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História Ink - Capítulo 1


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Notas do Autor


~~Oya?

Vocês não imaginam o prazer que é estar de voltaaaaaaa
Seis meses de sumiço e aqui estou com essa one softizinha e boiolinha, talvez eu esteja meio enferrujada então me perdoem
Eu comecei a escrever essa história tipo em novembro e não sei pq hoje tava no mood de soulmates e resolvi terminar

Boa leitura <3

Capítulo 1 - Capítulo Único


A primeira coisa que Tooru fazia sempre que acordava era procurar por Hajime. Seu corpo procurava, ansiava pelo dele como se fosse algum membro perdido, alguma parte importante da qual Tooru não conseguiria viver sem. 

Mas era seu dia de folga e ele sempre dormia um pouco pra mais nesses dias. Iwaizumi ficava impaciente na cama e levantava logo, então antes mesmo de acordar completamente ele já sabia que estava sozinho na cama. 

Ele bocejou e puxou as cobertas para perto do queixo, o sol era um quadrado de luz que se estendia pelo chão através da janela, mais preguiçosamente que o próprio Tooru. Depois ele puxou um braço para fora, sentindo o ar fresquinho da manhã beliscando a pele e virou para ver a tatuagem no pulso. 

Era outro ritual que ele fazia todas as manhãs: admirar as linhas pretas sobre a pele que formavam a palavra favorita dele. Aquela tatuagem estava ali há tanto tempo e mesmo assim ele temia acordar um dia e não encontrá-la mais. Descobrir que os últimos quinze anos tinham sido o mais belo e longo sonho que já tivera. 

Mas a palavra estava ali e seu coração se aquietou. 

Fechando os olhos, Oikawa pensou no dia - ou melhor, noite - em que a tatuagem tinha surgido em sua pele. Ele estava prestes a completar quinze anos e junto com essa idade sempre vinha a aflição: quem seria sua alma gêmea, a pessoa que ele estaria destinado a amar pelo resto da vida? 

No fundo, ele sabia o que a tatuagem iria dizer. Seu coração vinha lhe dizendo a mesma coisa há anos. E o dito coração estava prestes a explodir pelo peito a cada tic tac do maldito relógio. Seus olhos seguiam os ponteiros, faltava tão pouco agora, só trinta segundos.

Iwaizumi tinha feito aniversário no mês passado, mas se recusava a mostrar a tatuagem para quem quer que fosse. Usava uma faixa amarrada no pulso para esconder e parecia estar sempre pronto para interceptar todas as tentativas de Tooru para descobrir o nome escrito em sua pele. Francamente, para que tanto suspense? A primeira pessoa para quem Oikawa mostraria a tatuagem quando aparecesse seria para ele, porque aquilo era coisa que os melhores amigos faziam. 

Era quase meia-noite e Tooru sabia que não tinha como dormir. Ele não tinha conseguido comer nada no jantar, mas mesmo assim seu estômago parecia pronto para por pra fora qualquer coisa, mesmo que não tivesse nada. 

Deitado na cama com o relógio pousado sobre a barriga, balançando pra cima e pra baixo com a respiração rápida dele, Tooru lambeu o suor do lábio superior. Quando faltavam cinco segundos ele cobriu os olhos com o antebraço. 

E então ele sentiu, uma leve queimação no pulso, um ardor quase imperceptível. E era isso, estava selado o seu destino.

Agora o garoto estava com medo de olhar. E se não fosse quem ele esperava? Ou se a pessoa que ele esperava tivesse um nome diferente? Acontecia às vezes e quem passava por isso relatava que era como morrer por dentro quando a pessoa amada já estava destinada a outro alguém. 

É claro, ninguém era obrigado a viver para sempre com a pessoa indicada na tatuagem, mas era impossível viver completo sem ela. 

Reunindo toda a coragem que a sua súbita covardia tinha misericordiosamente lhe deixado, ele destapou os olhos e pôs o outro braço na frente do rosto. 

Ali estava. Ele já sabia. Sempre soube. Seu medo tinha sido bobo e infundado, mas mesmo assim Tooru prendeu a respiração e os olhos se encheram de lágrimas. Depois ele saltou da cama, não se importando com o relógio se espatifando no chão e foi até a janela, pulando-a facilmente após anos o fazendo. 

Seu destino era o mesmo de sempre: o parquinho na esquina onde ele e Iwaizumi tinham se conhecido quando ainda eram pequenos. Era um acordo silencioso entre eles de se encontrarem lá em todos os aniversários. 

E lá estava Hajime quando Oikawa chegou ao parque, balançando preguiçosamente no balanço onde eles tinham conversado pela primeira vez. Tooru se lembrava de estar no balanço ao lado, movendo-se para frente e para trás rapidamente, e quando o garotinho carrancudo e com cabelo engraçado perguntou a ele por que estava indo tão rápido, Oikawa tinha respondido que queria chegar à lua. O garoto riu, falando que era uma coisa estúpida pois não existia lua de dia, ela ia embora e só voltava de noite. 

