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História Inimigo Da Coroa - Mitw. - Capítulo 7


Escrita por: e POCCNR


Capítulo 7 - Aquilo Iria Comer Aquele Coelho?


(Pedro)

O rapaz estava totalmente impaciente, ele teria uma nova ajudante, não que precisasse de uma ajudante, porém seu rei teve a belíssima ideia de fazer de sua sobrinha uma ajudante para o feiticeiro. O rei lhe contará que a garota estava aprendendo a controlar a magia, e a ideia seria levá-la para "estudar" com alguém que ao ver, era basicamente um expert. Ao ouvir o barulho dos cavalos, Rezende não se conteve e rapidamente olhou pela janela. Avistou uma garota, por conta de sua altura, parecia ser bem mais nova que o feiticeiro, tinha longos cabelos castanhos e estava vestindo um longo vestido vermelho com detalhes brancos, não conseguia ver seu rosto, por conta da distância daquela torre. Tinha a certeza que mas cedo, ou mas tarde, haveria uma apresentação.

— Feiticeiro Rezende, o rei está... — Um dos dois guardas foi interrompido pelo feiticeiro.

— Já sei, vamos, vamos. — Aqueles o seguiram até uma grande sala, naquela havia uma grande mesa, com um grande banquete, ao lado de seu rei, ali estava uma garota, sentada, com um pequeno véu branco ocultando seu rosto. O feiticeiro mesmo assim pôde perceber seu olhar sobre ele, aquilo lhe incomodou um pouco.

— Sente-se! — Disse o rei se levantando daquela grande mesa e apontando para uma cadeira qualquer. — Logo começaremos com as apresentações! — O velho rei parecia estar realmente feliz com a chegada de sua sobrinha. Após Pedro se sentar, sem demora a garota retirou aquele véu que cobria seu rosto, revelando sua pele pálida, seus lábios finos, com um forte batom avermelhado, uma aparência delicada, porém suas sobrancelhas franzidas, davam-lhe um toque de arrogância. Antes do rei apresentar sua sobrinha, a garota se adiantou, pode-se notar um leve sorriso no rosto daquela.

— Então... Irei aprender magia com... Ele? — Ela desviou a atenção do feiticeiro, e começou a encarar o tio.

— Sim, Alice. Rezende em comparação com os outros, é um dos melhores feiticeiros! Tanto que, tem a posição de feiticeiro real. Aliás, vocês têm a mesma idade, logo os mesmos interesses, e até poderão criar uma amizade. — Disse o tio. A garota assentiu.

— Prazer, me chamo Alice. — Disse simplesmente.

— Me chame de Rezende, ou apenas Pedro, como preferir. — Respondeu o rapaz.

— Certo... Titio, irei acompanhar Rezende até sua torre, quero conhecer o lugar em que futuramente irei aprender sobre magia.

O rei os deixou ir, logo chegaram naquela torre, a garota olhou em volta, apenas conhecia a magia pelos livros, aquelas poções e tudo aquilo, estava sendo realmente novo para ela.

— Então... Feiticeiro Rezende... O que irá me ensinar primeiro?

— Escute aqui, Alice... Quero silêncio, mantenha esse lugar organizado, se mexer em algo... Quero que o deixe no mesmo lugar e na mesma posição que o encontrou, e por último… Não ache que só por ser sobrinha do rei, terá algum poder sobre mim, entendeu? — Alice não pôde deixar de rir, ela encarou o feiticeiro e revirou os olhos.

— Você é apenas um feiticeiro, que por sorte não foi queimado. O que falou para meu tio? "Oh... Vossa Majestade, prometo ser leal e servi-lo..." E depois fez uma cara de cachorro sem dono, não foi? Estou começando a achar que aquele velho começou a ficar sensível. — Ela pegou um livro que estava em uma estante. — Já que não irá me ensinar nada hoje, irei levar este livro comigo. — Antes do mesmo ter uma reação a garota já havia saído pela porta.

(Felipe)

Ao sair de seu quarto, notou que a porta do quarto onde Rafael estava dormindo, estava entreaberta. O garoto havia saído dali?

— Rafael? Onde você está? Não acredito que saiu outra vez... — Deu um tapa na própria testa, ao adentrar ao quarto de Rafael, notou que mesmo dormia tranquilamente. Felipe puxou as cortinas, fazendo os raios de sol entrarem naquele quarto. Logo voltou sua atenção para o rapaz, porém uma dúvida veio em sua mente, onde estava o manto do jovem mago? Calmamente procurou por todos os cantos daquele quarto, ao finalmente o encontrar, se dirigiu até sua empregada.

