História Infraestrutura // Camren - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Ally, Camila Cabello, Camren, Dinah, Lauren, Normani
Visualizações 161
Palavras 3.200
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção Adolescente, Fluffy, Poesias, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi oi oi
venho aqui com minha primeira historia camren e se Deus quiser, a primeira de muitas. Espero que gostem :) beijinhos :3

Capítulo 1 - Capítulo Único - Infraestrutura


CKC

     Uma xícara de café, um coque frouxo e um batom vermelho. Sua pele alva sem nenhum resquício de maquiagem, com exceção do batom. Uma obra de arte. Parecia tão concentrada no que lia. Parecia que não vivia naquele mundo na qual pessoas reais habitavam. Parecia estar no seu mundo. Seu mundo no qual tudo era absolutamente justo. Já a vi brava, feliz, impaciente, triste. Quem a via, tinham uma impressão errada sobre ela. Sei que ela parecia uma pessoa fria e sem nenhum sentimentos. Não é de hoje que a observo. Não é de hoje que vejo pessoas falando o quando rude ela é. Mas tenho conhecimento da sua doçura. Todos julgam sua superestrutura e não vem o quão grandiosa é sua infraestrutura.

     Nunca tive paciência para ler sobre constituição. Nunca entendi muito sobre jurídica. Ela gostava. Ela tinha brilhos nos olhos. Ela amava ler e reler todos aqueles papéis. Amava debater sobre um determinado assunto. Tinha uma opinião para tudo.

     Deitei minha cabeça sobre aquela fria mesa da cafeteria e permitir que todos os meus pensamentos e fantasias fluíssem. Tinha muitas coisas para estudar, mais era muito mais prazeroso a observar. Gostava de todos os sentimentos e emoções que ela transmitia. Vi que um corpo moreno se aproximava da mesa a minha frente. Normani sentou-se ao seu lado, parecia impaciente. Passou as mãos nos longos cabelos pretos e bufou. Lauren a olhou com aquele olhar de compreensão. Confortou a amiga que parecia que iria chorar a qualquer momento. Organizou seus papéis e juntou todos dentro de uma pasta preta. Soltou os cabelos negros fazendo as ondas voarem com o contado com o vento. Seus olhos verdes percorram o lugar que tinha um aroma delicioso de café. Sorriu ao ver algo atrás de mim e não pude deixar de dar um sorriso de lado ao admirar o brilho nos seus olhos. Sentir um frio na barriga quando seus olhos pousaram sobre os meus, mas uma vez, um sorriso tomou conta dos seus lábios. Não consegui manter contado, apenas desviei o olhar, voltando minha atenção para os livros que segundos antes, estavam me servindo de apoiou para meus sonhos.

     Sentir mãos macias sobre meus olhos e deduzir que fosse Dinah, ela parecia animada me fazendo sorrir.

     - Muita coisa para estudar, futura doutora? - ela perguntou, apontando para a mesa que se encontrava cheia de livros e anotações.

     - Sempre tem muitas coisas para estudar. - sorrir.

     - Como vai à pesquisa sobre o câncer?

     - Está indo bem - falei, sem desviar o olhar da mesa da frente. - descobri várias coisas, mas acho que você não vai entender muito bem minhas explicações, futura engenheira.

     Dinah riu orgulhosa, não tirava os olhos dos meus movimentos.

     - E a oxitocina?

     - Que oxitocina? - perguntei um pouco confusa, não tinha comentado nada sobre estar estudando os hormônios - Dinah, hormônios só são no próximo período.

     - Oxitocina está a mil em você. - Riu, apontando a cabeça para a mesa da frente - você é incrível, acho que se conhecessem de verdade, vocês se dariam super bem.

     - Obrigada Dinah - sorri fraco.

     Eu sei que a Lauren é uma doçura, sei que ela é uma mina de ouro por dentro. Mas somos diferentes.

     - Se recomponha. Elas estão vindo. - Alertou a estudante de engenharia, arrumando os cabelos e pondo um sorriso no rosto.

     - Oi - disse Dinah, mas para Normani do que para Lauren.

