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História Inevitável - Capítulo 6


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Notas do Autor


Eii!
Espero que gostem!!!
Qualquer erro ortográfico vai perdoando, fiz revisão, mas as vezes passa algo :/
Não esquece de deixar um comendo, é muito importante para mim!

Capítulo 6 - Fria


Fanfic / Fanfiction Inevitável - Capítulo 6 - Fria

Minha família nunca agiu de forma padrão ou comum como os demais clãs de vampiros do mundo a fora, Malía e Kaleo não faziam o tipo reservados, caretas ou macabros, eles eram extremamente extravagantes e criativos, a medida que um vampiro poderia ser, claro. Por isso quando fui chamada até a sala às 1h da manhã não me surpreendi em encontrar os dois sentados no sofá com uma enorme faixa acima de suas cabeças com a palavra "Intervenção" em letras vermelhas e garrafais.

Eutentei não rir, eles realmente levavam à sério a relação familiar.

- Então, parece que vocês assistiram How I met your mother, de novo... - Eu disse me referindo a uma série norte-americana à qual eles assistiram algumas dezenas de vezes.

- Maní, estamos convocando você para uma intervenção, pois sentimos que você está afastada demais e Malía se sente melhor quando somos mais abertos com nossos sentimentos. - Malía lhe encarou de forma acusatória, e eu tentava manter a seriedade. - Na verdade, nós dois nos importamos com seus sentimentos. - Kaleo corrigiu sua frase anterior e Malía pareceu satisfeita.

- Querida, nós sabemos que você tem passado por situações embaraçosas com um jovem chamado Jonas. - Continuei em silêncio, qualquer passo em falso e eu seria pega pela armadilha dos dois. - Nós queremos te ajudar, eu sei que você vem sofrendo.

- Eu realmente não consigo entender porque chegamos a esse nível. - Disse de forma displicente enquanto analisava uma aranha tecendo sua teia pelo lado de fora da janela.

- Maní, você passa noites inteiras observando o humano dormir, você vem se alimentando mais que o normal e ainda assim você parece infeliz, meu bem. - Kaleo tentava soar carinho, mas esse papel ficava melhor quando Malía exercia. Eu sabia que não demoraria para eles começarem a se incomodar com meu comportamento.

- Eu nunca passei por isso. Eu sinto minha garganta em brasa quando estou perto demais, minha boca saliva quando sua corrente sanguínea corre além do normal, mas ainda assim ele está vivo, e sinceramente, ele ganha na loteria todas as vezes em que volta vivo para a casa. - Eu falava baixo, era a primeira vez que eu conseguia desabafar sobre, ninguém conseguiria me entender mais do que eles. - Eu seria incapaz de tocar um fio de cabelo do Jonas, a dor que sinto ao pensar em seu corpo sem vinda é maior que minha sede pelo seu sangue dele.

Malía me olhava com seus olhos maternais cheios de dor e eu tentava não demonstrar o quão triste eu me sentia.

- Maní, por mais que eu fique desgostoso com a ideia de ter um humano em minha família, eu jamais ficaria contra qualquer decisão sua, seja ela qual for. - Kaleo era racional e calculista, era o nosso pilar de sustentação, mas ele sabia que essa opção era impossível.

- Querida, podemos ir embora se você quiser? - Malía era firme em suas palavras, ela não concordava com Kaleo, mas eles não iriam entrar em conflitos, se respeitavam acima de qualquer coisa.

- Não quero ir à lugar algum, não enquanto ainda posso estar aqui. - Dei um meio sorriso e encarei novamente a faixa. - Vocês as vezes me fazem questionar sobre a sanidade após os 300 anos de existência.

O som de suas risadas se juntaram a minha, e eu recolhi a faixa, guardaria como recordação.

Malía e Kaleo iriam caçar e eu decidi não ir até à casa de Jonas nessa madrugada, esperaria pelo amanhecer para lhe procurar, passaram-se quatro dias após nossa última conversa e apesar de eu seguir firme evitando-o, eu não queria mais fugir. Eu poderia fazer nossa amizade funcionar, não deveria ser tão difícil.

...

Eu estava sentada no refeitório analisando a tangerina em minhas mãos, não que eu fosse comer a fruta de fato, mas eu sempre andava com uma fruta, os humanos achavam estranhos quando alguém não comia a cada duas horas pelo visto. Mas naquele momento eu apenas a encarava, eu gostaria de saber qual o gosto que os humanos sentiam ao comer, para mim era cítrico demais, fazia meu nariz coçar.

Sorrir ao notar o cheiro de Jonas próximo a mim, ele havia finalizado sua prova para estar ali no refeitório pouco habitado no momento.

