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História Inesperado: Coincidências existem - Capítulo 76


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Capítulo 76 - Parte 70


Meses depois ....

Eve estava com os dias agitados, iniciara a universidade para se tornar uma professora igual ao seu marido, Raoul tinha começado a dar aulas e o casal só se via entre os intervalos e a noite.

- Boa tarde, amor ...que escândalo seria se nos encontrássemos aqui. Raoul saiu apressado da última aula para ver sua esposa que estava na biblioteca.

- Amor, nós somos casados, acho que ... não seria um escândalo... Eve riu e observou o homem balançar a cabeça.

- Sou um professor e você uma aluna universitária ... que escândalo seria se nos pegássemos, aqui fazendo certas coisas que não foram feitas para serem feitas numa biblioteca. Raoul prendeu a jovem contra a parede e começou a beija-la.

- Isso... seria bem escandaloso e problemático. Eve assentiu e continuou beijando o homem.

- Não é? Um problemão ... a princesa com um mero visconde ... Raoul afastou o tecido da saia da jovem com as mãos.

Eve foi erguida por Raoul que agora estava com as calças abaixadas, fazendo leves movimentos dentro da esposa que gemia baixinho, Eve tentou tampar a boca para não gritar, mas o homem a tomou com beijos apaixonados, estavam unidos e ofegantes repetiam aquilo quase todos os dias de seus descansos entre aulas.

- Você é um príncipe também, amor... não um simples visconde, você faz parte da família real, acho bom se comportar. Eve provocou o homem que sorriu ao ver Eve vermelha diante o que tinham feito.

- Sim, irei ficar apresentável, mas ... amanhã, mesmo local e hora? Raoul se arrumou e piscou para a jovem que sorriu boba.

- Estarei te esperando, meu príncipe, e ... hoje você irá me ajudar no jantar. Eve acenou para o homem já partindo para as suas aulas.

O tempo tinha passado rápido, fazendo com que ambos se esquecessem que estava chegando seus aniversários, entre provas, tarefas e leituras, o casal vivia a estudar juntos, e Eve era grata por ter um marido tão inteligente que a ensinava nas lições.

- Logo minha amada irá ser uma ótima professora, uma que me fará ter orgulho, mais do que já tenho. Raoul aconchegou a jovem nos braços e começou a ler seu dever.

- Estou ansiosa para logo chegar a minha vez de lecionar, quero ensinar a todos e ajudar quem precisar, aliás minha mãe voltou de Veneza com uma ideia muito interessante. Eve olhou para o marido e sorriu.

Erin e Nolan tinham viajado para Itália, o homem tinha alguns amigos e queria que a mulher os conhecessem, o casal tinha planejado se casar no ano seguinte e assim estavam aproveitando ainda a vida de namorados.

- Qual seria, minha querida? Raoul fechou o livro e pousou na mesa.

- Ela quer criar um programa onde enviamos alunos com ótimas notas para outros países, assim eles podem continuar os estudos na área que escolherem, quando formados eles teriam emprego aqui no palácio ou na escola que a rainha construiu. Ela quer que todos tenham acesso às artes e outros temas, isso seria bem legal, não é? Eve se animou, saber que sua família era tão cuidadosa com todos do reino certamente a fazia feliz.

- Muito interessante, saiba que estou disponível para qualquer coisa que ela precisar, amor. Raoul sorriu e beijou a jovem.

O fim de semana chegou e o casal finalmente pode respirar, diante aqueles dias iriam aproveitar para descansar da semana que era árdua e cansativa.

- Querido, olha, eu consegui fazer aquele bolo que Erik me deu a receita, e desta vez eu não o queimei! Eve estava suja de farinha da cabeça aos pés mas sorria orgulhosa com o bolo na mão.

- Oh, isso é motivo para comemorarmos! Raoul tirou um pouco do glace do bolo com o dedo e experimentou, estava realmente delicioso, mas ele estava mais interessado em sua esposa que o olhava radiante.