     As duas começaram uma conversa sobre algo que não fiz questão de presta atenção. Apenas voltei para minhas anotações. Era bem mais fácil do que sentir todas aquelas sensações indescritíveis que sentia quando via seus olhos. Ela permanecia ali, a minha frente, compartilhando da mesma mesa.

     - Oi camz - disse ela, chamando minha atenção, apoiando a cabeça nas mãos.

     Nunca achei meu nome muito bonito até o ouvir saindo de sua boca.

     Sentir todos os pelos existentes no meu corpo se arrepiarem. Sua voz rouca fazia com que meu estômago se revisse por completo.

     - Oi.

     Falei doce, olhando para a seus olhos de um verde profundo. Nunca sei o que falar com ela. Nunca sei como agir quando estou com ela.

     - Que legal esse panda! - ela apontou para um desenho no meu caderno, era antigo, mas permanecia comigo sempre - qual o nome dele?

      Eu rir. Normalmente as pessoas perguntam isso para crianças na tentativa de fazer amizades. Ele não tinha um nome.

      - Me desculpe, é porque você é muito fofa - disse com um sorriso nos lábios.

     - Ele não tem um nome – falei, passando meus dedos sobre o desenho. Sentindo o verde intenso dos seus olhos me observarem – obrigada.

     Ela riu. Continuava a observa-la, assim como ela me observava. Tudo parecia estar parado. Era possível ouvir conversas, porém abafadas.

     - Hey, que livro é esse? - Ela tirou a olha de cima do livro e pareceu surpresa ao ler o título - É glitter! Eu amo esse livro. Você está em que parte?

     Eu não sei explicar a felicidade que tive ao ouvir aquilo. Nunca na minha vida tinha encontrado alguém que já tivesse lido aquele livro ou que tenha gostado. Apenas relatos na internet. Abrir um sorriso de orelha a orelha. Ela folheou as páginas e admirou as borboletas na capa.

     - Não brinca! - falei entusiasmada. Ela abriu novamente no livro, cheirando as páginas. O livro é antigo, não era a primeira vez que lia. Ela abraçou o livro como se o livro fosse um filhotinho de cachorro que precisava ser protegido. Como ela consegue ser tão fofa? Eis a questão. - estou na parte que a Liberty vê a caixa do violino.

     Ela abriu sua pasta preta, procurou por alguma coisa e fez uma expressão de felicidade ao achar. Tirou de dentro daquele monte de papéis um exemplar de glitter. Ela abriu na última página e me olhou.

     - Eu gosto da última frase - Disse, voltando a atenção para o livro. - "meu peito explodiu em coraçõezinhos que...”.

     - "Caíram como glitter no meu sorriso" - Completei. - essa última frase descreve como me sinto em momentos especiais. Só que de uma maneira mais intensa. Meu coração enche de alguma coisa que não sei explicar. Sinto-me feliz e ao mesmo tempo insegura. Mas meus sorrisos se abrem como glitter jogado de um prédio e vai se espalhando por todos os lugares.

     Eu acabei falando dos meus sentimentos? O que deu em mim? Eu não posso sair falando o que eu sinto. Mas eu sinto. Minha cabeça é um poço de confusão e fios embaraçados.

     - Uau! - ela riu alto - você é incrível!

     - Eu sou incrível?

     - Sim! - disse, ainda sorrindo. - você é tão intensa...

     Ela baixou a voz, parecia que estava sussurrando mais para si.

     - Você é intensa como um bom vinho. Você tem vários sabores, sem deixar sua intensidade de lado.

     Sentir meu coração bater a mil. Minha bochecha sentia queimar. Minhas mãos tremerem e minha voz falhar. 

     - Oi meninas! - Virei, me deparando com a Ally com seu simpático sorriso. - sem querer atrapalhar, mas já atrapalhando. Tempos que voltar para nossos determinados campus. É melhor irem rápido antes que alguém venha brigar.

     Ally é uma das minhas melhores amigas de infância. Cursava publicidade e demos um jeito de nos encaixarem no mesmo quarto.

     - Obrigada, baixinha. - agradeci, mando um beijo para a mesma que abriu um sorriso como resposta. - Você tem alguma aula, agora?