- Posso me sentar com você? - Sua voz era hesitante e seu coração denunciava seu nervoso, Jonas nunca me ignorava de fato, e eu me sentia mal por ser tão dura com ele.

- Claro! - Eu sorri em sua direção e ele sentou ao meu lado. - Inclusive, devo desculpas a você, nosso último encontro não foi nada caloroso, e suspeito que tenha sido eu que dificultou a situação.

Sua surpresa estava estampada, pobre Jonas, tão acostumado com minha falta de educação que ficava surpreso quando eu era apenas normal.

- Bom, eu também não fui muito gentil, certo? Não é legal confrontar assim uma pessoa. - Sorri, ele nunca errava nas palavras. Seu cheiro ainda me matava ao poucos, mas eu estava me adaptando, eu conseguia ignorar quando sua veia saltava sempre que eu lhe sorria.

Cheirei a tangerina em minha mão e me esforcei para não expressar uma careta, o cheiro com certeza mascarava o seu, Jonas me olhava sorrindo, imagino que não seja muito natural cheirar frutas assim em público.

- Como foi sua prova? - Perguntei enquanto girava a fruta pela mesa.

- Nada mal, e você? - acompanhei a trajetória que sua mão fez em direção as minhas, ele tentava pegar a tangerina, tive o cuidado de afastar meus dedos de seu caminho e seu sorriso de satisfação ao pegar a fruta denunciava que ele achava ter pego ela de forma habilidosa. Sorri fingindo surpresa, daria-lhe o gosto. - Se importa se eu comer?

- Não, toda sua. - Ele agradeceu enquanto descascava a fruta, e eu achava fascinante como seus dedos trabalhavam de forma precisa. - Você acha que podemos ser amigos?

Minha pergunta o surpreendeu, notei uma ruguinha se formar em sua testa como se ele deliberase a respeito, eu sabia a resposta.

- Claro, com certeza você terá muita sorte em me ter como amigo. - Dei risada quando ele me lançou uma piscadela, o som de sua risada com a minha me empolgava, ele tornava as coisas leves, era muito fácil eu me sentir a vontade em sua presença, e isso era um problema. Jonas me estendeu um pedaço da fruta e eu recusei com a mão, eu não estava disposta a passar as próximas horas enjoada.

- Você tem um ego enorme... - eu contava quantos riscos a mesa que estávamos tinha, eu sentia a necessidade de distrair minha mente quando ele comia algo, a forma como seu lábios se movimentavam me atraía e não de uma forma aceitável.

- Já que agora somos amigos, então podemos fazer coisas de amigos, como ir ao cinema ou dar uma volta na última quadra? - Seu tom era divertido e eu revirei os olhos para ele rindo de sua cantada, a última quadra era famosa por ser um ponto de pegação.

- Não acho que seja o programa ideal. Eu quero ser sua amiga, mas não estava brincando com você da última vez que conversamos. - Sua expressão ainda era tranquila, ele não se intimidava tão fácil.

- Por que eu teria medo de você? A história sobre você ser filha de mafiosos é verdade, por acaso? - Sorri com a teoria recente inventada por um grupo de alunos do primeiro ano.

- Você também ouviu essa? É a minha preferida até agora! - Eu disse rindo e ele gargalhou, eu admirei seu riso enquanto ele se balançava.

- Eu confesso que adoraria uma aventura perigosa assim! - Ele me olhava nos olhos e eu tentava decifrar sua mente.

- Não pertenço a nenhuma máfia, quem me dera, parece ser absurdamente divertido. Mas não significa que minha vida seja um mar de flores. - Sorri triste, eu estava tentando não sair correndo novamente como da última vez. - Falo sério sobre tudo o que te digo, e você seria inteligente em me escutar. Mas eu não vou continuar fugindo de você, eu me sinto atraída demais e sou um pouco egoísta para ir embora, vou te dar o direito de escolha.

Jonas tinha o olhar confuso, ele tentou fazer uma piada sobre, mas nada conseguiria aliviar a seriedade que minha voz emitiu quando joguei minhas palavra, suas bochechas estavam coradas talvez eu não tivesse medido o peso de mim há palavras, analisando agora, soava como uma declaração muito íntima.

- Seja lá o que for, não deve ser algo assim tão ruim. - ele respondeu por fim.

- Se você diz. - sua mão buscou a minha por cima da mesa, e eu cogitei permitir, travei uma pequena batalha de meio segundo em meu íntimo e quando me dei conta ele já a segurava. Sua pele se arrepiou com meu toque frio, seus olhos estreitaram e seu sangue fluía rápido para seus dedos tentando aquecer a região.

- Está com frio? Você está gelada! - Ele mencionou enquanto tirara o casaco e encarou o ar condicionado do refeitório, eu suspirei frustrada, eu não sabia nem o que dizer.

