História Inimigo Público - Capítulo 6


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Categorias Homem de Ferro (Iron Man), Homem-Aranha, Homem-Formiga, O Incrível Hulk, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Dr. Bruce Banner (Hulk), Henry "Hank" Pym, Maria Hill, May Parker, Pepper Potts, Peter Parker (Homem-Aranha)
Tags Betty Brant, Happy Hogan, Hope Pym, May Parker, Michelle Jones, Ned, Peter Parker
Visualizações 29
Palavras 3.537
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Ficção, Luta, Romance e Novela, Violência
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá,
Desculpem a demora, mas é que vida de adulto responsável não é fácil.
Bem, aqui está o último capítulo. Espero que gostem.

Capítulo 6 - Peter Parker


Fanfic / Fanfiction Inimigo Público - Capítulo 6 - Peter Parker

P. O. V. Peter Parker

— Fala sério pessoal! Foi alguma coisa que eu disse? Vocês não gostaram de alguma piada? – Indaguei para os policiais enquanto pulava freneticamente para escapar das balas que eles mandavam na minha direção.

            Já faziam duas semanas desde houve a audiência privada com os membros dos governos americano e europeu, consegui provar a minha inocência para eles, ou melhor, a Srª. Stark provou a minha inocência para eles. Pensei que esclarecendo as coisas eu poderia voltar a ter uma certa tranquilidade, mas pelo visto a situação só está piorando, tudo por causa daquele J. Jonah Jameson que não para de inventar mentiras sobre mim.

            Não sei o porquê de tanta raiva, será que eu joguei teia na cadeira onde ele sentou e ficou preso por isso? Agora isso não importa mais, se o objetivo dele era fazer a população nova-iorquina me odiar, ele conseguiu, os policiais atirando atrás de mim são prova disso.

            Após saltos, escaladas balanços entre prédios e gritos desesperados de minha parte, finalmente consegui despistar a polícia e me esconder no topo de um edifício no centro de Manhattan, me sento na beirada e olho para o Oeste, observando o céu amarelo-alaranjado no horizonte, inspiro profundamente pela máscara enquanto reflito as últimas semanas.

(FLASHBACK: ON)

            Assim que saímos da audiência nós deixamos a MJ em sua casa e retornamos a mansão, a May estava estranhamente falante e juntamente com o Happy foi direto para a cozinha pegar uma cerveja, cinco na verdade, “só estou acalmando meus nervos, querido”, ela disse após tomar a primeira garrafa direto do gargalo em praticamente dois goles, “assistir você cair de um prédio, ser atropelado por um trem, e lutar contra drones assassinos superaram em muito os meus pesadelos  de ter ver machucado por apanhar na escola”, ela completou justificando sua sede repentina e entornando a segunda garrafa.

            Eu também estava inquieto, afinal a Srª Stark ainda precisou ficar na reunião para acertar mais coisas, então eu fui para a sala de treinamento descarregar as minhas energias, foi somente a noite quando todos estávamos jantando que a Pepper chegou com a Morgan ao seu lado, assim que a pequena me viu pulou em meu pescoço, beijou meu rosto e depois ficou filando algumas batatinhas fritas do meu prato.

— Agora sim está tudo resolvido. – Pepper disse sentando em uma das cadeiras disponíveis perto de May e eu. — Todas as acusações contra você foram retiradas e os dois governos emitirão notas públicas informando quem foi o verdadeiro culpado por todo esse incidente.

— É sério mesmo? Puxa, obrigado mesmo Srª. Stark. – Agradeci do fundo do coração.

— Peter, quantas vezes terei que lhe pedir para me chamar de Pepper? — Falou pegando a Morgan no seu colo que a essa altura já tinha retornado para o seu lado. — Se você tem que agradecer alguém é ao Tony por querer ficar de olho em você e em sua mania de vigilância.

— Sim, mas mesmo assim, eu nem tenho ideia de como começar a lhe agradecer.

— Eu tenho! – May falou alto demais, mais alegre do que o costume, e se virou bruscamente para Pepper que institivamente pegou Morgan e a ergueu de frente para a May como forma de escudo enquanto minha tia se aproximava rapidamente dela.

— Vem cá sua pequenina, me deixa te encher de beijos. – May falou agarrando a Morgan nos braços e a enchendo de beijos e cocegas, fazendo a garotinha ter um ataque de gritos e risos, curiosamente a Pepper respirou aliviada enquanto Happy e eu suprimíamos uma risada

— Mas tenho uma pergunta. – May disse após devolver uma descabelada Morgan para a mãe e voltar para o seu lugar. — Agora que tudo isso acabou, nós podemos voltar para a nossa antiga casa?

