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História Inevitable - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Capítulo I - Decreto de um Rei psicótico


Itachi Uchiha sabia que o rei Deidara estava elaborando um plano perverso naquela mente psicótica dele.

Naquela manhã em particular, ele chegou para escoltar o jovem rei de seus aposentos para a sala do trono e ele gritava no alto de seus pulmões com o alfaiate. Algo sobre suas calças serem muito apertadas. Itachi apenas esperou no batente da porta enquanto observava o pobre alfaiate reunir seus tecidos e caixa de ferramentas de costura antes de passar por ele. O Corvo se perguntou como Deidara poderia achar as calças muito apertadas; ele mal tem pau para começar.

— Ah, Corvo. —  o loiro o cumprimentou. Itachi apenas inclinou a cabeça e permitiu que ele saísse da sala antes de segui-lo. Foi quando ele viu: aquele sorriso psicótico que ele espalha em seu rosto consanguíneo quando ele inventa algo que considera inteligente, cruel ou bem-humorado - ou todos os três.

Itachi revirou os olhos e se forçou a ignorá-lo. E ele desejou que ele não tivesse.

No momento em que ele sentou sua bunda naquele trono, ele estalou os dedos para Zetsu. 

 — Convoque meu alfaiate. 

Itachi suspirou. Era muito cedo para ter que limpar o sangue no Salão Principal.

O pobre alfaiate foi puxado para a sala do trono. Ele era um homem frágil de meia-idade, vestido com humildade para ser o alfaiate real. Seu cabelo castanho estava erguido em sua cabeça, indicando que Zetsu o segurou antes de arrastá-lo para a sala do trono, e seus claros olhos estavam arregalados de medo. Itachi percebeu que o homem estava vendo sua vida brilhar diante de seus próprios olhos.

— Sua excelência... — ele murmurou, curvando-se para o jovem rei. O sorriso de Deidara aumentou com a submissão do homem. 

— Você não achou que não seria punido por esta manhã, achou? 

— Claro que não, Vossa alteza. —  ele soltou.

— Agora, qual poderia ser o seu castigo...? — Deidara riu cruelmente. Itachi revirou os olhos. O rei estava protelando: ele já sabia o castigo do homem, mas estava fazendo isso por um efeito dramático. Itachi odiava quando as pessoas paravam: basta cortar a garganta e acabar com isso.

— Sua excelência, por favor! — o alfaiate implorou.

— Silêncio! — Deidara gritou, sua voz ecoando pelo Salão Principal. — Eu já conheço o seu castigo. — Deidara fez uma pausa para um toque teatral antes de perguntar: — Você tem uma filha, não é? 

Itachi nunca viu tanto horror no rosto de um homem - nem mesmo a garantia da morte comparada. O alfaiate gaguejou: 

 — M-as ... 

— Me responda! 

— S-Sim ... — ele sussurrou. — Ela é tudo o que tenho depois do falecimento de minha esposa.

— Ela é casada? — ele perguntou, parando um pouco mais para se divertir. Itachi franziu o cenho levemente. Que diabos esse idiota estava planejando?

— Não, Sua excelência. —  ele estava tremendo.

— Excelente! — Deidara gargalhou como o fogo acendendo as tochas ao seu redor. — Encontrei para sua filha o marido perfeito! 

Ele se levantou do trono e, para desgosto de Itachi, sentiu o rei dar um tapinha nas costas da armadura.

  — Uma donzela como sua filha só pode se casar com um corvo! Não é mesmo, corvo? 

Bastardo filho da puta.

— Sua excelência! — o alfaiate saltou. — Por favor, tenha clemência!

— Está decidido! — Deidara riu histericamente. — Já era hora de meu corvo arrebatar uma donzela.

Que porra ele fez para merecer essa merda? Ele tem problemas suficientes para cuidar para o rei e garantir que ele não engula sua própria língua.

Itachi viu o pobre alfaiate ser arrastado para fora do Salão Principal, enquanto Deidara ditava suas ordens oficialmente no papel para o Grande Meistre Sarutobi. Itachi apenas assistia em silêncio, sem ter o que dizer. Como ele poderia? Negar o rei e ele teria a cabeça em um pico - e ele não estava prestes a morrer por um casamento que esse idiota cozinhou em sua caminhada do quarto para o salão principal.

(...)

Ele imaginou que o rei havia se esquecido do anúncio do casamento - diabos, ele rezou que tivesse. Mas o bastardo não se esqueceu e, em uma semana, ele fez com que o futuro sogro de Itachi o fizesse algo decente para usar que não sua armadura e costurasse uma capa preta e vermelha com o emblema da Akatsuki para a cerimônia. Era uma piada cruel ter o alfaiate costurando roupas para o homem que deveria se casar e deflorar sua filha, e Itachi não encontrou palavras para dizer a ele. Ele apenas bebeu vinho enquanto o senhor o media e pegava tecidos para costurar para o casamento.

