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História Inimizade - Capítulo 7



Notas do Autor


Dois capítulo no mesmo dia UwU, espero que gostem. E na amada capa -Nada a ver com o título- Temos a Maria Luísa, filha do Matias com a Diana
Bjs,
@JennaTheGirl

Capítulo 7 - O Estresse


Fanfic / Fanfiction Inimizade - Capítulo 7 - O Estresse

R E B E C A

Assim que me toquei, peguei meu celular e disquei o número da Lígia, e coloquei-a em uma chamada de vídeo com o Matias.

-Que foi mulher?- Perguntou Lígia, assim que o Matias atendeu.

-Eu acho que a Brenda está com problemas- Disse, e ambos esperaram uma explicação- Ela me pediu ajuda para a papelada do divórcio, e eu pedi para uma amiga fazer, e ela fez. Eu pedi para ela me ligar depois que ela fosse à casa do Gui assinar os papéis- O Matias deu um berro de protesto, mais foi calado pela Lígia- Continuando, ela não me ligou nem me avisou ou nada do tipo.

-Você matou ela- Matias suspirou, sendo controlado pela Diana, que apareceu na ligação dando uns cascudos no Matias que quase acordou a bebê- Ai! Já parei Di!

-Tá, vamos esperar mais um pouco- Lígia falou- Tem que dar pelo menos vinte e quatro horas para podermos avisar a polícia.

-Eu sei, já até liguei para um amigo meu que é delegado que eu possivelmente relataria um desaparecimento. Ele até disse que já estava preparando a papelada porque eu sempre estou certa- Disse- E eu fui à casa do Gui e tudo estava muito quieto, mais os dois carros estavam lá, o da Brenda e o dele.

-Que porra Beca!- Matias exclamou, com a boca colada no microfone.

-Não somos surdas, muito obrigada- Falei impaciente- Agora eu vou ligar para vocês daqui há vinte e quatro horas, se ela aparecer eu ligo na hora.

-Você me joga essa bomba e espera que eu durma?- Lígia indagou, quase berrando- Caceta, tô ligando para o hospital para ver se eles precisam de ajuda- Ela se gravou discando um número no telefone fixo, e começou uma conversa em alemão. Após alguns minutos, ela quase jogou o telefone- Quando eu preciso deles eles não precisam de mim!

-Eu vou ter que ir antes que a Diana me mate- Matias disse, desligando logo depois que nos despedimos.

-Eu vou também miga- Disse para Lígia, que agora se gravava cozinhando algo- A Lyanna tá me chamando, e essas crianças puxaram a mãe no quesito impaciência- Falei, recebendo uma despedida da Lígia e correndo para o quarto da minha filha.

Assim que abri a porta me deparei com Liam e Sean vestidos de princesa e ajoelhados na frente de uma mesinha de plástico –Eles não cabiam nas cadeirinhas- E Lyanna, servindo um chá imaginário para os dois. Assim que a morena me viu, correu na minha direção e puxou minha mão, dizendo:

-Mamãe! Só faltava você- Tudo isso em inglês- Aqui está sua fantasia, vista- Ela disse a última palavra em um tom autoritário e me esticou uma saia de tutu verde e uma camiseta minha da mesma cor que eu havia dado por perdida há algum tempo.

-Então foi você- Cochichei para mim mesma- Você quer que a mamãe se troque aqui?- Perguntei, recebendo as roupas da minha filha, que assentiu com a cabeça. O Sean me olhou maliciosamente, já Liam fingia que bebia o chá enquanto Lyanna o olhava mortalmente. Virei-me de costas e tirei a camiseta, jogando-a em qualquer canto e colocando a outra. Vesti a saia por cima da calça e me juntei a eles.

-Hora dos cookies!- Minha filha exclamou, trazendo uma bandeja com vários pedaços de massinha marrons em uma bandeja de plástico rosa- Comam tudinho em?!

