História Inesperado Amor - Capítulo 5


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Categorias Mitologia Grega, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Personagens Originais
Tags Gay, Percy Jackson, Romance, Yaoi
Visualizações 26
Palavras 1.619
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Lemon, LGBT, Luta, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Capítulo 5 - O treinamento


  O chalé de Afrodite não era nada do que eu esperava. Eu imaginei que seria algo mais parecido com a casa da Barbie, mas era apenas um chalé comum de dois andares feito de mármore inteiramente branco. Haviam roseiras  no chão ao longo de toda sua circunferência e nas soleiras das janelas. Tinha uma pomba dourada enorme e toda elaborada entalhada na porta de madeira, pintada de branco, e uma outra pomba feita de mármore se encontrava pousada no topo do telhado triangular.

  Por dentro o chalé era igualmente simples, tudo de mármore, com várias beliches espalhadas por todo o cômodo. Nas paredes haviam diversos espelhos e pôsteres de artistas. Nos fundos, a direita, ficava o banheiro (meus recém descobertos irmãos e irmãs se recusaram a usar o banheiro público do acampamento e convenceram Quíron a deixar eles construírem um pequeno banheiro dentro do Chalé. Finalmente uma notícia boa naquele dia), e de frente para a porta do banheiro ficava a escada para o segundo andar onde havia mais beliches.

  Espalhados em cima das camas e nos cantos do chalé estavam pequenos baús, todos trancados com cadeados. Cada um tinha um nome entalhado, indicando seu dono. Não parecia caber mais do que uma calça jeans e uma camiseta dentro deles.

  Assim que eu entrei no chalé fui recebido por cinco adolescentes eufóricos e barulhentos. Ao todo eram quatro garotas e um garoto, todos com uma pele impecável e dentes perfeitos. Eles não se pareciam em nada. O garoto tinha um físico perfeito, era baixo e magro mas seus músculos se destacam na camiseta laranja colada onde se lia Acampamento Meio-Sangue. Seus olhos eram de um tom lindo de verde que ia escutando conforme se aproximava da íris.

  As garotas variavam de todas as formas possíveis. Entre elas tinha uma negra e uma asiática. Uma terceira, com cabelos pretos curtinhos, tinha um corpo mais cheio que as demais, mas mesmo assim suas curvas estavam no lugar certo e cada feição de seu rosto parecia ter saído diretamente de um mundo de fadas. A quarta garota com certeza era de Los Angeles, sua pele bronzeada e seu sotaque sulista a entregavam.

  Os cinco falavam ao mesmo tempo, um tentando falar mais alto que o outro. Eu mal consegui entender seus nomes. A garota asiática, Chae, me entregou um cadeado e um baú igual aos outros espalhados pelo cômodo. Ele já estava com meu nome entalhado. Ela me explicou que eles pediram para os filhos de Hécate, a deusa da magia, encantaram aqueles baús para eles, os tornando sem fundo. Dessa forma eles poderiam guardar toda a roupa e maquiagem que quisessem de uma forma compacta. Admito que amei a idéia.

  Depois de uma meia hora de tortura, digo, perguntas e apresentações eu finalmente consegui tomar um banho. Aquele dia havia sido uma loucura. Em pensar que há vinte e quatro horas atrás eu ainda era um garoto comum… Aquilo parecia uma vida muito distante agora. Tudo estava diferente. A apenas algumas horas atrás a Sra. Fittz tinha tentado me matar. E agora eu estava aqui: em um acampamento no meio do mato para filhos de deuses, dividindo um chalé com irmãs que eu nem sabia que tinha.

  E ainda tinha Hugo, que iria me ensinar a lutar e depois me bater até eu reencarnar para então ele poder me bater mais.

  Tudo bem, eu admito: eu gostei daquilo. Havia alguma coisa nele que me atraía. Talvez fosse o perigo, seu jeito malvado ou simplesmente seu corpo maravilhoso. Mas meu principal interesse nele era mostrar que ele estava errado acerca de mim. E de bônus ainda ia desmascarar ele e acabar com aquela pose de durão.

  Assim que eu saí do banho uma corneta tocou ao longe.

  — Isso quer dizer que está na hora do jantar — explicou Chae — Vamos, você irá se sentar com a gente.

  E foi naquele jantar, sentado com minhas novas irmãs e irmão e vendo a Norna feliz com sua família de nuvens que eu, pela primeira vez, realmente me senti em casa.


  Finalmente chegou o dia do meu primeiro treinamento com o Hugo. Eu estava ansioso e tenso, tentando me preparar psicologicamente para toda a dor que iria sentir.

  Quando eu cheguei a arena ele já estava lá. Ele limpava uma espada com uns noventa centímetros de lâmina. A espada de bronze brilhava a luz do Sol quente da manhã.

  — Está atrasado — advertiu ele sem tirar os olhos da espada.

  — Apenas cinco minutos! — Protestei.

— Continua estando atrasado. Trouxe seu chicote?

  Mostrei a ele a tira de couro prateado presa ao meu cinto.