— Quanto a isso, não é uma boa ideia. – Dessa vez foi Happy quem falou.

— E por que?

— Porque mesmo sendo inocentado, isso não muda o fato de que a identidade do Peter foi revelada. — Pepper falou ajeitando o cabelo da filha. — Mesmo que criássemos um jeito de desmentir essa história, ainda existiriam inimigos por aí que ficariam de olho em vocês e atacariam ao menos descuido do Peter, o melhor a se fazer e aceitarem a nova realidade e permanecerem morando aqui para a segurança de todos.

— Eu concordo com eles, May. – Falei para a minha tia ao mesmo tempo que segurava a sua mão, senti seus ombros caírem por um momento. — Desculpa fazer você passar por isso mas é o único jeito de você ficar segura.

— Meu amor, você é um herói que combate o crime e protege a cidade. – Ela falou se recompondo e me olhando diretamente nos olhos enquanto também segurava a minha mão. — Mais do que isso, você é um Vingador, que luta contra alienígenas e ajuda a manter o nosso mundo um lugar mais seguro, e eu estou super orgulhosa de você, não se preocupe comigo, eu vou ficar bem desde que você esteja bem. – Ela terminou de falar me dando um sorriso.

— Além disso, quem eu sou? - Perguntou me dando uma piscadela.

— Você é uma Parker. – Respondi também sorrindo

— E o que isso faz de mim?

— A mulher mais forte que eu conheço. – Finalizei depositando um beijo em sua mão.

— É isso aí. – ela concordou aumentando o sorriso.

— Ei! Eu também sou muito forte. - Morgan falou surgindo de repente entre nós e mostrando um pequeno muque em seu bracinho fino.

— Sim, você é muito forte. Mas será que você aguenta mais uma sessão de cosquinhas? – Tia May disse a carregando novamente e girando a garota pela cozinha que agora ria descontroladamente.

— Só mais uma coisa Peter. - Pepper me chamou a atenção. — Por precaução nós fizemos alterações nas configurações da EDITH, ela em si foi desativada devido ter sido hackeada, mas seu sistema agora foi integrado a sua babá eletrônica, acho que você a chama de KAREN, não é? Enfim, agora você pode acessar a KAREN tanto pelo uniforme quanto pelos óculos, irá permanecer com acesso total ao sistema de vigilância, mas se precisar utilizar algum drone, a permissão só será dada caso o Happy ou eu concordemos, fizemos isso para evitar que eles caiam em mãos erradas novamente.

— Pode ficar com todos eles. – Falei sem hesitar. — Esse é um tipo de poder que eu não quero em minhas mãos.

— O Tony confiava em você e eu também confio, é só uma questão de tempo até você aprender a lidar com esse tipo de poder. – Ela me disse se levantando e caminhando para fora da cozinha como se já estivesse pondo um ponto final nesse assunto. — Vem filha, vamos tomar um banho para poder jantarmos limpinhas.

            O restante da noite foi bem tranquilo, passei um tempo com a MJ antes de fazer a minha patrulha, estava bem ansioso, pois no dia seguinte finalmente sairia a nota publica me inocentando. Achei que tudo ficaria bem assim que ela saísse... ledo engano.

            Na manhã seguinte eu estava passeando de mãos dadas com a MJ pelo mesmo ponto onde tinha saído a manchete do meu “crime” uma semana atrás, achei que se eu fosse ser inocentado, nada mais justo do que ver do mesmo lugar onde fui acusado, por motivos óbvios eu estava disfarçado, com um moletom de capuz, um boné verde e os óculos da ex- EDITH e nova KAREN. De acordo com a Pepper, o jornal divulgaria a notícia da minha inocência as dez horas em ponto, e ela estava certa.

            Logo a reportagem ao vivo da frente da prefeitura mostrou o secretário de defesa Thadeus Ross explicando toda a situação para os jornalistas ali presentes, apesar dele demonstrar que claramente não queria estar fazendo aquilo, pelo menos ele falou toda a verdade, nesse momento todas pessoas que estavam andando pela rua pararam para escutar atentamente. Quando a declaração chegou ao fim e a imagem voltou para a bancada do jornal, eu soltei a respiração que nem tinha me dado conta de que estava segurando.

— Finalmente está acabado. – Suspirei me encostando em uma parede próxima e abaixando um pouco a cabeça. MJ ficou a minha frente me abraçando e permitindo que eu apoiasse minha cabeça em seu colo.

— Viu só?! No final deu tudo certo. – Ela disse baixinho em meu ouvido. — Já já as pessoas vão voltar a confiar em você, e então...

