História Inevitável - Capítulo 8


Escrita por: e Sta_Kya

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Abo, Contosdasonome, Hopev, Hoseok!ômega, Jimin!alfa, Jungkook!alfa, J-v, Namjoon!ômega, Seokjin!alfa, Seoktae, Taehope, Taehyung!alfa, Taeseok, Vhope, Vope, Yoongi!omega
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Palavras 3.124
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, LGBT, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


DESCULPEM OS ERROS NÃO BETADA

CONTEM CENAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA, PESSOAS SENSÍVEIS NÃO LEIAM

EM NENHUM MOMENTO EU APOIO OU INCENTIVO ESSE TIPO DE ATITUDE - TRATA-SE DE UMA FICÇÃO.

Capítulo 8 - O que faz ter medo


Fanfic / Fanfiction Inevitável - Capítulo 8 - O que faz ter medo

 

Jung Hoseok


 

Estava com medo, podia dizer que não, mas eu estava com muito medo, minhas pernas tremiam enquanto eu subia as escadas e eu sentia as minhas mãos suando de forma ridícula. Não queria ter aquela conversa com ele, não agora, mas não podia esperar mais, quando mais o tempo passava, mais complicado fica. Eu precisava estar nos braços do meu alfa, meu corpo e minha mente não aceitavam que outro encostasse em mim e por isso aquele relacionamento estava fora de cogitação. Depois de ter descoberto a quem eu realmente pertencia, não tinha condições de tentar amar outro.

Era impossível. Esse fim era inevitável.

Caminhei em direção ao quarto dele, bati na porta umas duas vezes, o que não me era comum, já que antes eu tinha permissão para entrar sem ser anunciado. Jungkook murmurou um “entre” e eu estava tímido, me sentia estranho, como se nunca houvesse estado ali ou se fosse novo adentrar o quarto do irmão do meu alfa. E fiquei mais constrangido ainda quando encontrei o mais novo apenas com uma calça de moletom, o tronco bonito e definido desnudo, um tanto quanto molhado, bem como seus fios negros.

Antes, aquilo me passaria um tesão gigantesco e eu não duvidaria nada se me sentisse no desejo de lamber cada parte daquela abdome lindo, mas hoje em dia não. Eu me sentia muito deslocado e não saberia como agir. Por isso virei o rosto e quis sumir. A sensação de incomodo causada pelo cheiro dele me deixava um pouco tonto também. Não era mais agradável, não me fazia me sentir mais seguro e sim enojado, como se eu quisesse forçar para dentro do meu estômago uma comida que eu sabia que detestava. Engoli em seco e desviei o olhar do corpo dele.

— Porque não se senta hyung, eu já vou terminar aqui de me vestir. – Pronunciou em um tom brando, simplista, tão calmo que me deixou com um leve toque de medo. Contudo apenas obedeci e procurei uma das cadeiras que estavam ali, ele sempre deixava uma próxima a escrivaninha em que seu noteboook, bem como alguns livros ficavam. Eu estava tenso isso era estranho, ou melhor não, bem compreensível. Mas o que me deixava fora de foco era o medo que eu estava sentindo, um medo quase irracional de Jungkook.

— Vim aqui para conversar com você, falar algo que eu acho que você deve saber mais ou menos do que se trata. – Engoli em seco quando o vi se aproximar. Ele se sentou puxou outra cadeira, ficou sentado de frente para mim. Eu ainda não tinha coragem de olhar em seus olhos e podia ver os pingos de água caindo em seu joelho, eles vinham de seus fios molhados, eu sabia, aquilo me deu uma certa agonia, eu estava assustado.

— Não, eu não sei. Mas pode falar que assim eu vou saber. – Ele riu divertido e eu fiquei sem graça, não consegui esbouçar outra reação que não fosse a de tremer. – Porque não olha para mim hyung? Estou estranhando esse seu comportamento. – Ele tentou tocar no meu rosto, mas eu virei o mesmo para a outra direção. Fechei meus olhos com força e depois criei coragem para olhar em seus olhos. – Você está estranho… – Eu apenas engoli em seco e tentei não parecer tão amedrontado. Eu nem sabia o motivo disso, sei que Kook era sempre um amor comigo, muitas vezes, nem parecendo um alfa. A causa desse medo era quase instintiva e me assustava.

