História Innocens - Capítulo 32


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Categorias Agents of S.H.I.E.L.D., Capitão América, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Feiticeira Escarlate (Wanda Maximoff), James Buchanan "Bucky" Barnes, Maria Hill, Melinda May, Natasha Romanoff, Nick Fury, Personagens Originais, Phillip Coulson, Sam Wilson (Falcão), Sharon Carter (Agente 13), Steve Rogers, Visão
Tags Bucky, Capitão América, Drama, Guerra Civil, Os Vingadores, Romance, Soldado Invernal, Steve Rogers, Visão, Wanda Maximoff
Visualizações 161
Palavras 2.383
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Se meus miolos continuarem funcionando, sempre vai ter capítulos novinhos! É engraçado, pq fico empolgada escrevendo. kkkkk
Já esse capítulo é mais calmo assim por se dizer, mas é uma fofura só... q
Espero que gostem e boa leitura!

Capítulo 32 - Sem título


Fanfic / Fanfiction Innocens - Capítulo 32 - Sem título

– Você é esperta. – Comentou Steve do nada, andando ao meu lado com a cabeça baixa. – Digamos que haja cem raposas e cem coelhos em um bosque, e que exista uma cerca em torno dele, impedindo-os de sair. O que aconteceria? – Olhei para ele surpresa, tentando imaginar onde a mudança de assunto nos levaria.

Steve não comentou ou falou nada desde que saímos daquele local, ele sabia que havia acontecido algo ali, mas preferiu não comentar nada. Isso me preocupava. O homem chamado Fortune não era um trambiqueiro comum, ele realmente possuía conhecimentos de premeditações e visões, no momento que entrei em contato com sua pele, as visões que passou diante foi as mais estranhas e bizarras possíveis, mas por um momento sabia que no futuro, ele seria obrigado a nos ajudar.

– Ambos teriam filhotes, e as raposas comeriam os coelhos. – Respondi pensando por um momento.

– Todos eles? – Voltou questionar, respirando fundo colocando ambas as mãos na jaqueta de frio, olhando para frente pensativo.

– A maioria. Seria difícil encontrar os restantes,  eles provavelmente se esconderiam por segurança. – Continuei, recebendo o olhar azuis profundos em minha direção para que continuasse o pensamento. – As raposas começariam a morrer de fome. – Dei de ombros, sem saber o sentido daquilo tudo.

– E os coelhos? – Perguntou novamente, dando a mínima.

– Permaneceram escondidos comendo relva e reproduzindo-se, e assim a população aumentaria. – Uma luz brilhante de compreensão pareceu explodir em minha mente. – E então o número de raposas também aumentaria, porque elas pegariam mais coelhos e iriam alimentar-se melhor, e procriaram. Com o tempo, o número de raposas aumentaria tanto, que elas passariam a comer cada vez mais coelhos, e o número de coelhos voltariam a cair.

– E o processo seguiria repetindo-se, como duas ondas a subir e a descer, uma após a outra. Em algum lugar por trás de tudo isso existe um conceito da matemática chamado cálculo diferencial. É possível aplicar essas mesmas equações a criminosos e policiais de determinadas cidades. – Explicou enquanto parava de andar aos poucos em frente a uma loja que olhei mais cedo. – Os policiais não costumam comer os criminosos,  é claro, mas o fundamento é o mesmo.

– Por que está falando tudo isso? – Perguntei intrigada.

– Você pode deduzir o quanto quiser, mas dedução é inútil sem conhecimento. Sua mente é como uma roca a girar eternamente e inutilmente, até que sejam introduzidas as fibras e ela passe a produzir os fios. A informação é a base de todo pensamento racional. Busque-a. Procure-a com assiduidade. Encha o depósito de sua mente com tantos fatos quantos couberem nele. – Steve deu uma pausa na fala, empurrando a porta para que entrasse primeiro no estabelecimento, com um simples sorriso nos lábios. –  Não tente distinguir entre fatos importantes e triviais. Todos são potencialmente importantes.

