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História Inflamável - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Agradeço pelos incentivos para desenvolve esta e outras histórias, e dar-me coragem de posta-las.
Suas infinitas paciências em aguentas meus delírios. Obrigada de coração a:
J.Tunai, P. Sikka e M. Mendonça.
Ao "guru" de estilo literário, um dia quem sabe o editor de grandes livros, L. A. Silva o L da Mel.
Vocês são meus Filtros de Sonhos!
E a todos que vão ler esta historia ... Obrigado!

Espero que gostem!

*** Personagens Originais; capas e edição de capítulos feitos por mim. ***

Capítulo 1 - Capítulo 1 - Voltando Para Casa...?


Fanfic / Fanfiction Inflamável - Capítulo 1 - Capítulo 1 - Voltando Para Casa...?

Sexta-feira, caia o maior temporal que eu presenciara em minha vida.  E estava preso em um avião a 8.000 mil metros, dando voltas sobre o aeroporto de Seul, tentando conseguir permissão para pouso a pelo menos 1 hora e meia, com uma “adorável” turbulência. Que tornava as poltronas do avião quase iguais as mãos de uma massagista com Parkinson, inexperiente deixando todo seu corpo tenso e dolorido. E tudo que eu desejava era voltar para Seul após 2 meses de turnê.
Meu cérebro me transmitia a sensação de estar dentro de um carro de rali em alta velocidade, com curvas e desvios radicais onde não existem asfalto e linha plana por nenhuma das rotas indicadas no percurso. Isto já persistia a semanas lhe proporcionando um enjoo perturbador.
Todo aquele conjunto de reações físicas eram premiados com a cereja do sundae, a ansiedade que estava dentro de si, depois que o comunicaram que sua casa havia sofrido um “incidente”. Seu estomago dava lupins a todo momento que se lembrava disso, das milhares de probabilidades de consequências que “o incidente” poderia ter causado. Ou seja, a cada deliciosos 30 minutos, eu passava, mas 25 tentando melhorar daqueles lupins. E isso durava a 3 semanas, considerando esse período meus nervos estavam completamente abalados, mesmo que para manter as aparências gerais tentava se manter “calmo” e profissional. Mas o real problema era que além do enjoo haviam as incomodas pontadas no peito e dores no pescoço, estas começaram bem antes da noticia do “incidente”.  Estava longe de casa em outros países, cumprindo a agenda de shows e compromissos variados de mais um cameback, sorrir era sua obrigatoriedade, dar autógrafos acenar e mentir. Sim Mentir! Odiava mentir, quando perguntavam dela, dizia sempre as respostas preparados pelos managers. Que lamentava muito, o que de fato era verdade, mas devido a seus trabalhos estavam sem se comunicar tanto quanto gostariam, o que novamente era uma cruel verdade, não se falarem, pena que não era devido ao trabalho simples e gentilmente cheio de turnês, mas “sorria” , corria tudo bem na sua relação. Porem mesmo antes de tudo, turnê e incidente, não era correto afirmar isso.  Eu me corroía com aquilo, sempre achei que seria fácil me declarar, expor meus sentimentos verdadeiros para minha amada, mas sempre que tentava não saia como desejava, não conseguia verbalizar corretamente meus reais sentimentos, desejos e sonhos para ela, com ela. Irônico? Muito irônico, um artista, cantor que escreve e canta milhares de declarações de amor no palco, interpreta em doramas caras românticos, não conseguir se declarar corretamente para a pessoa que mais ama, isso me enlouquecia. Essa loucura fez algo em mim, mudou meus atos sem que eu percebe-se, por uns meses estava sendo instável e volátil, quando dava por mim tinha vergonha, ou teimosia geminiana, ainda não me decidi qual  eu culpo, mas travava quando apenas devia voltar atrás e pedir desculpa, por algo dito ou feito... e esse rolo compressor de  estupidezes culminou em que num momento de frustação fiz algo que era muito incomum para mim.
Agora meu coração estava angustiado, esperando a tempestade dar condições de pouso ao avião e poder acha-la. Abraça-la... acalmar meu corpo junto a ela.
Eu ansiava estar em terra firme, ter notícias, seu voo estava completando 14 horas sem comunicação com Seul apenas tumulto de escalas, translado em aeroportos e muita falta de sorte com todos os aparelhos de formas de comunicação, pois todos resolveram fazer greve com ele. Não funcionando, completamente inúteis, ligações e mensagens nenhuma respondidas ou recebidas por “simples” falta de sinal. Quantos satélites haviam quebrado pra isso acontecer? Estava achando que o universo estava punindo-me pelas ações antes da viagem, tentava manter-me confiante ansiando receber fatos novos e positivos assim que pousassem aquele maldito avião.
 

