História Inexplicavelmente Mútuo - Capítulo 1


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Categorias Amor Doce
Personagens Castiel, Personagens Originais
Tags Mollystiel, Or Nah
Visualizações 7
Palavras 1.669
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


ia, ia, iô (eu sempre cantei errado, mas deixa para lá)
fala aí, meu bebês!

o titio aqui voltou com mais uma história e com novidades: o titio está planejando mais historinhas para vocês
eu estava com essa história escrita há um tempão, mas por falta do dito cujo — o tempo — eu a deixei pra escanteio. ela iria subir no dia de são nunca, porém por muita teimosia minha, eu decidi arrumar umas coisitas nela e arriscar postá-la
espero de coração que vocês gostem e a amem tanto quanto eu
vocês irão, provavelmente, ver algumas semelhanças entre essa fanfic e a outra que eu escrevo: a Or Nah, que também por falta de tempo está parada (mas prometo que daqui pra domingo eu posto)

Inexplicavelmente Mútuo se passa uns anos antes de Or Nah — ou seja, consequentemente, anos antes de conhecer a Molly —, porém, ela pincela em um reencontro que se vocês forem espertos, irão conseguir pegar do que ele se refere

não estranhem o nosso amigo Castiel naquela bad sem fim, tudo bem? ele acabou de sair de um relacionamento bem intenso e turbulento com a pessoa que ele mais amava nesse mundo
em Or Nah, ele fala um pouco sobre esse relacionamento antes de ficar com a Ambre (não muito, mas dá pra notar)

bom, tô falando demais
espero que gostem
amo muito vocês
e boa leitura <3

Capítulo 1 - 1. Remoendo


​INEXPLICAVELMENTE MÚTUO

1. Remoendo

A única coisa que conseguiu me fazer levantar do sofá foi a campainha que tocava sem cessar, me irritando profundamente. Acho que xinguei durante o caminho inteiro até a porta, dando de cara com Lysandre me avaliando da cabeça aos pés com aquele olhar de julgamento e desconfiança. Um temporal caía do lado de fora, e o céu ameaçava desabar sobre nossas cabeças.Perguntei-me o que motivou Lysandre a sair de casa nessa situação.

Meu orgulho me impedia de acreditar que era por minha causa.

— Desse jeito novamente, Castiel?

Dragon continuou deitado no sofá e nem se deu ao trabalho de latir como sempre fazia. Provavelmente meu estado nada decente deveria ter mexido com ele também. Acho que ele sentia as coisas da mesma forma que eu, mas de um jeito diferente, talvez menos sofrido.

Aquilo não estava fazendo bem à ninguém, eu tinha plena consciência disso — só não conseguia evitar. Era mais forte que qualquer coisa boa existente em mim. Como se a vitalidade em meu interior tivesse eclodido.

A casa estava completamente escura e as cortinas grossas mantinham o clarão cegante do lado de fora. Havia um clima pesado e mórbido na sala, tanto a boca de Lysandre se retorceu, descontente e repreensor.

Soltei um suspiro cansado.

— Pelo visto você ainda não superou — observou Lysandre, dando a volta pelo sofá.

— E você é muito inteligente — zombei. Minha voz saiu fraca e falha. Faziam-se mais de meses que eu não comia bem. Apenas me entopia de porcarias de fast food — como Lysandre gostava de dizer — e algumas doses de uísque. Minha barriga doía todos os dias e eu era obrigado a vomitar o que eu não comia, além das absurdas dores de cabeça. Não sei como ainda não morri ou parei no hospital.

Minha boca está seca, a garganta arde e eu só penso em sumir.

De mim mesmo, do mundo e dos pensamentos que lamentam uma perda que eu mal me lembro qual é — ou pelo menos tento não me lembrar. Pode ser até dramático, mas quem liga? A importância se conquista a partir do costume e eu infelizmente me acostumei a isso. À remoer memórias em preto e branco, sonhos perdidos e sem som algum; borrões acalentados pelo desespero e algumas lágrimas salgadas que escapam sempre que minha música favorita roda em minha cabeça.

Até o chão parecia mais frio do que o costume. O que me esquentava esfriou de repente, assim como o meu coração.

