História Inferno aveludado - O grito das sombras - Capítulo 3


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, FemmeSlash, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Lemon, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Slash, Sobrenatural, Survival, Suspense, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Porque todas as muriçocas do mundo não desaparecem? Alguém poderia criar algo para fazer isso né não? AHHHHHHHH eu odeio esse bichos insuportáveis.

Leiam o capítulo anterior pois eu revisei ele ame adicionei outras coisas que foram a omitidas.

Kissus. 😘💕

Capítulo 3 - 1x02: Infância Ruim


Fanfic / Fanfiction Inferno aveludado - O grito das sombras - Capítulo 3 - 1x02: Infância Ruim

Inferno Aveludado 

O grito das sombras 


~ Infância ruim


Gabe continuava amarrado na cadeira, seus pulsos e calcanhares  doíam um pouco por causa do aperto, mas nada que não desse para aguentar, o homem à sua frente com uma expressão de pura indiferença para o jovem o encarava, parecia até que não era humano, ele exalava um sentimento de não importância para o estado de Gabe.

- Bom, vamos começar o interrogatório - W se sentou em sua cadeira cruzando as pernas e os braços - primeiro, qual seu nome? - perguntou simples, sem tirar aquela expressão de satisfação do rosto.

- Eu faço as perguntas aqui - Gabe galo  brincalhão - primeiro, de que organização você é? Da Aqua ou da Causa? - falou sem mostrar nenhuma reação para o jeito que o homem o olhava.

- Muito engraçado - sorriu o homem sem humor - vamos ver se você vai achar isso engraçado quando eu arrancar cada unha de sua mão - falou se levantando, indo em a uma bancada de metal, cheia de gavetas e alguns utensílios de tortura em cima.

Ele abriu a primeira gaveta tirando um alicate de dentro a fechando logo depois, deu as costas a bancada indo se sentar novamente, jogou o alicate em cima da mesa fazendo um barulho alto de ferro e vidro se chocando, Gabe olhou aquela cena com desdém e divertimento, ele já tinha passado por aquilo várias vezes, o homem voltou a se sentar do mesmo jeito que antes.

- Você acha que me assusta com isso? - indagou o castanho forçando um pouco das cordas - vai precisar fazer muito melhor se quiser alguma reação minha, que tal chamar outra pessoa? Acho que não está fazendo seu trabalho direito - disse provocativo balançando a cabeça negativamente estalando a língua no céu da boca sem tirar o sorriso do rosto.

Wolf deu uma risada sombria sem humor, mas não intimidou o Gabe nem um pouco, o de barba   descruzou os braços e as pernas num movimento súbito, levantando e batendo as duas mãos na mesa, pegando o alicate, ele deu um sorriso sacana que foi retribuído por uma piscadela e um beijinho voador do castanho amarrado à sua frente.

- Vou fazê-lo  gritar - disse o homem de barba dando a volta na mesa ficando ao lado do castanho.

- Que pena que não é na cama, mas faça o seu melhor, estou torcendo por você - falou com um sorriso encorajador que foi retribuído por um aceno de cabeça do W.


~-* Algumas horas antes *-~


O elevador chegou no subsolo e as portas se abriram para dar passagem aos líderes de equipe.

O local era tipo um galpão gigante de metal com três grandes portões em cada extremidade da grande área, em cima de cada portão tinha uma frase identificadora escrita. O da esquerda tinha escrito “Laboratórios e Central de Tecnologia” o da esquerda a esse tinha escrito “Hangar de Meios de Transporte e Depósito de Armamentos” e o do meio era o do projeto “Gênesis”, a área mais restrita da Geodo, nem a líder mais forte, que é a Sinaya, podia entrar lá, apenas o presidente, o conselho global - que era constituído por todos os líderes mundiais, como presidentes e comandantes de estados - e alguns cientistas que trabalhavam no projeto, ninguém sabia o que realmente acontecia lá, alguns especularam dizendo que era uma arma para matar mutantes, outros que estavam criando um monstro e também que estavam fazendo experiência com mutantes, pois estavam tendo relatos de pessoas desaparecendo do nada e voltando sem memória por toda a Geodo, mas todos pensam que são tudo boatos.

No meio do galpão estava pessoas treinando, combate corpo a corpo, resistência, tiro ao alvo, autodefesa etc, eles passaram pelo meio dos agentes e todos pararam o que estavam fazendo e ficaram em posição de sentido, reverenciando os seus líderes de missão.

Eles chegaram no grande portão onde ficavam os veículos e agora Sinaya não abriu o portão, já que ela não tinha o cartão para abrir aquela porta, Gabe, que tinha o mesmo, pegou seu cartão do bolso e passou no meio dos outros por estar atrás conversando com Kuromi, ele falou um voilà e passou o cartão no detector fazendo um reverência inclinando o tronco para frente pra  que todos passassem pelo portão que tinha se abrido, Kuromi foi a última a passar também fazendo uma reverência, os dois sorriram, fazendo todos revirar os olhos.