     Ela não hesitou antes dizer que teria seu horário vago. Sorri feliz. Seria uma tarde tediosa se ela não estivesse aqui. Conversamos em uma curta e significante hora. Foi confortável.

      Conhecemo-nos bastante e tive a certeza de que a sociedade via sua superestrutura. Gosto de compará-la com prédio. Quem repara na sua infraestrutura? As pessoas só sabem observar sua superestrutura. Não vou associar muito a sociologia, vou apenas associar a um prédio. Quem repara nas colunas e vigas escondidas atrás de argamassa e tinta? Reparamos á apenas seu enfeite, seu modelo, o que ele parece ser. Se for um prédio bonito e chique, associamos a pessoas de classe média alta, porque realmente são difíceis de encontrar pessoas de classe alta, pessoas burguesas capitalistas safadas.

     A cada segundo, conseguia ver todos os seus fios embaraçados, suas colunas e vigas, sua base. Via a quão linda e grandiosa é por dentro. Vi também que sua superestrutura é bonita, mas não tão bela quanto o seu interior, sua infraestrutura.

     Seus movimentos são hipnotizantes, o modo doce e brincalhão de falar, sua voz rouca que são capazes de causas os meus mais insanos e fabulosos arrepios.

     Estávamos conversando sobre como as coisas vem evoluindo de acordo com que o tempo passa quando ouvir minha voz ser chamada de longe. Ally me esperava no seu gol antigo, fazia gestos para que fosse rápida. Olhei no relógio e vi que realmente estava na minha hora.

     - Ally me chama – disse triste, ela virou e finalmente avistou minha amiga. – preciso ir, fica bem. Nos vemos qualquer dia desses?

     - Tem certeza que precisa ir agora? – ela fez um bico, á coisa mais fofa do mundo, me fazendo rir um pouco, agarrou meu braço, ainda com um bico, juro que queria ficar, mas não posso. – fica mais um pouco, por favor, por favorzinho. Olha, eu posso te acompanhar até em casa!

     Rir. 

     - Proposta tentadora – confessei, puxando meu braço levemente. Deixei um carinho em sua bochecha e me levantei de vez – prometi a Sofia, minha irmã, que estaria em casa antes das 19h para lhe ajudar com seu trabalho. Tchau Lauren!

     - Espera! – levantou-se e veio na minha direção – te acompanho até o carro.

     - Qual seu período? – perguntei ao seu lado, sentindo suas mãos tocando as minhas.

     - Quinto período de direito. – riu – ainda falta um pouquinho. O que é aquilo?

     Uma aluna do curso de letra estava terminando de recitar um poema, apenas ouvir sua ultima frase “...não perca seu tempo. Corra!” subiu em cima do capô de um carro e chamou por atenção.

      - Se você gosta de uma pessoa, vá atrás. Não tenha medo de receber um não. “Não” faz parte da vida, assim como o “sim”. Corra! Vá atrás! – dizia a estudante – Viva! Apaixone-se! Espalhe amor! Convide para sair! Só não deixe para se arrepender no futuro de uma coisa que não fez por ter tido medo ou insegurança. VÁ, CORRA ATRÁS DO TEU AMOR!

     Já tinha chegado ao nosso limite, Ally já tinha destrancado o carro, Lauren já tinha uma expressão triste. E eu? Eu estava pensando nas palavras da estudante de letras. Lauren me abraçou e pude sentir o cheiro doce do seu perfume, um cheiro tão bom que não tive coragem de solta-la mais.

      - Até qualquer dia desses...

     - Até...

     Entrei no carro vendo a Ally da partida, vendo o carro seguir em frente. O carro seguia em frente, eu não. O que estava fazendo? Porque ainda estou aqui? Porque não estou com ela?

     - Para o carro! – gritei vendo a Ally tomar um susto – Para o carro!

     - Misericórdia, esta repreendido em nome de Jesus. O que foi menina?