Nem mesmo eu me reconhecia mais — o Castiel derrotado se ergueu e ficou de pé de uma vez, e se dependesse de mim, ele continuaria guardando as memórias e ressentimentos quase vivos, me impedindo de lembrar novamente.

— Faz quanto tempo que ela foi embora, Castiel? — Lysandre voltou a perguntar com seu jeito monótono, me arrancando dos devaneios. Às vezes eu odiava a peculiaridade intrigante dele de se manter quieto quando eu menos quero e interromper meus momentos de filosofia quando mais quero pensar.

Também odiava quando ele me forçava lembrar quando eu mais queria esquecer.

 — Quatro anos — rosnei encarando o carpete cor-de-vinho e os chinelos largados. Mesmo estando na defensiva, ainda me sentia estar confessando algo pessoal. Não fazia sentido isso ser há tanto tempo e eu ainda estar sofrendo. Isso me matava por dentro, e eu ainda esperançoso, não fazia absolutamente nada para evitar.

Não precisei olhar para ele para saber que ele franzia o cenho, juntando um mais um, as incógnitas que faltavam na situação e não chegar em resultado algum. Se nem mesmo eu chegava, quem dirá ele.

— E você ainda se martiriza por isso, Castiel? Pelo amor de Deus! — Ele bufou e negou diversas vezes com a cabeça.

Talvez eu fosse um caso perdido, não adiantaria nada ficar matando cabeça comigo.

— Eu sei que você sabe que já faz um tempo considerável e que ela já deve estar seguindo com a vida, ao contrário de você que está aí parecendo um moleque de catorze anos que perdeu um jogo de futebol pro adversário da escola. Para de ficar se lamentando. Sabe quanto tempo faz que não fala com seus amigos ou até comigo? — despejou a verdade na minha cara sem ao menos perguntar se havia doído.

Tudo bem, eu merecia boa parte disso tudo.

Lysandre sabia ser duro quando queria e olha que nem era uma situação grave.

— Falou com a irmã dela? — perguntei em voz e cabeça baixa, ignorando quase tudo que ele disse.

Tinha medo — confesso —  de olhar para ele ou manter o tom de voz normal. Eu parecia um rato perto dele.

Como eu me tornei covarde.

Eu juro que pude sentir sua vontade de me dar um soco e me obrigar a acordar para a vida. Não o julgo. Eu agradeceria se ele fizesse isso.

Meu melhor amigo respirou fundo pela segunda vez em nossa conversa desajeitada e me lançou um olhar de desistência.

— Falei, Castiel. Falei.

— E aí?

— E aí, o quê? — Uma pontada de repreensão quase disfarçada surgiu em sua pergunta.

Ele sabia que se eu queria melhorar da situação e esquecer, eu precisava parar de procurar conversa e detalhes que envolvesse a tal situação. Mas era quase impossível.

Olhei para ele como se demência fosse um de seus talentos.

— Ela disse alguma coisa, Lysandre?

Ele pareceu acordar.

— Não. — Foi curto e grosso.

Merda. Eu odiava quando eu pedia notícias e os dois se faziam de difícil.

Custava me dar um sinal ou mesmo avisar se ela estava ao menos viva? Eu sei que não tenho mais nada haver com ela, mas ainda sim minha mente e coração insistiam em querer saber de alguma coisa que a envolvesse.

— Ela ainda não mandou notícias? — perguntei como quem não quer nada, mas acho que ele percebeu onde eu queria chegar. Ninguém o engana.

— Não. — Novamente foi curto e grosso. Eu acho que Lysandre não gosta muito de falar sobre ela, mas ele queria o quê? Namorava a irmã da pessoa e não queria que eu pedisse notícias?

— Ela não manda notícias ou liga para a irmã no começo, Castiel. Se acalme.

Começo? Porra, Lysandre, fazem quatro anos, cacete! Se isso não é começo, quero nem saber quando for o fim. — Passei a mão no rosto no intuito de me acalmar, mas eu só me estressei mais.

Joguei a guitarra que estava no meu colo pro lado e abracei meus joelhos. Queria reprimir as lágrimas que ameaçavam acumular em meus olhos. Doía lembrar, mas doía ainda mais querer notícias e se importar, mas não ser retribuído com o mesmo ato. Era tudo tão complicado que eu queria sumir assim como ela fez.