— Quero que lave isto... Se não ter jeito de recuperá-lo apenas mande fazer outro igual. — Felipe entregou aquele manto para a empregada. Haviam vários rasgos no mesmo. A empregada apenas assentiu. — E... Aqui está as medidas, tamanho, essas coisas... Entregue-as para o mordomo, mande-o ir até o alfaiate. Outra coisa... Roupas confortáveis, Lange ainda não é acostumado com tudo isso. — Outra vez a mulher assentiu, logo após teve um sorriso vindo de Felipe, a mulher retribuiu e se retirou, carregando consigo aquele manto.

Felipe caminhou até o escritório onde ficava, estantes com vários livros, e quase no centro da sala, havia uma mesa, novos projetos estavam ali, anotações, e alguns modelos. Equipamentos que pudessem facilitar ajudar o ser humano, facilitar o trabalho, dentre essas coisas. Ele se sentou naquela cadeira, e se pôs a pensar. Depois de alguns minutos, notou a porta se abrir lentamente.

(Rafael)

Ele estava correndo, algo estava atrás do rapaz, porém ao se virar, não havia nada. Pôde sentir a respiração daquilo em seu pescoço, enquanto corria, notou que suas pernas começavam a ficarem fracas, seus olhos ficavam pesados, até que ao sentir as unhas daquilo rasgando sua carne, ele gritou. Logo acordou. Abrindo os olhos de uma vez, olhou para os lados, uma rápida sensação de paz lhe tomou conta. Ele não estava naquela torre, isso o fez sorrir. Roupas foram deixadas na beirada de sua cama, nestas consistia uma camiseta branca de um tecido leve, calças pretas, logo Rafael notou um par de botas pretas. Ele as vestiu, e logo desceu as escadas, com o intuito de encontrar Felipe.

Rafael aos poucos se acostumava com o tamanho daquele lugar, notou que uma única porta estava entreaberta, seria ali o escritório de Felipe? Rafael se aproximou e lentamente a abriu.

— Rafael?... — Uma voz masculina veio de dentro, era Felipe, logo o loiro entrou naquela sala.

— Oi! O que está fazendo aí? Quer ajuda? — Rafael acabará de acabar com o silêncio naquela sala, sem demora ele se aproximou de Felipe, tentando entender o que era tudo aquilo naquelas folhas. — São modelos... Acho que esse... Tem futuro! — Rafael levou seu indicador até um projeto inacabado do outro. Felipe riu.

— Claro, claro! Vejo que está melhorando... Tão rápido, não é? — Felipe se levantou, se dirigindo até a porta, olhou Cellbit de relance e sorriu simplesmente. — Vem.

Após os mesmos saírem dali, Felipe levou Rafael até um jardim que ficava nos fundos daquela mansão. Ao ver de Rafael, era um lugar bonito, várias flores... Algumas borboletas apareciam de vez em quando. Felipe se sentou em um dos bancos de madeira, enquanto Rafael acabará de resolver capturar uma joaninha. Ele perseguiu aquela joaninha até ela pousar sobre uma flor. Felipe cansado de apenas observar o loiro, se levantou, e se aproximou do mesmo.

— Como vão as coisas? — Perguntou o moreno, se referindo as tentativas do loiro em capturar aquela joaninha.

— Até então... Vão bem, e com você?

— Estou me referindo em suas tentativas! Haha. — O moreno pegou aquela joaninha nas mãos e entregou para Rafael. O loiro um tanto envergonhado por conta de não ter entendido direito, riu em um tom baixo. — Se der folhinhas para ela comer… Quem sabe ela não crie um laço afetivo com você.

— Folhinhas, é?... Entendo. — Rafael então colocou a joaninha de volta para o mesmo lugar que a tinha encontrado. — Prontinho.

— Então... — Felipe coçou a nuca, estava em dúvida sobre como perguntar aquilo para Rafael. O jovem mago desviou sua atenção daquela joaninha e começou a olhar o moreno. — Aceita... Sair comigo?

— Ah! — Não hesitou em respondê-lo. — Sim! — Rafael sorriu, fazendo Felipe rir baixo e logo após retribuir aquele sorriso.