J E S S I E

Eu afundava minha cabeça cada vez mais no meu travesseiro, com as imagens da festa ainda passando pela minha cabeça, enquanto meu namorado se remexia ao meu lado –Sim, ele finalmente largou a porcaria do Chile para a gente poder transar em solo nacional- Enquanto todas as memórias percorriam minha cabeça, ele apertava cada vez mais meu corpo contra o seu, deixando-me bem confortável. Ele percebeu minha inquietação, e aproximou seus lábios do meu ouvido, dizendo:

-Está tudo bem Jessie, parece ter algo aqui- Retirou uma das suas mãos da minha cintura e a colocou na minha cabeça, bagunçando meus cabelos- Que está te incomodado até demais.

Fiquei pensativa se devia ou não responder, quando ele pegou meu queixo e forçou-me a encara-lo- Diga-me, você pode confiar em mim- Ele abriu um sorrisinho, e sapecou um beijo em meus lábios.

-É só uma amiga que eu não vejo há muito tempo e ela está em um relacionamento abusivo no qual ela não consegue sair- Disse, sendo abraçada por Carlos.

-Entendo, a minha mãe teve um relacionamento abusivo com meu pai- Ele confessou, bem próximo do meu ouvido- Então ela me implorou para chuta-lo da nossa casa, e na época eu tinha quinze anos. Aí eu juntei uns colegas da escola, e juntos expulsamos meu pai.

-Ótimo final para a sua história, mais a da minha amiga é mais complicada- Suspirei, e comecei a falar- Lembra como nos conhecemos, como em um dia eu dormi no Brasil e no outro acordei no Chile? Então, isso foi ele- Ele se surpreendeu com minhas palavras- Então nos conhecemos e você me ajudou a reencontrar minha amiga, que foi parar na porta da casa do atual namorado dela. Acho que o Gui fez isso pra pagar uns favores- Pensei alto.

Ele me puxou para mais próximo ainda –Não que eu achasse que fosse possível- E deu-me um beijo no pescoço, como forma de conforto- Não se preocupe, eu tenho certeza que tudo vai dar certo. Hoje em dia a defesa contra a mulher está mais forte do que nunca.

-Espero que esteja certo- Suspirei, me rendendo aos seus beijos.

L Í G I A

Dormir nunca foi uma tarefa tão difícil como naquela noite. Toda vez que fechava meus olhos não conseguia abri-los até que Nora me acordasse preocupada –Ela tem ideias loucas sobre se eu estava morta enquanto dormia, pelo jeito que o fazia- Sempre que fechava os olhos e fitava o escuro, milhares de possibilidades sobre como a Brenda está, se algo aconteceu com ela ou o que. A minha real vontade é de enforcar o Guilherme e dar uns tapas na cara da Rebeca por ela ter a deixado a Brenda ir, mais eu realmente compreendia o lado dela então não o faria (tão cedo). Fiquei assim por tanto tempo, que deixei de dormir de conchinha com a Nora e virei-me, olhando para a janela e vendo os carros passando na Rua, que estava bem vazia para uma madrugada de Quarta feira. Como estava na minha folga, não teria tanto problema em dormir de dia, ou apenas maquiagem disfarçaria minhas olheiras caso as mesmas marcassem presença.

Estava fitando uma Kombi verde-água passando com um quarteto de bêbados e um velho de oitenta anos dirigindo, quase sendo enforcado por uma jovem que quase estava caindo do carro, e logo senti um tapa forte na minha nuca, e quando me viro Nora está me fitando com uma cara de sono misturada com uma raiva evidente.

-Eu e o nosso filho ou filha gostaríamos que a mãe deles dormisse- Falou, entre um bocejo e outro- E eu amaria vê-la descansar. Você não ajuda a sua amiga muito menos se ajuda, então enfia essa cabeça nesse travesseiro- Ela disse, tacando um travesseiro em meu rosto- E vê se dorme em paz amor, P A Z- Soletrou, um pouco mais alto.

