História Injured - Capítulo 6


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Abuso Sexual, Álcool, Drogas, Gravidez Na Adolescência, Incesto, Romance, Sequestro, Violencia
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Palavras 2.482
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - Capítulo 6


Fanfic / Fanfiction Injured - Capítulo 6 - Capítulo 6

Christopher e Christian me levaram ao hospital na mesma tarde de segunda. Eu tive uma pequena torção no nariz, o que me obrigou a usar um imobilizador. Christopher pagou um sermão enorme para Christian, mas depois elogiou sua coragem em me defender de um cara abusado.

Hoje era quinta e nós estávamos na escola. Tive que explicar pra Alice o que havia acontecido e a mesma ficou bastante preocupada.. Tanto comigo, quanto com Christian. Eu ainda estava com o imobilizador e aquilo era horrível. Me incomodava e acabou me afastando um pouco de Christian. Ele evitava me olhar, falar comigo ou ficar muito perto. O caminho pra casa ficou mais silencioso que antes..

Era aula de educação física e eu praticamente obriguei a professora a me deixar participar. Eu não ia perder uma aula por causa desse nariz idiota.

Eu fiquei no time azul, ou o time que quem liderava era Josh. Ele não era da minha turma nem do mesmo ano que eu, mas educação física sempre era mista. Já Alice havia ficado no time adversário, ou o time de Pierre. O mesmo sorria provocante, como se estivesse planejando algo. Ruim, como sempre.

— Tome cuidado. - Josh disse pra mim quando eu me posicionei a sua frente.

Era queimada.

Eu apenas assenti, voltando minha atenção ao jogo em seguida.

Tudo começou bem.. Ninguém queimava ninguém e não havia lesões por enquanto. O primeiro a sair foi do time adversário, deixando o nosso em número maior quando mais dois saíram. Megan tentava me queimar a todo momento, mas eu sempre conseguia desviar a tempo. Ela me queria fora do jogo.. Talvez pelos olhares que eu via claramente de Pierre em minhas pernas, agora, nuas por conta do shorts. Ou ela só queria me machucar, devido a força que usava.

Josh queimou Alice e a olhou como se pedisse desculpas. Quando o jogo pausou, eu fui diretamente para os bancos, me sentando e bebendo um pouco de água. Josh se sentou ao meu lado, também pegando uma garrafinha com água e se refrescando. Não estava calor, mas também não estava frio. Toda a adrenalina no campo deixaria qualquer um cansado.

— Tudo bem? - ele perguntou, se virando pra mim.

— Sim.. Quer dizer, não exatamente. - confessei, soltando um suspiro.

— O que houve?

— Christian está me evitando.. Desde segunda. - lhe contei, olhando um pouco mais a frente o garoto de cabelos castanhos.

Ele estava brincando com uma das bolas, fazendo-a bater na parede e voltar na direção dele.

— Ele está se sentindo culpado pelo que aconteceu. - Josh comentou, voltando a beber sua água.

— Não acho que ele vá melhorar muita coisa assim.. - murmurei, brincando com meus dedos.

— Fale com ele. - Josh recomendou, acariciando minha bochecha antes de se levantar.

Eu suspirei, me levantando também e voltando ao jogo

Nós estávamos na frente, só restavam dois no time de Pierre e nós tínhamos quatro. Josh parecia querer descontar algo também quando jogava a bola na direção de Pierre, que desviava por pouco, debochando. Aquele ali deixava qualquer um com raiva.. E não me surpreendia. Eu pude ver Megan me olhar maldosamente e antes que eu pudesse reagir, a dor forte no nariz me atingiu novamente.

Tudo escureceu e eu senti minhas costas baterem contra o gramado do campo. Josh me gritou e eu ouvi sua voz ecoar várias vezes em meus ouvidos. A treinadora apitou e eu soube que Megan estava fora quando a mesma gritou, dizendo que aquilo era injusto. Eu abri os olhos e encontrei os de Josh extremamente perto, como se quisesse me examinar nos mínimos detalhes. Quando tirei as mãos do rosto, ele fez uma careta.

