História Inesperado Amor - Capítulo 6


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Categorias Mitologia Grega, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Personagens Originais
Tags Gay, Percy Jackson, Romance, Yaoi
Visualizações 72
Palavras 1.209
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Lemon, LGBT, Luta, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Capítulo 6 - Reunião de Família


  Faltavam três dias para o Capture a Bandeira. Eu me acostumei muito com a vida no acampamento nesse meio tempo. Descobri que eu sou ótimo em equitação de pégasos, até ganhei uma corrida de obstáculos que eu e alguns garotos de Apolo organizamos com a ajuda de Quíron.

  Meu treinamento com Hugo estava dando resultados. Ele me treinava duas horas todos os dias, no começo era muito difícil mas agora eu já conseguia manusear o chicote como se ele fizesse parte de mim. Aprendi a atacar mais de um inimigo ao mesmo tempo em um só golpe e a dar vários golpes em sequência, a atacar enquanto corria ou pulava e até mesmo a rebater projéteis voando em minha direção.

  Conversando com meus irmãos descobri que alguns filhos de Afrodite tinham o poder da persuasão, que permitia controlar as pessoas fazendo elas lhe obedecer. Eu me lembrei da Sra. Fittz, de como ela pareceu confusa mas me obedeceu quando a mandei me soltar. Tentei usar isso em alguns campistas pedindo para que eles fizessem coisas bobas ou me dando o chocolate que estavam comendo; e assim descobri que eu possuía este poder. Treinei ele secretamente, torcendo para conseguir usar contra o Hugo durante o jogo. Não sei se isso pode ser considerado trapaça, mas era minha melhor chance de vencer. Abençoada seja minha mãe!

  Hugo realmente estava fazendo um ótimo trabalho e me ajudando o máximo que podia. Certo dia ele me disse que devido ao meu estilo de luta eu não poderia deixar os inimigos se aproximarem de mim de forma alguma, ou então eu morreria.

  — Ótimo trabalho, Charlie — disse ele ofegante — Eu realmente estou tendo dificuldades em chegar até você.

  Eu estava caído no chão com a ponta da espada de Hugo apontada para meu pescoço.

  — Quase dez minutos, é um novo recorde — digo me sentando no chão.

  Hugo guardou suas coisas.

  — Mas não o suficiente pra me derrotar — ele deu um sorriso malicioso.

Nesses últimos dias acabamos nos aproximando. Ele não me xingava mais, pelo menos não pra valer, e nem me olhava com desprezo. Começamos a sair fora dos treinos, fazendo outras atividades juntos. Ele até me pediu para o ensinar a andar de pégaso!

  Ele ria e fazia piadas, até me mostrou alguns de seus poemas macabros que quase me fizeram sair correndo.

  Eu passava oitenta por cento do meu tempo pensando nele e os outros vinte em como iria derrotá-lo na sexta. Ah, cara, eu estava totalmente apaixonado por ele. Eu nunca tinha me sentido assim por ninguém e estava morrendo de medo. Ele era completamente diferente de tudo o que eu fantasiava,  a uma semana atrás ele me olhava com nojo, agora me pedia ajuda e mostrava seus poemas horríveis.

  Ele tinha mudado completamente e feito eu me apaixonar perdidamente por ele. Eu estava perdendo aquela guerra mas só conseguia pensar no quanto queria beijá-lo.

  — Bem, então até mais tarde — disse ele estendendo a mão para me ajudar a levantar e me tirando do transe.

  — Até — disse pegando sua mão. O contato fez meu rosto corar.

  Hugo sorriu pra mim e foi embora.


  Eu estava em minha cama lendo a nova HQ das Sereias de Gothan quando minhas quatro adoráveis irmãs e meu irmão me cercam ao redor da cama.

  — Ok, até quando você vai nos enrolar? — Pergunta Katy. Ela tinha longos cabelos loiros e olhos azuis intensos, sua pele era de um bronzeado perfeito.

  — Não sei do que você está falando — disse sem tirar os olhos da revista.

  — Hugo Waldorf! Até quando você vai ficar escondendo da gente? — Chae arrancou a revista da minha mão e se sentou ao meu lado na cama.

  — Eu não tenho nada pra falar! — Retruquei, tentando pegar a HQ de volta.

  — Ah, tem sim! — disse Max — O romance proibido de vocês  — o garoto deu um sorriso travesso.

  — Sua história de amor fadada a um final trágico — Acrescentou Emily, minha irmã afrodescendente.

  Chae deu risada.

 — Credo, gente. Não assustem o garoto.

  Eu deitei a cabeça nos peitos fartos dela. A verdade é que eu não queria contar nada pra elas. Nessas duas semanas elas se tornaram minhas irmãs de verdade, eu passei a amar cada uma como a família que eu nunca tive. Mas minhas novas irmãs eram as criaturas mais fofoqueiras do universo! Se eu contasse algo para elas era só questão de tempo até isso chegar aos ouvidos do Hugo e pior, do chalé de Ares.

  — Charlie, amorzinho — Max subiu na minha ficando com o resto a dez centímetros do meu — eu quero cada detalhe sórdido e indecente e quero agora!

  — Tudo bem, eu conto — disse fitando os olhos verdes do garoto. Ei, não me julguem, eu também adoro uma boa fofoca. Mesmo que ela seja sobre mim.

  Max deu um beijo na minha bochecha.

  — Bom garoto — disse ele e se sentou na beirada da cama.

 Contei tudo para eles e enquanto falava percebi que na verdade não tinha nada para contar. Eu estava apaixonado pelo filho de Ares que no começo me odiava e agora era legal comigo. Tinhas um desafio na sexta a noite e depois disso… Eu nem sei como as coisas ficariam entre a gente.

  Depois que terminei de falar todos ficaram me olhando esperando por mais, até que Max quebrou o silêncio.

  — Ele tem cara de ser dotado.

  Eu corei e tentei segurar o sorriso. Ah deuses, eu já tinha pensado tanto naquilo.

  — E pelo jeito isso não é um problema pro Charlie — disse Katy e todos deram risada.

  — Mas agora vamos falar sério — disse Chae enquanto fazia cafuné em mim — Você precisa tomar cuidado, Charlie. Os filhos de Ares não são as pessoas mais descontraídas do mundo.

  — Ela está certa — concordou Emily — Não sei qual a orientação sexual do Hugo, mas em sua maioria eles são tudo um bando de macho escroto. Mesmo as garotas.

  — Você se lembra das coisas que ele te chamava no começo, né? — Perguntou Katy — Aquilo vem da cultura deles.

  Eu me lembrava bem das coisas homofóbicas que ele me falava. Aquilo me doía muito, mas também me motivaram a continuar o treinamento e mostrar a ele que ser gay não me definia.

  Agora eu acreditava que aquele não era o verdadeiro Hugo e sim um que ele fingia ser para agradar e ser aceito por seus irmãos. Sinceramente eu não dava a mínima para o que aqueles babacas pensassem de mim, mas para Hugo era diferente. Eles eram sua família.

  Era uma situação complicada. E eu nem sabia se ele gostava de mim. Nem se ele se interessava por garotos. Então apenas dei de ombros.

  A corneta indicando o jantar tocou.

  — Vamos, eu estou morrendo de fome — disse Chae e saiu, seguida por minhas irmãs.

  Eu estava indo atrás delas mas Max segurou minha mão. Ele encarou meus olhos e sorriu.

  — Use preservativos — disse por fim — E tome cuidado. Eu não quero que você se machuque.

  E então saiu, me deixando sozinho no chalé.



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