História Inimigos Sempre - Capítulo 7


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Categorias Noragami
Personagens Bishamonten, Iki Hiyori, Kazuma, Kofuku, Mayu, Nora, Tenjin, Yato, Yukine
Tags Bishamon X Yato
Visualizações 20
Palavras 2.064
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Luta, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Linguagem Imprópria, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Final de bimestre é sempre uma merda pra mim no colegial... Por isso tanta demora!
Eu peço plenamente desculpas á todos os leitores e também compreensão sobre meus outros compromissos sociais...

Bora ler o capítulo galera? não quero deixar vocês chorando as pitangas que são minhas kkkk

Capítulo 7 - Longitude


Fanfic / Fanfiction Inimigos Sempre - Capítulo 7 - Longitude

 

 

 

 

 

Era necessário...

 

 

 

 

Pensava Yato enquanto estava a pular sorrateiramente de um telhado para outro acompanhado os passos de Hachi, que agora, era o seu parceiro.

 

Mais rápido Yato!- ordenou Hachiman- Os humanos que nos encomendaram essa chacina pediram muito dinheiro

 

Não me importo- resmungou Yato a acompanhar o deus patrono- Pode ficar com tudo... Somente peço que após isso me deixe um pouco livre. Prometo que voltarei antes do meu pai abrir o portal

 

Tsc... Você que sabe. Não serei eu que deverei explicações- murmurou o deus patrono sem parecer surpreso- Tente correr mais rápido! Com essa velocidade insignificante você nunca chegará a lugar algum

 

 

A lua estava em seu ponto mais alto no céu, e assim, era mais fácil de visualizar as casas mais afastadas e urbanas da cidade. Yato sequer piscava enquanto corria até o local da encomenda. Sua mente estava voltada completamente para Bishamonten enquanto as palavras de seu pai ainda ecoavam em sua perturbada consciência:

 

“Faça o que eu digo... Se não Hachiman irá fazer o que bem quiser com Veena!”

 

Hachi... como Yato desejava matá-lo! Queria se vangloriar e gargalhar vendo o sangue daquele desgraçado em sua frente tingir seu rosto e sua espada indicando seu óbito, mas isso não era possível naquele momento.

 

É aqui- anunciava Hachiman parando no topo de um telhado feito de madeira- Seja cauteloso

 

Não entendo o que há aqui para ser tão importante- resmunga Yato- é só uma casa antiga

 

As pessoas que estão se reunindo secretamente aqui dentro são mafiosos- explicava Hachiman enquanto tirava sua pesada espada da bainha- Há uma boa recompensa por eles... Tente ser mais sutil possível. Irei arrumar uma distração

 

Hachi desceu até embaixo e após isso Yato o acompanhou ficando agachados perante a única janela que emitia luz. Os dois silenciosamente observavam os homens de ternos que estavam sentados á mesa que havia um farol que iluminava o ambiente

 

Sejamos rápidos em eliminar nossos inimigos- falava um homem que aparentava ser o maior deles. que parecia ser o líder- Eles irão tomar nossa zona de comando na cidade se deixarmos á vontade

 

Mas muitos deles são políticos- relembrava um dos homens ao líder- Não irá ser fácil algo assim

 

Eu tenho certeza que eles não irão tardar em mandarem dar um fim na gente- teorizava o líder- Eles podem ser nossos aliados, mas não passam de cobras traiçoeiras

 

Hachiman bocejou de tédio. O que chamou a atenção de um dos homens que foi até a janela.

 

Ouviram isso?- perguntou o homem analisando a parte de fora da casa- Será que tem alguém nos espionando? Eu vou ver isso. Já volto

 

Antes que o homem pudesse ao menos pensar em sair, Hachiman o puxa pela janela e rapidamente quebra seu pescoço.

 

O que está havendo?!- indaga um dos homens assustados vendo o líder tremer- Vamos sair daqui! Rápido Chefe!

 

Yato naquele meio tempo estava a se esconder ás escuras. Em um singelo movimento ele fez com que o farol que era conduzido á gasolina se apagasse deixando todos os homens atordoados na escuridão.

Sorrateiramente, com sua katana, Yatogami estava a assassinar cada um deles mesmo que implorassem por piedade. Em um de seus descuidos deixou o líder deles escapar, porém não se importou, pois sabia que ele não iria longe.

 

Muito bem- elogiava Hachiman que estava a observá-lo furtivamente na escuridão- Mas acho que está esquecendo algo...

 

Vá atrás do líder deles.- murmura Yaboku- Se divirta com sua caçada... Eu acho que é um bom privilégio pra você

 

Não é isso que estou a falar- diz Hachi- Eu tenho que te ensinar tudo mesmo não é?