— Eu vim para contar o que aconteceu recentemente comigo. – Lhe olhei nos olhos, ele estava tão calmo. – Queria dizer que eu… Eu preciso que você saiba de uma coisa importante, para nós. – As palavras não saiam eu tremi um pouco quando o cheiro dele se tornou mais forte, mais presente. Eu sabia que Taehyung não estava longe dali e por isso ele me protegeria se algo acontecesse, bem como Jimin que não deixaria que nada de ruim me acontecesse. – Que eu não posso mais ficar com você. – Ele ficou em silêncio e eu esperei tudo, tudo, menos o que veio a seguir.

Foi rápido demais e eu não tive como lutar.

Quando eu menos pude imaginar já estava na cama, ele tinha me puxado pelos braços em um aperto violento e doloroso e me jogado sobre o colchão macio. Em outros momentos da nossa vida – alguns em que ele já tinha feito aquilo – eu riria, adoraria estar em baixo dele sentindo o seu calor bom de alfa. Mas nesse momento – como em casa segundo desde que eu subi aquelas escadas – eu estava com medo, muito medo. E eu senti meus olhos começarem a arder, meu lobo se descontrolar e eu queria muito me debater e sair daquele enlace, mas ele sempre foi forte e soube me imobilizar como ninguém.

— Porque diz isso hyung? Não podemos ficar mais juntos? – Ele riu sem humor, escárnio e ironia respingando por seus lábios bonitos. – Que brincadeira é essa, hyung? Desde quando você é comediante? – Eu não estava acreditando naquelas palavras, era como se estivesse diante de uma pessoa completamente diferente daquele que eu um dia gostei, do alfa que eu beijei e que passei dias incríveis. Eu podia não amá-lo, podia estar enlaçado pela alma a Taehyung, mas compreendia que Jungkook era um ser doce e simples a quem eu devia muito, sem ele eu estaria perdido.

E eu sei que não tenho culpa por não podermos estar mais juntos.

— Isso só pode ser uma piadinha, não é mesmo? – Eu não tinha coragem de falar, estava mudo, meu corpo tremia e eu sentia uma lágrima começar a escorrer pelo meu olho esquerdo. Eu tentei me debater, mas não dava… Ele me deixou sem saídas e eu estava prestes a gritar por ajuda, sim, eu gritaria a qualquer momento. Mas por hora não conseguia fazer nada. – Ah, meu amor, não chora. Sabe que eu fico com o coração partido quando você chora. Eu te amo tanto hyung, amo tanto que perdoo essa brincadeira sem graça que você está tentando fazer comigo. – Ele riu.

Engoli em seco, precisava ser corajoso. Eu não sabia mais quem era aquele alfa, eu via que seus olhos não eram os mesmos que eu amava, não tinha mais ali o brilho daquele menino meigo e um tanto quanto tímido, o que havia ali era um ser que estava me prensando contra aquele colchão, me machucando um pouco enquanto segurava meus braços acima da minha cabeça, usando uma pressão que me deixaria dolorido mais tarde. E o pior, ele estava se excitando, eu podia sentir sua ereção começando a despontar.

— Eu não estou brincando Jungkook, eu estou sendo sincero. Eu e o seu irmão estamos ligados pela alma, não vou conseguir ter mais nada com outra pessoa no mundo que não seja ele. – Eu estava agoniado e me senti ainda mais depois de dizer isso, por causa desse meu ato absurdo de coragem em que eu parecia atirar uma adaga contra meu próprio peito, digo isso porque ele me apertou mais, usando uma força que estava machucando seriamente. Eu sabia que tinha desperto a ira dele, mas não podia deixar as coisas do jeito que estavam.

