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História Infinity Blogs - (BTS: Jungkook) - Capítulo 18


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Notas do Autor


⚠AVISOS SOBRE A SITUAÇÃO DA FIC NAS NOTAS FINAIS!⚠

Capítulo 18 - F o u r t e e n


Fanfic / Fanfiction Infinity Blogs - (BTS: Jungkook) - Capítulo 18 - F o u r t e e n

@Infinity 

Hoje eu queria fazer como sempre faço, responder o e-mail de pedido de Conselho, perguntar para a pessoa sobre seu direito de anonimato e se eu podia ou não tirar a print da nossa conversa e postar aqui pra ajudar mais pessoas... como de costumes. Mas ao ler uma carta que foi enviada para mim agora de manhã, resolvi falar mais a fundo, já que senti o quanto isso é necessário. 

Ao procurar melhor sobre o assunto, dar uma estudada básica antes de falar sobre o tema, percebi que o assunto ainda sim é muito estereotipado e normalmente não é abordado com a devida seriedade. E o assunto de hoje é a tão temida 

Inveja

Na verdade encontrei muito conselhos sobre o gênero, mas não vi ninguém falar de dentro do assunto, tentar entender e resolver o problema dos seus fundamentos, sempre tentam resolver por fora como: "como descobrir se alguém próximo a você é invejoso", "como lidar com a inveja dos outros", deixando a mostra que a pessoa que tem inveja não tem futuro, é uma doença sem cura, a única alternativa é aprender a lidar, mas nunca falam algo como: "eu sou invejoso", "eu também tenho inveja", "como lidar com a sua inveja". Assim como uma leitora chegou até mim hoje, afirmando ter a inveja e pedir ajuda para se "curar".

Percebi que a nossa relação com a inveja é muito superficial. É como dizer que descobriu que a sua amiga é invejosa, Mas nunca dizer que talvez você também seja invejoso. Entendi que somos induzidos a isso, a enxergar a inveja como a pior doença do século, mesmo que inconscientemente aprendemos isso da inveja por meio das novelas, filmes, dramas adolescentes, livros e coisas do tipo. Sendo que o termo "inveja" vai muito além da personalidade estereotipada dos vilões daquela sua obra moderna que você tanto ama. 

Uma vez li algo que me fez refletir. Alguém me disse que a inveja não era boa, e que a prova disto era que a inveja faz parte dos pecados capitais apontados pelo cristianismo. (Obrigada pela opinião pessoa que eu não vou citar o nick! Kkkk) isso me fez parar e refletir o porque da inveja fazer parte dos 7 pecados capitais mas é tratada de uma forma tão diferente dos outros pecados? Já pararam para pensar que todos escutamos pessoas falando coisas como: "eu sou muito preguiçoso", "sou muito guloso", "me considero ganancioso", "o traço principal da minha personalidade é a ira a raiva", mas nunca vi ninguém falando em público algo como "eu sou muito invejoso". E se falar cabo pra ele, todos apontam seus dedos, julgam e se afastam. É no entanto que é muito difícil encontrar personagens principais de filmes e etc, que falem abertamente que são invejosos, essa característica é normalmente atribuída a vilões. 

Tentando entender o "porque" disso, achei raízes muito mais fundas do que imaginei. O porque da inveja na sociedade atual está muito mais escondida por debaixo de várias camadas de terra. É muito mais presente e cheia de motivo que até muitos dos outros pecados capitais. 

Começa la na sua genética, na barriga da sua mãe, no esperma do seu pai quando você tem que competir para ser fecundado e nascer, não vou entrar em termos científicos, okay? Fomos feitos para competir uns com os outros dês de sempre. Na família, pois pelas suas atitudes e até coisas que você não escolhe como a sua personalidade, você pode ser considerado melhor ou pior que o seu primo, seu amigo, seu irmão. Na escola você pode ser o melhor, com as melhores notas ou o pior, aquele que todo mundo briga e fala mau, e isso se repete em TODOS os ambientes sociais como faculdade, trabalho, namoro, e até mesmo na igreja. Você pode conseguir um cargo superior ou inferior que por si só já trás muitas preocupações. Quem quer o pior cargo?