— Agora quebrou.. - comentou, me fazendo choramingar.

Eu senti quando ele me pegou em seus braços e saiu do campo, me levando pra dentro do colégio. Meu sangue sujou sua camisa, mas ele não parecia se importar. Depois de alguns minutos, eu senti ele me colocar em algo macio e logo a enfermeira veio até nós.

— Ela levou uma bolada e eu acho que quebrou.. - Josh explicou e eu pude ver a careta da enfermeira ao olhar meu nariz.

Não podia piorar, não é...

*****

Depois de algum tempo de sofrimento, eu sai da enfermaria com o nariz imobilizado novamente. Ainda doía, mas a enfermeira me mandou pra casa por causa do remédio que me deixaria sonolenta. Eu não queria que Josh perdesse aula e me levasse, mas ele insistiu e agora estávamos dentro de seu carro.

— Como se sente? - ele perguntou e eu o olhei.

— Com sono.. - comentei, puxando mais seu casaco pra junto de meu corpo. 

— Estamos chegando. - disse, sorrindo pra mim. 

Poucos minutos se passaram, antes de ele parar em frente a casa dos Fuller. Eu desci do carro, sentindo meu corpo e meus sentidos meio adormecidos ou moles demais. Josh tocou a campainha e a Sra. Fuller logo atendeu, perguntando o que havia acontecido. Josh explicou e ela pediu para que ele me acompanhasse até o andar de cima, o que ele fez. 

— Você não precisa fazer isso.. - eu disse, quando estávamos no quarto onde eu dormia. 

— É minha amiga e eu ficaria inquieto se não soubesse que está realmente bem. - explicou quando eu praticamente cai na cama, rindo. 

Ele riu também, pondo meus pés pra cima depois de tirar meus tênis. Eu estava tão sonolenta que não me importei com nada, apenas em me deitar e evitar rir a todo momento. Eu havia me lavado na enfermaria pois, segundo a enfermeira, eu não iria poder o fazer quando saísse dali. Agora eu concordo... 

Josh se sentou na beirada da cama ao meu lado e sorriu. Ele era bonito... Talvez por isso as garotas o procuravam e acabavam ficando tímidas na frente dele. Ele era muito gentil.. E fofo. 

Eu não consegui pensar em mais nada, observando suas esmeraldas antes de fechar meus olhos e adormecer. 

*****

A dorzinha no nariz me incomodou e eu abri os olhos, enxergando o teto branco meio embaçado. Tudo ao redor girou quando eu me sentei e eu gemi, fechando os olhos e fazendo o maximo pra me sentar na beira da cama. No mesmo momento, meu celular tocou e eu suspirei, tateando o criado mudo a procura do mesmo. Quando o peguei em minhas mãos, atendi sem nem mesmo ver quem era.

Alô?

XxX: Ai, graças a Deus! Como você está

Era Alice.

— Ah, olá.. Eu estou.. Meio tonta

Alice: O nariz quebrou mesmo?

— Sim.. Megan é bem forte

Alice: Eu queria ir te ver mas mamãe não deixou.. Disse que era perigoso sair a noite

— Ela está certa.. Não precisa, eu estou bem

Alice: Claro! Estava em ótima companhia,

Eu notei seu tom malicioso.

— Josh? Ah, ele foi muito gentil.. 

Alice: Por que não me diz o que está rolando entre vocês..? Confiou em mim quando o assunto foi Christopher...

Eu suspirei, colocando o celular no viva voz e me levantando. Ela cismou com isso..

— O que te faz pensar que tem algo entre nós? 

Alice: Ah, não sei.. Que tal o jeitinho que ele olha pra você? Ou o modo como sorri..? Como te observa, como vocês estão sempre juntos e o modo como falam um do outro

Eu parei, olhando pro meu celular como se fosse a própria Alice ali, meio perplexa. Ela estava nos observando? Era isso?