— Castiel... — Lysandre pareceu notar minha dor. Odeio quando mostro o lado sensível e fraco que não suporto ter, à outras pessoas.

— Esqueci de como Nilly é complicada — murmurei com a voz embargada e abafada pela posição que eu estava.

Ainda doía falar seu nome.

Era como se uma enxurrada de sorrisos acolhedores, fios dourados e olhos verdes-água perturbassem minha mente que já andava perturbada — e a fizesse ficar ainda pior. Era difícil fechar os olhos e ainda ter o relance de escutar sua voz angelical no meu ouvido quando eu dormia demais e nos fazia atrasar para a aula. Minha cama e os lençóis nunca mais foram os mesmos. O cobertor não consegue me esquentar como antes, o café não tem mais o poder de me manter acordado e nem mesmo o oxigênio me faz sentir vivo.

— Ela... ela odiava quando eu a puxava pela cintura enquanto se arrumava para ir à aula. Eu sempre era o último a me arrumar, e enquanto eu calçava o tênis, ela brincava com o Dragon, correndo pela casa e esbarrando nas coisas. Era divertido e emocionante vê-la tocar guitarra quando tinha insônia para ver se conseguia dormir. Eu daria tudo.. tudo para voltar no tempo e recuperar o que perdi. Gravar cada momento, cada risada, cada toque. Eu me lembro que no dia em que a gente se conheceu, nós brigamos feio. Rolou até taça voando pela casa. Aquele jeito teimoso e marrento dela nunca mudou. O jeito que ela me olhava enquanto eu dormia e prometia dias melhores era o que me fazia sentir vivo e ser um cara melhor. Para ela. Eu não sei porque ela foi embora. Mas eu sinto, Lysandre, eu sinto que a culpa foi minha. Eu sinto que não consegui aproveitar a pessoa que se doava para mim a cada dia. Não soube dar valor. E foi por isso que ela foi embora. Porque ela sentiu que se doava demais e era retribuída de menos.

Eu conseguia sentir algumas lágrimas quentes descerem por minhas bochechas e eu só esfregava os olhos lacrimejantes na calça moletom com o intuito de fazer desaparecer ou mesmo mostrar que elas nunca estiveram ali. Lysandre afagava minhas costas enquanto soluços altos escapavam da minha boca. No momento eu não sentia vergonha por estar chorando — só queria desabar naquele momento para me reconstruir depois.

Como ele havia dito, eu parecia um moleque iludido e otário que perdeu o campeonato para um adversário fraco assim como eu.

Fraco nos músculos, por que na mente, ele foi mais esperto que eu.

Passamos alguns minutos ali. Em siêncio. E aos poucos as lágrimas foram cessando. Como toda noite escura e fria, eu me sentia vazio. Faminto de forças e alimentado de saudade.

— Se você quiser eu posso passar a noite aqui. Você não está em condições de ficar sozinho. Vai acabar se jogando da sacada — sugeriu Lysandre depois de um tempo.

Ele me olhou com pena, mas não consegui fazer nada além de sentir a mesma coisa.

Não tive forças para dizer sim ou não. Apenas com muito esforço dei de ombros e voltei a abraçar meus joelhos com toda a força. Era como se eu pudesse apertar minha dor e comprimi-la a ponto de fazê-la sarar. Mas isso era impossível.

Como ele havia dito, Nilly estava seguindo com sua vida. E claro, à quilômetros de distância de mim e da minha saudade.


Notas Finais


IEEEE
SUBIU hehehe

bom, vocês vão se deparar com um lado sensível, vulnerável, mais humano e bem chorão do Castiel
eu quero muito que vocês o enxerguem da maneira que eu tô tratando na fanfic, e sério, está sendo uma honra pra mim colocar essa história aqui

espero muito que vocês gostem dela assim como eu (de novo)
o capítulo foi pequeno, mas recompenso no próximo
vai ser uma fanfic pequena, mas bem explicada e objetiva :)
e muito obrigada @Yui_Winchester por me disponibilizar sua personagem e me deixar fazer maldades com ela jhusjahs te amo <3

favoritem, comentem (aceito criticas e conselhos também) e mostrem pro amiguinho
beijocas <3


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