Ele não conheceu a garota até o dia do casamento. Deidara propositadamente proibiu seus servos de servirem vinho a Itachi antes da cerimônia, para que ele estivesse sóbrio durante toda a coisa. Ele queria estrangular todos no momento. Ver o sorriso de Deidara fez seu sangue ferver.

Quando as portas se abriram revelando sua noiva e seu pai, e alfaiate real, Itachi realmente queria que a terra o engolisse inteiro. A garota não tinha mais de vinte e três anos, com feições bonitas, cabelos azul da meia-noite e ondulados em ondas suaves, os olhos claros como a lua brilhante acima de Konoha naquele momento. Ela era pequena e delicada como uma boneca de porcelana, com uma pele impecável para combinar, e o vestido de marfim que ela usava a fazia parecer mais inocente do que ela era. Itachi perguntou aos céus que ironia cruel era essa: um assassino como ele, emparelhado com uma boneca delicada e adorável como ela. Ela não merecia isso. E nem ele, honestamente.

Quando ela ficou ao lado dele, ela era mais baixa que a clavícula dele.

— Agora você pode encobrir a noiva e colocá-la sob sua proteção. 

Ele colocou a capa preta e vermelha sobre os ombros dela e notou quão pequena era a estrutura dela. Ele poderia quebrá-la em duas com um único movimento. Pelos deuses, ele desejava ter vinho enquanto estava lá e ouvia o sacerdote falar sobre o casamento e os deuses. A mão dela era tão pequena em comparação com a dele quando Danzou amarrou uma fita em torno deles e ele tentou não segurá-la com tanta força - ele sentiu que poderia quebrar a delicada mão dela se apertasse um pouco.

— Meus senhores, minhas senhoras, estamos aqui à vista dos deuses e homens para testemunhar a união desse homem e mulher. Deixe-se saber que Hinata Hyuuga... — Então esse é o nome dela. — e Itachi da Casa Uchiha são um só coração, carne e alma. Amaldiçoado seja aqueles que tentarem despedaçá-los...

Itachi resmungou através de seus votos e depois fez uma careta quando falou a dela baixinho, sua voz como o mel mais doce e o vinho mais rico. Isso deve ser uma piada! Ela provavelmente se tornará uma garota feia depois da meia-noite.

Ele teve que se inclinar para beijá-la, embora não fosse muito um beijo - ele apenas pressionou os lábios contra o canto da boca e rapidamente recuou antes que ela tivesse a chance.

A cerimônia terminou e o banquete na Fortaleza Vermelha começou. Pelo menos agora ele tinha vinho, que engoliu como um louco para abafar seu descontentamento por todo o caso. Sua nova esposa parecia tão desanimada, embora ela fosse muito mais sutil, notou ele, como qualquer mulher. Ela mal tocou na comida e pulou quando ele bateu o copo na mesa e gritou por mais vinho.

Pouco antes que ele pudesse ficar bêbado, o bêbado que nem se lembra seu nome, Deidara levantou-se e anunciou com alegria: 

 — Vamos ajudá-los a ir dormir! 

— Maldito inferno. —  ele murmurou quando os homens começaram a se aproximar de sua pequena esposa, agarrando-a e puxando-a para fora da cadeira. 

Ela parecia horrorizada e tentava de tudo para não parecer que queria que tudo parasse, provavelmente para evitar ofender o rei. Itachi, por outro lado, não ficou surpreso ao ver as mulheres que compareciam a seu casamento estavam a olhando com compaixão.

Ele suspirou pesadamente, bebeu o resto do vinho e se levantou da cadeira. Ele se aproximou dos homens puxando as roupas de sua esposa e rosnou para afastá-los.

 — Eu sei despir uma mulher, não preciso de ajuda! 

Os homens rapidamente a deixaram ir. Itachi foi capaz de agarrá-la e colocá-la sobre o ombro largo como um travesseiro cheio de penas. A multidão aplaudiu Deidara, e o Corvo não pôde fazer nada além de uma careta e se apressar em direção a seu quarto para finalmente deixar aquele casamento esquecido por Deus.

Quando entrou no novo quarto que lhe fora dado para ele e sua nova esposa, ele fechou a porta, colocou-a de pé e foi direto para a lareira na sala. Ele pegou a jarra de vinho, e serviu-se se apoiou em uma das poltronas de veludo para beber.