E a meritocracia faz a gente acreditar que as chances de conseguir esses bons cargos são iguais para todos, porque se você se esforça vai ter a mesma chance que o coleguinha do lado. E isso é obviamente um mito, mentira. Mas mesmo assim nos obrigamos a competir porque precisamos de um bom futuro. Se torna uma meta de diva. 

E quando vemos alguém se dando bem, a gente se compara e se sente inferior, porque a meritocracia nos faz acreditar que tínhamos as mesmas chances que aquela pessoa de adquirir aquela conquista. Não existe isso de chances 100% iguais para todos, até porque não existe um padrão, a sua realidade é diferente da minha e de todos os outros leitores. Cada um nasce com méritos específicos que vem não só da parte social e econômica, mas as vezes vem também da genética e dos seus próprios gostos pessoais o que pode te dar vantagens ou desvantagens. Alguns nascem ricos, outros pobres, alguns doentes e outros saudáveis, e até a sua estética pode ser um mérito na carreira que deseja seguir. Para a meritocracia funcionar todos deveríamos ser iguais, todos com a mesma aparência, personalidade, gostos, saúde, nível psicológico e até o mesmo nome, porque se todos fossemos iguais o que tivesse o melhor nome se sobressairia perante os outros. 

E aquele aperto no peito, aquela tristeza mesmo que momentânea por não ter passado de ano e ver todos os outros conseguirem, não ter ido naquele show igual todo mundo foi, não conseguir aquele emprego, não conhecer aquele ídolo, não conseguir comprar o sapato que o "fulano" tem, tudo isso são aspectos da inveja. Somos criados para competir e se "perdermos" normalmente reagimos com a inveja que vem como uma espécie de conforto para as nossas falhas, e ai diminuimos o trabalho do outros para tentar nos deixar melhor. Todos sentimos inveja, isso é impossível negar.

Ao desconstruir a inveja percebi que é um termo que engloba frustrações, o sentimento de impotência, incapacidade, se sentir inferior e até a solidão. Isso tudo te leva a desejar o que a você falta, e normalmente você vê essas suas carências no amiguinho que parece ter tudo o que você precisava ter pra se ver "feliz". Agora o que falta e darmos um passo para trás e aceitar que sim, nos temos a inveja, que ela pode não ser legal,  e aprender a controlar isso igual você controla a sua preguiça. 

É parar e olhar para si mesmo, quando você diz que fulano tem tudo o que quer, que sicrano é feio, beltrana é vulgar, e desmerece algo na outra pessoa, você está sendo honesto ou invejoso? Será se você não está falando aquilo porque é a sua opinião, você realmente pensa isso ou será se não é porque você queria aquilo ou está tentando se confortar ao fazer aquela pessoa parecer inferior a você? Na minha opinião a maior prova de amor ao próximo se inicia de coisas pequenas como não da uma opinião desnecessária sobre o outro. Isso nos ajuda e poupa de muito ódio e rancor.

Se perceba, converse com sigo mesmo, olha la no fundo e entenda da onde vem a sua inveja, qual foi o gatilho para te lembrar e te fazer se sentir mau, esse sentimento de culpa, essa inadequação, frustração, impotência, o que isso quer dizer sobre você? Por que o outro parece melhor que você? O que te leva a pensar isso? A beleza, a capacidade, a facilidade, a habilidade do outro não significa a ausência das suas capacidades. Talento não vem contigo de nascença. Ouça você mesmo e enxergue seus motivos, suas capacidades, os seus méritos que vários outros também queriam ter. Comesse a se orgulhar de você mesmo, lá nas pequenas coisas. Olhe para o seu passado e se orgulhe de ter suportado todos os seus problemas até hoje,  todas as dificuldades que o mundo criou. Entenda suas diferenças, suas capacidades, trabalhe seus pontos fortes.  Todos temos a inveja, mas o que vai te diferenciar dos outros é o que você vai fazer com ela, usá-la para se superar a cada dia ou como gatilho/desculpa para destruir os ao seu redor.

Fora que as vezes a grama do vizinho é mais verde que a sua, mas nem sempre é natural. Cada um temos as nossas lutas e só nois podemos resolve-las, só a gente pode sentir a nossa dor. Talvez também aja alguém que acha que a sua vida é incrível e vice e versa. Mas você nunca vai saber o que eles passam e eles nunca entenderam o que você  passa. A vida de todo mundo é perfeita até vive-la. 

