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História INFECTION - Camren - Capítulo 2


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Notas do Autor


Resolvi mandar logo dois capítulos hoje para apresentar um panorama geral da história, aproveitem a quarentena. xx

Capítulo 2 - Capítulo dois: Teacher?


Camila P.O.V 

-Uma cadeira de doenças infecciosas? - indago confusa -  

-Sim, Camila – o reitor dá um gole calmo em seu café como se estivesse pedindo paciência -  

-Mas, senhor, com todo respeito – ponho as duas mãos na mesa, tentando parecer decidida – eu posso fazer mais.  

-Sei que pode, srta. Cabello. Mas não podemos financiar a sua pesquisa logo no seu primeiro ano de trabalho, você precisa formar raízes aqui, e essa área é a sua especialidade, devia estar orgulhosa de si. 

Olho pro chão já aceitando a derrota. 

-É, eu acho – pego minhas pastas e encaro o sorriso convencido do velho, arg, hijo de puta - 

-Sua disciplina vai entrar esse semestre – balbucia ele enquanto escreve alguma coisa no computador - vão haver muitos interessados, você vai ver, e quem sabe – essa parte me faz encará-lo novamente – dependendo de como vai se sair, o seu financiamento pode sair no final do ano.  

Meus olhos se enchem com um novo brilho. “Pelo menos isso”, penso. 

-Obrigada senhor, não vou decepcionar – aceno levemente a cabeça como sinal de que estava saindo e entro corredor a fora organizando minhas pastas enquanto me dirijo aos dormitórios do corpo docente -  

Caminho tão distraída que acabo esbarrando em alguém, em um milésimo de segundo não sei se me importo em identificar a pessoa em que colidi ou em salvar toda a papelada que agora corria em encontro ao chão. 

-Lo-lo siento... - começo a falar desesperada - 

-Ih, você não conseguiu, não foi? - me deparo com Dinah, que se abaixa rapidamente para me ajudar com as folhas – quando fica desastrada assim... 

-Você não estava brincando quando disse que ele é “casca grossa” - repito emburrada as suas palavras - 

Dinah Jane é uma das pesquisadoras mais importantes do campus, ela coordena todo o Penn Med, um laboratório de biomedicina responsável por desenvolver as melhores pesquisas do país. Tive sorte de encontrar justamente ela em meu primeiro dia nos EUA, salvando a sua pele quando corri atrás de um ladrão no aeroporto que tentava levar uma mala com os aparelhos que ela havia trago da Suíça. Sim, eu corri atrás dele, e o peguei, consegui segurá-lo até que os seguranças chegassem, arrancando-me de cima dele. Não sei o que me faz fazer essas loucuras, mas simplesmente faço, até mama não ficou surpresa com a história. “Karla, se você ficar se preocupando em salvar todo mundo, não vai estar viva para salvar quem realmente importa”, ela sempre me dizia, mas afinal como distinguir quem realmente importa? Eu não sei, e como não, sei, para mim todos têm esse direito. O fato de eu ter descoberto quem é Dinah depois foi um bônus super vantajoso, admito, ela disse que todo aquele equipamento era super raro, e por isso me devia uma pelo resto da vida. Me contentei com a sua amizade, é mais difícil se adaptar à uma nova vida sem amigos. Nos tornamos amigas desde então, e ela me ofereceu um lugar dentro do seu próprio dormitório. 

-Então o que você vai fazer? - ela pergunta quando me levanto com as pastas arrumadas - 

-Dar aulas, pelo que parece – falo meio desanimada -  

-Isso é ótimo, Camila – ela tenta levantar o meu astral - sério, sei que não é o que você quer, mas você é muito nova, muitas coisas vão acontecer ainda. 

-Eu sei, DJ – falo enquanto caminhamos até o quarto – vou focar nisso por enquanto, ele disse que se eu me sair bem ele vai financiar a minha pesquisa. 

-Pois então?! - ela abre um sorriso tão caloroso que eu não consigo evitar sorrir junto – eu tenho certeza de que você vai arrasar, e logo estará se juntando a nós no laboratório - ela ajeita a bolsa que estava levando – falar nisso, estou indo para lá agora, quer ir? 

-Quero muito – fico animada, mas logo desmancho – queria, mas os alunos chegam hoje, não é? E o período letivo começa daqui dois dias, é melhor eu preparar a minha aula – tento falar com mais entusiasmo -  

-É assim que se fala – Dinah me dá um abraço - até mais tarde Mila. 

Sorrio para ela e finalmente entro no quarto, me jogando em minha cama improvisada, porém confortável.  

Professora Camila Cabello, até que não soa mal. Mas não parece ser o suficiente. Talvez eu fosse gostar de lecionar, só que não é o que eu quero fazer. Eu quero descobrir alguma coisa, fazer algo mais importante, é para isso que eu venho estudando tanto, por isso me formei tão cedo, por isso consegui uma bolsa de pós-graduação em uma das melhores universidades dos Estados Unidos. Apenas não consigo me contentar com a ideia de ser mais uma, de passar despercebida, ser invisível. 

Pego meus óculos retangulares e ponho no rosto, ao lado da minha cama há uma pequena mesa. Puxo uma cadeira e retiro meu notebook de minha mala, colocando sobre a mesa. Se fosse pra ser professora, então eu seria uma professora, uma professora excelente, a melhor. 

 

...  

 

Já era uma da tarde quando parei de estudar, pois meu estômago estava falando mais alto que meus pensamentos. Precisava comer alguma coisa, em mais ou menos uma hora o campus se encheria de calouros barulhentos, se eu me apressasse poderia vê-los entrando.  

