História Inevitável - Capítulo 21


Escrita por: ~

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Categorias Resident Evil
Personagens Ada Wong, Albert Wesker, Alexia Ashford, Alfred Ashford, Ashley Graham, Barry Burton, Billy Coen, Chris Redfield, Claire Redfield, Jake Muller, Jill Valentine, Leon Scott Kennedy, Piers Nivans, Rebecca Chambers
Visualizações 78
Palavras 2.040
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Primeiramente, PERDÃO. Eu demorei porque tem sido uma loucura esses últimos meses, não estou conseguindo me organizar e quando tenho um tempo livre só penso em estudar ou netflix hauahuhauhshaush não tenho sido um exemplo confesso. Massss, apesar dos meus deslizes, das minhas crises existenciais e da faculdade eu tenho entrado diariamente no site para me manter por dentro da história e não perder o pique. Afinal eu quero muuuuito terminar essa história, minha meta para 2018 haha

Segundamente hauahuahs, vamos parar de enrolação e ler o novo capítulo logoooooooo
SAUDADES DE VOCÊS <3

Capítulo 21 - Hierarquia


CHRIS REDFIELD

Separei uma mochila e enchi de comida e alguns produtos de higiene, como creme dental e duas escovas de dente. Também separei um cobertor e um travesseiro. Estava tudo pronto.

 Jill não passaria mais uma noite sozinha naquele lugar abandonado, eu não deixaria.

Leon se comprometeu em me ajudar mentindo para os meus pais sobre meu paradeiro, também ficou a disposição para me dar carona caso eu precisasse. Estava sendo um amigo de verdade, mesmo que eu estivesse lhe negando detalhes sobre a situação.

Mas o que eu poderia fazer? Era segredo. Um segredo que não era meu e que eu me comprometera a proteger. Apesar de Leon ser um cara legal acho que não suportaria um segredo como este, com certeza ele acabaria abrindo o bico para alguém e quem iria se encrencar nessa história seria a Jill.

-Chris, anda logo ou vamos nos atrasar. –mamãe bateu na porta de meu quarto.

-Já estou indo. –empurrei a mochila com os suprimentos para baixo da cama e antes de sair vesti rapidamente minha jaqueta do time. Nos últimos dias quase não pensei no futebol, precisava de foco. O campeonato estava chegando e eu tinha que continuar sendo um bom jogador, o líder da equipe, ou do contrário Neil acabaria tomando o meu lugar.

Mas eu também precisava ajudar Jill, ela estava com problemas e por mais que me esforçasse para ignorar, não conseguia deixar de me importar. Queria muito poder denunciar de vez os abusos que ela sofria do pai, mas sem provas meu depoimento não valeria de nada. Ela precisava de coragem para ir à delegacia, alguma medida protetiva devia ser tomada. Dick Valentine não tinha o direito de tratar a esposa e a filha de tal maneira.

Por isso que Jill precisava de mim. Eu serei o responsável por encoraja-la a tomar uma atitude. Ela sairia dessa.

-Mãe, eu não quero ir ao colégio. –ouvi Claire dizer a mamãe no andar de baixo. Desde a festa Claire tem estado estranha. Quando Leon tentou vê-la no domingo ela o evitou. Disse que não estava se sentindo bem devido à ressaca e me pediu para inventar qualquer desculpa para se livrar dele. Estranho. Leon e Claire sempre foram tão grudados, qual era o problema dessa vez? Será que brigaram?

Provavelmente. Era a única explicação para ela agir daquela forma com ele.

Apesar que, eu nunca presenciei uma briga dos dois. Deve ter sido sério.

-Claire, não pode faltar no colégio sem um motivo plausível. –mamãe argumentou. –O que está acontecendo?

-Eu só não me sinto bem para ir.

-O que você tem?

-Hum.. Cólica.

-Mentira mãe. –falei me intrometendo na conversa. –Ela brigou com o Leon, por isso não quer ir ao colégio. –desci as escadas e Claire me observou, parecia assustada.

-Quem disse isso a você? –perguntou Claire.

-Tá na cara que tem algo de errado entre vocês dois.

-Filha, o Leon é seu melhor amigo. Seja lá qual for o problema não é motivo para você querer faltar à aula. Agora vamos. –Mamãe seguiu para a porta de saída com as chaves do carro em mãos. Ela nos daria carona até a escola, pois eu estava de castigo e papai havia tirado o carro de mim.

Uma droga.

-Chris. –Claire segurou meu braço me fazendo virar para encara-la. –Leon disse algo a você?

-Não. Ele tinha algo a me dizer? –a encarei confuso, ela abriu a boca, mas não disse nada, apenas balançou a cabeça negativamente.

-Esquece. –dei de ombros, não queria me envolver na discussão deles, Leon era meu amigo e não seria um desentendimento bobo com a minha irmã que atrapalharia nossa amizade.

