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História Innocent Prince - Capítulo 19


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Capítulo 19 - Nova vida


Jungkook Pov 

— Mochi, eu vou sentir saudades. — Taehyung abraçou o mais baixo com os olhos marejados, depois o beta fez carinho no bebê que o ômega segurava. Jimin resolveu se despedir de algumas pessoas enquanto os servos levavam seus pertences para carruagem. Yoongi apenas observava de longe sem expressão, sabia que era difícil para o ômega sair do palácio que vivia desde pequeno. 

— Eu também vou sentir saudades de todos vocês. Depois irei visitá-los, obrigado por ter cuidado de mim. — sorriu largo — Yoongi, venha me dar um abraço. — o mais velho se aproximou dando um abraço rápido e depois beijou a testa do seu irmão, Jimin não tirava o sorriso do rosto, ele estava feliz por sair do castelo. 

— Se cuide meu irmão, não se machuque. — sorriu sem mostrar os dentes 

— Está na hora de partir, Minnie. — falei abrindo a porta da carruagem esperando o mesmo entrar, ele acena para todo, entrando na carruagem. Eu fico ao seu lado, vendo a carruagem andar, se afastando dos portões do castelo. Ficamos em silêncio olhando as vilas movimentadas pela janela, o mais novo fazia carinho no filhote com o rosto vermelhinho, uma cena linda entre um ômega e seu filhotinho. — Você vai sentir saudades? — perguntei 

— Nem tanto, não pude explorar tanto o castelo. Passei muito tempo em meu quarto, mas olha onde cheguei, tive um bebê com o alfa que eu amo. Sua mãe vai gostar da minha presença lá? Eu posso incomodá-la já que irei morar na sua casa. 

— Mamãe não se incômoda com isso, ela gosta muito de você. Imagine se ela ver o neto dela? Nem imagino a alegria dela. — respondi animado 

— Bom, mesmo assim eu vou ter que fazer algo para ajudá-los em casa. Você trabalha muito e sua mãe está doente. Pelo menos me deixe fazer as tarefas domésticas. 

— Meu amor, você não precisa fazer isso. Está com um menino pequeno no colo, se dedique a cuidar de Kyun. — segurei a pequena mão do loiro — Você não está acostumado com essa vida, pode se machucar e...

— Jungkook, eu não vou me machucar. Eu sou capaz de cuidar do nosso filho e cuidar da casa também, me deixe ajudar por favor. Vai ver que sou um ômega muito esperto e qualquer coisa que eu não saiba peço ajuda. 

— Tudo bem, eu confio em você. — dei um selinho rápido 

Quando finalmente chegamos em casa, Fomos direto para o quarto da minha mãe, ela ficou muito feliz por nos ver, ela estava um pouco melhor, creio que a cada dia mais ela possa andar direito. 

— Me deixe segurar o neném. — mamãe pediu, Jimin ficou meio receoso, ele não saia de perto da criança facilmente. Seu instinto materno protegia o bebê de todas as formas possíveis, ele ficava até irritado se alguém tocasse no ômega sem sua permissão. Park se aproximou da cama colocando o bebê nos braços da mais velha com todo o cuidado. — Que coisinha mais fofa, é tão pequeno e frágil. 

— Ele dorme bastante. — comentei — Mas Jimin não larga Kyun de jeito nenhum, não sei como não fica cansado. 

— Oh, querido! Descanse seus braços, eu posso ficar um pouco com ele, enquanto vocês arrumam o quarto. 

— Não fico muito cansado, Noona! — riu — Só é ruim na hora de amamentá-lo, ele puxa demais. 

— É normal, mas depois você tenta dar a mamadeira. — respondeu olhando o bebê em seus braços — Vão descansar meninos, eu fico de olho no garotinho. — Assentir indo para o outro quarto junto com o loiro que observava cada cantinho do cômodo. 

— O que foi, amor? — questionei ajeitando os colchões, colocando os travesseiros nos lugares certos — Está limpinho.

— Não é isso, eu acho legal o modo que você cuida de mim. — me abraçou — Me sinto tão protegido, eu quero fazer algo por você também. 

— Já fez muito, me deu felicidade. — beijei a boca do ômega, caímos juntos em cima do colchão. Ele riu, entre o beijo. Park deita em meu peito, tentando recuperar o fôlego.

— Hyung, mais tarde eu posso colher flores? Eu vi umas lá fora, queria enfeitar a casa com elas. — Murmurou 

— Claro, mas não enfeite a casa com tantas flores, sei que você se empolga. — brinquei 

— Aish, não sou exagerado não — fez biquinho, logo depois bocejou. — Kookie, estou com soninho. 