Um tempo depois eles aprenderam na escola que a lua não ia embora nunca, estava sempre no céu. Eles já eram amigos há um bom tempo, mas Iwaizumi teve que aguentar a falação incessante de Tooru sobre como ele estava certo. 

Tooru sentou no balanço vago ao lado do amigo, começando a se balançar devagar também. Iwaizumi não o olhou ou o cumprimentou, mas o garoto viu pelo canto do olho o sorriso dele e o coração de Oikawa falhou uma batida ao ver que o pulso dele não estava coberto.

- E então? - Iwaizumi esticou a perna e bateu de leve no calcanhar de Oikawa. 

Sorrindo mais do que achava ser possível alguém sorrir, o coração batendo na garganta e as estrelas refletidas em seus olhos, Tooru virou o pulso esquerdo para que o amigo pudesse ver. 

Hajime.

Iwaizumi riu e seu sorriso rivalizava com o do próprio Tooru. O moreno encostou o antebraço no do amigo e virou para ele também ver seu pulso. Mesmo já sabendo o que veria, Oikawa prendeu o ar como tinha feito quando viu a própria tatuagem e depois de um momento ele riu também.

Tooru.

Ostentando sorrisos bobos, os dois garotos deram as mãos, entrelaçando seus dedos. Hajime se inclinou para ele e Oikawa o encontrou no meio do caminho. Foi só um selinho, longo o bastante para Tooru sentir o estômago dar piruetas. Depois encostaram as testas uma na outra, fechando os olhos e apenas desfrutando da presença um do outro, os sorrisos ainda estampados nos rostos. 

Suspirando, Tooru abriu os olhos para o presente e deu de cara com o marido parado à porta, encostado ao batente. Hajime o olhava com o mesmo sorriso apaixonado de quinze anos atrás, com o mesmo brilho nos olhos. 

- Por que você ‘tá com essa cara de idiota? 

- Bom dia pra você também, Iwa-chan. 

Rindo, Iwaizumi subiu na cama e pegou Tooru nos braços, plantando um beijo carinhoso em seu cabelo bagunçado. Hajime estava cheirando a café e Tooru se aninhou mais a ele, abraçando seu corpo largo e enfiando o rosto em seu peito.

- Eu ‘tô nervoso. - Tooru confessou com a voz abafada pela camiseta do marido. 

- Eu sei. Eu também. 

Hajime traçava círculos tranquilizadores em suas costas, mas nem isso estava acalmando seu coração ansioso. 

- E se ela não gostar daqui, Iwa-chan? Ou da gente? 

- Tenho certeza que ela já nos adora, Tooru. Principalmente a mim.

- Iwa-chan! - Oikawa choramingou, fazendo o outro rir. 

Iwaizumi pegou seu rosto entre as mãos, obrigando Oikawa a olhar para ele.

- Você é perfeito em tudo que faz e vai ser um pai perfeito também. 

Eles sempre concordaram que tinham uma vida ótima, mas há um tempo decidiram que poderiam incluir mais alguém na pequena bolha deles. E esse alguém era uma linda garotinha com cabelos cacheados na altura dos ombros e a pele num tom mais escuro que a de Hajime. Ambos se apaixonaram assim que viram o sorriso grande e banguela. E depois de meses de burocracia eles a levariam para casa definitivamente. 

Tooru tinha ficado um pouco inseguro. E se acabasse falhando e fosse um péssimo pai? Mas a fé inabalável de sua alma gêmea nele sempre o tinha feito se sentir invencível. E havia tanto amor entre eles que era quase egoísmo não dividi-lo com alguém.   

- Vamos lá. - Hajime beijou a pontinha de seu nariz. - Temos que deixar tudo pronto pra nossa luzinha*. 

- Hiraki-chan vai adorar o quarto dela! - Tooru saltou da cama, seguindo o marido para fora do quarto e deixando para trás todas as inseguranças. - Nós vamos ensinar ela a jogar vôlei e eu vou comprar o melhor pão de leite pra ela e… oh, vou mostrar os filmes de Star Wars pra ela também. 

Iwaizumi riu, o som da risada dele sempre lembrava Tooru de todas as coisas boas que existiam no mundo e ele olhou novamente para o nome gravado em seu pulso. Ele tinha certeza de que mesmo se fossem outros nomes, ele e Hajime ainda estariam juntos pois já tinham escolhido um ao outro muito antes das tatuagens.

 


Notas Finais


*Hikari é a leitura literal de um ideograma japonês que carrega o significado de “luz” e “brilho” e também costuma designar felicidade e esplendor. fonte: @Kjuzera hauhauhauhau
Gente, desculpa pelo sumiço, mas tá muito difícil escrever pra mim, tô num bloqueio terrível 😭
Mas talvez tenha uma short fic a caminho..... who knows..... 👀

Sou movida por comentários então me digam o que acharam, por favor <3<3
Espero que tenham gostado pessoal, vou tentar voltar com mais logo ✊🏻


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