História Innocence - This World is Rotten - - Capítulo 3


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Categorias Death Note
Personagens Anthony Rester, Beyond Birthday, Halle Lidner, L Lawliet, Light Yagami, Matt, Mihael "Mello" Keehl, Misa Amane, Nate "Near" River, Personagens Originais, Raito Yagami, Rem, Ryuuku, Sachiko Yagami, Sayu Yagami, Soichiro Yagami, Stephen Gevanni, Teru Mikami, Touta Matsuda, Watari
Tags Amane Misa, Beyondxmatt, Death Note, Fanfic Reescrita, Innocence, Kira, L Lawliet, Lawliet, Lawlight, Light, Matsuda, Méliès, Meronia, Raito, Rem, Repostagem, Ryuuku, Shounen Ai, Yagami Light, Yagami Raito, Yaoi
Visualizações 18
Palavras 1.210
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, LGBT, Lírica, Literatura Feminina, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello minna~ *joga purpurina* cá estou euzinha com mais um capítulo!
Na verdade eu nem pretendia atualizar ela antes de adiantar uns capítulos de Alice e me organizar um pouco, mas quem disse que eu sei fazer isso?

Boa leitura <3

Capítulo 3 - Votos que se Mantem


Fanfic / Fanfiction Innocence - This World is Rotten - - Capítulo 3 - Votos que se Mantem

[...] “Num movimento gentil, ele virou-se em minha direção, enquanto eu involuntariamente fazia o mesmo.




Yagami Raito era lindo.









[Lawliet POV's]



— a noite está realmente bonita, não acha?

A voz de Raito ecoou por meus ouvidos, mas não lhe dei tanta atenção, de início; assim como ele, mantive meus olhos fixos no céu e em suas constelações, anotando mentalmente todas as coisas que, naquele pouco tempo, eu já havia pensado.

De algum modo, Light me passava algo... um quê banhado em segurança e que, sem dificuldade alguma, me fazia sentir como se ele fosse a mais confiável das pessoas. Talvez fosse apenas influência de um ato seu de minutos atrás — quando, sem pensar duas vezes, me enrolou em seu cachecol sob a premissa de que eu não podua adoecer —, mas naquele momento, algo em mim gritava o quanto eu podia confiar naquele ser.

— acho. — respondi, simplista. A Lua grande e cheia brilhava no céu, iluminando a nós dois.

Sentados nos galhos de uma árvore, nossos corpos estavam embebidos num jogo lunar de trevas e luz. Sequer recordava qual havia sido a última vez em que fiz algo do gênero — fosse esse "algo" sair de meu quarto ou simplesmente conversar com alguém.

Conversar. Ah, eu não fazia isso há tantos anos! Ao menos, não de um modo tão semelhante à uma simples conversa que pessoas de minha idade tinham. Conversas normais, com ideias a serem debatidas e tantas perguntas a serem respondidas... e eu tinha uma trancada em minha garganta desde que ele surgiu.

— posso lhe perguntar algo? — ele assentiu, sem dar importância ao meu olhar que, sem me importar com a gigantesca chance de lhe causar algum incômodo, fixei em sua face. — por que você me trouxe aqui? Por que você não pode simplesmente me levar comida e sumir?

— apenas acho que, em algum momento, ou em alguma coisa, por menor que seja, nós somos iguais. Toda essa... alienação.


O silêncio reinou por incontáveis segundos. O castanho soltou um longo suspiro, ajeitando seus cabelos enquanto eu me punha a devanear.



Nós podíamos ser muitas coisas, mas jamais seríamos iguais.



— você sequer sabe o significado de ser... alienado, Raito. Você jamais irá entender, você... você não pode compreender o que é... perder... perder tudo... tudo... tudo...











[Light POV's]



A palidez em sua face aumentara, e ele permaneceu repetindo aquela frase de modo quase compulsivo, seu olhar tornando-se vazio por vários minutos. Eu compreendia tudo aquilo tão bem e, ao mesmo tempo, nada sabia: eu estava de mãos completamente atadas.

— talvez não do mesmo modo, eu disse. Não somos exatamente iguais, mas suas perdas não anulam as minhas. Talvez eu não te compreenda do jeito esperado, mas prometo tentar. Eu... prometo.


você nunca matou alguém.





Aos poucos, as peças daquela história começaram a se juntar. Ainda haviam muitos furos, mas uma dedução rápida era fácil de se obter. Eu não sabia dizer o porquê, mas meu peito doeu ao constatar o motivo de seu atual estado.

Uma morte acidental poderia ter desencadeado toda aquela confusão?

As chances eram demasiadamente altas. Eu precisava de provas, fatos, mas como obtê-los? Quillsh já mostrara sensibilidade ao tocar no assunto, desviando de todos os pontos principais, mas que podia fazer eu sem saber do que se passara?

