História Infectados - Capítulo 2


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Notas do Autor


Hello pessoal, tudo bem com vocês? Espero que sim!

Aqui trago a vocês o primeiro/segundo capítulo da fic. Espero que gostem!

Boa leitura.

Capítulo 2 - Capítulo I: O garoto explosivo e a cara redonda


Fanfic / Fanfiction Infectados - Capítulo 2 - Capítulo I: O garoto explosivo e a cara redonda

O barulho no lado de fora daquela porta não parecia incomodar nem um pouco os dois adultos que dormiam ali como duas "pedras", o sol entrava no quartinho pelo pequeno basculante na parede, batendo no rosto de ambos.


Uraraka foi a primeira a despertar, ela olhou ao seu redor lembrando calmamente do ocorrido da noite passada ao olhar para o lado, ela observou bem aquele homem que dormia profundamente.


—Acho que nem se uma bomba cair aqui acorda essa mula - revirou seus olhos. —Ei, acorda 


  O cutucou com a bainha de sua arma. 


—Acorda infeliz.


—Puta que me pariu, dá pra você parar de gritar no meu ouvido? Credo - bufou alto.


—Oh seu filho de uma boa mãe levanta logo que a gente tem que sair daqui, francamente, que tipo de mula se deixa ser seguido por infectados e ainda por cima os arrasta para um beco sem saída?! - cutucou a ferida dele e o mesmo apenas a olhou sério.


—Cala a sua boca - sentou-se. —Olha só, eu não tive culpa, eu estava andando por aí atrás de comida mas eu acabei pisando em uma buzina que ainda prestava e isso atraiu a atenção deles e eles são mais rápidos do que eu imaginei 


 Deixou-se cair para trás. 


—Você é muito burro - Uraraka levantou-se do chão já puxando sua arma. —Agora me diga seu nome, sua idade, de onde você é e para onde você está indo.


—Isso é pra ser uma conversa ou um cadastro do bolsa família? - brincou irônico tendo a katana apontada para seu nariz. —Tudo bem, tudo bem. Sou Katsuki Bakugou, tenho 20 anos, de onde eu vim não importa e eu estou seguindo para o sul. 


—Para o sul? - perguntou. —Então você também sabe do frio lá? 


—Óbvio - revirou os olhos. —Antes de "todo mundo" morrer, isso tocou no rádio...


—Eu sei! - ela o interrompeu. —É que eu pensei que apenas eu ainda acreditava que no sul existe alguma coisa.


—Muita gente ainda acreditava mas eu nunca vi uma só pessoa retornar de lá, então tenho minhas dúvidas - deu de ombros. —Enfim, qual é o seu nome cara redonda?


—Cara redonda é a tua mãe! - bufou. —Ochako, Ochako Uraraka.


—Ok cara redonda, agora que estamos apresentados que tal sairmos logo daqui? - perguntou irônico.


—Ei fui eu quem propôs isso! - Uraraka lhe deu um peteleco na cabeça. —Agora vamos logo.


 Sem muito o que esperar, eles levantaram o armário que cobria a porta - com todos o cuidado para não serem pegos -, e abriram uma pequena brecha na porta, olhando os infectados ao redor.


Horrível.


Corpos perambulando por todo aquele ambiente, cobertos com o sangue de suas vítimas, pessoas sem um pingo de consciência.


Eles não eram mais humanos.


—Como pretende sair daqui, espertalhona? - Katsuki perguntou quase em um sussurro para não chamar atenção.


—Simples, a gente se afasta da porta, eu conto até três e nós corremos pra bem longe, não precisa de muita elaboração basta correr - murmurou sem o olhar. —São lerdos, se corrermos bastante esses monstros não vão conseguir nos pegar.


—Tsc, eu estou sentindo que isso vai dar totalmente errado - ele fechou a porta, apoiando-se na mesma com seu peso. —Por que não saímos pelo basculante?


—Dá uma olhada lá pra você ver - ela sentou-se em cima de um balde que estava ali no cantinho.


 Apoiando-se na parede e segurando no basculante, Bakugou olhou ao redor...tinha vários infectados do lado de fora até mais do que tinha lá dentro.


Não tinha como sair por ali, talvez a porta fosse realmente a única saída.


—Merda, merda, merda - ele murmurou. —Nós vamos morrer porra! 


—Calma aí senhor explosivo - ela o puxou pelo braço. —Fica calmo, tudo que precisamos fazer é correr o mais rápido que conseguimos.


—Puta que me pariu, eu não gosto dessa merda - ele suspirou. — Tudo bem, tudo bem, tudo bem, vai ficar tudo bem! - 


 Pensou positivo.


—É só correr, não tropeçar ou ser pego por eles...