-Desculpa- Pedi, um pouco chateada por tê-la magoado- Eu tenho pesadelos toda vez que fecho os olhos- Assim que disse isso, ela levantou com um pouco de dificuldade –Por causa do sono, já que a gravidez ainda estava começando a ser visível, nada muito grande- E foi ao banheiro.

Ouvi o som da torneira ser ligada, o que não durou muito, e a luz acesa logo revelou uma Nora preocupada trazendo em sua mão direita um remédio para dormir e na mão esquerda um copo de água- Toma isso, e dorme amor- Ela me estendeu, e eu o tomei. Deixei o copo na cabeceira da cama e joguei-me na mesma, ao lado da Nora, que me deu um beijo e desejou “Boa Noite”, mais uma vez.

Dessa vez eu consegui dormir, sem ter sonhos ou pesadelos, apenas um grande vácuo preto, e ficou assim até que de fato parecesse Quarta-Feira.

M A T I A S

Diana acordava de cinco em cinco minutos para ir ver se a bebê estava bem no quarto ao lado, isso se repetiu até que eu movesse o berço para o nosso quarto, e o posicionei ao lado dela. Isso apenas a fez ficar encarando a bebê por um longo tempo, até que eu a puxei para perto de mim e a forcei a fechar os olhos e dormir, o que ela fez com um pouco de relutância.

Na manhã seguinte eu fui acordado por um baixo som de choro, que passou despercebido por Diana. Isso é o problema da Malu, ela chora tão baixo que às vezes mal dava para ouvi-lo, quem dera ajudar a bebê. Isso é o motivo no qual Diana era tão paranoica com a Maria, já que se preocupava que a bebê precisasse de algo e que nós não ouvíssemos. Afastei calmamente minha mulher para não acorda-la, e fui em direção ao berço da minha filha e peguei-a no colo. Levei-a para seu quarto –Eu já sofrendo por ter de colocar o berço dela no quarto novamente- E troquei sua fralda e dei-lhe um banho, colocando um macacãozinho amarelo nela, e levando-a para o berço, para acordar Diana.

-Amor- Disse, fitando a mesma se remexer na cama- A Malu tá com fome.

-E você entende a linguagem dela, já que um bebê- Retrucou, um pouco raivosa já que odiava ser acordada. Sentou-se na cama e começou a amamentar a bebê, enquanto fui me arrumar.

Após me arrumar, já estava abrindo a porta do carro para ir à construtora, quando recebi uma ligação da Rebeca, e atendi prontamente, já entrando no carro.

-Diz, ela falou algo?- Perguntei, preocupado.

-Ela de fato me ligou ontem, às dez da noite- Falou, desconfiada- Ela começou a me perguntar como a Jennifer estava. Matias quem é Jennifer?- Perguntou, desolada- Ela estava praticamente me implorando discretamente por ajuda. Ela falou sobre como estava errada sobre o Gui e como era o melhor a se fazer para a filha deles, e que agora moraria com ele na casa deles- Eu ouvi algumas lágrimas silenciosas- No final Matias, ela não desligou o celular e perguntou “Tá bom pra você, seu sádico?”. A culpa é toda minha.

-Não é não Beca- Consolei-a, enquanto dirigia pelas ruas de Lisboa- Só liga para a polícia e é tudo o que podemos fazer. E fala para a Lígia.

-Já disse- Ela falou, choramingando- D-Desculpa.

-Não é sua culpa, agora só descansa- Tranquilizei-a.

-Que nada Matias- Ela ficou brava repentinamente- Eu tenho o julgamento de um sádico que vem estuprando mulheres por anos, e ele espera o julgamento em liberdade- Falou irritadíssima- Tchau- Despediu-se, sem ouvir minha resposta.

-Alguém está estressada hoje- Comentei, dirigindo até o grande prédio da Fortes Construções, que ironicamente é em forma de “F”.