- Vamos deixar isso aqui ... e venha comigo, devo te limpar, minha princesa desastrada! Raoul pegou o prato do bolo e levantou a jovem no colo subindo as escadas até o banheiro do casal.

- Raoul! Devemos comer primeiro! O que você está fazendo?!

O homem tirou seu pijama e abraçou Eve, a agua estava quase transportando da banheira quando ambos já sem roupas entraram nela.

- Sabe, se a gente comesse iriamos ter que esperar para nosso banho, e você minha querida está muito suja. Raoul brincou com a agua jogando no rosto de Eve.

- Você!! Como pode fazer isso com uma princesa, isso não irá ficar assim! Eve riu e avançou no homem que a aninhou nos braços. 

- Eu gosto quando você fica brava amor, é fofo. O homem ri e espera a jovem falar algo.

Já do lado de fora da residência, a comitiva formada por Persa, Charlotte e seus filhos, Erik, Christine e Gustave, os pais de Raoul e de Eve estavam chegando para a festa de aniversário do casal.

- Mamãe, a gente tem mesmo que se comportar hoje? Eu não posso nem fazer meus truques de mágica? Gustave bufou sem ânimo.

- Querido, hoje você precisa se comportar, Angeline meu bem, porque não brinca com meu filho? Ele não tem ideias malucas quando esta distraído. Christine ri ao ver o menino revirar os olhos.

- Igualzinho ao pai ... Erik retira as caixas de presentes do carro e colocam no chão.

- Com certeza, e agora com outro bebezinho a caminho, vamos ter encrenca em dobro! Christine acariciou o ventre já sobressaia de seu vestido.

- Será um lindo ou linda encrenca ... ou ambos, porque não? A gente treinou tanto que pode, sabe ... a semente pode vir em dobro. Erik sussurra e a jovem esconde o riso.

- Será que o maninho está dormindo ainda? Charlotte observa o relógio e depois ajeita Marcel no colo.

- Bem, eu acho que agora que meu cunhado descobriu coisas melhores do que dormir ... Persa ajeita as cestas de doces e salgados na mão e ri.

- Amor! Não fale essas coisas ... perto de nossos pais ... o que eles vão pensar? Charlotte bate no ombro do marido que se cala.

- Quem vê, acha que minha filha é um exemplo de pudor, não é amor? Deanna ri e observa o marido assentir.

Charlotte solta uma gargalhada que acaba acordando Marcel, que conheça a chorar.

- Certo... acho que já estamos todos arrumados, vamos indo ... Erin que estava com Nolan caminham até a entrada da casa e esperam todos chegarem.

Eve e Raoul não faziam ideia que uma pequena multidão estaria embaixo esperando que eles abrissem a porta, distraídos eles estavam entre troca de caricias e rindo quando uma voz conhecida berrou em plenos pulmões.

- Raoul!! Céus, você vai deixar a sua família aqui fora! Saiam, nós sabemos que vocês estão em casa! Charlotte que tinha entregado Marcel para Persa se irritou ao ver que nem com as incessantes tentativas de tocar a campainha ninguém viera abrir.

- O que …? Raoul sai da banheira e vê pelas janelas todos reunidos na porta da casa.

Eve rapidamente se veste e tenta lembrar o motivo que todos estavam lá, mas era sem sucesso.

- Por que todos estão ali, a gente fez algo? Eve ajudou o marido a abotoar a camisa e o questionou.

- Que eu saiba, não tivemos motivos para essa reunião ... céus, se tivéssemos empregados no fim de semana isso não iria acontecer. Raoul ajeitou da melhor forma possível o cabelo e desceu rapidamente.

Charlotte foi a primeira a entrar com Marcel no colo, um olhar curioso veio ao ver ambos com os cabelos molhados e com caras estranhas.

- Maninho, olá! Eve, amiga ... vocês tomaram banho tão cedo né ... A mulher ri ao ver a jovem corar.