  — Ótimo — Hugo pegou algumas joelheiras e cotoveleiras feitas de metal e jogou em minha direção. Eu quase não consegui pegá-las, precisando fazer todo um malabarismo para que nenhuma caísse. A humilhação tinha começado. Foi só então que reparei que ele também usava as mesmas proteções que me dera — Coloque isso. O lance é o seguinte: em duas semanas nós teremos o Caça à Bandeira, a melhor atividade do acampamento. O acampamento será dividido em duas equipes, como meu chalé ganhou da última vez nós escolhemos quem queremos do nosso lado.

  Ele me lançou um olhar maldoso. Saquei imediatamente o que ele estava querendo dizer. Resumidamente: eu estava fodido.

  — Obviamente nós não queremos os inúteis de Afrodite do nosso lado, o que significa que iremos nos enfrentar no campo de batalha. E então iremos ver se você realmente pode lutar melhor do que eu.

  Engoli em seco. Estava pagando por minhas palavras. Ah, cara, por que eu fui falar que poderia lutar melhor que ele? Por que não disse que poderia lutar melhor que Nelson Ramiles, o garoto de dose anos do chalé de Hipnos?

  Hugo não iria me humilhar apenas ali na arena, mas durante o jogo suicida que os pais não deveriam considerar seguros para seus filhos também.

  — Você é filho de quem, afinal? — Perguntei tentando não demonstrar o pavor em minha voz.

  — Ares — respondeu ele indiferente.

  Eu já imaginava, é claro. Quem melhor para ser pai de um torturador de filhotes que o deus da guerra?

  — Bem, quanto antes começarmos mais eu irei te humilhar no jogo. Então vamos logo — disse tentando parecer destemido.

  Hugo deu uma gargalhada.

  — Boa sorte com isso, pombinha.


  Depois de duas horas eu estava exausto. Aquilo era a coisa mais difícil que eu já tinha feito na vida.

  Começamos com coisas simples. Ele me ensinou movimentos defensivos, quais regiões deveria priorizar proteger e atacar. Disse que ao longo dos dias iria me ensinar a como derrotar inimigos muito maiores e poderosos que eu (ainda havia esperança!).

  Usamos alguns bonecos de palha para eu treinar com o chicote. Eu descobri ser realmente muito bom com ele. Embora ainda fosse meio lento para atacar e me reposicionar para atacar novamente, eu não errei nenhum alvo.

  Minha camisa do Acampamento Meio-Sangue estava encharcada de suor. O ar quente fazia minhas narinas arderem e eu tinha dificuldade em respirar.

  — Você parece estar tendo uma crise de asma — disse Hugo enquanto me olhava em meu estado deplorável.

 — E estou! Droga, esqueci minha bombinha.

 Hugo procurou algo dentro da bolsa de ginástica que tinha trazido, da qual eu tinha certeza de que estava repleta de equipamentos de tortura. Ele pegou uma bombinha para asma e a jogou para mim.

  — Você tem asma? — Perguntei, agora aliviado por conseguir respirar.

  Hugo deu de ombros.

  — Ser filho do deus da guerra não me dá imunidade a doenças respiratórias.

  — Deveria — disse, ponderando a respeito — Imagina se você está no meio de uma batalha e tem uma crise de asma. Tenho quase certeza de que seus inimigos não vão parar e esperar você usar a bombinha.

  Hugo riu. Me pareceu uma risada sincera.

  — Eu consigo usar a bombinha e matar meus inimigos ao mesmo tempo sem problema algum — Garantiu ele — Agora vamos continuar. Tente me atacar, o mais forte que conseguir.

  Eu respirei fundo. A tensão tomou conta de mim, temi por esse momento o dia todo: o momento em que ele iria finalmente me espancar.

  Eu me posicionei. Estava a cinco metros dele. Preparei o chicote e ataquei com toda minha força. Iria o acertar bem no meio do peito. Estava com esperança de que com isso conseguisse pelo menos fazer ele dar alguns passos para trás, mas ele colocou o braço na frente.

  O chicote se enrolou em seu pulso e antes que eu pudesse fazer qualquer coisa ele me puxou. Eu voei os cinco metros até me encontrar preso em seus braços. Estava de costas pra ele, com o braço direito ele apertava meu pescoço e com o esquerdo segurava minha cabeça. Eu não conseguia me mexer. Tudo aconteceu muito rápido, não tive qualquer tempo de reação.

  Ele apertou ainda mais o braço contra meu pescoço.

  — Você pode até ser bom com o chicote — disse ele, sua boca tão perto da minha orelha que eu conseguia sentir seu hálito quente — mas um filho de Afrodite jamais conseguirá derrotar um filho de Ares. Eu nasci pra lutar, você pra ser bonito.

  Ele me soltou. Eu caí de joelhos tossindo. Eu sei que naquele momento eu deveria estar fervendo de raiva, mas eu só consegui pensar: ele me acha bonito?

  Aquilo tudo só me deixou mais motivado. Eu sabia que não conseguiria ganhar dele agora, mas em breve eu o venceria e cara, como eu iria amar jogar aquelas palavras na cara dele.

  Hugo pegou sua bolsa e começou a ir embora.

  — Amanhã na mesma hora — disse ele sem olhar pra trás.



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