O crepitar do fogo e o som do vinho sendo derramado em seu cálice encheu a sala. Demorou cerca de dez minutos até ele ouvir o farfalhar de roupa atrás dele. Ele imaginou que sua esposa recebeu a mensagem: ele não tinha intenção de transar com ela e só queria ficar bêbado.

— Isso é tudo que você fará hoje à noite? — sua doce voz perguntou. Itachi suspirou. Aparentemente, ela não recebeu a porra da mensagem.

— Eu não vou te foder. —  ele disse a ela. — Deixe-me em paz e vá para a cama, não vou tocar em você. 

Houve outro momento de silêncio antes que ela falasse novamente. 

 — Mas o que devemos fazer? 

Itachi revirou os olhos e rosnou. Linda, mas sem cérebro - combinação clássica. 

 — Você não me ouviu, mulher? Eu não vou te foder. 

— Sim, eu entendi isso, e agradeço. — ela retrucou. — Quero dizer, as pessoas vão falar, e o rei ficará descontente se o casamento que ele tão graciosamente arranjou não for consumado. 

As palavras dela o encorajaram a virar a cabeça. Ela estava sentada na beira da cama em uma camisola e passava os dedos pelos cabelos longos, repousando sobre o ombro direito. O vestido de noiva estava jogado sobre uma cadeira próxima e os saltos que ela usava estavam cuidadosamente enfiados embaixo da penteadeira da sala.

 — O que você sugere? 

— Se quisermos permanecer nas boas graças do rei, precisamos manter uma fachada. — ela estreitou os olhos claros. — Mas a fachada só pode ter sucesso se estivermos ambos na mesma página. 

— Certo. —  ele murmurou. — Vou me gabar de te foder. É isso que você quer? 

Ele a observou se levantar e ir em direção à penteadeira, pegar os sapatos e jogá-los pelo quarto perto da cama. Ela então pegou seu vestido de noiva e se aproximou dele, segurando-o.

 — Preciso que você o rasgue.

— As mulheres não são muito sensíveis a seus vestidos e saias? — ele brincou secamente.

— Sim. —  ela assentiu. — Mas os homens não são. Você veio aqui, me colocou no chão e rasgou meu vestido antes de me receber, correto? 

Ele olhou para ela, impressionado com a maneira firme e feminina de falar com ele, e abaixou o cálice para pegar o vestido e rasgá-lo pelas costas. Ele jogou de volta para ela.

 — Mais alguma coisa que precise destruir? 

Ela olhou pensativa por um segundo antes de perguntar: 

 — Que parte de mim você pegaria para me segurar? 

Ele fez uma careta. 

— Não sou estuprador, mulher. 

— Eu não estou sugerindo que você é. — ela balançou a cabeça. — E claramente você não é, mas o rei pensa que você é. 

— Seus braços. —  ressaltou. Ela assentiu e arregaçou a manga da camisola.

 — Aperte meu braço como se eu fugisse de você. Minhas criadas verão o machucado quando me vestirem amanhã e certamente espalharão a notícia. 

Ele olhou para ela, mas ela insistiu.

 — Estou pensando muito, então faça o que digo para que possamos manter a cabeça atada.

Ele fez o que lhe foi dito, apertando o braço dela, embora não tão apertado, por medo de que ele o quebrasse - ela continuou dizendo para ele fazer isso com mais força até que ela disse para ele parar. Uma impressão grande e vermelha à mão era visível em sua pele pálida e impecável.

— Agora ... — ela parou e correu para sua mala. Itachi observou enquanto ela, engenhosamente, pegava uma escova de cabelo e começava a passar as cerdas por cima do pescoço e da clavícula. — Você tem barba, então devemos levar isso em consideração. 

Ela pulou na cama e puxou as cobertas. Ela mexeu nos lençóis para fazê-los parecer bagunçados e jogou travesseiros no chão antes de se virar para ele. 

— Você pode me passar a faca sobre a mesa? 

— Você vai rasgar os lençóis? — ele perguntou, pegando a faca para entregá-la.

Ela balançou a cabeça. 

— Não. Precisamos de provas de que a consumação aconteceu.

Os olhos de Itachi se arregalaram quando a viu pegar a faca e cutucar a pele do dedo indicador com a ponta fina. Antes de qualquer sangue sair, ele a pegou. 

 — Eu faço isso. 

Ele cortou uma pequena incisão no polegar, deixando o sangue escorrer um pouco antes de limpá-lo nos lençóis brancos de marfim. Ele lambeu sua ferida antes de resmungar. 

— Pronto. Nós transamos. 

— Você foi incrível, marido. — ela brincou secamente. 

Itachi sorriu - ela tinha cérebro, afinal, - e voltou para poltrona e seu cálice de vinho.


Notas Finais


Continua?


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