A N A

Estava a duas horas folheando um livrinho com as possíveis cores para o convite do casamento, sim apenas o convite, enquanto Jessie se empanturrava de todas as possíveis combinações de doces, como minha primeira madrinha, ela era a única que eu tinha para me ajudar nesse quesito. A Lorena estava, surpreendentemente, me ajudando no desenho do vestido, já que tinha uma amiga estilista que estava fazendo um esboço maravilhoso, e o Lucca (meu padrinho) estava correndo atrás dos tecidos para o vestido, já que ele era extremamente bom com vestidos.

A Beca e a Lígia estavam vendo uns amigos em comum que poderiam nos emprestar um sítio entre São Paulo e Rio de Janeiro, que ficaria bom para nós dois e as nossas famílias irem. O Matias estava dando uma de botânico e conseguindo muitos girassóis para a decoração do casamento –Que é baseado em amarelo- E tudo isso entre a pressão da volta da Brenda.

Desde o dia em que eu apareci na porta do Ricardinho, eu me pergunto o que de fato aconteceu com ela, e tenho real medo de descobrir a verdade, mais não posso viver em uma grande mentira. Fiquei um tempo parada, olhando para um tom de amarelo mostarda, quando ouço uma voz familiar demais:

-Ana!- Quando virei lá estava Jessie, com seis tipos de docinhos nos braços, enfiando cada um na minha boca e dizendo- Eu acho que esses docinho tem um tom de amarelo que combinam com os girassóis- Pegou o doce que eu estava comendo e o comeu, me olhando com um olhar zueiro- Esse é o melhor.

-ANA!- Ouvi outro berro, e dessa vez era a Lorena sendo seguida do Lucca, levando uma prancheta na mão- Olha- Ela disse, me estendendo a prancheta. Nela estava um esboço de um lido vestido, com um decote em “V” um pouco sutil, mangas transparentes e o busto brilhante. A sai era uma espécie de tule mais caro, e sobre tudo isso tinha amostras dos tecidos- E nós vamos bordar uns girassóis na barra- Apontou para a barra- Vai ficar lindo, vou mandar para a Thalita- Comemorou, indo embora com a prancheta.

-Eu preciso de um descanso- Disse, escondendo meu rosto entre os meus braços, cruzados sobre a mesa, enquanto Jessie se ajoelhava ao meu lado e me dava um abraço superficial.

-Já sei!- Lucca gritou, em meio a uma pequena comemoração, contente por alguma ideia- Vamos para a balada bebês! Despedida de solteira adiantada- Jessie se animou e fez uma dancinha com o Lucca, enquanto eu olhava tudo decepcionada.

Peguei o caderno que estava olhando, e mostrei para eles- A cor do convite. A cor do C O N V I T E- Soletrei, ressaltando a última palavra. O Lucca pegou o livro, e escolheu dois tons de amarelo que se pareciam e se completavam, um sendo mais escuro que o outro.

-Pronto, vai ficar lindo- Lucca disse, me puxando da cadeira e me levando para o segundo andar da casa, onde ficava o meu quarto- Vamos te arrumar, pois hoje a noite promete!

-Uhu!- Jessie comemorou, e eu dei uma risada descontraída.

-Ok, ok- Rendi-me, e logo subi para me arrumar.

B R E N D A

Estava presa no antigo quarto que eu dividia com o Gui, sendo forçada a olhar para todas as fotos felizes que tinham nas paredes, sendo a única coisa que eu tinha para fazer era assistir Netflix. Sentia-me em cativeiro, sem poder sair, falar com os meus amigos, falar com a minha própria irmã. Eu apenas deitei-me na cama, esperando que quando eu acordasse tudo aquilo iria sumir e virar apenas um sonho ruim, o que não foi o caso.

Fui acordada por um estrondo ensurdecedor vindo da porta do quarto, e ao levantar meu rosto, me deparei com Simon, com o braço sangrando e respingos de sangue na camisa, sem falar no cabelo bagunçado.

-Hey baby- Ele disse, ofegante.

-SIMON?!

Continua...

 

 


Notas Finais


A volta do Simon, o que será que vai acontecer? Comentem se quiserem ;D
Bjs, @JennaTheGirl


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