-Camila! - ergo os olhos e vejo Shawn, um professor (não se de que, literatura se não me engano) que sempre esbarrava em mim por aí, não importa por onde eu fosse ele estava lá, isso é até um pouco sinistro - está indo ao refeitório também? 

Eu tinha que parar com essa mania de não prestar atenção no que tem na minha frente. 

-Sim – falo sem animação, não havia conseguido pensar em nada pra fugir dele e eu estou com fome -  

-Ah, eu também. 

-Hum. 

-Posso acompanhá-la então? 

-Claro – falo desconfortável enquanto ele anda ao meu lado, não sei qual é a desse cara, Dinah fala que ele gosta de mim, mas isso é meio difícil de acreditar -  

-Hã.. quieres un poco de café? - ele fala sem jeito- 

Seguro a risada, ele estava mesmo falando espanhol comigo? 

-Si, por favor – respondo sorrindo e ele sorri de volta, puxando uma cadeira para que eu sentasse – se puder trazer um sanduíche, ficaria agradecida. 

-Claro! - ele fala ainda om sotaque e se afasta - 

Ponho os braços em cima da mesa e começo a brincar com as mãos, meio desconfortável. Não estava acostumada a ter nenhum tipo de relação, com ninguém, e se Dinah estiver certa aquele cara está tentando se aproximar de mim. Mas o que eu faço então? “Que patética, Camila”, penso, “você consegue mapear um genoma em horas, mas não consegue conversar com um homem”. 

-Bom, eu não sei que sabor você gosta, então eu trouxe peito de peru – ele demora o olhar em mim e coloca a bandeja em cima da mesa - você é tão magra, quer dizer, tão em forma, então pensei, quer dizer... 

-Peito de peru está bom – o interrompo meio impaciente pegando a xícara e o alimento -  

-Você come muito por aqui? - ele puxa conversa -  

-É o restaurante mais próximo - respondo, nossa, Camila, não tem nada mais interessante para falar?- 

-Claro – ele sorri envergonhado -  

Trocamos poucas palavras durante nosso almoço. Eu nem sabia o que de fato era aquilo tudo, seria um encontro? Não, eu preferiria pensar que não iria a um encontro vestida daquele jeito, e sem maquiagem alguma, ainda por cima, com molho light escorrendo pela minha boca. Conseguimos nos demorar em nossa conversa sobre os pontos turísticos da cidade, falei que Dinah havia me levado à alguns lugares, mas que não havia conhecido tudo ainda. 

-Tem um pub perto daqui – ele fala – quer dizer, não tão perto, se você considera ir a pé, mas de carro, bem... é perto, nós poderíamos ir, tipo, sei lá, um dia, se você quiser – ele me olha como se tivesse medo que eu batesse nele -  

-Ok – respondo apenas isso, fazendo-o sorrir mais uma vez, céus, ele sorri demais, será que não cansa? -  

-Então na sexta?  

-Sexta está bom – falo distraída enquanto abocanho o último pedaço do sanduíche -  

Ele abre a boca para falar algo mais, mas é interrompido pela chegada de Dinah. 

-Camila! - ela fala meio sem ar – o que você está fazendo aqui? Os alunos chegaram, você faz parte do corpo docente agora, não devia estar lá para recebê-los? Ah, oi Shawn – ela o lança um sorriso simpático -  

-Oi – ele responde -  

-Mierda, é verdade – olho para o relógio e levanto rapidamente - já é isso tudo?! - pego a xícará com café e viro inteiro na minha boca, fazendo ambos Dinah e Shawn me fitarem de um jeito meio assustado – Tchau, Shawn. 

Escuto o tchau dele já a metros de distância enquanto caminhava a passos largos ao lado de Dinah, que estava bastante curiosa com a chegada dos novos estudantes. 

-Então, o Shawn hein? - DJ fala sem diminuir o ritmo - 

-É. 

-Ele te convidou pra sair? 

-Não, quer dizer, convidou – falo rapidamente – sexta, eu acho. 

-Camila Cabello, você vai sair com Shawn Mendes! – Dinah fala boquiaberta – Deus, ele é lindo! E tão fofo! 

-Bom, é verdade – admito, chegamos até a entrada principal da UPenn e observamos a caravana enorme de jovens chegando -  

-Você é estranha – ela continua – como pode não estar animada? Todas as professoras, e pesquisadoras, querem sair com ele, e você vai! 

-Eu vou – sorrio mais largo, me permitindo ficar meio animada – mas você sabe Dinah, eu não vim até aqui para.. 

-Se apaixonar – ela interrompe como se já conhecesse o meu discurso – bla bla bla, é óbvio que você não irá conseguir fugir da paixão, Mila, ninguém foge. 

-Não preciso fugir, não vou me apaixonar – digo decidida -  

-Aham – Dinah ri - então por que aceitou sair com ele? 

-Ah, porque ele chamou, ué, que mal tem? - ela me lança um olhar desconfiado - não enche, DJ, olha ali, aquelas duas alunas estão indo para a direção errada, te vejo mais tarde, ok? 

Ela acena para mim e eu saio em busca das estudantes perdidas, uma com cabelos negros e outra alta de pele escura. 

-Com licença, meninas – elas me encaram como o próprio cristo – presumo que estejam perdidas, venham comigo, vou ajudá-las a achar seus dormitórios - elas prontamente me seguem – a propósito, sou Camila, professora da Faculdade de Medicina. 



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