- Não sinto frio nenhum, pode ficar tranquilo. - Respondi retirando minha mão de baixo da sua e voltando a brincar com meus dedos.

- Não seja boba Maní, vista meu casaco. - Ele estendia a roupa para mim, seria mais fácil se eu aceitasse, mas ele estava apenas com a blusa da farda e não era quente o suficiente para um humano.

- Juro a você que não estou com frio, acredite... - E após 3 insistência ele desistiu e tornou a se vestir.

O silêncio foi, Jonas me olhava curioso e eu agora analisava o visor do meu celular, não tinha coragem de lhe dizer nada, não conseguia dimensionar o que se passava por sua cabeça.

- Você vai a aula de campo na semana que vem? - Me surpreendi com sua pergunta e relaxei um pouco, ele não iria me pressionar sobre a minha temperatura nada agradável. A aula de campo sobre a qual ele perguntava aconteceria no último fim de semana de abril, seria no litoral e eu não iria por motivos óbvios, não é comum tempo nublado nas praias próximas, eu não poderia arriscar.

- Não, eu não curto praias. - Ele esperou que talvez eu dissesse ser brincadeira, todos os alunos estavam empolgados para essa viagem, o assunto era comentado a meses.

- Você tem certeza, não vai estar sendo uma boa amiga se me deixar ir sozinho. - Sorri tentando não parecer triste.

- O sol me incomoda e a areia é grudenta, eu realmente vou te deixar na mão dessa vez. - Jonas fez beicinho como uma criança pequena e eu rir, quase cogitei lhe dizer sim.

- Não vou ganhar essa, já percebi... - Ele agora analisava o refeitório cheio, era o horário do intervalo e vários rostos curiosos nos analisava,

Eu conseguia ouvir os cochichos sobre as indagações de sermos um casal agora.

- Estamos famosos... - eu comentei e ele sorriu travesso passando o braço por meus ombros, eu me mantive imóvel, não estava preparada.

- Ah os minutos de fama, não vejo a hora de ouvir qual vai ser o nome dos nossos filhos. - Ri de seu comentário com um tom exageradamente sonhador e sua mão afagou meu ombro por cima do meu moletom, eu estava sem respirar, precisava de alguns minutos para me adaptar.

* Pov Jonas

Eu não poderia ter tido uma dia mais feliz, não somente porque eu consegui finalmente estar próximo de Maní, mas porque o cancelamento das aulas vespertinas me deu a chance de passar uma tarde inteira na presença dela, não completamente a sós, mas era um grande avanço. Maní tinha manias peculiares que me encantava, tudo nela era misterioso e atrativo demais, sua voz melódica me causava arrepios e seu sorriso fazia com que qualquer um retribuisse o gesto, cada pedacinho seu me fascinava e eu me via sempre com o coração acelerado demais.

Luna finalmente decidiu por ir embora e eu estava a sós com Maní, eu gostava de Luna, mas não poderia esconder meu sorriso de alegria.

- Onde você mora, Maní? - perguntei curioso, a cidade não era tão grande, então eu conhecia a maioria dos locais, poderia acompanhar ela até em casa.

- Não moro perto, fica a uma hora daqui mais ou menos. - Sua voz era calma, ela estava sempre mantendo distância e muitas vezes eu me perguntava se estava sendo muito incisivo. Sua reação quando toquei sua mão hoje cedo foi de surpresa, eu não estava tentando nada, não ainda, mas me sentia totalmente perdido sobre como eu deveria me comportar em sua presença. Eu também gostaria de saber porque sua temperatura era tão baixa, achei que pudesse ser frio, mas durante o resto do dia quando consegui tocar seus dedos levemente eles ainda continuavam frios, poderia ser impressão, apesar de que eu tinha convicção de que sua mão eram tão gelada quanto um cubo de gelo.

- Achei que eu poderia acompanhar você, mas com certeza é uma caminhada longa. - Tentei soar o mais natural possível, mas senti minhas bochechas vermelhas, eu tinha um sério problema de autoconfiança perto de Maní.

- Obrigada! - ela sorriu segurando minha mão, dessa vez a iniciativa havia sido dela e eu poderia lhe abraçar de tão feliz que fiquei. - Minha mãe sempre me dá uma carona, ela costuma sair no mesmo horário que eu.

Eu segurava seus dedos nos meus, mesmo que sua temperatura fosse fria demais e me causasse arrepios, eu não queria que ele me soltasse, eu me sentia extremamente confortável.

- Você tem certeza que não quer o meu casaco? - Eu falei baixo. Maní encarava nossas mãos e seu sorriso era triste, talvez eu devesse calar mais a boca.