 

O deus patrono tira de um de seus bolsos um fósforo. Yaboku somente o observava

 

Está vendo essa gasolina derrama que estava dentro do farol?-pergunta o deus patrono apontando ao local- Observe como faço tudo isso ir ás cinzas junto á essa casa.

 

O fósforo iniciou um fogo imenso ao se encontrar com a gasolina. Os dois deuses da calamidade correram ao luar vendo as labaredas tomarem maior proporção dando calor, luz e cheiro de queimado ao local. Foram em direção ao homem que estava a tentar até aquele momento a tentar ligar inutilmente seu carro.

 

Faça as honras- pediu Hachiman cruzando seus braços- Afinal, foi você que o deixou escapar

 

O braço de Yato rapidamente atravessa o vidro do carro retirando violentamente o homem de dentro do veículo e o atirando aos pés de Hachi

 

P-por favor... Não me matem- suplicava o homem enquanto chorava- Eu não sei quanto aqueles governadores mandaram pagar á vocês, mas prometo que eu pagarei o dobro! Eu juro, mas por favor... Me deixem viver

 

Por quê deveríamos deixar um verme insignificante que nem você vivo?- indagava Hachiman colocando seu pé na cabeça do homem o fazendo deitar sob o chão- Não há nada de interessante em alguém tão patético quanto você. Além do mais você é um chorão covarde com medo da coisa mais inevitável á vocês humanos: A morte

 

Eu sinto muito por eu ser assim, mas me deixem vivo.- suplicava ele juntando suas duas mãos pedindo misericórdia- eu pago muito bem! Eu juro! Eu pago muito mesmo!

 

Yatogami apenas observava tudo sem expressão. Era humilhante ver aquilo... Queria vomitar a cada vez que seus olhos se voltavam para o pálido rosto do deus que estava a se deliciar com a grande humilhação que fazia a aquele pobre homem. Yato o odiava como nunca!

 

Hey! E aí Yato? Vamos deixar esse aqui vivo?- perguntou o deus- Precisamos de dinheiro não é mesmo?

 

Não aceito nada- murmurou ele cerrando seus punhos- tome uma decisão por si só... Eu vou embora...

 

Não vai não- falou Hachiman- Antes veja se esse ridículo tem ao menos o valor de estar vivo...

 

Yato se aproxima e olha pra o homem. Estava a chorar com seu rosto sujo de terra. Rapidamente o homem segura no kimono do deus enquanto suplicava por sua vida...

Hachiman gargalhava cada vez que via o homem soluçar de tantas súplicas. Já Yato continuava sem esboçar expressão com seu olhar frio como o clima noturno que se encontrava. Yatogami levanta sua espada... Estava pronto pra matar, porém hesitou... Olhou o homem e viu que não queria mais sujar suas mãos de sangue por enquanto

     Saiu andando tranquilamente até se perder na escuridão. Hachiman não ousou falar... Sabia que ele estava farto demais para matar mais alguém. O deus patrono olhou o homem em sua frente que o encarava assustado, avançou sobre ele ficando por cima do líder, e afundou sua espada incontáveis sob o peito do homem que estava a jorrar sangue enquanto o próprio deus gargalhava por estar descontando suas frustações nele.

 

 

 

Yato estava a observar a cidade na vista de um prédio. Guardou sua katana e começou a observar as manchas de sangue que estavam em seu kimono. Sentiu mais do que nunca sua consciência pesar. Ele não queria aquilo... Não mesmo... Um passado cheio de mortes era tudo o que ele mais relutava a esquecer e cada vez mais que ele pensava em desistir um nome e um rosto vinham em sua mente: Bishamonten

  Naquelas fatídicas três semanas sem saber notícias dela, Yato já começava a duvidar de sua própria sanidade mental...

Precisava vê-la! Queria vê-la! Queria ao menos ter uma noite de sono tranquila em sua cama agora que seu pai estava ao tratar como quem ele era realmente: seu filho. Queria mais do que tudo finalmente beijar sua esposa, olhar no fundo dos olhos violetas dela e dizer o quanto a amava apesar da torturante longitude que estava a perdurar entre os dois. Yatogami respirou fundo e finalmente saltou de onde estava á direção ao templo de Veena...

 

 

Mais um assassinato ocorreu ontem em Tóquio- anunciava pesadamente Yukine enquanto sentava na mesa em frente á Veena- Infelizmente tenho 98% de certeza que é Yato que está por trás disso. Sinto muito Bishamon...