— Alice.. Somos amigos. Acredite, se estivesse acontecendo algo, você saberia

Alice: Tudo bem então.. Eu preciso ir. Queria saber se estava bem.. Nos vemos amanhã

— Nos vemos amanhã

Nós nos despedimos e ela desligou. Eu parei de procurar algo que nem eu sabia o que era na gaveta soltando um suspiro. Por que eu estava frustrada? Por causa de Christian? Por causa da dor no nariz? Ou por causa de Christian e Christopher? Eu estava bem no meio dos irmãos Fuller.. E não sabia o que fazer.. Não sabia seguir em frente, não sabia voltar, não sabia ir para um lado ou para o outro. 

Decidida, eu caminhei para o banheiro e tomei banho. Verifiquei o imobilizador no meu nariz e fui para o closet, vestindo um casaco preto bem maior que eu e vesti minhas meias 4/8. Sequei os cabelos e os deixei soltos, indo até meu celular e vendo a hora. Já se passava da hora do jantar.. Provavelmente não me acordaram por causa do nariz mas eu não me importava. Estava sem fome. 

Sair do meu quarto e caminhar até o de Christian foi fácil. Nem ao menos fiz barulho. Olhando bem, eu devia estar parecendo uma espiã... Revirei os olhos e segui, abrindo a porta lentamente e observando o quarto vazio. Eu entrei e fechei a porta, olhando em volta enquanto caminhava pelo mesmo. 

Christian sempre foi desorganizado... Tinham algumas roupas espalhadas pela poltrona e a cama estava desarrumada. Ele provavelmente havia ficado o resto da tarde nela e não a arrumou, era tipico dele. A mesinha de estudos estava cheia de desenhos e o notebook estava aberto, logado em algum site que eu não consegui ver qual era. 

Eu repirei fundo, caminhando até a poltrona e me sentando na mesma, depois de afastar algumas roupas. Quase que ensaiado, a porta se abriu e eu me encolhi, sabendo que ele não podia me ver dali, não ainda. Seu suspiro foi ouvido e eu mordi o lábio fortemente, completamente frustrada. 

Pude ouvir a porta ser trancada e meu coração acelerou. O som mudo de seu celular batendo no colchão e os passos que se aproximaram. Eu apenas soube que ele havia tirado sua camisa quando a mesma foi colocada nas costas da poltrona, quase tocando minha cabeça. Tinha seu perfume... Seu corpo entrou em meu campo de visão e eu congelei. 

O peito nu subia e descia conforme sua respiração um tanto pesada. Eu vi claramente uma tatuagem, acho que uma frase, bem abaixo de sua clavícula. Também tinha outra bem ao lado de seu corpo.. Parecia um daqueles desenhos sem sentido que fazemos porque gostamos. Era a cara de Christian.. Eu senti minhas bochechas esquentarem ao meu olhar reparar, realmente, em seu corpo. 

Ele estava.. Mudado. Seus braços estavam fortes, o peitoral grande e o abdômen definido, nada exagerado. As costas também estavam grandes e musculosas quando ele se virou para a janela. As pintas que a enfeitavam eram espalhadas e fofas.. Dava pra contar nos dedos. Algumas veias enfeitavam seus braços e eu reparei quando ele passou as mãos nos cabelos e olhou para o céu lá fora. 

— O que eu fiz de errado..? Você me odeia? - ele perguntou, como se conversasse com alguém. — Tudo bem, eu fiz muita merda nessa vida mas.. Eu a amo. 

Com quem ele estava falando..? Eu não tive coragem de me pronunciar... Muito menos quando ele voltou a falar. 

— Ela é tão frágil.. Eu devia cuidar dela. Mas eu fui um imbecil.. Me afastar dela me machuca.. - ele suspirou, apoiando as mãos na janela e olhando pra baixo. 

— Isso.. Isso me machuca também. - eu disse, tentando fazer a voz não vacilar. 