Mamãe estava nos esperando dentro do carro. Claire sentou no banco de trás e eu no da frente. Era tão estranho não estar no banco do motorista. Não sei se me acostumaria a ser levado ao colégio por mamãe. Eu precisava do meu carro de volta.

Qual é, eu tenho quase 18 anos, pega mal ser o filhinho da mamãe ainda.

-Não está esquecendo algo, Chris? –mamãe me encarou de forma desaprovadora. Foi então que percebi que estava sem o cinto de segurança.

Mais um deslize para ela pegar no meu pé...

-Como quer dirigir sem cuidar da própria segurança? –ela me criticou enquanto eu puxava o cinto e passava por minha cintura.

-Eu sempre coloco o cinto. –Menti, afinal às vezes, ou quase sempre, eu esquecia. Qual a probabilidade de me envolver num acidente? Eu dirijo muito bem.

-Vamos logo, não quero me atrasar. –Claire reclamou no banco de trás.

-Mas não era você que queria faltar à aula? –mamãe sorriu e Claire revirou os olhos.

-Tudo bem, vamos logo porque não posso me atrasar para o meu trabalho também.

Quando nosso carro virou a esquina, pude ver Leon seguindo a pé e sozinho. Por que ele não foi pegar carona com a gente hoje de manhã?

-Mãe, vai mais devagar. O Leon está bem ali. –pedi. Quando o carro desacelerou eu abri a janela.

 –Leon!! –ele se virou em minha direção. –Vem com a gente. –Leon hesitou por alguns instantes.

-Não, relaxa...

-Entra logo no carro! –insisti.

-Ele disse que não quer. –Claire comentou no banco de trás, franzi a sobrancelha. Afinal, qual era a deles?

-Vem com a gente, querido. –mamãe o chamou. Ele encarou o carro, pensativo, por alguns segundos.

-Tudo bem. –cedeu. Mamãe parou o carro e ele entrou. Sentou ao lado da Claire.

 –Oi. –ele a cumprimentou e ela simplesmente o fitou rapidamente e desviou o olhar. Parecia desconfortada com a presença dele.

Que diabo aconteceu??

O caminho ao colégio havia ficado mais longo do que o normal. A culpa era do silêncio que predominava. Claire nunca ficara sem assunto na presença de Leon.

-O que aconteceu com vocês? –mamãe perguntou enquanto buscava uma vaga para estacionar. –Estão todos tão quietinhos.

-Eu também gostaria de saber. –falei, olhando Claire pelo retrovisor. Ela não havia tirado os olhos do celular. Como se estivesse vendo algo muito interessante.

-Estou com sono. –Leon respondeu, forjando um bocejo logo em seguida.

-Sei. –mamãe estacionou o carro. –Bem, tenham um ótimo dia e... –Claire saltou do carro antes mesmo de mamãe terminar de falar.

-O que deu nela? –olhei para Leon que evitou contato visual.

-Em fim, eu venho buscar vocês...

-Sem essa mãe –a interrompi. –Vou pegar carona com um amigo. –falei. Já não bastava ela nos trazer e estacionar praticamente dentro da escola, para todos verem. Agora ela queria nos buscar também? Minha reputação iria por água a baixo se continuasse assim.

-Tudo bem, só não chegue tarde em casa. Lembre-se que continua de castigo. –revirei os olhos. Ela não precisava me lembrar disso na frente do Leon.

-Tchau mãe. –sai do carro.

Quando minha mãe foi embora, resolvi interrogar Leon mais uma vez.

-O que tá rolando com a Claire? –ele me encarou com os olhos arregalados.

-Eu não faço ideia...

-Vocês brigaram? Ou ela tá fazendo birra?

-Cara...-ele desviou o olhar e sorriu rapidamente. –Eu não sei. Ela deve estar com raiva de mim, por que a levei para casa bêbada, sei lá. –apenas assenti. Não fazia sentido ela ter raiva dele, afinal nem foi punida porque nossos pais não descobriram sua fuga para a festa.

-Talvez ela esteja na TPM. –Leon completou. Agora sim fazia sentido. Mulheres ficam estranhas nesse período mesmo. Com a Claire não seria diferente.

-Vai treinar hoje? –Leon perguntou mudando de assunto rapidamente.

-Claro que sim. O campeonato está chegando, não podemos perder. –Leon revirou os olhos e sorriu, talvez ele me achasse um tolo por levar a sério o futebol, mas era a única coisa a qual eu me destacava. Minhas notas eram medíocres e vergonhosas, insuficientes para conquistar uma vaga na universidade. Mas ser um atleta, o melhor atleta atraia olhares importantes para mim. Só precisava me concentrar e continuar me superando a cada dia. –Vê senão falta no treino. –bati em seu ombro.