 

Bishamonten somente suspira enquanto segura mais fortemente a xícara de chá que havia em suas mãos. A aperta tanto sob seus finos e delicados dedos que se quebra

 

VEENA!- Grita Yukine enquanto corre para ver o estado da deusa- Eu nunca mais vou tocar nesse assunto... prometo... me desculpa

 

Ela estava bem, porém escondendo seu rosto com suas mãos. Chorava demasiadamente não acreditando que Yaboku poderia está voltando a ser quem um dia foi: um deus que não se importava com mais nada além de morte, caos e destruição

  A deusa se levanta repentinamente assustando a regalia do deus

 

Aonde vai?- indaga Yukine- Veena...?

 

Eu preciso de ar- diz Bishamon- eu necessito urgentemente de ar... Não aguento mais ficar aqui dentro sem fazer nada á espera de notícias

 

Yukine assente. Sabia que Veena queria ficar sozinha no jardim por um longo tempo... Ela não suportava mais ficar ali dentro lembrando a cada segundo de Yato! Ela lembrava nitidamente dos olhos oceânicos dele, lembrava do toque dele... do cheiro dele...

  Caminhava pelo jardim com suas duas mãos em seu peito. Doía mais do que nunca saber que agora que carregava um filho dos dois e talvez essa criança poderia nascer sem ao certo ter um pai. Tinha medo de que quando seu filho crescesse tivesse de contar que seu pai era um assassino que os abandonou após voltar a ser o monstro que diziam que era...

  Os pensamentos da deusa foram interrompidos por um barulho estranho vindo do jardim que ela estava. Veena se sentiu observada de perto. Somente as luzes da janela da mansão eram o que iluminavam o vasto jardim e isso lhe dava um arrepio na espinha...

 

QUEM ESTÁ AÍ?- Perguntou a deusa ferozmente recuando alguns passos para trás- Kazuma?! Hachi?!

 

O vento batendo nas folhas foram as únicas respostas recebidas por Veena que já estava sentindo seus próprios batimentos. Pegou rapidamente um graveto do chão e mirou para a escuridão se forçando para enxergar o que havia lá

 

Eu tenho uma arma!-ameaçava ela- APAREÇA!

 

Devagar se levantou das sombras um certo deus da calamidade de olhos oceânicos que estava a chorar por reencontrar aquela que é sua esposa

 

Y-Yato?!- pergunta Veena incrédula- É você?

 

Bishamon...- Yato corre até Veena a envolvendo em um caloroso abraço deixando todas as suas lágrimas finalmente caírem- Graças aos céus você está bem... Eu tive muito medo de te perder

 

Eu também Yato- confessa Veena retribuindo o abraço ainda mais fortemente- Eu tive bastante medo em nunca mais ver você...

 

Foram quase dois minutos dos dois abraçados sentindo a pele e cheiro um do outro até finalmente se separarem...

 

Eu te amo tanto...- confessa Yato beijando Veena finalmente- Eu te amo tanto que prefiro ser escravo de meu pai para sempre do que ver você machucada

 

Então... Está matando pessoas porque está sendo obrigado por seu pai?- pergunta Veena vendo Yaboku se afastar devagar- Yato...?!

 

Eu fiz um acordo...- revela ele- Enquanto ele viver eu também vivo, mas se ele morrer eu morro, pois eu nasci do desejo de matança dele... Sabe que é difícil pra mim confessar isso

 

Há outro jeito de acabar com isso- teoriza Veena- se for possível irei até o submundo para encontrar a solução

 

Não precisa... Eu vou acabar com isso... Vou matar Hachi e depois o desgraçado do meu pai que se denominou Rei dos Ayakashi’s- jurava Yato- Eu não me importo de morrer se você estiver bem...

 

Você não pode morrer!- esbraveja Veena- Yato... Você não pode me deixar... Não pode nos deixar!

 

“nos deixar”?- indaga Yato confuso- Está falando do Yukine?

 

Não é só ele ou ao menos os outros, mas...- Veena suspira antes de prosseguir. Não era algo fácil a ela- Yato... eu estou...

 

Um grande estrondo atrapalhou a revelação de Bishamonten... Rapidamente Yato olha para seu lado e nota um portal se abrir

 

Merda- pragueja Yato- Sinto muito Veena... o velhote me achou... Tenho que ir...

 

Veena rapidamente segura o braço do deus antes dele atravessar o portal por completo

 

Eu te amo- fala ela ternamente

 

Eu sempre soube disso- confessa Yatogami demonstrando um sorriso antes de desprender seu braço das mãos de Veena

 

 

Bishamonten estava só. Seu peito batia fortemente pelo reencontro, mas agora ela só tinha  a certeza que necessitava de achar uma solução para Yaboku rapidamente...

  E naquele exato momento surgiu o nome de um deus em sua mente que sabia muito bem como podia ajudar:

 

 

 

Filho da morte

Ebisu...

 

 

 


Notas Finais


~Continua



[ 10 de Dezembro (2019) será minhas férias. Com toda a certeza a fic vai ser atualizada mais vezes esse mês ]


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