Aquilo também serviu para me mostrar quem ele realmente era.

— Você é engraçado hyung, você e meu irmão são duas pessoas engraçadas, fazendo brincadeiras que não tem sentido, justo agora. Eu não sei o que pretendem, só sei que eu não estou gostando disso, por isso peço que não brinquem mais com isso, fica feio jogar com o coração alheio, ainda mais com o meu que te ama demais. – Eu neguei com a cabeça, as lágrimas caindo a medida que eu me movia. Seus olhos não eram os mesmo e eu sabia que nem os meus eram. Seu cheiro estava me deixando enojado.

— Eu não brincaria com algo assim, não estou sendo irônico ou muito menos tentando pregar uma peça em você. Eu e Taehyung tivemos um imprinting. Um momento em que eu e ele nos enlaçamos assim que nos vimos. Eu e ele não temos culpa disso, nossos lobos se querem muito e por isso eu não vou conseguir e nem quero ter mais nada com ninguém além dele. Eu não sei te explicar bem como isso aconteceu e nem muito menos como funciona esse lance de almas gêmeas, mas é isso… – Engoli em seco, ainda mais quando ele riu de forma sarcástica.

Ele rosnou para mim e eu virei o rosto, as lágrimas escorriam quentes por minhas bochechas, caindo pesadas naquele colchão. E eu querendo pedir socorro, desejando aquilo. Mas não conseguindo, não quando ele soltou uma das mãos que me segurava, mas não me deu tempo de reagir, já que segurou meus pulsos usando apenas uma mão sua. Passou a destra por meu maxilar, me forçando a lhe olhar nos olhos, me deixando ainda mais agoniado. Eu não imaginava que ele tinha tanta força assim, não parecia o mesmo lobinho que me deixava ganhar nas brincadeiras de luta.

— Eu devia te morder, seu ingrato, fazer com que você entendesse de uma vez que não pertence a ninguém mais a não ser a mim. – E ele sufocou meu grito com um beijo. Eu não correspondi, não conseguia, mas ele se empurrava contra a minha boca com brutalidade. E foi ai que eu comecei a tentar me debater, mesmo que não conseguisse fazer mais do que roçar minha coxa contra a ereção dele. Eu estava em desespero, meu corpo tremendo, meu lobo grunhindo feito louco, como quem pede um socorro que nós dois precisamos. E a medida que ele se forçava contra mim, eu sentia tudo doer.

Eu estava ficando sem ar, ele não estava me dando chances para respirar, meu peito estava começando a queimar e minha mente ficando um tanto quanto nublada. Meu coração acelerado parecia querer saltar para fora da caixa torácica e meu cheiro denunciava medo. E eu sabia que ele estava sentindo, qualquer um podia sentir agora, e eu esperava que esse aroma de desespero puro chegasse ao andar de baixo, fosse até Taehyung ou Jimin, qualquer um, só queria alguém que me tirasse daqui. E quando ele se afastou brevemente de mim, eu tentei gritar, mas ele segurou meu maxilar com força.

Doeu. As lágrimas caindo, meus lábios doloridos e inchados, o gosto do sangue na minha boca. Eu estava em pânico, engolindo em seco, me tremendo e prestes a desmaiar de tanto pavor. Não sabia mais quem era aquele…

Socorro, socorro, por favor, qualquer um… Alguém me salve.

— Por favor, não faça isso comigo. – Eu falava com dificuldade, ele estava apertando muito e eu sabia que ficariam marcas. – Eu sinto muito, me desculpa, me desculpa, por favor, me desculpa. – Eu soluçava, minha garganta doía, parecia arranhada por unhas finas e afiadas, meu peito estava começando a subir e descer na minha tentativa agonizada de respirar, já que ele estava pesando sobre mim, me deixando sem fôlego.