Pensei por um momento, obedecendo o gesto anterior e entrando para dentro da loja, que possuía um ar bastante quente diferente do lado de fora. Estava preparada para sentir-se constrangida e magoada, mas a voz de Steve não tinha nenhum indício de crítica no tom de sua voz, e o que falava fazia sentido infelizmente, apenas com uma boa história e cálculos matemáticos, o super soldado conseguiu das uma das suas melhores broncas. Duvidava de que a matemática pudesse algum dia ser importante, e a deixara de lado, preferia mil vezes “encher o depósito de sua mente” com coisas como arte e músicas, que considerava mais interessantes, mas equações era algo que podia dispensar, mesmo sabendo que era bastante útil em momentos como estes.

Um modo fofo e bastante estranho de explicar que todos os problemas continuariam a aparecer, à medida que detínhamos, e cada vez ele poderia ficar mais difícil. E mesmo as coisas estranham que Fortune falou, era importante sempre lembrar. Um lado sempre vai vencer, o universo sempre vai manter um equilíbrio das coisas, por mais que não sejam justas. Com isso pude ter a noção que Steve acreditou em tudo, apenas não queria admitir em voz alta.

– Preciso te contar uma coisa. – Avisou o loiro, no instante que uma funcionária da loja vinha em nossa direção com um sorriso largo suficiente que poderiam rasgar.

– Posso ajudá-los em alguma coisa? – Perguntou a moça, com uma voz anasalada.

– Roupas masculinas, por favor. – Pedi retribuindo o sorriso de forma amigável, indicando que seria para o homem alto ao meu lado. A mulher analisou ele por uns instantes, concluindo o tipo de roupa certa e o tamanho.

– Na terceira sessão a esquerda. Caso precisem de ajuda, sou a Rafaela. – Terminou, entregando um cartãozinho com o nome da mesma, e o logo guardando no bolso.

Seguimos em direção descrita pela vendedora, era uma das partes mais afastada da loja. As roupas pareciam mais para empresários importantes que desistiram de suas roupas e venderam para um brechó, ou de atletas que ganharam tantos músculos que as roupas não caberiam mais. Steve não parecia aprovar quase nenhuma daquelas peças, ele olhava e analisava com cuidado os panos como o imaginasse usando aquilo e desaprovando imediatamente.

– Quando vocês deram as mãos, aconteceu uma coisa estranha na loja. – Começou a dizer ele em tom suave, quase mostrando que mesmo depois de tudo encontrava-se calmo. – As coisas começaram a flutuar no ar, uma sensação densa que tudo estava sendo puxado para cima, e um barulho estranhos de tambores. Mesmo que já tenha vivido por quase cem anos, foi a primeira vez que senti medo de almas penadas... – Terminou pegando em suas mãos um cardigã azul anil.

A cara que fiz para ele provavelmente não foi uma das melhores, mantinha a boca levemente aberta, como quisesse falar alguma coisa, porém, não sabia nem mais o meu próprio nome, não imaginava de modo algum que isso poderia ter acontecido, para mim foi apenas as visões e quando voltei estava tudo normal.

– Olivia, eu te peço para ficar longe dessas coisas. – Pediu Steve revelando um semblante sério no rosto em preocupação. – Não importa o que ele disse, faça as coisas por você. – O loiro virou-se em direção ao espelho que ficavam nas paredes analisando com gosto a roupa escolhida.

– Você é um homem grande, bonito, bastante conhecido… por usar roupas de vovô. – Disse puxando o tecido azul da mão dele, e o entregando uma jaqueta de couro com uma calça jeans. – Você pode ser agente, um soldado, mas não entende nada de moda.

– Então minhas roupas são de vovô? – Questionou com um ar divertido em sua voz. – Infelizmente concordo, chamaria muita atenção sendo eu mesmo.

– Então por isso, vá provar essas roupas que vou procurando mais para você.