— Pode dormir, eu vou ficar aqui com você. — cobri o ômega com um lençol quentinho que estava dobrado ali perto, ele suspirou aliviado, fazendo uma carinha feliz de olhos fechados. Ele deve estar mesmo com bastante sono. Depois de alguns minutos ali, eu cuidadosamente saí daquele quarto indo para o quintal, estender as roupas que Lisa fez o favor de lavar. Eu gostava muito da tarde, é tão calmo, não ouvia ninguém falando. 

— Oi oppa! — Lisa apareceu do outro lado da cerca — Você voltou rápido, pensava que o castelo era longe. 

— Como você sabe que... Ah, eu esqueci. Já te contei! — ri baixo 

— Você anda bem aéreo, até agora não acredito que você engravidou um príncipe. Sério, se eu me encontrar com ele de novo, nem sei como vou tratá-lo. 

— Trate normalmente — dei de ombros — Sei que é difícil, mas pode se acostumar. Só não conte para os outros que o príncipe de Lork está aqui. 

— Como se fosse fácil, ele é nosso superior. Automaticamente eu vou me curvar, nem sequer vou conseguir olhar nos olhos da vossa alteza. Você arrumou um cômodo melhor pra ele? 

— Lisa, quer parar? Se você chamá-lo de Vossa alteza, ele vai ficar chateado. Jimin quer ser como nós, não vá tratá-lo formalmente. Se alguém saber que ele é da nobreza será um escândalo.

— Calma, eu não sou sem noção. — fez careta ofedida — Eu sei que ele odeia aquele castelo e tal, mas isso não apaga o fato dele ser o filho do rei, mesmo que ninguém saiba quem ele é. 

— Tá, pode chamá-lo do que quiser, sem ser na frente dele. — reviro os olhos pela insistência da garota 

— Que bom que entende, Kook! — sorriu falsamente — Mas isso não é o pior, e sim esse negócio do ômega ser marcado antes do casamento. A igreja proíbe isso, nem os nobres ousam desrespeitar. As pessoas vão pegar no pé do seu ômega, já imagino. 

— Eu sei, por isso quero que Jimin fique mais em casa e não saía sozinho. Não quero que ninguém o machuque, ele é muito sensível.

— Vocês fizeram uma escolha errada, não deveria trazer o príncipe para a vila junto com o bebê. Seu ômega está mais seguro no castelo, ninguém pensa nisso? 

— Jimin insistiu, Lisa! Não era feliz naquele lugar. Mas se algo acontecer com ele e com a criança, vou ser obrigado a levá-lo de volta. — falei, sei que era errado marcar um ômega, sem ter casado. Ainda por cima engravidei aquele jovem ômega, às vezes me sinto culpado por trazido para essa vida que estou. O mais loiro achava que era fácil, mas ele nem viu tudo. 

— Onde está o príncipe e o bebê? 

— Eles estão dormindo, Kyun dorme demais, depois à noite ele chora com fome. Cuidar de uma criança é difícil. 

— Deveria ter pensado, antes de ter feito sexo com aquele príncipe tão inocente. Seu pervertido.

— Foi ele que procurou para sua informação. Agora deixa de besteira, eu vou ir para fazenda do senhor Kim. 

— Você ainda vai trabalhar? 

— Claro, não posso ficar sem dinheiro. Você vem comigo? 

— Sim, ainda vou vender minhas frutas. Agora conta mais — segurou minha mão — Foi legal viver no castelo? E o príncipe Namjoon? É bonito de perto? Será que tenho chances com ele? 

Jimin Pov 

— Pequeno, já está bom. — fechei minha camisa, vendo a boquinha do ômega um pouco suja de leite. No meu ver isso é bem nojento, o leite saia de mim. Não poderia ficar o tempo todo nessa, meu peito dói muito. Enrolei o pequeno em uma manta azul, colocando o mesmo em uma cestinha, fui lá pra fora ver o clima. Estava um pouco frio, provavelmente o inverno iria chegar, umas das minhas estações favoritas. Fiquei caminhando com o bebê pegando algumas flores que eu gostava, amava cores vibrantes. Eu me ajoelhei no chão, colocando a cestinha ao meu lado, vi que tinha muitos girassóis, flores favoritas de Yoongi. Enquanto eu colhia, passava várias pessoas curiosas olhando para cesta e para mim, eu não gostava de receber atenção. Tinha medo das pessoas, nunca conseguia olhar em seus olhos, mamãe dizia que eu olhava feio para as pessoas. Mas eu nunca percebi isso, talvez esse seja um dos meus piores defeitos. 