     Peguei meu celular e sai do carro fechando a porta e gritando que precisava resolver uma coisa. Não estava tão longe da faculdade, mas mesmo assim corri até sentir minhas pernas ficarem bambas e meu coração querer parar. Procurei-a por todo o jardim mais não a encontrei, decide ir para o quinto período de direito, mas ela já tinha saído. Estava ficando desesperada quando ouvir alguém gritar meu nome e correr em minha direção.

     - Você quer comer um Hambúrguer do grande com pizza e batata frita, agora? – ela perguntou, sorrindo feito boba – com um copo grande de 500 ml de refrigerante e açaí? Eu pago e depois vamos ao parque. Topa?

      - Topo!

FIM;

 

     Fechei meu diário e sorrir vendo que a pequena já estava com os olhos fechado, deixei um beijo de boa noite me levantei.

     - Você não pode ir assim – ouvir uma voz sonolenta e virei, vendo a garotinha de sete anos ainda acordada – me conta outra historia?

     - Já estar tarde, querida – falei, sentando ao seu lado e deixando um carinho nos seus cabelos castanhos – já deveria estar dormindo.

     - Não sinto sono, mamãe.

     Deitei-me ao seu lado, envolvendo seu corpo pequeno em meus braços enquanto a prometia que iria ficar ao seu lado ate finalmente pegar no sono. Vi uma silhueta cheia de curvas na porta do quarto mal iluminado e sorrir. Lauren também deitou-se na cama, deixando a pequena Vivian no meio de nos duas.

     - Oi meus amores. – Lauren sussurrou, passando seus braços por cima de nos duas – ainda não dormiu?

     - Estou sem sono, mamãe.  - Vivian virou-se para Lauren, ficando de costas para mim, estávamos nos três tão próximas que pude deixar carinhos nos longos cabelos pretos da minha esposa – me conta como foi o dia em que você beijou a mamãe camz, por favor, mamãe Lolo.

     Lauren sussurrou alguma coisa no ouvindo da pequena a fazendo sorrir docemente. Claramente os amores da minha vida. Minha fonte de felicidade, meu aconchego.

     - Então vou contar como foi o dia em que beijei a mamãe camz – disse sorrindo, olhando nos meus olhos – vou contar do dia na qual descobrir que não existia algo mais doce quanto os lábios da sua mãe.

...

LMJ

      Acordei assustada com meu celular que tocava escandalosamente, já tinha unas três chamadas perdidas da Ally e foi nesse momento que vi que alguma coisa não estava 100% bem.

     - Ally?

     - Você precisa vir para casa da Camila - disse do outro lado da linha- ,ela estava tendo uma daquelas crises de ansiedade.  

...

     Depois de uma pequena conversa entre as quatro, Ally, Normani e Dinah saíram do quarto deixando-me entrar, me deixando a sós com a Camila naquele cubículo abafado chamado de quarto.

     Olhei bem nos seus olhos e sentir a tão intensa dor que sentia. Um vermelho que deveria representar o amor era o efeito colateral da cor que transmitia a dor em seus olhos.

     - Oque houve? - perguntei, com o coração partido por vê-la chorar, ou melhor, por vê-la tentar segurar o choro - pode me falar, Camz, eu sou sua amiga.

     - Nada - ela enxugou as lágrimas que caíram despercebidas. Ela fez uma pausa, respirou fundo, olhou para cima e, por fim, me encarou - só que eu te amo demais.

     Naquele momento, sentir meu coração bater mais forte, mais forte ainda por vê-la chorar. Porque vê-la chorar é tão difícil? Novamente ela respirou fundo e olhou para cima como se pedisse a Deus que todo o sofrimento e dor saíssem do seu coração.

     Sentei-me no chão com intenção de vê-la melhor e descansar um pouco as pernas. Apesar do momento de dor, sorri ao ver como seu rosto estava todo vermelho, principalmente a pontinha do nariz.

     - Você está parecendo uma palhacinha - falei entre sorriso e rir fraco ao ver que a mesma não tinha entendido - seu nariz está vermelho.

     Ela riu envergonhada secando seu rosto com uma toalha que estava por perto da sua cama. Por pura coincidência, ao meu lado estava sua caixa de maquiagem, sem pensar duas vezes, peguei um pó de uma cor mais clara e um pincel, passei delicadamente no seu nariz e nas suas bochechas.