—Isso! - ela puxou algo de sua cintura. —Tua arma, eu peguei ontem a noite da rua bolsa só por precaução.


 Sorriu debochada.


—Okay rapariga, vamos lá - Bakugou deu alguns pulinhos no chão.


—Primeiro: para de falar tanto palavrão, isso já está me irritando - falou. —Segundo: Ao meu sinal a gente corre o mais rápido que conseguir.


 Sua mão foi posta sobre a maçaneta. 


 —AGORA!


Correr o mais rápido que conseguir era o essencial nos dias atuais.


Eles correram em alta velocidade, empurrando os infectados que estavam no caminho.


Uraraka mandava os corpos gelados e sem vida para o descanso eterno usando sua katana sem a menor piedade e Bakugou também não ficava para trás.


Arranque a cabeça ou destrua o cérebro e tudo vai ficar bem.


—Vamos cara redonda! Mais rápido! - a puxou pela mão assim que percebeu que a mulher já estava cansada de empurrar e correr.


—Ai merda, vamos para aquela direção - apontou para a direção que ela costumava deixar sua moto.


Ambos correram cada vez mais e mais atrás de fugir dos infectados que estavam pelo caminho.


—Estamos quase chegando - ela anunciou assim que viu um laço vermelho preso na porta de uma lanchonete.


—É aqui? - perguntou assim que pararam em frente à casa ao lado.


—Sim, vem entra rápido - o puxou fechando a porta no momento exato em que os monstros começavam a se aproximar.


—Deus, eu nunca corri tanto assim na minha vida - o garoto permitiu-se sentar no chão. —Jesus, parece que eu corri uma maratona...


—Você é estranho, uma hora está falando palavrão e na outra já está citando o nome de Deus - riu sem fôlego. —Vem, ainda temos que atravessar aquela tábua aí estaremos no local que eu "vivo".


—Se você tem um local pra ficar, então por que diabos estava naquela farmácia? - perguntou esticando os braços para cima, deixando que a arma já posta em sua cintura ficasse a mostra.


—Eu estou a procura de gasolina então sempre fico dormindo em lugares mais próximos de onde procurei para não acabar esquecendo - respondeu sem muita emoção nas palavras.


—Não entendi mas ok cada um com suas maneiras - a seguiu.


A tábua que iriam atravessar não era tão grande mas fazia grande diferença na mudança de ambiente.


—Agora é só descer essas escadas - comentou.


Lá embaixo estava o local onde a garota vivia, o pequeno local tinha apenas um colchonete no chão, um sofá estragado, fogão a lenha e um banheiro de serviço, havia também no chão dois porta-retrato com fotos de Uraraka e duas outras pessoas.


—Bom e agora? - Katsuki sentou-se no sofá, a olhando de relance.


—E agora o que? - ela perguntou deitando de costas no colchonete.


—Nós temos que ir para o sul - indagou alto.


—Não sei você mas eu trabalho melhor sozinha - respondeu.


—Tsc, você não pode me descartar agora somos uma equipe...


—Quem decidiu isso? - perguntou incrédula.


—Eu! - sorriu amável. —Pense bem, nós estamos seguindo para a mesma direção então o que custa ficarmos juntos até lá? Só quero te acompanhar na viagem, isso não é um pedido de casamento...


—Cara alguém alguma vez já te disse que a sua cara não condiz com nada, nenhum tracinho da sua personalidade? - mudou de assunto.


—Como assim? - perguntou sem entender a pergunta.


—Sabe, você tem cara de quem coloca medo nas pessoas mas estranhamente você é até calminho só não pela boca suja - respondeu virando-se de cara para cima.


—Oh, meus amigos sempre me diziam isso - riu sem graça. —Eles já me falaram que eu pareço assustador aos olhos dos desconhecidos mas eu nem faço nada...


—Só a tua cara já dá medo por si própria - riu alto com a sua expressão. —Eu tô cansada, vou dormir, por favor não me acorde, tem comida enlatada perto do fogão.


—Está bem, durma bem - levantou-se tentando não fazer barulho.


Por incrível que pareça, ele estava determinado a fazer com que ela viajasse para o sul consigo, não porque havia gostado dela ou porque ela parecia ser boa de luta e sim porque ele queria para sua própria segurança.


Não se importava em usar os outros para conseguir aquilo. 




Notas Finais


Espero que tenha ficado ao agrado. Fico muito feliz se leu até aqui.

Como podem ver a fanfic está de capinha nova e banner também. Quero agradecer a linda da @Naobad que fez ambos em três cores diferentes. Vou usar todos KKK

Capítulo betado pela @Hyuuzumah. Thank you flor <3

Bom até o próximo capítulo.

Bye.


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