E o mais legal de não estarmos em um filme clichê e estereotipado é que podemos escolher quem queremos ser: o herói ou o vilão!


Ass: Infinity 




-Eu trabalho aqui, mãe! Como empregada doméstica. -Digo obviamente desconfortável. 

-E agora eu trabalho aqui oficialmente como lavadeira e passadeira! Isso não é bom? Significa que estamos próximas do nosso trabalho! -

Olho para o chão, quase gritando de desespero. Apenas em pensar que veria o Jungkook com Mais frequência... apenas em sabe que ele não esta a nem 1km de distância de mim... isso me assusta. 

Eu adoraria me sentir feliz de verdade pela minha família. Estávamos realmente em um lugar melhor e mais promissor. Mais bonito, e até seguro. Isso era tudo o que eu queria a alguns dias atrás! Por que agora não mais parece tão incrível? É sério que o Jungkook está me destruindo assim? Agora eu preciso de coragem. Muita coragem para me manter zen. Respiro fundo afim de afastar toda aquela tristeza, e sorrio verdadeira. 

Não pela minha felicidade, não por mim mesma, e sim por elas. Tudo o que faço é por elas! Apenas mais um sacrifício, sorrir enquanto sinto vontade de chorar é só mais um sacrifício. Eu já fiz tantos mais difíceis! Por que esse continua sendo tão complicado e doloroso?  

-É, você tem razão mãe. -Digo sorridente, escondendo minha angústia atrás do meu corpo. 

Ela sorri delicada, e logo escutamos uma voz masculina eletrônica pedindo para que nós nos identifiquemos. E assim fizemos. Os enormes portões automáticos se abriram, e dois seguranças vieram nos recepcionar. 

Contamos o que viemos fazer aqui, e falamos sobre a nossa nova casa. O segurança nos guia até ela, e nos informa sobre algumas regras claras do condomínio sobre barulho a noite, lixo e como ele deve ser descartado, etc. Nada de muito... abusivo. 

Assinamos algumas outras papeleiras com os nossos dados, quantas pessoas morariam ali, se tínhamos carro, os aluguéis. Um monte de coisas chatas. Depois ele nos apresenta melhor a casa, e logo me vi surpresa. Era linda! 

Uma sala agradável, com um enorme sofa bege, tapetes no chão, três quartos, um pra cada uma de nós, box no banheiro e... cama... eu finalmente tenho uma! Mesmo com medo do futuro, ainda me  sinto feliz. Parece que encontrar esse emprego não foi tão ruin a final. Se estamos tão felizes em apenas ter uma casa descente para dormir, pensa quando eu pegar o dinheiro do casamento? 

Poderemos ir pra uma casa melhor, quita nossas dívidas, e viver de uma forma mais controlada! Isso era tudo o que queríamos: não passar necessidades nunca mais. 

Tiramos aquele dia inteirinho só pra arrumar a casa, limpar as mobílias, colocar nossas poucas roupas no armário que já havia ali, dar uma geral. Todas as duas se mantiveram muito felizes e animadas, brincando e se divertindo. As coisas foram tão leves que nem percebi o tempo passar. 

Olho no enorme relógio que já veio junto com a sala de estar, e vejo que já são 20h da noite. Minha mãe foi começar a preparar a janta, minha irmã descansava um pouco e eu fui tomar um banho que de início pensei que seria rápido. 

Confesso que me assustei ao sentir a água quente deslizar pela minha pele. Trazendo uma ternura consigo, relaxando meus músculos tensos. Faz tanto tempo que não sinto essa sensação de estar tomando um banho quente. E junto daquela sensação incrível, também vieram as minha variável memórias amargas. Me senti em tristeza ao saber que estou no lote daquela casa. 

Perto do Jungkook, do casamento, das outras empregafas, perto do meu inferno. E se o Jk contar pra minha mãe sobre o casamento? E se eu não consegui achar um novo emprego? Vou ter que realmente dar meu filho à eles? Não. Isso não pode acontecer! 