            MJ foi interrompida pela voz do jornalista que continuava a falar sobre o caso, eu levantei a cabeça e voltei a prestar atenção no telão.

— E agora aqui no nosso estúdio estamos com o senhor J. Jonah Jameson, dono do blog de notícias Clarim Diário e responsável por trazer as primeiras informações sobre o Homem-Aranha e seus supostos crimes. Bom-dia senhor Jameson, bem-vindo.

— Bom dia Edward, obrigado por me receber. — Disse aquele velhinho de bigode dos infernos, de maneira até bem educada.

— Bem, senhor Jameson, como acabamos de ver, o governo acaba de dar uma declaração oficial para todo esse caso, o que senhor achou disso tudo?

— Ora essa Edward, está mais do que claro que isso tudo trata-se de um acobertamento por parte do governo americano para proteger um criminoso que se faz de herói.

— Opa, calma senhor Jameson. – O jornalista disse visivelmente surpreso. — Você está agora acusando não somente um homem mas o nosso próprio governo.

— É exatamente isso que eu estou fazendo, Edward. – Jameson disse já elevando o tom de voz. — Veja, já é de conhecimento público que esse jovem era protegido de Tony Stark e todos sabem que o Stark já foi o principal fornecedor de armas do país.

— Sim, mas também é de conhecimento público de que Stark há anos cortou laços com o governo e deixou de vender armas. – Comentou o jornalista.

— Ah, ele pode ter deixado de vender armas, mas nunca cortou os laços com o governo. – Respondeu o Hitler reencarnado com um sorrisinho de canto. — ele continuou suprindo o país, seja como fornecedor de novos sistemas vigilância e segurança, como os satélite de monitoramento e usando novas tecnologias em prisões cada vez mais sofisticadas para trancafiar os seres mais perigosos do mundo. Seja como vingador, lutando contra ameaças ao planeta, e diabos, ele foi até mesmo o principal apoiador do Tratado de Sokovia.

— Entendo. – O jornalista falou expressando que tinha captado a linha de pensamento do outro. — Então só para esclarecer, quando o senhor diz que o governo está protegendo um criminoso, está querendo dizer que...?

— Eu não estou querendo dizer nada... – Jameson falou já vermelho, se levantando e apontando para a câmera. — Eu estou afirmando que as indústrias Stark puxaram as cordinhas do governo e cobraram favores dos poderosos em Washington para abafar o caso e livrar a cara de um criminoso perigosíssimo, com o único objetivo de não perder seus privilégios.

— Por favor senhor, mantenha a compostura. – O coitado do jornalista falava tentando acalmar inutilmente o seu convidado.

— E digo mais... – Jameson falava cada vez mais alto enquanto continuava apontando para a câmera. — Se o governo faz questão de esconder a verdade, eu farei da minha missão mostrar as pessoas de Nova Iorque e ao povo americano a verdadeira ameaça que o Homem-Aranha representa.

            Nesse ponto eu já estava suando frio, meu estômago estava embrulhado e a MJ me olhava como se eu fosse cair duro no chão a qualquer momento. “É isso aí, esse cara está certo”, escutei uma moça falar não muito longe de onde estávamos, “esse garoto tem de ser preso” uma mulher idosa falou do meu lado, “ele é perigoso, tem que ser preso e levado a justiça”, dessa vez um homem a minha frente comentou.

— Peter, vem, vamos sair daqui, agora! — MJ me puxou pela mão e me arrastou dali, enquanto andávamos ainda podíamos ouvir o Jameson falar.

 — Esse Homem-Aranha representa a maior ameaça para a sociedade. Ele não queria ser famoso? Pois bem, eu o tornarei INFAME!!!

            Ele cumpriu o que prometeu, a partir daquele dia, sempre que eu saia nas ruas como Homem-Aranha as pessoas me xingavam com mais raiva e os policiais me perseguiam com mais fervor, até mesmo as pessoas que eu salvava fugiam de mim. O pior momento deve ter sido três dias depois, quando um incêndio consumia um pequeno prédio no centro do Bronx, uma mulher havia ficado presa pelo fogo no 4º andar e gritava por socorro na janela, me aproximei para ajudá-la a escapar, mas assim que me viu ela entrou em pânico, estava com mais medo de mim do que do fogo, tanto que correu em direção a ele sem pensar.

            O piso acabou cedendo e a mulher despencou no mar de chamas, eu consegui salva-la e a levei até os paramédicos no local, foi então que os moradores locais começaram a dizer que eu havia empurrado a moça em direção ao fogo, outros gritavam até que eu que provocará o incêndio, os policiais então me deram voz de prisão me obrigando a fugir. Nem consegui dormir direito naquela noite

(FLASHBACK: OFF)

Estava tão concentrado em meus pensamentos que demorei a notar que KAREN me chamava.