Lá dentro era cheio de aviões, carros  e navios, todos militares, tinha uma placa com os nomes de todos os líderes em cima de um caminhão de porte médio  camuflado com uma mistura de amarelo terra e folha de milho bem maduro, um caminhão modificado, com um compartimento de carga e de pessoas, um em cima do outro.

- Eu dirijo - Gabe gritou correndo na direção do caminhão, segurando no capô de cima da cabine do motorista e pulando dentro da mesma jogando as pernas pela janela se sentando no banco do motorista.

- Tem como você ser mais infantil? - indagou Kuromi abrindo a porta e entrando no lugar do passageiro, com um sorrisinho no rosto - porque não volta para quinta série? - indagou fechando a porta.

- E porque você não cala a boca? - falou sorrindo cínico fazendo a asiática revirar os olhos e logo depois rir.


~-*No compartimento*-~


Todos já estavam sentados e acomodados, Sinaya estava calada, com as costas relaxadas no encosto do banco, os braços cruzados abaixo do peito e os olhos fechados, Dylan estava do seu lado direito mexendo os dedos na coxa e Wilson estava no lado direito da Amam, Amélia sentava no lado direito de Dylan e Elizabeth no esquerdo do Wilson.

- Vocês também acham o Gabriel um insuportável? - Amélia perguntou para ninguém em específico, ele tinha um tom de escárnio na voz.

- Fora da cama sim, mas agora nela... - Dylan falou com um sorriso sacana e pervertido no rosto.

- Você não tem um namorado? - perguntou Liz com um nítida cara de raiva - que a propósito, é meu amigo? - perguntou com a voz ainda mais irritada.

- Não se preocupe, eu fiquei com ele agora, nem estava junto com o ??? ainda - falou Dylan tirando o sorriso sacana da face e fazendo um cara de indiferença suspirando no processo.

- Vocês são uns idiotas, dá para parar com isso de ficar fofocando e focar na missão? - uma voz soou no compartimento surpreendendo todos menos Sinaya, saia de um alto falante que tinha lá dentro, uma luz vermelha brilhava em cima do mesmo - e dá para parar de falar como eu sou na cama Dylan? - falou soltando um suspiro, quem falava era o Gabe - deixe o suspense para quem ainda não experimentou - disse para logo depois desligar o alto falante fazendo Dylan sorrir.

- Ele estava ouvindo a gente? - Amélia perguntou com leve tom de indiferença e medo, misturado na voz.

- Ele tem a audição aguçada de uma raposa - falou a Amam simples, sem abrir os olhos ou mover um músculo.


~-* Na cabine *-~


- Eles estão falando de você - a asiática alertou o amigo, dando de ombros.

- Eu percebi - falou sorrindo travesso, pegou um tipo de oktok que estava preso do lado direito do volante e no esquerdo do rádio, apertou o botão vermelho que tinha em cima do mesmo e falou algumas coisas, fazendo Kuromi rir, logo depois depositando o “oktok” no lugar olhando para a asiática - pronto, resolvido, vamos? - perguntou sorridente recebendo um aceno de cabeça da “coreana”.

Ele apertou um botão verde no volante e depois girou a chave, dando partida no caminhão, dirigiu até ficar de frente para uma parede que tinha um guarda ao lado, Gabe deu um sinal mostrando seu cartão e o guarda apertou um botão ao seu lado.

A parede começou a se movimentar, descendo até o chão dando visão a um grande corredor inclinado numa subida, toda iluminada por lâmpadas vermelhas, Gabe acelerou e começou a subir, logo uma luz branca apareceu no final da rampa ofuscando a vermelha, já estavam do lado de fora, pela janela de trás os agentes que estavam no compartimento de carga puderam ver a passagem se fechar e os muros grandes da Geodo se afastarem pela velocidade que o caminhão seguia sua trajetória.

Gabe podia ver a cidade, consumida pelo tempo e as condições climáticas, tinha grandes trepadeiras e vegetação abundante nos prédios destruídos.

- E pensar que se o reator não tivesse explodido nós ainda estaríamos presos, sendo ratos de laboratório daqueles desgraçados - falou Gabe sério, quando o assunto era sua infância como experimento da Aqua ele não conseguia não ficar com aquela sensação ruim o que o deixava sério, olhava para a estrada asfaltada com buracos e pequenas vegetações com um olhar distante e perdido.A explosão do reator não apenas transformou a maior parte da população em monstros como também a explosão causou várias outras coisas, como terremotos e tempestades com furacões que causou a destruição de quase todo os Estados Unidos, o resto do mundo apenas foi afetada pelo soro, transformando as pessoas em seres sem raciocínio, mas os estados unidos quase sumiu do mapa por ser o país onde foi construído o reator.

As cidades pareciam que nunca foram habitadas, prédios com paredes faltando, casas tomadas totalmente pela natureza, o céu continuava amarelo esverdeado mesmo depois de 6 anos, as ruas se sedimentaram com a ação da natureza e quase desapareceram por completo.