Sinto meus olhos se encherem em somente pensar que depois de amanhã eu teria que trabalhar de novo. Passar por tudo de novo, ver o meu maior pesadelo... de novo. E o que mais me dói nem são as humilhações que ele me faz passar, e sim lembrar que algum dia eu já fiz o mesmo. Só estou sentindo a mesma dor das minhas vítimas, chorando suas lágrimas. Sinto vergonha e nojo de mim mesma ao lembrar de quem já fui. 



"-O que seria isso? Uma tentativa de me envenenar? -A platinada diz gritando, enquanto lança o prato junto com todo seu conteúdo contra o chão. Rosnando furiosa diversos insultos desnecessários para a mais fiel empregada da casa. 

-Isso era só um manjar, senhorita! Não tentei de nem uma forma te envenenar. -A mulher de meia idade diz cabisbaixa, tentando esconder os olhos de pura dor e sofrimento. 

-Sério? Porque isso daqui ta tão ruin que eu jurava que estavam tentando me matar! -A platinada mais uma vez grita escandalosa, enquanto pisava nos cacos do prato quebrado sobre o chão. 

-Para de escândalos Elisabeth. A comida não esta tão ruin. Sente-se e coma calada. -A matriarca da casa diz calma, enquanto saboreava sua comida com toda a classe que tinha. Uma mulher fria e impetuosa, de beleza notável e juventude até estranha para a idade. 

-Mais mãe! Você não percebeu o quanto que isso daqui ta ruin? -Elisabeth pergunta eufórica, enquanto aponta para os cacos do prato e o resto da sobremesa jogada no chão e pisoteada pelos sapatos caros de grife da filha mais velha da família Gonzalez. A comida nem estava ruin para o seu paladar, ela só fazia aquilo para tentar chamar a atenção de sua família para si. Por no mínimo alguns segundos. 

-Mas senhorita, eu fiz o manjar usando as mesmas medidas de sempre! Como estaria com um gosto diferente? -A empregada pergunta abismada, olhando para a garota pela primeira vez na conversa. 

-Pergunta pra sua INCOMPETÊNCIA! Se não consegue fazer igual olhando na receita significa que já não consegue prestar pra nada. O que eu esperava de uma pessoa com quase 60 anos mesmo? -Elisabeth diz grossa, reprimindo a senhora que segurava o choro diante de tão duras palavras. 

-Da para se acalmar Elisabeth? Sente-se e coma! Não ouviu sua mãe? -Finalmente o homem fino e de caráter duvidoso que só observava impõe sua moral, exigindo que a jovem se colocasse em seu lugar de obediência e lhe atribua o devido respeito. 

-Mais pai...-

-SENTE-SE E COMA! -O homem rígido levanta sua voz, impedindo os protestos da filha, que acabou por ceder para os desejos do seu pai, e se sentou de cabeça baixa, voltando a comer. -Faça alguma coisa de útil você também, e limpe a bagunça de Elisabeth. -Ele diz grosso se referindo à empregada, que sai em prantos e vai buscar as coisas que a auxilia no trabalho como vassouras, escovas e pazinhas. 


Ele não fez sua filha se calar porque viu que seu comportamento era exagerado, infantil e errado, também não foi porque ele desejava educar a legítima herdeira dos seus negócios. Nem porque sentia compaixão, pena ou piedade da pobre empregada. Ele só não aguentavam mais os gritos da própria filha. Ele não sentia compaixão e amor por ninguém ali, nem pela empregada... e nem pelo sangue do seu sangue.

E Elisabeth sabia muito bem disto"




Não pude deixar de privar o meu arrependimento de cair como lágrimas, e nem percebi que o tempo havia corrido diante dos meus olhos. Já faria quase uma hora que eu estava ali, chorando e me odiando. Pensando na amargura de cada minuto de falso luxo que já vivi, nos momentos em que usei outras pessoas para tentar me beneficiar. Como eu me sinto horrível agora. 

Talvez eu estivesse passando pelo que eu mereço. Talvez só seja o karma que finalmente bateu na minha porta. Minhas lágrimas se cessam, não me dou ao luxo de chorar. Devo sofrer sozinha, quieta e calada como todos aqueles que passaram pelo mesmo na minha mão. 