— É você quem está me maltratando, hyung… Você quem está partindo meu coração dessa forma. – Ele começou a chorar, as lágrimas densas respingando no meu rosto. – Eu te amo tanto, amo tanto, tanto… Eu sonhei com o dia em que nos casássemos, sonhei com a volta do meu hyung e com o momento em que ele abençoaria a nossa relação. Mas não, você não podia simplesmente me amar de volta? – Ele gritou, eu fechei meus olhos, soluçando, tudo doendo. Por favor… Alguém me ajude.

— Me desculpa, me desculpa, me desculpa… – Eu grunhia de dor, minha cabeça doendo, começando a rodar, eu estava sem ar, quase não conseguia falar direito. Ele estava pesando demais sobre meu peito.

— Você devia me amar, apenas a mim, você devia ficar do meu lado… E eu vou garantir que isso aconteça, de um jeito ou de outro. – Ele virou meu pescoço com toda brutalidade, eu senti o mesmo estralar e uma dor dilacerante tomar. Gritei de dor, fechando meus olhos com força. – Eu vou te morder agora hyung, não temos um nó para deixar tudo mais bonito, mas você tem o meu amor e isso é o que basta. – E eu gritei, o mais alto que pude.

E quando eu senti os dentes dele começando a fazer pressão no meu pescoço, quando achei que era um caminho sem volta e que eu morreria por causa disso, já que eu sei que não podia ser marcado por ninguém mais, rapidamente alguém conseguiu impedir aquilo, tirando ele sobre mim. Não sei quem era, não estava conseguindo sentir cheiros direito. Mas eu me senti aliviado, muito aliviado e depois desse ápice de alívio eu desmaiei.


 


 

[…]


 

Minha cabeça estava pesando, meus olhos ardiam e eu sentia uma dor no pescoço e nas costas, como se um trator houvesse passado por cima de mim. Meu lobo grunhia ainda assustado e eu podia sentir as minhas pernas moles, meu corpo ainda tremendo e frio. Sabia que estava em uma superfície macia, mas ela não era tão confortável assim. Tinha medo de abrir os olhos e não estar mais nesse mundo, contudo alguns cheiros diziam que eu ainda estava aqui, que tinha uma chance.

Quando eu acordei ouvia choramingos, bem como alguém segurando a minha mão firmemente. Abri os olhos lentamente e notei que estava em uma cama macia, com um cheiro que me deixava calmo. A primeira pessoa que eu vi foi o senhor Kim Namjoon, esse que me abraçou apertado enquanto chorava desesperado. Eu sabia o motivo, eu entendia o porque, por isso retribui o seu abraço e lentamente me sentei na cama. Pude ver Taehyung com um ar preocupado, bem como Jimin e o senhor Seokjin. Jungkook não estava ali e isso foi um alívio.

— Me desculpe… Eu não queria que nada disso houvesse acontecido. Me desculpe Hoseok-ah, por favor. – Ele pediu e eu apenas afaguei suas costas levemente, meus pulsos estavam doendo tanto e eu sentia que eles se quebrariam a qualquer momento. Eu estava quase rouco, sem voz, não sei, já que quando quis falar não conseguia, saiam apenas grunhidos. Pigarreie umas duas vezes antes de conseguir proferir alguma palavra, mas era baixo, bem baixo, eu estava esgotado também, amolecido e com uma dor no corpo que me deixou com receio de me mover.

— Tudo bem hyung, você não teve culpa. – Minha voz era tão fraca quanto eu. Senti Jimin e Taehyung se aproximarem, os dois me abraçaram ao mesmo tempo assim que Namjoon hyung me soltou, este último correu para os braços do marido e eu senti tanta pena dele. Ninguém podia prever que algo assim aconteceria.

— Me desculpe por ter demorado, meu amor. – Meu alfa dizia, seus olhos estavam avermelhados, inchados, sabia que ele tinha chorado. Jimin não estava muito diferente, claro que não, por isso eu sorri minimamente, agradecia demais por todo aquele amor. – Eu e Jimin chegamos a tempo, mas não quero nem pensar no que teria acontecido se ele houvesse conseguido o que queria. – Ele respirou fundo, eu sentia a sua dor. – Eu sou um péssimo alfa. – Eu fiz que não e o puxei mais para perto. Jimin nos deu espaço e eu fiquei abraçado a ele por um bom tempo, até que me acalmasse mais, já que por fora eu estava calado, mas por dentro eu ainda estava em pânico.