- Posso apostar que estão aproveitando o projeto especial que eu fiz para a banheira da suíte do casal. Erik comenta com um sorriso malicioso e ajuda sua esposa a entrar na casa.

Todos já estavam dentro da residência, o casal olhava ainda sem entender o motivo daquilo, mas ao se atentarem no calendário, eles descobriram: Era seus aniversários.

- Bem, vocês realmente não se lembraram do aniversário de um e outro, essas cabecinhas ocas. Deanna ri e ajeita as cestas de comidas na mesa da sala de jantar.

- Mãe, realmente ... a gente esse esqueceu, estamos tão ocupados ... Raoul beija a senhora que sorri.

- Eu sei, vida de casado novinhos é assim, são muitas ocupações ... mas, eu e a mãe de Eve não iriamos esquecer do aniversário de nossos filhos não é? Deanna tira o bolo de uma cesta e começa a enfeita-lo.

Erin e Nolan estavam rindo com a agitação que estava aquela casa, Eleonor por outro lado estava com alguns presentes nas mãos e arrumava eles nas mesas da sala de estar.

- Ficamos felizes que todos tenham lembrado da gente, e Christine como vai o bebê? Eve percebeu o sorriso radiante da jovem.

- Ele está bem, chutando e me dando dores nas costas, mas ... estou adorando. Christine acaricia o ventre e se senta numa poltrona.

- Isso é ótimo, fico tão feliz por você, Gustave terá um irmãozinho ou irmãzinha! Eve brinca com o menino que estava com Angeline.

- Espero que seja outro menino, porque eu não quero ter que brincar de casinha como eu faço com a Angel... Gustave cruza os braços.

- Mas você gosta ... ele sempre me pede para brincar, tia ... Angeline pula no colo de Eve e faz uma careta para o menino.

- Eu peço porque eu fico sem nada para fazer, aí você vem em casa e eu tenho que brincar ... Marcel ainda é pequeno, mas quando ele ficar grande eu não vou mais brincar disso... O menino faz outra careta para Angeline que ri.

- Esses dois são como cão e rato, mas sempre se acertam ... Gustave está ensinando Angeline a tocar piano, a minha filha está indo tão bem. Charlotte fala orgulhosa da menina.

- Ela até que é boa ... ainda falta muito para ser igual a mim ou ao meu papai... Gustave revira os olhos e Erik ri.

- Ele se parece comigo, até na rigidez que eu fui com minha amada, certo, seu diabinho ... vamos até o carro para pegarmos os presentes que sua mãe esqueceu. Erik sai com o filho e a conversação continua.

Eve e Raoul tentaram responder a cada pergunta que Charlotte e Deanna estavam a fazer, eram tantas que mesmo sem se verem a menos de 4 meses aquelas mulheres tinham tantos questionamentos.

- Vocês estão espantando o casal, gente ... devemos nos divertir, e não interroga-los. Lewis interveio e levou as duas mulheres para longe.

Sozinhos na cozinha, Eve se sentiu com um leve enjoo ao sentir o cheiro dos biscoitos que seus amigos tinham trazido, apertando a mão do marido a jovem tentou avisa-lo que estava se sentindo mal.

- Amor, o que houve? O homem observou o rosto da esposa perdendo a cor.

- Estou ... eu acho que estou um pouco mal ... eu preciso ... Eve não termina a frase e corre até o banheiro.

Raoul vai atrás da esposa que estava sentada no chão com um olhar confuso, era estranho sentir enjoos, mas poderia ser que aquela manhã ela não tinha levantado bem.

- Amor, tudo bem? Raoul se senta ao lado da jovem que assenti.

- Sim, foi só um ... enjoo e um pouco de tontura ... mas já estou bem, vamos devemos voltar para a sala, senão todos vão sair a nossa procura. Eve sorri e pega na mão do homem.

Charlotte estava no corredor com Marcel e viu a movimentação, correndo a mulher gritou para todos.

- EVE ESTÁ GRÁVIDA!! Charlotte olha para trás e observa o casal confuso com tudo aquilo.

 

Continua...



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