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História Innocence - Capítulo 7


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Notas do Autor


'Cês já pararam e pensaram que hoje é o último dia do mês?

Capítulo 7 - Capítulo VII


Ninguém sabe os pensamentos que circulam pelas milhares de pessoas que transitam um aeroporto dia após dia. Na verdade, são tantas emoções e situações diferentes que não se conscientizam de compreender o seu semelhante ao lado. Para uns, apenas mais um dia de rotina de reuniões e compromissos inadiáveis, para outros, uma relaxante viagem de férias a troco de muitas risadas e recordações.

Entretanto, para Ash e Serena, os ruídos de bagagens sendo transportadas para lá e cá e as vozes dos guichês orientando os passageiros não soavam com o conforto que gostariam de sentir.

— Bem, o seu portão é o — Ash colhe a passagem das mãos de sua namorada. — 25. É logo ali! — Sorri pela acomodação e facilidade de localização do local.

Serena não responde com palavras, apenas retribui o sorriso. Mesmo que tivesse que partir — o que, porventura, significava esquecer temporariamente aquele abraço que tanto a aquecia — podia apreciar os poucos instantes que seu amado fazia de melhor: alegrá-la.

— Você não vai se esquecer de me acompanhar no concurso, não é? — Pergunta, em tom ligeiramente repreensivo.

Ash a encara com um olhar incrédulo e um semblante risonho. O conhecia tão bem que estava prevendo alguma brincadeirinha irônica e de mau gosto.

— Que concurso? Você não está voltando para Kalos?

— Seu bobo. — Ri de leve, dando-lhe um soco em seu ombro. — Sério, quero que torça muito por mim. Tudo bem?

— Independente da vitória ou da derrota, eu sempre torcerei por você, meu amor.

Serena sabia que Ash conseguia se expressar com dignidade e confiança usando as palavras em ocasiões raras — tanto como esta. O trouxe delicadamente para um beijo lento e carregado de seus mais puros sentimentos.

O rapaz pode perceber que, apesar de sentir medo e ansiedade sobre o evento, Serena queria transmitir segurança e autocontrole da situação. Sabia que lidaria com o recado da maneira como a qual conseguiu o título de Rainha de Kalos.

Em seguida, os alto-falantes transmitem a iniciação do check-in do respectivo portão do voo de Serena.

— Parece que é o meu. — Encara o bilhete nas mãos do Ketchum, entristecendo o olhar gradativamente.

— Ei, não fica assim, ok? — Levanta o rosto da menina com delicadeza, apenas com auxílio do indicador. — Olha, são apenas alguns dias. Eu quero que você me encontre em Pallet depois, aposto que a minha mãe ficará muito contente com sua visita.

— Espero que fiquem bem. — Serena murmura. — O Pikachu vai cuidar de você. — Uma mescla de riso foi abafada em sua voz, o que soou bem perceptível aos ouvidos de Ash.

— Ah, é? — Arqueia uma das sobrancelhas. — Tá vendo, Pikachu? Eu acho bom que você cumpra com sua ordem!

O pequeno roedor, aos pés de seu treinador, apenas o encara com uma feição meramente confusa.

— Pensarei em vocês durante a viagem inteira. — Diz Serena, compensando sua frustração com um opaco sorriso.

— Eu estou pensando em você, se quer saber. — A puxa para um abraço. — Dê o seu melhor, por você, por mim e por todos que acreditam em você.

Concordou apenas com um breve aceno da cabeça. Em meio ao seu silêncio, deixou uma lágrima de satisfação correr por seu rosto. Apesar de dolorida, teria motivos para sorrir em um futuro não muito distante.

— Amo você. — Diz Ash, deixando o abraço um pouco mais apertado.

— Também te amo... — A voz da moça quase que emana inaudível diante dos ruídos de turbinas mais ao fundo.

O tempo, quando se tem uma amizade profunda, pode ser o pior inimigo em qualquer situação. Não atrasa, nem antecipa, muito menos cede algum segundo a mais, seja lá para qual finalidade. Coube ao casal pilotá-lo até chegar ao seu destino.

[...]

A cidade de Pallet estava em seu auge do entretenimento. Os preparativos para o grande festival concluíam-se com precisão e voracidade. Embora fosse o assunto mais comentado pela mídia e pelas redondezas, teve sua audiência compartilhada com a infeliz morte do professor Carvalho.

Assunto este que não deixava a boca dos cidadãos. Conhecidos e amigos mais próximos se indagavam o motivo da morte, a qual não tinha sido revelada e, sequer, descoberta pela equipe de investigação. O instituto de medicina local descartou apenas as hipóteses de suicídio e de envenenamento, após laudos confirmando a inexistência de tais evidências.

Mesmo que estivesse em clima de festividade, algo cinzento consumia a aura da região com um estranho sentimento de vazio. Não era possível definir se um acontecimento anularia o outro, ou deixaria consequências.

— Quer dizer que, até hoje, não descobriram quem matou o professor? — Um civil conversa sobre uma das principais tendências do vilarejo.

— Não. Eu acho isso muito suspeito. — Responde o outro, enquanto joga uma carta sobre a mesa. — Quer dizer, olha o tamanho desse buraco! Como alguém tão conhecido é morto e ninguém sabe dizer como e quem foi?!

— Também acho estranho. — Coça o queixo. — Ele não tinha familiares por perto, não?

— Bom, eu fiquei sabendo que o neto dele veio para a cidade recentemente para cuidar desse caso.

— Coitado... o rapaz deve estar transtornado com toda essa maldade. — Suspira, encarando a vista ao longe.

— Com certeza, está. Teve que deixar tudo o que estava fazendo para correr até este fim de mundo, um dos poucos lugares onde o velho Carvalho se sentia confortável, para resolver esse paradeiro.

— Que ele descanse em paz.


Notas Finais


Esses capítulos curtos são de fudê, trabalha direito, autor!

Até a próxima! xD


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