo do acampamento.

  Ele subiu Novamente para guardar os outros chicotes. Aquilo era realmente sério? Não que eu ache que sirva para lutar, eu sei que não, mas como eu odeio que duvidem de mim!

  Você nunca vai tirar dez nesse trabalho. Você não presta pra desenhar. Você jamais irá ficar com Ethan Lance. Bem, eu sempre provei que eles estavam errados. E iria provar para aquele garoto presunçoso que ele também estava e ensiná-lo a nunca duvidar de mim.

  Hugo voltou dois minutos depois, dessa vez com as mãos vazias.

  — Vamos, vou te levar até seu chalé — disse ele andando em direção a porta.

  — Você está errado! — Minha voz saiu mais alta do que eu pretendia. Meus punhos estavam cerrados e eu fervia em raiva — Quem é você pra dizer para que eu sirvo ou não?

  Ele não respondeu, apenas ficou me olhando com uma expressão de completa indiferença. Eu fiquei com mais raiva.

  — Eu posso lutar tão bem quanto você! — Ameacei. Eu me arrependi de ter dito aquilo na mesma hora. O cara era um monstro e deveria ter anos de experiência. Eu estava ferrado.

  Mas consegui chamar a atenção dele. Hugo cruzou os braços e sorriu. Como eu odeio aquele sorriso presunçoso dele!

 — Ah, é? — Disse ele.

 — Sim! — Garanti.

 — Muito bem então — ele se aproximou, ficando a menos de um metro de distância de mim — eu irei treinar você.

  Queria poder dizer que fui corajoso e enfrentei ele, mas eu em pé batia no ombro dele, o que da distância que estávamos me fazia ter que olhar pra cima para vê-lo e um soco dele seria o suficiente pra me quebrar inteiro. Então, engolindo a vontade de implorar pela minha vida, disse:

  — Quando começamos?

  Hugo deu um sorriso maldoso, seus olhos tinham um olhar maligno.

  — Em dois dias.



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