-Não vou. –ao contrário de mim, Leon não precisava participar do time de futebol para se destacar. Ele é um ótimo aluno, participativo e com boas notas. Além disso, tem um currículo repleto de atividades extracurriculares e ainda uma boa posição no time. Com certeza deve haver boas universidades esperando por ele quando o colégio terminar.

Enquanto caminhávamos para a entrada do colégio, avistei Wesker sozinho sentado no gramado. Parecia esperar por alguém.

-Leon... Vai indo e guarda o meu lugar. –Leon me encarou sem entender, mas não disse nada, apenas assentiu e seguiu sozinho.

Aproximei-me de Wesker.

-Ela tá bem? –perguntei diretamente, sem rodeio. Wesker me encarou e sorriu brevemente.

-O que pensa que tá fazendo? –franzi as sobrancelhas.

-Quero saber como a Jill está. –Albert olhou ao redor brevemente em seguida me encarou com um olhar de desprezo.

-Acho que você esqueceu a pirâmide hierárquica do colégio. Nós não deveríamos conversar aqui. –eu preocupado com a Jill e ele incomodado com o que as pessoas ao redor iriam pensar ao ver nós dois conversando? Inacreditável.

-Foda-se a merda da hierarquia. –cruzei os braços. –Ela deu noticias? –Wesker me encarou por um instante, seus olhos se estreitaram e eu jurava que ele tiraria onda com a minha cara por alguma razão.

-Ela tá bem. –respondeu verdadeiramente. –Só não tenho certeza se virá para aula. O rosto dela... você viu. –assenti. Se ela aparecesse com o rosto marcado às pessoas iriam comentar.

-A gente precisa fazer alguma coisa. –sentei ao lado dele no gramado.

-A gente? –Wesker ergueu uma sobrancelha.

-Somos cumplices se não denunciarmos. Isso nos torna tão culpados quanto o Dick Valentine.

-Não podemos fazer nada sem a permissão da Jill.

-Claro que podemos. – pensei em algumas maneiras de intimidar o Sr. Valentine. Um policial metido a machão que agride a própria filha e esposa... Qual seria seu ponto fraco?

–Vamos falar com o Dick. –olhei brevemente para Wesker, ele estava com os olhos arregalados.

-E dizer o que? É estupidez e pode piorar a situação.

-Não se soubermos como fazer. –Wesker franziu as sobrancelhas. –Qual é, você é o malandrão do colégio, pense em alguma coisa que possa intimida-lo.

-Eu usaria a violência para obriga-lo a parar, mas o cara é policial e tem uma arma.

-Usar violência seria meio contraditório nesse caso.

-Verdade. –Wesker suspirou e de repente começou a rir.

-Qual é a graça?

-Nós estamos bolando um plano... juntos. –sorri também. De repente, parecia que nós tínhamos dez anos outra vez e ainda éramos amigos. Bons tempos.

-Com certeza coisa boa não vai sair daqui. –ficamos em silêncio, ambos tentando pensar numa forma de ajudar Jill.

-E se... –Wesker começou, mas foi interrompido.

 -Qual é Wesker, tá andando com o Playboyzinho agora? –a voz veio de trás de mim, virei-me e vi Billy Coen, um dos seguidores de Wesker me encarando de braços cruzados.

Albert Wesker olhou para Billy e em seguida me encarou. O olhar de desprezo estava de volta em sua face.

-Redfield só veio me implorar para deixar de pegar no pé dele. –Wesker havia assumido a postura de Bad boy novamente. Levantei-me.

-Não aguenta a pressão, Redfield? –Billy Coen é do segundo ano e tem quase a minha altura. Ele se acha o Bad boy só porque é um dos poucos garotos que tem uma tatuagem imensa no braço direito, que a propósito faz questão de exibir usando apenas camisa regata. Há boatos de que ele já foi preso e que conseguira a tatuagem na cadeia, provavelmente é mentira. Só uma historinha boba para assustar os alunos mais novos vítima de toda a malandragem do grupinho do Wesker.

De qualquer forma, ele nunca me intimidou.

-Eu vou indo nessa. –falei e Wesker apenas me encarou com os olhos azuis cheios de escarnio. Eu sabia que aquilo era apenas uma máscara, pois sem a presença de seus seguidores, para lembrar a hierarquia social, Wesker até se mostrava um cara legal.

-Pode esquecer a trégua, Chris. A tendência é só piorar. –aquilo era uma ameaça real ou só fazia parte do fingimento para manter as aparências? Resolvi não levar a sério. De uma forma ou de outra, Wesker e eu estávamos envolvidos numa situação complicada, dependíamos um do outro porque Jill precisava do apoio de nós dois.


Notas Finais


E entãoooooo????
No próximo capítulo tem surpresinhaaaaa (tradução: TRETA)
Beijãooo


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