Meu amigo sentado ao lado, tirou os fones de ouvido e disse-me, com uma feição de preocupação adorável, disfarçada com sorriso, com certeza para tentar-me transmitir calma e segurança. Ele tinha tanta certeza que ela estava bem! Muita certeza! Ainda bem que alguém ali tinha, pois eu mesmo só sentia o peito comprimir a ponto de ter vertigens e falta de ar.

KyungSoo – Hyung, ela está bem, acredite, vai tê-la consigo ainda hoje! Só pousarmos, vai poder encontra-la sã e salva! – dizia ele tentando me animar, seu sorriso tentando passar confiança.

JunMyeon – Bom saber que você tem fé e positividade meu amigo! – disse eu colocando a mão no ombro de D.O.

KyungSoo – Hyung você também te que ter,  vai ficar tudo bem! – ele realmente dizia isso com esperança, mas  eu sabia que ele como alguns outros ali comigo estavam preocupados com ela. Eram amigos dela, a queriam bem.

JunMyeon – Não sei, D.O., depois de tudo que aconteceu. E se ela está machucada em algum lugar. E se não foi só um incêndio, mas um sequestro, ou coisa pior e o manager não contou tudo?

Sim, minha casa havia sido incendiada, segundo o comunicado que a policia e os bombeiros fizeram ao meu manager, foi um incêndio intencional, não encontraram nenhum corpo nos escombros da casa. Todos os conhecidos tentavam se comunicar com ela desde que “o incêndio” ocorrerá sem sucesso até o momento. Nem a policia nem amigos conseguiam localiza-la estavam a sua procura há 3 longas semanas.  E os indícios das investigações me deixavam mais apreensivo. Era criminoso e fora pessoas desconhecidas que descuidadas, pelos deuses, ainda bem, foram filmadas por câmeras de seguranças dos vizinhos, mas o problema era ela estar sumida!
E tudo, o tempo, o clima, o mundo agindo contra as nossas tentativas de acha-la. Nessas 3 semanas já ocorrerá nevascas nas imediações da cidade, tempestades, além dessa que eu estou enfrentando, 2 terremotos causando um caos as comunicações,  tudo que pudemos usar para localiza-a, estava falhando e meu coração parecia falhar  com cada tentativa que não tinha resultado.

KyungSoo – SuHo-yah! Se fosse sequestro já teriam pedido resgate. Se fosse algo “pior” como você sugere, a policia teria alguma pista, não?! – disse analisando as possibilidades de forma otimista.

JunMyeon – Mas e se eles tiverem e não falaram nada, pois estão esperando eu estar de volta ao pais, e se o manager sabe e não me disse? – algumas rugas franziam o cenho da minha desta, deixando minha feição até carrancuda, para quem olha-se de fora, não me conhecendo diria que eu estava irritado. Bem eu estava, mas no fundo angustia era meu maior sentimento.

KyungSoo – O manager-hyung não faria isso, deixando você nesse estado! – sorriu meio de lado, negando com a cabeça com um olhar desaprovação, mas no fundo nós dois sabíamos que até poderia ser verdade. D.O só não concordava comigo para não piorar a minha aflição.

JunMyeon – Não mesmo, será? Acho que faria, se fosse para que cumpríssemos as datas agendadas na turnê! – disse eu tom mal-humorado.

KyungSoo – Hyung não diga isso! – D.O tentando se fingir de indignado, mas com certa duvida pairando no seu olhar, sabia como o manager poderia omitir fatos se fosse para cumprirmos os cronogramas.

O som do avião se fez presente, a voz da comissária de bordo, informando que aterrizariam em 40 minutos, após uma pequena e temporária turbulência. A minha mente automaticamente criticou aquele aviso, irônico dela não, afinal o que estavam tendo até o momento era “o que então?”, brisa suave, doce solavancos, certo meu raciocínio estava no limite da tensão, e sinceramente a fala da comissária não estava ajudando. Mesmo que falasse aquilo com seu sorriso treinado para estas ocasiões, deverás muito bem treinado! Como o sorriso “dela” quando era sarcástica e estava tensa comigo, precisava saber dela, com urgência ou sentia que poderia parar de viver.