Depois apenas ficamos brincando dentro da loja de provar roupas estranhas e tentar fazer a melhor combinação possível para ele. Algumas das roupas cairiam muito bem, porém outras, pareciam que estouraram pelos bíceps do mesmo, desistindo de tentar provar antes que rasgasse. Era meu momento de sorte, podia fazer o que gostava e ainda mais com Steve como cobaia, pelos olhares que recebia podia ver que ele entendia, ou apenas continuava com aquilo para me ver sorrindo e batendo palmas de alegria quando uma roupa lhe caia bem.

+

No final agíamos novamente como um “casal” e nem parecíamos lembrar das horas passadas, saímos da loja de roupas dando risadas, ao notar que todas as funcionárias pareciam estar com inveja por minha pessoa e olhavam de canto para Steve que cada vez mais ficava desconcertado por toda situação. Era isso que queria dizer para o mesmo, ele é um homem alto, musculoso, bonito, um loiro barbudo, é impossível não chamar atenção, ao menos que saiba aproveitar sua aparência para o disfarce perfeito.

Tentei transformá-lo em um bad boy hippie, só que infelizmente desta vez o mesmo ganhou a discussão falando que não sentia-se bem usando aquelas roupas, que não era ele. Nisto acabou ficando um bom homem comportado com um estilo moderno. Como uma boa consumista, foi impossível ficar perto de tantas coisas lindas e não comprar nada para mim, mesmo com o dinheiro extra recebido de minha mãe, ainda gostaria de não gastar muito, então além das roupas do soldado, comprei uma jaqueta cheia de lantejoulas pretas e já sai usando, pois saberia que a mesma ficaria mofada no guarda roupa por um bom tempo.

Steve reclamou um pouco, ou talvez muito pelo fato que estava gastando dinheiro necessário com ele, e eu continuava explicar que aquilo sim era necessário e que aquilo fazia me sentir bem comigo mesma, por ajudá-lo com uma problema muito importante. Ele se preocupava tanto comigo, que foi uma das coisas que podia retribuir, segundo Steve cada dia mais parecia com o Stark, já que o tentava fazer isso gastando dinheiro, e também pelo fato que pedi ou melhor obriguei para deixar carregar as sacolas.

Era noite de festa na cidade e os corações estavam eufóricos. Os carros, lotados de sorrisos, cruzavam as avenidas com um único destino,  Quem sabe a euforia momentânea ajuda a superar a tristeza do dia a dia. Aproveitar o único momento como fosse o último, deixando todas as preocupações para trás, sem pensar nelas. As luzes, na imensidão do céu, indicam o local do paraíso.

Um barulho repentino soou, quase fazendo virar e olhar, mas contive o impulso em tempo. Deixei o tempo rolar um pouco mais longe, virando-se em direção ao som, dirigindo o olhar para conseguir enxergar um bar, com músicas altas e pessoas do lado de fora gritando feitos loucos. Uma das portas estava aberta e um grupo de homens saia, obviamente alterado pela bebida. Eles reclamaram por um momento, depois se viraram e caminharam em nossa direção. Steve por instinto passou os braços envolta do meu pescoço, como um aviso para os outros e para mim tomar cuidado. Eles passaram ao nosso lado com mais presa, podendo escutar uma breve parte da conversa.

– Steve, desculpa. – Disse. – Desculpa por forçar você sair. – Mesmo que a sensação entre nós dois parecia boa e agradável, existia uma parede invisível, e sentia como eu sempre fosse a culpada por acontecer, por minhas paranoias idiotas. – Você está bem?

– Estou bem, Liv. – Respondeu o loiro, encarando meus olhos de modo carinhoso. – Não precisa se preocupar, muito menos pedir desculpas. No fim, algumas coisas que aquele feiticeiro disse fizeram sentido… Não podemos confirmar a verdade.

– Ainda sim, desculpa. – Retruquei forçando um sorriso de canto. – Parece que tudo isso é minha culpa tem horas. Caso nunca tivesse conhecido você, estaríamos com menos problemas… é isso que penso. – Expliquei levantando as sacolas em minha mão, em modo que não poderia mudar nada do que aconteceu. – E eu sei que você pensa a mesma coisa.