- Não fica assim, um dia vamos nos vingar dos líderes da Aqua, pode guardar minha palavras, eles vão pagar pelo que fizeram com você e comigo - Kuromi falou colocando a mão no ombro direito do castanho tentando consolá-lo.

- Obrigado, você é uma irmã para mim, não sei o que seria de mim sem você - falou sorrindo recebendo um sorriso da mais velha.

- E você é meu maninho - disse a asiática bagunçando o cabelo do castanho o fazendo gargalhar.


~-* 4 horas depois *-~


Eles já estavam a poucos quilômetros da base principal da Aqua, eles passavam por uma das poucas partes que ainda tinha algumas casas de dariam para viver, era por ali que ficava a Causa, o próprio Gabe já morou em uma dessas quando tinha acabado de acontecer tudo o que aconteceu e ele tinha fugido dos restos do laboratório que fora seu inferno pessoal.

Ele conversava calmamente com Kuromi quando ouve um som de choro de criança, mais especificamente de uma garotinha, ele transformou parcialmente sua orelha, o que assustou a asiática pela repentina ação do mais jovem, não que precisasse, pois podia ouvir muito bem sem se transformar, mas assim o som ficava melhor e mais nítido.

Ao ouvir direito ele percebeu que tinha outra coisa perto da garota, um ser rugia, o som parecia se aproximar cada vez mais do choro da criança, não precisou pensar muito para saber o que acontecia.

- Ataque de mutante - falou Gabe freando o carro fazendo os dois inclinarem seus troncos para frente, o castanho abriu a porta e pulou do caminhão, logo depois fechando a porta com uma certa força.

- Para onde vai? - indagou Kuromi  assusta vendo ele ir para frente do caminhão.

- Falo o que ‘tá acontecendo mais tarde, vão na frente, depois eu acompanho vocês - falou dando as costas começando a correr na direção das casas.

Kuromi viu o amigo correr enquanto trocava de lugar se sentando no banco do motorista, acelerou e continuou seu caminho, sabia que seu “irmão” sabia se cuidar, mesmo assim, ficava preocupada.

- Não faça besteira idiota - sussurrou para si mesma, a asiática apertava o volante com força.


Pov’s Gabe


Estava correndo para chegar a tempo, escalei uma casa e comecei a pular de telhado em telhado até chegar atrás de um pequeno prédio de três andares, dei a volta nele e vi uma garotinha de cabelos loiros escorridos sentada no meio da rua em posição fetal, devia ter uns sete anos ou menos, um wendigo de mais ou menos quatro metros de altura, com uma aparência deplorável, parte do corpo faltando e algumas penduradas, se aproximava dela a passos rápidos e arrastados.

Do outro lado da rua um garoto que parecia parecia ser o irmão mais velho da loirinha gritava seu nome enquanto balançava os braços em cima da cabeça, “Jenny” a chamava gritando pelo medo, mas a garotinha estava com tão aterrorizada que nem conseguia fugir, parecia estar em um transe, nesse momento ela tinha parado de chorar.

- Hora de ser herói - suspirei fechando os olhos e abrindo logo depois, eles estavam brilhando em um laranja prateado com uma fenda preta no meio e minhas unhas cresceram.

Dei uma leve corrida e fiquei entre a loira loira e o wendigo, levantei a perna esquerda dando um chute em seu queixo o fazendo se soltar da mandíbula, a fazendo ser jogada longe, o monstro sai do chão flutuando, não tocando o pé deformado no chá, logo depois acertando com as costas o chão a alguns metros do castanho.

A garotinha atrás de mim foi levada pelo outro garoto que correu até onde ela estava, melhor assim, as coisas iriam ficar feias a partir de agora.

- Vamos acabar logo com isso, tenho o que fazer, mas até que matar não tem hora não é mesmo? - indagou retoricamente sorrindo psicopata quando seus olhos ganharam um brilho assassino.


Gabe off


O monstro começou a se levantar e logo ficou de pé, o castanho colocou um pé atrás e deu um pequeno impulso que resultou numa cratera onde ele acabara de pisar, em uma velocidade incrível ele passou pelo wendigo ficando atrás dele.

Os dois estavam de pé, um de costas para o outro, mas o monstro não durou muito, caiu para frente batendo a cara no chão, nas suas costas havia um buraco do tamanho da mão do castanho e dele saia um líquido preto, o mesmo líquido que pingava do órgão que estava sendo apertado  na mão de Gabe.

Gabriel se vira jogando o coração nas costas do wendigo, como um brinquedo que tinha enjoado de brincar, ele se preparava para jogar um isqueiro já aceso nas costas do monstro para queimar o corpo mas foi interrompido por um chute que acertou suas costas o mandado contra o prédio de três andares que ele tinha dado a volta, antes de apagar ele sentiu algo como uma seringa sendo injetada na sua nuca.


Continua...



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