KyungSoo – Viu Hyung, logo aterrizamos e poderá ver que ela está bem! Acredite em mim, sabe como sou bom em prever coisas! Eu e XiuMin né!  - Sorriu – Mas meu “dom” que previu vocês dois juntos, não foi! – brincalhão deu dois tapinhas na minha coxa, se ajeitou na poltrona, conferiu o sinto de segurança mais uma vez, estávamos usando-o a algum tempo por conta da “pequena, suave e imperceptível” turbulência.

JunMyeon – Hum, Hum, KyungSoo! Vou confiar no seu instinto, porque o meu martela dizendo que algo de ruim aconteceu.

KyungSoo – Aish hyung que coisa – revirando os olhos já quase perdendo a paciência comigo.

Enquanto a comissaria usava toda educação e atenção, além da fluência em línguas estrangeiras para orientar os passageiros no inicio do preparo de aterrissagem. Isto pois em meu rosto um sorriso momentâneo.

JunMyeon – KyungSoo, esta forma da comissaria falar me lembra tanto ela, brincando fazendo voz de locutora de aeroporto, nos orientandos a fazer ou informar algo.

KyungSoo – Verdade hyung, ela sempre me diverte muito brincando com a voz dela, até quando é para pregar peças – sorriu carinhoso lembrando das brincadeiras da noona e amiga dele.

BaekHyun – É mais a voz dela é muito mais sexy! – A cabeça do Baek aparece por cima das poltronas a nossa frente me assuntando e a D.O., ainda mais com a cara de pervo que ele fazia olhando pra gente. Percebi D.O lançar lhe um olhar sério reprovando o dongsaeng ao dizer que a esposa do seu hyung era sexy.

ChanYeol que nos olhou por entre os bancos riu e colocou sua cabeça ao lado de BaekHyun sorrindo levado.

ChanYeol – Sério Hyungs achava mesmo que a gente não havia notado isso?! Nem adianta olhar feio D.O., porque até você acha sexy a voz da noona que a gente sabe, agente já viu você corar varias vezes quando ela sem querer brinca falando perto demais da sua orelha.  – o comentário do mais novo fez D.O. corar na ora o que me fez rir de lado, porque eu já havia reparado isso também, mas sabia que não era por mal que ambos faziam aquelas brincadeiras.

KyungSoo – E porque está se metendo na conversa dos seus hyungs, hein, desde quando estão ouvindo o que é particular hein? – meio zangado, por terem feito ele corar.

ChanYeol – Bem tecnicamente, dês do começo, só não tínhamos dito nada por que não tinha muito o que completar até agora. – do jeito mais displicente dando de ombros e com aquele sorriso carismático dele o que me fez sorrir junto.

BaekHyun- Pelo menos fizemos Suho-Hyung sorrir! – todo contente pelo meu sorriso, acabo cedendo e abraçando o ombro de D.O. rindo dos nossos dongsaeng.

JunMyeon – Relaxa, D.O., sei que ela é sexy, divertida, carinhosa, inteligente.... – paro por um instante e suspiro pensando nela.

BaekHyun – Cuide bem dela Hyung, porque se ela não fosse sua, eu roubava ela de você! – rindo é empurrado por ChanYeol, que lhe dá um soquinho no braço.

ChanYeol – Ei, entra na fila, eu a vi primeiro tá! Só não fiz nada porque respeitei os sentimentos do SuHo-Hyung. – fala sério, fazendo eu e D.O. rirmos.

KyungSoo – Olha sério, vocês com certeza estão bem no final dessa fila, mas de verdade vocês nem sonhem porque ela é todinha do SuHo-hyung, podem ter certeza disso. – diz sorrindo, mais confiante em mim que eu mesmo.

Por um momento eu me desliguei da conversa deles e refleti no que D.O. falará, se ela fosse mesmo minha! No papel, nas aparências, nas promessas que sei ela cumpre, mesmo sem algo impedir, verdadeiramente do contrário, Ela é Minha! Mas e seu coração? O que se passa nele, será que um dia eu estive nele? Mais que um amigo? Será que ainda poderei estar?

KyungSoo – Hyung, você está bem? – colocou uma mão no meu rosto, eu devia estar meio pálido, pois em pensar naquelas questões eu senti o enjoo voltando.