      Ao chegar mais perto do seu rosto, notei o quanto é lindo são seus olhos, castanhos escuros cor de chocolate. Vendo assim, tão perto, tive a certeza que aquela é, sem dúvidas, minha cor favorita.

     Sua respiração estava cada vez mais perto do meu rosto, seus cabelos estavam perfeitamente lindos em um undulado desgrenhado e conseguir sentir o seu tão rotineiro hálito de pastilhas de menta. A cada segundo, a distância diminuía, e era nervosamente prazeroso sentir seus lábios tão próximos ao meu. Seu celular tocou e me afastei dela por puro instinto e medo.

     - Shawn? - ela atendeu talvez um pouco irritada - mas tarde te ligo.

     Sei que não deveria ficar com raiva, mas fiquei e me estapeei mentalmente por isso. Fiquei de cabeça baixa enquanto arrumava delicadamente o pincel dentro da caixa. Ainda com a cabeça baixa, a vi se abaixar e ficar defronte comigo.

      - Porque ficou tão séria, Lolo? - ela segurou meu rosto com a duas mãos, fazendo com que a olhasse nos olhos - obrigada por me fazer rir.

     - Te amo, Camz - ela rio é murmurou "eu também te amo" - muito, muito de verdade, mas do que deveria.

     - Lauren, me desculpe, mas eu preciso fazer uma coisa que eu preciso fazer - ela se enrolou no meio da frase e decidiu ser mais direta - desculpa, mas...

     Pode parecer loucura, mas eu não a deixei terminar a frase. Seus lábios já faziam parte dos meus e nossos corações batiam em um só ritmo como se fosse um só. E meu amor por ela crescendo cada dia, cada minuto, cada segundo e milésimo mais.

 

FIM;

 

    Quando terminei, vi que finalmente Vivian tinha pegado no sono e junto a ela, Camila. Sorrir com a cena, tão serenas e sonhadoras. Puxei o grosso e quente edredom, pondo sobre os dois corpos ao meu lado e me apoiando sobre o pequeno corpo adormecido deixando um beijo na testa de cada uma. Quando chegou a vez da Camila, a mesma acordou preguiçosa.

    - Hey! – sussurrou a cubana – Vamos para cama.

     Lauren assentiu, puxando Camila pelo braço como duas criancinhas. Quando a cubana se pôs de pé, a advogada jogou-se dramaticamente sobre o corpo da pisciana.

     - Lolo... – segurou na cintura da esposa, arrastando a mesma junto do seu corpo até o corredor – agora me leva você.

     Lauren negou com manha levar Camila até o quarto nos braços, no fim acabaram as duas correndo até o seus aposentos e pulando na cama como duas crianças que ainda existiam dentro delas. Camila deitou-se puxando Lauren para juntar-se a si. A advogada repousou sua cabeça no peito da médica ouvindo o coração da mesma bater de uma forma tranquilizadora, abraçou a esposa fazendo com que suas pernas ficassem entrelaçadas como um nó que não poderia ser desfeito.

     - Como foi seu dia, meu amor? – perguntou Camila, com o rosto apoiado nos cabelos negros com cheirinho de morango.

     - Ganhamos a causa – riu orgulhosa, fazendo Camila comemorar abraçando a mesma mais forte e deixando vários beijinhos no seu rosto e desejando vários parabéns – se eu não ganhasse aquela causa ficaria bem triste por um tempão! E o seu dia, meu solzinho?

     Camila olhou para a lua de sua janela e riu, depois observou a lua em seus braços e beijou seus cabelos.

     - Lolo, você tinha que ver uma garotinha que passou pela emergência hoje – comentou Camila – ela é um amor, parecia a Vivian naquela idade. Acho que você adoraria aperta-la. Meu dia foi ótimo, terminando com chave de ouro ao seu lado.

     - Me abraça forte e não me solta.

     - Vou te pôr num potinho, Lolo.

     E foi assim a noite toda. Risadas de felicidades, conversas jogadas fora. Mas o momento em si, guardado na memória.

 

FIM.


Notas Finais


Então, oque acharam? Espero que tenham gostado <3


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