- Te incomoda? - ela perguntou me olhando, eu sempre me perdia na cor do seus olhos, eu nunca havia visto nada igual, era como ouro líquido, só que mais bonito. - Eu nunca sinto frio, mas sei que a temperatura pode incomodar.

- Não, realmente não é um problema. Eu só não entendo, porque sua mão é tão gelada, então deduzi que poderia ser frio... - Sua mão agora traçava linhas imaginárias em meu pulso, cada toque era um arrepio diferente.

- Não são apenas minhas mãos. - ela respondeu sorrindo e puxou minha mão para seu rosto, era tão frio quanto suas mãos e eu não conseguia pensar em nada para lhe dizer, nunca havia sentido nada do tipo, sua pele tão macia que transparecia ser quente na verdade era tão gelada que parecia não ter vida.

- Por que? - Eu a olhava, minhas mãos estavam presas por seus dedos de modo que eu não conseguia acariciar seu rosto, seus olhos fechados lhe davam uma aparência quase angelical.

- Um dia eu te respondo, mas não hoje. - E com essa última frase ela afastou minha mão, e eu senti falta do seu toque.

- Eu não vou esquecer. - Eu lhe disse enquanto observava seus cachos voando como vento e pude notar seu sorriso.

*Pov Maní

Eu estava extremamente extasiada com a sensação do toque de Jonas em minha pele quando finalmente pude notar Malía em pé no estacionamento em frente, ela me esperava para ir embora, olhei para Jonas ao meu lado, ele estava distraído olhando minhas fotos de viagem no meu celular. Encarei Malía novamente e murmurei rápido demais para que ela pudesse ir, não haveria chances de qualquer humano escutar, não era audível para seus ouvidos.

- Você já esteve em Paris? - Ele falou surpreso e eu rolei os olhos e sorri lembrando, Paris era insuportável, parada demais, passamos 5 anos lá porque Malía sentia que ela havia nascido para viver como uma parisiense.

- Passei alguns meses. - menti, a foto era de qualidade inferior, havia sido tirada há alguns anos, mas ele não pareceu notar, meu cabelo curto e o vestido florido me dava o ar de mais nova, mas a foto era de seis anos atrás.

- E agora, onde levarei você quando eu quiser ser romântico? - Seu sorriso era divertido, era extremamente confortável estar sem sua presença, peguei o celular de sua mão e guardei, se ele avançasse nas fotos poderia começar a ficar confuso com minha falta de mudança física.

- Pensarei em algo, não se preocupe. - Disse sorrindo e ele fingiu respirar aliviado.

Notei seu olhar sobre o relógio, logo alguém do colégio viria nos retirar do campus, estava tarde.

- Precisamos ir, sua mãe não chegou ainda? - Ele perguntou curioso enquanto íamos em direção ao portão principal.

- Deve estar indo para a garagem nesse momento, vou esperar ela por lá. - Eu analisava seu rosto, era incrível como ele era tão bonito.

- Vou esperar com você então! - Mas eu o dispensei balançando a cabeça.

- Nada disso, ela vai achar que estamos tendo algo e seria embaraçoso. - Seu semblante de desapontamento me fez sorrir, ele não queria ir embora e eu confesso que não seria problema algum passar o resto dos dias olhando-o daquela forma.

- Então eu vou indo. - E eu pude notar sua aproximação, eu não estava preparada para um abraço, seria avançar demais, eu havia quase enlouquecido com seu pulso ao lado da minha boca, como seria ter meu rosto em sua pescoço.

Mas eu não tinha forças para evitá-lo, prendi a respiração e senti seu braços em volta de mim, precisei de dois segundos para controlar a queimação em minha garganta e fiquei meu olhar na árvores mais distante que eu conseguia visualizar, coloquei meus braços em volta de sua cintura e tive medo de mim segurando-o daquela forma em meus braços, ele era tão frágil que eu poderia simplesmente quebrar suas costelas se errasse a força aplicada em meus braços.

Ouvi quando ele respirou fundo o cheiro dos meus cabelos e desceu seu nariz pela lateral do meu rosto, levemente eu o afastei com um sorriso no rosto, eu não conseguia lidar com tantos passos de uma vez.

- Obrigada pela companhia. - Eu sorri e ele acenou, quando me virei para seguir em direção ao estacionamento eu ouvi seus passos se afastando, afinal ele voltaria vivo mais uma vez para casa, era um sortudo. Não voltei a respirar nem mesmo enquanto enquanto me deslocava para casa pela parte mais mais verde da cidade, preferia não abusar do meu autocontrole.


Notas Finais


E aiii! Que capítulo né? Eu estava muito ansiosa para postar ele, por favor me digam o que acharam desse avanço em Maní e Jonas!!! Eu também estava muito empolgada para mostrar essa visão de Kaleo e Malía hahahahah
Até logoo


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