— Sinto muito, sei que ele é filho de vocês e tudo mais, mas temos de acionar a polícia, falar do ocorrido e tentar fazer com que alguma providência seja tomada. – Jimin começou. – Não ter levado o Seokie ao hospital, eu até entendo, mas não ter impedido ele quando passou correndo por aquela porta é outra coisa. – Comecei a tremer, como assim o Jeon tinha fugido? Eu não podia acreditar naquilo. Rapidamente olhei para Taehyung e ele parecia entender o que eu estava querendo perguntar, apenas olhando para mim.

— Nós vamos te proteger, meu amor, você não vai ficar a mercê de ninguém e muito menos desamparado. – Ele ditou baixinho, só para mim, com aquele doce tom que me tranquilizava rapidamente. Seu corpo estava quentinho e seu cheiro parecia um calmante natural, tudo isso tentando me passar confiança, dizer que ele não deixaria que aquilo acontecesse.

— Eu mais do que ninguém não defenderia os atos do meu filhote. – Seokjin hyung se pronunciou. – Mas eu sei que ele não está são, que aqueles atos impensados violentos e obsessivos não condizem com sua personalidade. – Ele engoliu em seco, Namjoon hyung ainda chorava muito. – Por isso quero achá-lo, fazer com que ele seja internado em uma clínica e que receba o devido tratamento. Eu conheço meu filho e sei que aquilo não era ele. – Afirmou e eu concordava, realmente aquilo não era ele.

— O que você acha Seokie? – Jimin me olhava nos olhos, aliás, a atenção de todos estavam em mim. Me senti pressionado, mas eles tinham razão, eu não podia ficar impassivo diante de tudo o que estava acontecendo.

— Sem dúvidas aquele não era o Jungkook que eu conheci. Podia ser qualquer coisa, menos ele. – Tarhyung afrouxou um pouco o abraço e me ajudou a sentar melhor na cama. – Ele precisa de ajuda, sim, ele precisa. E eu quero que ele seja ajudado. – Namjoon hyung se soltou do seu marido e se sentou ao meu lado, ele estava com uma dor imensa e seu olhar dizia isso. Eu não podia deixar as coisas como estavam, sabia que aqueles atos não condiziam com o verdadeiro Jungkook que eu conheço.

— Então vamos tentar trazer o meu filho de volta. – Namjoon hyung sussurrou. Eu lhe sorri gentil e deixei que ele nos abraçasse, a mim e a Taehyung.

Foi um dia daqueles, um que eu quero insistentemente apagar da minha mente e nunca mais lembrar. O medo que eu senti não era desse mundo e aquela pessoa que estava diante de mim não era o alfa que eu conhecia. E por mais que todos tenham dito que me protegeriam, eu ainda estava com medo, secretamente eu tremia e queria me esconder até saber que Jungkook havia sido pegue.

Ficamos assim por um tempo até eu senti algo vibrando, era o celular de Taehyung anunciando uma mensagem. Ele nos olhou com um preocupado, todos ficaram bem tensos e preocupados com o que podia ser e de quem podia ser. Por isso, rapidamente, ele pegou o aparelho e leu o conteúdo da mesma. Eu olhava em seus olhos e o vi sorrir brevemente, por mais triste que estivesse. Ele suspirou e depois deu atenção a todos, matando a nossa curiosidade.

— Min Yoongi, meu amigo ômega está vindo de Paris, ele vem nos visitar e passar uns dias aqui na Coreia. – Não sei porque, mas eu não gostei muito dessa notícia. Algo me dizia que aquele rapaz estava vindo sim, mas vindo para sofrer.

E eu detestava quando essas minhas neuras tinham toda razão.


 


Notas Finais


O que acharam?


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