História Injustice - Capítulo 1


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Categorias Stray Kids
Personagens Han Ji-sung, Lee Min-ho
Tags Han Jisung, Lee Minho, Minsung, Stray Kids
Visualizações 119
Palavras 1.005
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Slash, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


alô. tive esse plot de última hora, pois eu li um negócio no insta e acabei tendo essa ideia. espero que gostem, pois o preconceito e homofobia é algo a ser tratado, não é legal, e essa pequena história retrata como será se não combatermos isso.

Capítulo 1 - .unic;; normal


[Seul, Coréia do Sul]

7 de Janeiro de 2043

O fim do mundo chegou.

Caos para todos os lados. Prédios e casas desabando, carros sendo explodidos, mais e mais coisas quebradas, mas nada era comparado aos corações de jovens que escolheram o amor.

Pessoas estavam nas ruas. Às 03:26 da manhã. Compartilhando o caos e alastrando o terror. Com armas nas mãos, sejam pedaços de madeira ou uma ponto 50.

O processo de eliminação da comunidade LGBTQI havia começado. Os homofóbicos estavam a procura dos gays ou transexuais para os matar de uma vez, só porque essas pessoas escolheram a felicidade em vez de viver num ciclo repetitivo daquilo que é normal para a sociedade.

Na televisão da sala bagunçada de Jisung, passava um noticiário qualquer, enquanto o garoto estava enrolado no meio de várias cobertas, tentando inutilmente cessar o frio.

Olhou as horas em seu celular, com um pingo de vontade de ligar para seu namorado, aquele que, achava ao menos, estar em sua casa, a qual não era tão longe da do outro.

Jisung não queria fazer o maior ir até sua casa apenas para passar um tempo consigo, mas a saudade do Lee estava enorme, já que naquela semana não se viram direito.

— Min? — Jisung o chamou, assim que a ligação foi atendida.

— Oi, amor. — o maior sorriu, apenas ao ouvir a voz do namorado pelo aparelho. — Você está bem?

— Estou sim, mas morrendo de saudades de você... — Jisung confessou, pois não gostava de fazer Minho deixar suas coisas da faculdade apenas para dar atenção para si.

— Eu também estou de você, Ji.

Ambos ficaram um tempo sem falarem nada, até Jisung ouvir um barulho de chaves no outro lado da ligação.

— O que você está fazendo, Minho? — perguntou, e, mesmo que não quisesse que o Lee saísse de sua casa para vê-lo, pois o outro tinha aula na manhã seguinte, não podia ficar se cansando assim, mas ainda sim queria o encher de carícias. 

— Estou indo ver o meu namorado, algum problema? — o mais velho sorriu enquanto pegava o elevador de seu prédio e pensava no Han. — E nem venha para cima de mim discordando, pois eu estou morrendo de vontade de te encher de beijos e te ter nos meus braços a noite toda.

Jisung não poderia negar um pedido desses, então apenas sorriu e disse um último "eu te amo" para Minho, que desligou para não molhar seu celular na chuva que caía.

O Han sentia o coração bater forte, afinal, era sempre assim, desde a época do colegial, quando Minho apenas se aproximava do outro ou o dizia palavras que aqueciam o coração do loiro, afinal, era apaixonado em Lee Minho e tudo nele já era motivo de Jisung sorrir radiante.

O Han decidiu deixar seu noticiário de lado e pegou o controle da televisão, a procura de algum desenho para assistir, contudo, num jornal, estava passando uma reportagem ao vivo, sobre a exterminação que estava tendo porta a fora de seu apartamento.

Seu coração perdeu uma batida, procurando seu celular bem na hora em que o repórter dizia: "Você que faz parte dessa comunidade, não saia de casa por nada. Não saia. Ao menos que queira morrer por não seguir os padrões do mundo".

— Minho...

Jisung ligava desesperado para o amado, o qual apenas caía na caixa postal. Minho nunca o deixava na mão quando ligava para si. Mesmo brigados.

Jisung sabia que Minho poderia estar perto de seu prédio, já que ambos eram próximos e não demoraria muito para chegar até seu destino, então apenas vestiu um moletom e um tênis e trancou seu apartamento, saindo desesperado de seu prédio, sentindo as lágrimas já querendo sair.

Assim que pisou o pé no asfalto, e sentiu a chuva o molhar, percebeu o caos que a cidade se encontrava. Por que raios não havia percebido aquilo? Agora seu grande amor estava correndo perigo, por sua culpa.

Torcia para que Minho não estivesse no meio da dezena de corpos que estavam jogados no chão. Torcia para que Minho estivesse bem, vivo, e pronto para receber um abraço caloroso de si.

— De joelhos, garoto, não me ouviu? — Jisung escutou gritos vindos de uma rua próxima e correu até por perto, a procura do outro.

E de fato Minho estava ali, de mãos atadas e sendo forçado a ficar de joelhos. Minho não podia se ajoelhar. Havia feito uma cirurgia a pouco tempo e aquilo o machucaria demais.

Jisung tentou se aproximar, porém Minho o flagrou antes que desse dois passos, e apenas o olhar de Minho fez o mundo de Jisung ruir.

O Han sentiu seus braços serem serem agarrados e um chute forte atrás de seu joelho foi dado, deixando-o ajoelhado no asfalto. Dois homens o seguravam, o mesmo com seu amado. Estava Jisung na pista contrária a de Minho, mas ambos se olhando e se admirando por uma última vez.

— Então encontramos mais dois viadinhos? — o mesmo homem que gritou com Minho antes perguntou, segurando e puxando fortemente os cabelos loiros do Han.

— Não toque nele! — bradou Minho, tentando se soltar dos capangas e ir proteger seu menino.

— Por que? Você irá fazer o que? — o homem se aproximou de Minho e chutou sua barriga. — Viadinho de merda!

— Minho! — desesperado, Jisung chorava, querendo ao menos se colocar no lugar do outro, apanhando por ele.

— Mate-os.

Jisung e Minho se olharam chorando. Minho tinha a boca cheia de sangue, mas Jisung conseguiu sorrir mínimo, observando o quanto seu namorado era perfeito em qualquer ocasião. 

Armas foram apontadas para ambas cabeças. Uma contagem de cinco segundos foi inciada, porém, deu tempo de Minho sussurrar, mesmo que pela distância, um último "eu amo você, esquilinho", até ouvirem dois disparos e a escuridão tomar conta da visão de ambos enamorados, que tiveram seus corações entrelaçados e um destino injustiçado, apenas porque escolheram amar aquilo que é contra a sociedade.


Notas Finais


nunca se esqueçam que [todas] as formas de amor são bem-vindas! o amor não escolhe o parceiro por gênero ou orientação sexual. o amor escolhe o [melhor] para nos fazer feliz.

tt: https://twitter.com/jisurngg?s=09


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