JunMyeon – Estou, ... tentando ... tentando entender... então Baek-ah você roubaria ela de mim? – digo sorrindo para o meu dongsaeng que havia apoiado com a cabeça no encosto da sua poltrona, e logo faço uma cara seria provocando ele, num desafio.

Sorrindo pra mim de um jeito sacana e esnobe, brincalhão que só aquele moleque consegue ter se achando superior e mais lindo que todos, me diz debochado.

BaekHyun – Sim roubaria ela! Mas acho que depois de um tempo de tórridos momentos, acabaríamos virando dois irmãos, talvez uma amizade arco-íris de fogo sabe.

Aquele comentário fez os quatro rirem descontraídos, até que a turbulência aumentou e os mais novos tiveram que se sentar e apertar seus cintos. Mas a turbulência não ocorria apenas no avião, mas em minha cabeça também, mal sabia meu dongsaeng que meu maior medo era alguém a roubar de mim, alguém que tivesse a real coragem de se declarar, como um dos amigos dela de outra empresa, ou um dos atores que ela conhecia. Muitas vezes eu tive a sensação que a qualquer momento um belo e interessante rapaz, ela conhecia alguns, ela mesmo já comentará totalmente sem malicia comigo sobre artistas que ambos conheciam. E se um deles lhe interessasse de verdade, será que ela corresponderia a ele, se um deste fosse afetuoso e prestativo, quanto tempo ela ficaria ainda com ele naquela situação, qual daqueles conhecidos a faria ir embora?

A descompressão da cabine começava indicando a decida brusca da aeronave. A pressão em meus ouvidos aumentando, automaticamente coloquei meus fones de ouvidos e musica alta, com uma pressão semelhante ou maior em meu peito, desejava que ela estivesse bem. E poderia eu quem sabe reconquista-la. Meu desejo era ela estar no aeroporto a minha espera, pronta para um abraço forte, envolvente de onde ele não a deixaria jamais escapar. Ela fez esta surpresa na primeira vez que eu voltei de uma viagem assim que nos casamos, nossa vê-la me esperando no desembarque me fez sorrir por horas, me sentia tão sortudo de tê-la perto de mim, na época me convencia que era amizade, e o bem de ter uma mulher como amiga e “esposa” como ela tornava toda a situação mais fácil e agradável.

Eu duvidava que ela estivesse lá desta vez, mesmo sem o incêndio, afinal tínhamos discutido de forma acalorada, não com gritos, mas as palavras.... eu fui um completo idiota antes de viajar. Horas antes para ser exato, critiquei ela por coisas tão tolas, tudo por ciúmes, que eu não admitia sentir naquele nível nem pra mim mesmo.
Só notei a intensidade do meu ciúme quando estava longe dela, ponte aéreas longe no meio da turnê, analisei minhas atitudes bobas, agi estranho com ela por pelo menos 2 meses antes de viajar, só porque queria que ela  olhasse para mim, só pra mim, queria seu tempo comigo, não dividi-lo com seus amigos, e seus olhares melosos pra ela. Fui tão infantil. Eu deveria ter percebido logo como ela era especial pra mim, como à queria do meu lado, nunca a deixar sozinha, leva-la junto em viagens, e não deixar ninguém ou qualquer pensamento bobo entre eles.
Mas fui tolo e feito exatamente o contrário, a cada vez que agi infantilmente, via ela ir nos braços dos amigos pedir consolo, e quando ela voltava pra casa eu acabava sendo meio sarcástico e sem sentido, pois eu queria que ela falasse comigo e agisse como mais que um amigo, que me notasse como o homem que quero ser pra ela. E ter todo seu amor só pra mim. Eu quero realmente que o pouco de respeito e admiração que ela tinha por mim quando começamos nosso relacionamento ainda exista, que ela não me ache inconsequente demais para estar ao seu lado. Naquele momento temia que ela não quisesse que eu me aproximasse nem para pedir desculpas. No fundo minha angustia era que se ela estivesse viva, pedisse pra mim nossa separação. Foi o que mais temi nos primeiros dias longe dela, quando suas minhas ligações começaram a não serem atendidas, então veio o incêndio e agora tudo que desejava era vê-la mais uma vez com vida!
 


Notas Finais


Agradeço antecipadamente a todos que acompanharem esta história.

Sejamos Filtros de Sonhos juntos **Dedos Cruzados**

E espero postar o próximo capitulo brevemente.


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