— Peter? Peter, o que há de errado? Não consegue me ouvir?

— Eu tô te ouvindo KAREN, só estava um pouco distraído, ei, quando foi que anoiteceu?

— O sol se pôs há exatamente trinta e cinco minutos.

— Tudo isso? Nossa, como o tempo voa, mas fala aí, o que você quer?

— Você esteve imóvel por todo esse tempo, conhecendo você e sabendo que não consegue ficar parado nem por um minuto, fiquei preocupada.

— Obrigado por se preocupar, eu só estou com muitas coisas na cabeça ultimamente.

— Sua preocupação tem relação com sua recente falta de popularidade com a população em geral e a perseguição sofrida por parte da polícia local?

— Eh. Tem sim. – Respondo cabisbaixo.

— Já tomou sua decisão?

— Como assim?

— As pessoas o odeiam, as autoridades não confiam em você, o que pretende fazer?

— Eu... eu ainda não sei. – Falo mais depressivo ainda.

— Enquanto pensa, meus sensores detectaram o acionamento do alarme silencioso de uma loja de artigos esportivos a cinco quarteirões de distância, ao nordeste de sua posição.

 — KAREN, me mostra o caminho. – Disse já me lançando no ar.

            Quando cheguei no local, dois homens usando meias-calças como máscaras estavam atirando contra uma viatura parada do outro lado da rua, um carregava uma sacola que parecia estar bem pesada e o outro segurava uma jovem como escudo humano, impedindo que os policiais revidassem. Me aproximei com cuidado dos assaltantes, descendo pela parede as costas deles, quando cheguei a uma distância ideal saltei e disparei duas teias que acertaram as a armas dos meliantes, aterrissei em cima de uma luminária pública e puxei as teias trazendo as armas junto.

— Oi gente, é aqui que está tendo uma liquidação de tênis inspirados nos Vingadores? – Falei acenando para todos.

— Ferrou! É o Aranha. – Disse o que estava mantendo a jovem de refém, em seguida ele a largou e saiu correndo na direção contraria.

— O quê? Você precisa saber quanto eu calço pra saber se tem um modelo dentro da sua sacola? Tudo bem, chega mais perto que eu te mostro meu número. – Disse saltando ao mesmo tempo em que lançava a teia que se prendeu no seu ombro, puxei com força o fazendo voar na minha direção, quando ele chegou mais perto acertei-o com um belo chute bem na cara, ele voou e se chocou contra a parede, mas antes que caísse no chão, o prendi com uma teia na parede.

— Aah, não ferra comigo seu moleque-aranha! – O outro assaltante gritou retirando uma faca de dentro das calças. — Nem pelo cacete que eu vou voltar pra prisão. – Terminou de falar e correu na minha direção.

— Ôh meu amigão, já te disseram que usar meia-calça não ajuda muito pra esconder a identidade? – Falei desviando de um corte horizontal desferido por ele. — Além disso, esse estilo não combina muito bem com você. – Disse saltando para a parede ao desviar de uma estocada.

— CALA A BOCA! CALA A BOCA SEU PIRRALHO! – Gritou enquanto procurava a minha posição na parede.

— Aqui, eu te empresto um modelo de máscara que com certeza vai cobrir essa sua cara feia. - Mal terminei de falar e lancei mais duas teias, uma prendeu o seu pé esquerdo no chão e a outra foi direto em seu rosto. Ele largou a faca e tentou inutilmente retirar a teia do seu rosto.

            Desgrudei da parede e aproveitando a gravidade, desferi um soco certeiro de cima para baixo em seu rosto, que caiu inconsciente instantaneamente.

— E meu nome é HOMEM-ARANHA.

            Olhei para o lado e vi os policiais ajudarem a moça que era refém a se levantar, um deles, uma mulher começou a se aproximar de mim, recuei um passo por reflexo.

— Olha só, eu realmente já cansei de desviar de tiros de vocês por hoje, então eu vou nessa. – Falei correndo em direção a um carro estacionado ali perto e saltando sobre ele, minha intenção era usar o carro para pegar mais impulsão e saltar mais alto, foi quando escutei a mulher policial gritar as minhas costas.

— OBRIGADA HOMEM-ARANHA!

            Fiquei tão surpreso com o que ela disse que acabei me distraindo e pisando errado sobre o carro, escorreguei, rolei pelo capô do carro e devo ter levado o tombo mais vergonhoso da minha vida, mas me levantei rapidamente.