Me recomponho e Termino de me esfregar, e começo a enxaguar meu corpo quando escuto algumas batidas na porta. 

-Elisabeth! A mamãe pediu pra mim fala que tem um moço muito bonito que veio aqui pra nos dar boas vindas. Aí ela queria que você se apresentasse Pra se apresentar. - Ouço a voz infantil que atravessava a porta em formato de quase que um sussurro abafado. 

-Tudo bem. Já estou terminando aqui. -

Não me sinto nem um pouquinho inspirada para ir receber visitas. Não estou afim de ver ninguém. Não hoje. Minha aparência está péssima, meu psicológico está uma merda e eu só quero descansar um pouco. 

Por isso demorei de propósito no banheiro. Escovei o cabelo com o mínimo de pressa possível, coloquei um pijama simples, só uma blusa larga e um short curto. Na minha cabeça quando eu saísse não teria mais ninguém lá fora, até porque essas boas vindas costumam ser rápidas. Portanto posso me vestir confortavelmente. 

Saio do banheiro e vou direto pra sala, ao encontro da minha mãe. Ela estava radiante, sorrindo como uma louca, tudo parecia muito feliz para ela. Minha irmã comia um pedaço de bolo de baunilha com chantilly. Aquele típico bolo de boas vindas. Ela me olha feliz e pede para que eu me sente, mas nem mesmo consegui fazer isso. 

Só parei na frente da porta da sala, olhando para o homem sentado estática. O que o Jungkook faz aqui? E porque ele está tendo uma conversa tão... normal, sensata e.... duradoura com a minha mãe? 

-Jungkook? -

-Sim! Você já conhece esse Jungkook? Com certeza não é o menino que você odeia. Esse daqui é um bom garoto. -Minha mãe diz toda iludida, sorrindo de uma forma estranha e boba para o Jeon. Ela parecia mais leve e calma na presença dele. Bom garoto? Por que minha mãe ta agindo de uma forma tão suspeita? 

-Oi Elisabeth!? É um prazer te reencontrar! -Porque o Jungkook está parecendo tão comum? Ele fala... formalmente? Até parece que ele não tem nada contra mim! E o português dele melhorou uns 80%. Não vou mentir que estou realmente surpresa. 

-O que você ta fazendo aqui? -Digo fria 

-Eu vim dar as boas vindas aos nossos novos vizinhos! E me sinto feliz por conhecer finalmente a senhorita Suzi! Ela nem parece ser sua mãe. Esta tão nova, conservada e bonita. Meus parabéns por isso! - 

-Para Jungkook! -Ela diz sem jeito.... ela ta corada?????

-Se for só isso acho que já pode ir se retirando. -Falo rancorosa. 

-Elisabeth!? O que é isso? -Minha mãe me repreende. 

-Acho que temos algo a mais para debater, e depois irei embora. Eu realmente não sabia que a bela Suzi era sua mãe! -Vejo minha mãe sorrir boba, enquanto encostava sua cabeça no ombro do Jungkook de leve. Só pude olhar aquela cena com desdém e nojo. Que merda ta acontecendo aqui? 

-Não precisa dos elogios Kookie! -

-Kookie? que merda é essa? -Não consigo segurar, e acabo por gritar meus pensamentos? -Vocês tem algo a me contar? Que intimidade é essa? -

-Nois acabamos de nos conhecer agora Elis. Não temos nada, e como eu já disse, eu nem sabia que ela é sua mãe mas já estamos querendo nos tornar bons amigos. -A ta bom. Finjo que acredito. Minha mãe só faz sinal de positivo com a cabeça, enquanto passa sua mão pela coxa do Jungkook. Ele não pareceu ligar nem um pouquinho. Ai meu Deus! -Aproveitar que estamos todos juntos e achei legal conversar com a sua mãe sobre a nossa relação. Sobre nois. -

-O QUÊ??? Vocês se pegam? -

-Nois nos conhecemos a no máximo duas semanas Elisabeth. É óbvio que não nos pegamos. Eu sempre o via de longe quando vinha trazer as roupas, essa é a nossa primeira conversa real, olhando um pro outro. -Minha mãe diz relaxada, com a cabeça no ombro do Jungkook, apertando de leve os músculos do seu braço. Sera se ela não esta se enxergando não? 