— Ah, certo... Sobre suas roupas, seu manto... Ele estava um pouco... Você sabe... Não se importa em trocá-lo, certo?

— Passei tanto tempo usando aquilo, que... Acho que o considero como um amigo. Porém como não é um amigo real, não vai me fazer falta.

(Mikhael)

Dias calmos, noites solitárias, a mesma coisa para se fazer quase sempre, quase todas as árvores ali tinham marcas de flechas, os lobos continuavam a rondar a casa de Mikhael, porém o moreno percebia que aqueles estavam se aproximando cada vez mais de sua cabana, o que o deixava realmente preocupado. E seu cavalo então? E se aqueles atacassem o cavalo de Mikhael? O arqueiro começou a passar ar noites vigiando-o pela janela da cabana, e sempre ao desviar sua atenção do animal, podia-se notar duas pequenas esferas vermelhas sempre voltadas para a cabana, as vezes, apareciam mais daquelas, fazendo aqueles dois pares se formarem em quatro ou até mais.

Batidas em sua porta, escutou ser chamado, uma voz masculina, era uma voz familiar, sem demora abriu a porta.

— Mikhael. Então... Você mora aqui? — Aquela pessoa olhou em volta. — Preciso conversar com você. — Disse rapidamente, Mikhael apenas deu espaço para o mesmo entrar na cabana, logo após fechou a porta.

— Estava me procurando todo esse tempo? — Perguntou o moreno.

— Confesso que já sabia de seu paradeiro, porém como eu poderia visitar alguém sendo um guarda do rei? As coisas não são tão fáceis.

— Você é um...

— Não vim conversar sobre isso com você, apenas quero saber... O reino de Butterburg poderá contar com sua ajuda? — Nos olhos do outro, não era possível notar alguma expressão. Porém Mikhael se sentia feliz em vê-lo novamente.

Flashback

"Já em sua adolescência, Mikhael treinava com o arco e flecha que havia feito, as próprias flechas feitas de madeira, treinando sozinho com aquilo, notou que de repente uma de suas flechas havia sumido, guardou as outras flechas em uma bolsa feita de pano, a colocou nas costas e foi em busca de sua flecha que acabará de sumir de repente.

Não caminhou por muito tempo logo foi capaz de avistar algo como uma sombra, porém com esferas azuis em seu possível rosto, pegar aquela flecha e a usar para matar um coelho, aquela sombra tinha o mesmo tamanho que Mikhael, o moreno não estava com medo, pelo contrário, a sombra era quem parecia estar assustada, que ao notar a aproximação de Mikhael, rapidamente foi para trás de um arbusto. O moreno se aproximou do coelho já morto e logo depois olhou para o arbusto em que a sombra se escondia.

— Ei... Não tenha medo! O que você iria fazer com isso? Comer? — Perguntou. A sombra aos poucos foi saindo daquele arbusto.

— Co... Mer. Eu iria comer. — Aquilo fez Mike se assustar, não tinha ideia que aquilo sabia falar.

— Certo... Tenho uma maça guardada, será melhor que isso. — Mikhael tirou a única maça que guardava consigo e esticou até a sombra, aos poucos aquilo a pegou, Mike arregalou os olhos ao ver a maça simplesmente sumir no ar.

— Obrigado, Mikhael.

— Ah...! O que você é?! — Ao ter certeza que já havia pêgo a confiança daquilo, simplesmente perguntou.

— Posso ser um pesadelo, ou até uma sombra... Algo invisível. Irei lembrar disso e irei ajudá-lo futuramente. — Aqueles possíveis olhos azuis o encarando, o deixava realmente desconfortável, notou aquela sombra começar a caminhar e ao chegar perto de uma grande árvore, e em um piscar de olhos, sumir.

  Mikhael logo então percebeu que não havia revelado seu nome para aquela sombra, naquela noite teve vários pesadelos com uma criatura medonha devorando aquele pequeno animal indefeso, pôde ver a carne daquele animal sendo rasgada, e enquanto o animal ainda estava preso em seus grandes dentes afiados, aquela criatura encarou Mikhael por um tempo, logo depois o moreno acordou. Ele havia pêgo no sono no meio da floresta? Aquela sombra era apenas um sonho qualquer? Porém porquê o coelho ainda estava lá? Por que aquela flecha ainda estava cravada no animal?"


Notas Finais


Poccnr diz "oi!" :3 esperamos que tenham gostado :3


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