Não se pode reconstruir um templo sem saber como ele era.



isso não muda nada, e aposto que nem ao menos você se lembra de como as coisas aconteceram.




Um maldito joguinho mental. De que outro modo poderia eu obter informações? Não haveriam modos de ajudá-lo sem ter um ponto inicial, então eu precisei disto — céus, passaram-se nem ao menos cinco segundos e já me sinto um monstro por tocar em tal ferida!

Lawliet encolheu-se sob o galho da árvore, recostando-se melhor contra a maior parte do caule. Em não muito tempo, os desastrosos resultados de minha investida surgiram, piorando a sensação de arrependimento que me corroía.

Seu corpo começou a tremer obsessivamente, enquanto a negritude de seus olhos se embebia em lágrimas que, vertendo sem receios, passaram a umedecer toda sua face. Soluços agoniados escaparam de seus lábios, junto de gritos desconexos e embargados.

m-mamãe... m-mamãe... v-você tem q-que acordar... m-mamãe... m-mommy... m-mommy... m-mom...



Ele havia entrado numa espécie de alucinação com o passado, coisa que imediatamente fui incitado a interromper. Eu jamais havia presenciado algo como aquilo — nem mesmo as crises de Sayu se assemelhavam ao modo como ele agia! —, e minha primeira reação fora puxá-lo pelos ombros, chacoalhando-o com uma força desnecessária.

Eu realmente seria um psiquiátra horrível.



Espantado com minha reação, o moreno calou-se, sem conseguir impedir as lágrimas de rolarem pela pele avermelhada. Merda, sussurrei, enquanto levava uma mão à minhas têmporas e lhe direcionava um sorriso compreensívo. Eu havia de consertar aquilo.

— me perdoe, eu não quis ser rude. Dores não podem ser comparadas ou medidas, e mesmo sabendo disso, subjuguei as suas. Me desculpe.

Em minha mente, imaginei que ele, ao ser abraçado, me empurraria com força suficiente para até mesmo me derrubar dali.

Surpreendendo todas minhas expectativas, Lawliet apenas se deixou abraçar, escondendo a cabeça em meu peito e chorando como uma criança assustada. Eu não precisei muito para vê-lo assim, sussurrando um "vai ficar tudo bem" enquanto, afagando seus cabelos, passei a praticamente embalá-lo até que sua crise cessasse.


Após tudo aquilo, o que restou foi um silêncio agradável, cortado pelos barulhinhos da noite e, infelizmente, pelo toque do meu celular. Afastamo-nos e, assim que atendi, sorri e voltei meu olhar ao garoto que me encarava, confuso.

esqueci de lhe avisar, Watari-san... eu e Lawliet estamos no jardim. Retornaremos em breve, não se preocupe. Ele está comigo. — desliguei, praticamente ouvindo a confusão do senhor do outro lado da linha. — seu pai — sussurrei ao moreno, vendo-o revirar seus olhos.

— ele quem me trancou lá, deveria saber quando saio.

Pensei em rebater sua frase, mas ele ainda tremia, como resultado da crise que provoquei — mesmo que sem tais intenções. A Lua já estava alta, e propus que voltassemos para casa, sob a premissa de não preocuparmos Quillsh ainda mais.

Após me fazer prometer que voltaríamos no dia seguinte, Lawliet aceitou retornar para o casarão.







— está tudo bem, senhor Watari — eu disse, observando o modo como Lawliet se desdobrava para remover seus sapatos. Para fazê-lo, o moreno teve de sentar-se de modo comum e, para ele, isso parecia algum tipo de obstáculo praticamente insuperável. — perdoe-me pela demora.

— como você se sente, Lawliet?

O filho de Quillsh apenas assentiu, sem se dar  ao trabalho de encarar seu pai. Sorrindo sutilmente para mim, subiu as escadas e adentrou seu quarto, deixando apenas eu e meu chefe no enorme hall de entrada.

— obrigada — sussurrou, encarando fixamente a porta branca recém fechada. Ele transbordava algo como gratidão, e pude jurar ver algo como uma lágrima rolando por seu rosto, mas talvez fosse apenas efeito de minha imaginação. — e então, como foi o passeio? Ele... quebrou seu voto de silêncio?

— não, mas... sua opinião sempre se manteve exposta, Quillsh-san.






Se Lawliet não lhe dirigira uma palavra sequer, havia de ter um motivo. E respeitar isso, de certo modo, era um dever meu.


Notas Finais


Alguém aí leu a original e lembra? Sabe me dizer se tá melhor? Espero que sim :b

Obrigado a todo mundo que tem lido, favoritado e principalmente comentado, isso me incentiva bastante!

Obrigado por ler, sonhem com hidetinho e não talariquem o shinigami alheio \o/ ♡


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