-"Olhando um pro outro"? Pra mim seria apalpando o Jungkook todo! -Respondo bem preocupada com a situação. Ai meu Deus. Ela me olha de cara feia, voltando a alisar as coxas torneadas do Jeon. Ai meu Deus.

-Eu quero conversar sobre eu e você Elisabeth. A nossa relação. -Ele me olha calmo, parecendo um anjo. Muleke MALDITO! Se ele tiver comendo a minha mãe eu RACO O PINTO DELE FORA!!! O que vou fazer se ele contar sobre esse casamento? Eu to ferrada! Minha mãe se afasta imediatamente do Jungkook, nos olhando confusa e até meia preocupada e eu posso jurar que meio enfesada. Não tem como sentir ciúmes de alguém que você conhece a duas semanas, né? Me poupa disso mãe. Que reação foi essa? 

-Como é qui é? -Eu pergunto, me fingindo de lezada. 




Não seja assim

Surtando duas vezes por dia

Eu só queria que você pudesse sentir o que diz


Mostrar, nunca dizer

Mas eu te conheço muito bem

Tem um humor que você queria poder vender


Se as lágrimas pudessem ser engarrafadas

Haveria piscinas enchidas por modelos

Disseram: Um vestido justo é o que te torna uma puta


Se dizer eu te amo fosse uma promessa

Você a quebraria, se fosse honesto?

Diga ao espelho o que você sabe que ela já ouviu


Eu não mais ser você!


Mãos ficando frias

Perdendo sentimentos, envelhecendo

Eu fui feita de um molde quebrado?

Ferida, não consigo esquecer

Nós cometemos todos os erros

Só você sabe como eu quebro


Se as lágrimas pudessem ser engarrafadas

Haveriam piscinas enchidas por modelos

Disseram: Um vestido justo é o que te torna uma puta


Se dizer eu te amo fosse uma promessa

Você a quebraria, se fosse honesto?

Diga ao espelho o que você sabe que ela já ouviu

Eu não quero ser você

Eu não quero ser você

Eu não quero mais ser você


-idontwannabeyouanymore

Billie Eilish



Notas Finais


Oiiii!?
Como vai você?
Poise.... demorei, né? Sim. Eu demorei! Kkkkk
Ia postar esse ep SEXTA mais dormi sem querer'-'
ai fui postar quando acordei e tinha sumido tudo. Meu celular tinha apagado.
Junto a escola me saturando, e a preguiça e quase que esse ep não veio.

Também estou muito triste com essa série. Ela está saindo dos trilhos, indo pra longe dos meus eixos. De início a ideia que tive pra essa série era fazer alguns conselhos para a alto ajuda e trazer algumas músicas para ajudar, e de brinde vinha uma historinha de romance e tals, mas o foco era os conselhos. Eu só fiz a história porque sabia que ninguém iria querer só ler minhas ladainhas, aí talvez com a história as pessoas dessem uma chance pros conselhos.

Mas agora a alto ajuda se tornou o brinde, e o principal é a história. Percebi que a maioria não esta ligando pro que realmente importa, para o que eu queria trazer o foco. E isso está me deixando bem triste com essa série. Estou muito feliz com o feedback positivo de vocês sobre a história, todo o apoio e as preocupações com a continuação da fic, mas ao mesmo tempo me sinto frustrada por não alcançar o ponto que eu queria chegar. Me sinto impotente por não trazer esse foco. Insuficiente e vazia. E se eu não conseguir fazer com que a Infinity seja a parte mais importante, não vejo nada de importante nessa série de história genérica e romance clichê e comum.

Vou tentar melhorar esse aspecto. Vou tentar unir a Infinity ao que está dando certo que é a história. Talvez a Alto ajuda esteja ficando de escanteio porque está muito separado da história. Talvez eu deva trazer a Infinity para o universo deles, fazer ela ser citada. Talvez isso ajude.
Se não funciona não faz sentido que eu continue com isso tudo. Atenção porque a história é só um brinde.

Perdão por isso.
O problema sou eu. Não se preocupem.


Um beijão, e tchau!❤


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