Ele se virou e eu vi em seu rosto que ele não estava surpreso. Seus olhos encontraram os meus e eu pude ver que eles estavam tristes, quase decepcionados. Eu me levantei e seus olhos subiram de minhas meias até meus olhos novamente. Seus braços cruzaram rente a seu peito e ele se encostou no batente da janela, me observando. 

— Invadir o quarto das pessoas não é legal.. - ele comentou, enquanto eu me aproximava, parando a sua frente. 

— Eu não me importo. - lhe disse, tentando deixar meus olhos focados nos seus. 

— Desde quando ficou tão rebelde? A bolada afetou seu cérebro? - ele perguntou, erguendo uma das sombrancelhas.

— Christian.. Eu vim falar de algo sério. - Cruzei meus braços também, por consequência, fazendo o casaco subir um pouco. 

Seus olhos pousaram em minhas pernas e eu corei, mas satisfeita. Era aquele olhar que eu estava acostumada.. 

— Certo.. Então vamos falar dessa coisa séria. - ele disse, voltando a olhar para meu rosto.

— Por que está me evitando? - perguntei, deixando clara toda a minha magoa em minha voz.

— Não estou te evitando.. Estamos conversando agora, não estamos? - ele perguntou, parecendo indiferente. 

— Sabe do que estou falando. E isso me magoa.. - eu me virei, passando as mãos pelos cabelos e os tirando do rosto.

Eu ouvi ele se mexer atrás de mim e quando me virei, dei de cara com seu peito nu rente a meus olhos. Eu subi os mesmos, encontrando seu crucifixo e logo depois seus olhos ao procurar pelos mesmos. Eu levantei minha mão, na tentativa de tocar seu rosto mas ele segurou meu pulso antes que ela chegasse em seu destino. Por que ele estava agindo assim..?

— Eu não quero que outro garoto toque em você.. Eu sou egoísta por isso? Por querer você só pra mim? - ele perguntou, os olhos fixos nos meus. 

Eu não soube o que responder e meu coração saltou em meu peito. Principalmente quando ele soltou meu pulso e segurou minha cintura. Suas mãos a apertaram e eu senti meus pés saírem do chão. Por instinto, eu envolvi sua cintura com minhas pernas, me segurando firme nele. O que ele estava fazendo? 

— Olhe pra mim.. - Christian sussurrou, apertando minha coxa, onde ele segurava. 

Eu hesitei, mas me soltei um pouco dele, sentindo as bochechas corarem ao nossos rostos ficarem próximos demais. Um de seus braços rodeou minha cintura e ele me segurou firme, enquanto sua outra mão tocava meu rosto, subindo para meu cabelo. Eu fechei os olhos quando ele o puxou pra trás, deixando meu pescoço totalmente exposto pra ele. 

— Chris.. - eu tentei dizer, mas fui interrompida por um suspiro.

Seus lábios tocaram meu pescoço e ele deixou beijos, subindo até minha orelha. O hálito quente contra minha pele me fazia cócegas e os lábios roçando na mesma me davam arrepios. Seus beijos foram para minha mandibula e ele alcançou meus lábios, me beijando de forma sensual. Sua língua logo estava na minha boca, explorando cada canto da mesma, como se quisesse me conhecer mais do que já conhecia. 

Eu me segurei nele novamente quando senti que estava andando e minhas costas pousaram suavemente sobre sua cama, enquanto ele tateava o criado mudo para por seu celular, sem desgrudar os lábios dos meus. Ele ficou entre minhas pernas antes de separar seus lábios dos meus e me olhar. Seus olhos pareciam mais escuros e ele ainda parecia um tanto sério. 

— Por que meu coração precisa ficar desse jeito quando estou com você..? - ele sussurrou, levando seu polegar até meus lábios e passando sobre os mesmos. 

Eu dei de ombros levemente, quase imperceptível mas tive certeza que ele viu. Eu não sabia.. Mas também podia sentir meu coração bater rapidamente.. E eu tive a sensação de que ele poderia explodir a qualquer momento. 



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