Antes que pudesse perceber, a mão do homem segurava meu braço com certa força no ar com a sacolas coloridas balançando no vento gelado. Era apenas um olhar, um olhar que valia por qualquer coisa e todas as outras sensações. A proximidade transformou o que era belo em algo tão sublime, o seu brilho, a sua ternura e o seu mistério daqueles olhos azuis apoderam-se constantemente do meu pensamento. Steve mantinha a postura de soldado, que em breves momentos pareciam retornar. As pupilas dilatadas revelava mais do que parecia.

– No começo, talvez. – Disse com a voz rouca e baixa, sem retirar o olho dos meus, abaixando lentamente meu braço. – Se algum dia precisasse mudar a história, nunca mudaria o nosso encontro. Deixaria ele intacto, para que ele acontecesse.

Sabe aquele frio na barriga e as borboletas no estômago que sempre voltavam com a presença dele. Do mesmo modo que Steve encarava meu rosto, eu o encarava de volta, sentindo o corpo estremecer e a força de sua mão ainda sobre a manga da jaqueta. Não conseguia saber o que ele pensava, era impossível. E também não sabia o que responder. Respirei fundo tentando manter a calma, com a boca desviando o olhar para o outro lado da rua.

– Por isso não precisa ficar preocupada. – Completou, mostrando um sorriso sem graça. – Se o destino quis nos unir, quem somos nós para não deixarmos. – Continuou abrindo mais os lábios rosados entre a barba mal feita loira, podendo ver um pouco de ironia no final.

As luzes da cidade pareciam mais brilhantes, como estrelas coloridas na terra. Os barulhos pareciam terem sumidos de repente deixando um vazio solto pelo ar, tanto as músicas altas e os carros eram silenciosos; todos os movimentos faziam que apenas olhasse no rosto do homem em minha frente, nunca havia sentido tal sensação antes.

Mesmo agora, ainda não tenho certeza de como aconteceu, apenas aconteceu... Em um instante estávamos conversando e no momento seguinte Steve se inclinou em minha direção, parecia um manequim parado com os braços retos sem saber como reagir. Ele levou uma de suas mãos grandes  para meu rosto, podendo sentir os toques gelados das pontas dos dedos na pele; Minha respiração apenas parou, não sabia mais como respirar, o ar não entrava mais e o coração batia de forma acelerada pedindo que isso parasse, pois não parecia ser real. E quando os seus lábios macios encontraram os meus, eu sabia que poderia viver mil coisas, mas nada iria se comparar àquele momento, foi como um choque levado pelo susto, abri as mãos deixando que as sacolas caírem no chão no meio da calçada úmida, levando ambos os braços envolta do corpo largo, retribuindo o beijo para minha surpresa.

Foi como se tudo tivesse parado no instante que nos beijamos, mas podia ver de canto de olho, as pessoas passando em volta e sorriam ao ver a cena de um perfeito filme de romance, com direito a assobios. Steve foi o primeiro a afastar o rosto, segurando um sorriso entre os lábios e uma risada pelo contexto que tudo acontecia, a pele branca e gelada de antes agora encontrava-se quente e vermelha de timidez e vergonha, assim como a minha. Olhei para ele mordendo o lábio inferior em um sorriso, abaixando rapidamente pegando as sacolas que havia deixado cair momentos antes, tendo elas retiradas em seguidas.

Os olhos do soldado pareciam brilhar como uma pedra azul de topázio. É difícil encontrar palavras que descrevam esse momento, parece que na verdade nem aconteceu. O coração sabe de tudo,mas ele não é sábio o suficiente para transcrever com palavras. Por mais complicado que seja definir ou descrever sabe-se quando se está amando.

– Acho melhor voltarmos. – Disse ele, dando sinal para um táxi.


Notas Finais


É isso ai Steve, manda ver pq você tá lerdando demais! /berra


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