— O quê? O que foi que você disse? — Perguntei me aproximando devagar enquanto massageava minha lombar.

— Eu disse, obrigada Homem-Aranha. – Ela repetiu com um pequeno sorriso nos lábios. — Se não fosse por você, a situação teria ficado muito complicada, então, obrigada.

— É isso aí, valeu por tudo Aranha. – O parceiro dela se aproximou também, trazendo junto a moça-refém. Ela por sua vez tinha lágrimas nos olhos e um enorme sorriso para mim, ela se aproximou e me deu um abraço apertado, eu nem consegui reagir de tão surpreso que fiquei.

— Obrigada por me salvar Homem-Aranha. – Ela disse depois que nos separamos. — Graças a você, eu posso voltar pra casa hoje.

            Eu estava em choque, era a primeira vez que alguém me agradecia desde que toda essa história havia começado, e essa sem dúvidas foi a primeira vez que alguém me dava um abraço de agradecimento.

— Vocês... não acreditam nas coisas que estão contando sobre mim nos jornais... não é? – Perguntei hesitante. A oficial então botou as mão em seu cinto e ajeitou a postura.

— É claro que não! Aquele velhote pode ter enganado algumas pessoas, mas aqueles que você salvou no passado sabem que você não é esse tipo de pessoa. Você já me salvou pelo menos umas seis vezes se contarmos com hoje.

— Isso mesmo. – O parceiro se pronunciou. — Uma vez eu fui esfaqueado na barriga por um traficante de drogas, você prendeu o cara, me remendou com a sua teia e me levou pro hospital mais próximo, os médicos disseram que se demorasse um pouco mais, eu teria sangrado até a morte.

— Eu também. – A moça-refém se meteu na conversa. — Você evitou que minha irmã fosse atropelada há alguns anos atrás, antes do BLIP, ela não sabia na época mas estava gravida, você não só salvou minha irmã como salvou minha sobrinha, hoje ela só dorme se estiver com o seu boneco de pelúcia do Homem-Aranha.

            Aquilo foi demais pra mim, podia sentir a máscara ficando molhada e o nariz começar a escorrer, tanto que dei uma fungada alta, coisa que não passou desapercebido por eles.

— Por acaso você está chorando? – a oficial perguntou. Rapidamente me virei de costas para eles enquanto passava uma das mãos pela máscara.

— É claro que não... Tô... mas só porque aquele tombo realmente doeu. – Falei apontando em direção do carro.

— Sei... olha só, é melhor você ir embora, se outras viaturas aparecerem vamos ter que te dar voz de prisão, vai e deixa que a gente cuida de tudo por aqui.

— Entendido. – Disse olhando para eles uma última vez por cima dos ombros antes de saltar e me balançar entre os prédios, mas não fui muito longe, parei no topo de um edifício residencial a poucas ruas de distância, o suficiente para ver outras viaturas chegarem e os policiais com quem conversei botarem os dois assaltantes dentro de um dos carros.

— KAREN, já tenho uma resposta.

— É mesmo? Quem bom. Para qual pergunta?

— Para a sua pergunta sobre o que eu devo fazer em relação a todas essas coisas que dizem sobre mim.

— Que ótimo Peter, e qual é a sua resposta?

— Só existe um modo de mudar a opinião das pessoas, e não é com palavras, mas com atos.

— Se importaria de explicar melhor?

— Tudo o que posso fazer é continuar a ajudar o máximo de pessoas que eu puder. Mesmo que demore muito tempo, vou provar a todos que não sou uma ameaça pra a sociedade, vou mudar o pensamento das pessoas, mesmo que seja uma de cada vez.

— Essa é uma excelente resposta, Peter. Estou orgulhosa de você.

— Valeu mesmo KAREN, isso significa muito pra mim. - Permaneci observando a cena por mais algum tempo até que KAREN me chama a atenção novamente.

— Peter, um incêndio criminoso está em andamento em um prédio residencial há quinze quarteirões daqui, é uma ótima chance para colocar em pratica o seu plano. O que me diz?

— KAREN... me mostre o caminho. – Digo saltando e indo em direção ao som das sirenes.


Notas Finais


Espero que todos tenham gostado. Mesmo que essa fic tenha poucos capítulos, foi a primeira vez que fiz algo do tipo e posso dizer que estou orgulhoso.
Já tenho uma ideia para uma continuação direta desta fic. Onde o Peter terá que enfrentar o pior dos seus inimigos depois de ter a sua identidade revelada... a volta as aulas.
E outra ideia pra uma fic mais voltada para a ficção mesmo..

Bem, obrigado a todos pela atenção e até a próxima!


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