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História Innocence - This World is Rotten - - Capítulo 12


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Notas do Autor


Inspirada e postando ao som de Naitomea, o título é uma boa referência aos meus nenês que estão saindo do hiatus aksjsjsksja

Boa leitura ♡

Capítulo 12 - Imagens Através do Espelho


Fanfic / Fanfiction Innocence - This World is Rotten - - Capítulo 12 - Imagens Através do Espelho

[...] “Do dia para a noite, haviam cortado minhas asas e roubado meu céu”.








[Light POV]



— Mamãe não anda penteando meus cabelos, oniisan. Papai diz que devo aprender a fazer isso sozinha, mas você sabe que eu gosto que você ou a mamãe penteem meus cabelos, oniisan...


E então, eu retornei à minha rotina. Assim que pus meus pés em minha terra natal, o Japão, tudo voltou a ser o que era antes da viagem, exceto pelo fato de que eu não mais frequentava a escola; faltavam poucas semanas para que o ano letivo acabasse, e... eu não era autorizado a sair de casa.


Sim, isso mesmo. Assim que teve a primeira chance, Soichiro formatou meu celular, me deixando sem chances de contato com ninguém fora dali. Em resumo, ele não queria correr o risco de que eu pudesse sequer manter contato com Lawliet ou qualquer um dos que ficaram em Winchester.


Matsuda e Ryuuku não tiveram coragem de me visitar. Depois de deixarem "escapar" que eu andava nutrindo algo pelo filho mais velho dos Wammy, parecia que seu incrível senso de companheirismo e amizade por mim e por Sayu haviam se dissipado, o que significava que, fora minha irmã, eu estava completamente sozinho.


— Papai diz que mamãe vai parar de vir me ver se você for embora. E que você vai parar de vir me ver quando for embora. Mamãe diz que você tem que ir, mas papai diz que se você for, ele vai me mandar para um 'pisquiatra'...


— Um psiquiatra, Sayu. Psiquiatra. — acomodando-me sobre o colchão ao lado dela, passei a desembaraçar seus cabelos com a escova, afagando sua bochecha enquanto o fazia. — E, se eu fosse embora, não deixaria você nem mamãe nas mãos daquele velho caduco... mas não diga isso à ele, hm?


A pequena assentiu, passando a se distrair com os desenhos de canetinha que coloriam sua colcha. O que eu disse não era de todo mentira: se fosse possível, eu a levaria cokigo e sumiríamos no mundo junto de Lawliet, mas... eu sequer podia sair de casa. Não tinha mais um emprego, e perder o lugar que chamava de casa não era uma opção.


Não era a primeira vez que Yagami Soichiro destrói meus planos para o futuro, e é quase óbvio que não seria a última.


— um psiquiatra. — repetiu a pequena, franzindo o cenho em seguida. — é um nome estranho, não acha? Papai diz que você devia ir à um psiquiatra também, porque fez coisas que não devia com meninos. Que coisas erradas você fez, Light?


— eu me apaixonei por um menino, Sayu, mas você lembra o que o sr. Soichiro acha disso, certo? — minha irmã assentiu, enquanto eu apenas soltava um suspiro. Em pleno século XXI criar filhos sob dogmas do período Edo soava uma bobagem para nós, mas para nosso pai, isso era fundamental. — então ele vai me trancar aqui com você, até que nós cheguemos aos quarenta anos; isso, se tivermos sorte.


— Papai precisa de um psiquiatra. E o seu namorado precisa vir resgatar você, para que você construa uma casa bonita e possa vir me resgatar também. De preferência, uma casa com um jardim e um cachorro, porque você sabe que eu gosto de cachorros. Ou um gato, mas gatos mordem. Mas antes disso, o seu namorado precisa ser útil e vir salvar você.


Uma risada desanimada escapou de minha boca quase que automaticamente. A ideia de que Lawliet simplesmente saísse de sua casa, sendo que não conhecia nem mesmo sua cidade, para vir me "resgatar" de meu próprio pai era agradável, mas inviável. Seria como esperar que, do dia para a noite, os mares se tornassem suco de abacaxi; absolutamente improvável.


Mas sonhar não arranca pedaço, arranca? Imaginar que, sem dificuldade alguma, poderíamos sair daqui e viver uma vida em paz no lugar mais distante possível... era maravilhoso.


Apertando minha bochecha com a ponta de seus dedos, Sayu chamou minha atenção, bagunçando meu cabelo e apertando a ponta do meu nariz.


— Papai é um velho idiota. Você ainda vai conseguir ficar junto do seu akaiito, niichan.










[Lawliet POV]




A noção de tempo das pessoas se torna confusa, praticamente nula, quando o desespero as preenche. Sou capaz de divagar por horas sobre toda a minha situação, de descrever um de cada vez todos os sentimentos estranhos que assolaram meu ser e, no entanto, não sou capaz de dizer quanto tempo se passou desde que saí da clareira.


Mello me encontrou em algum momento, e quando voltei a prestar alguma atenção no que se passava ao meu redor, eu chorava como uma criança nos braços de meu irmão caçula, Nate. Mihael resmungava em frente à uma bancada, enquanto o albino se ocupava em afagar meus cabelos emaranhados e úmidos de sereno.


Eu parecia um lixo. Sou um. Deixei que a única pessoa que ainda parecia se importar com a minha mísera existência se dissipasse, sumisse e, do dia para a noite, eu estava sozinho novamente.


Quiça eu mereça isso. Toda essa coisa de não poder ser feliz, de não ter o direito de... viver. Nunca acreditei em encarnações passadas, mas se elas existem, eu certamente fiz algo cuja monstruosidade me obrigará a sofrer por todas as minhas próximas vidas.


Ou o universo simplesmente me odeia. Ele não é especial, afinal; isso já virou algum tipo de rotina.


Parar de chorar pareceu, aos poucos, mais fácil. As lágrimas diminuiam conforme o calor do abraço de Nate aumentava. Há quanto tempo eu não permitia que ele o fizesse? Quando foi a última vez em que deixei que meus irmãos demonstrassem algo, em que eu demonstrei algo?


Ali, naquele abraço, não havia um mínimo resquício de raiva ou repulsa. Havia apenas carinho, e de algum modo, isso foi o suficiente para que meu choro cessasse.


— não se preocupe, Lawliet. — a voz gentil do caçula atraiu minha atenção, e o modo como ele sorria era tão... tão esperançoso, tão... tão gentil... — Levante-se e me ajude a fazer as malas. Vamos atrás do Yagami.



Notas Finais


Aproveitando, vocês já tinham visto esse cosplay do Mello que tá n capa do capítulo? É o baterista da banda Nightmare/Naitomea, que toca as opening e ending da primeira temporada de Death Note. Precisava mostrar isso ao mundo ♡

Obrigada por ler ♡


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