Quando eu ia pegar mais uma flor para completar, minha mão acaba debaixo do sapato de um homem, olhei pra cima vendo que era um alfa bem vestido. Ele pisava minha mão de propósito, estava doendo muito. 

— O que um ômega como você faz por aqui? Um plebeu como você não deve andar por esses lados. — falou rude 

— N-não entendi, S-senhor. — falei no fio de voz, eu estava tremendo, minha garganta dava um nó. 

— Além de ser pobre, é burro! Aqui anda apenas nobres, não deve passar por aqui. Ainda por cima está pegando as flores que não são suas. Você e seu bastardo devem sair daqui. — tirou o pé de cima da minha mão, rapidamente coloquei as flores no cesto me levantando, me sentia muito mal por ser tratado assim. 

— D-desculpa senhor — respirei fundo — E-eu não sabia. — me virei de costas pronto para ir embora. 

— Devolva as flores que você roubou. — Falou, eu nem pensei duas vezes, eu saí correndo para longe, as flores estava em um lugar público. Não havia roubado nada, quando percebi que estava pertinho da vila, eu dou uma pausa. Estava muito cansado, me sentei de baixo de uma árvore, ainda assustado. 

— Bebê, você está bem? — perguntei — Omma está bem, mas precisamos descansar um pouco. Essas pessoas são malvadas, não vou deixar que nada aconteça com você. — fiz carinho no seu rostinho. — Ainda tenho cinco moedas de ouro para comprar algumas coisas, acho que Jungkook vai ficar feliz. 

— Oi, você por aqui? — Lisa sorriu se curvando — O que faz aqui sozinho, Hum? 

— Eu vim passear e colher umas flores, mas parece que não deu muito certo. Sem querer invadi o território da nobreza. Eles não gostam muito de plebeus. 

— Ah, que coisa! Essas pessoas são ruins, até parece que não somos humanos. Sua mão está muito vermelha, te machucaram? 

— Um alfa pisou na minha mão — fiz biquinho — Mas tudo bem, isso vai passar logo. 

— Eu no seu lugar daria um chega pra lá nesse alfa, você deveria ter dito que era o príncipe de Lork, ele iria cair aos seus pés bem rapidinho. 

— Não quero usar isso para me proteger, não sou mais um príncipe. E mesmo assim não iria funcionar, todo mundo iria duvidar.  Realmente não me importo com essas pessoas, o que importa é meu filho. 

— Tem razão, deve contar para Jungkook. Imagine se aquele alfa fizesse algum mal para você e o bebêzinho? 

— Não conte por favor, ele vai ficar bravo comigo. Hyung já é estressado com o trabalho, não quero dar mais problemas pra ele. Quero mostrar que consigo me virar sozinho. 

— Mas... 

— Noona, por favor. — implorei

— Tá, você venceu. — suspirou sentando ao meu lado — Acho que daqui a pouco o inverno vai chegar. 

— Sim, essa época é boa. 

— Pelo contrário, é péssima. Nosso povo passa fome e as vendas caem muito. Quase ninguém saí na rua, também algumas casas são destruídas pelas chuvas. 

— Oh, sinto muito! — falei cabisbaixo — Não tem como consertar isso? 

— Acho que não, ninguém vai impedir as chuvas. A única coisa que poderia consertar, era abastecer as casas com comida e melhorar as construções. Mas isso é problema do povo.

— Um... Eu posso pedir para meu irmão Namjoon fazer algo. Ele é bonzinho. — sorri largo

— O Rei não vai se importar com isso, esse problema é inútil pra ele. Vossa majestade tem outros interesses, ninguém quer pedir isso a ele. Se um dia um nobre querer mudar nossa situação, então deve ser um anjo invés de um humano. — respondeu 

— Eu trouxe moedas de ouro, eu queria comprar umas coisas. Quero fazer um jantar. 

— Uau, então posso te ajudar. Você fez alguma lista? — entreguei o papelzinho para a mesma. — Não é tanta coisa, vá pra casa descansar. Eu trago para fazer as coisas. 

— Sério?! Obrigado Lisa. — levantei pegando a cestinha. Me despedi da mesma, mas antes um beta corre até nós com os olhos arregalados eufórico. 

— PESSOAL, O REI DE LORK MORREU. REPITO O REI DE LORK MORREU. — gritou, me fazedo desabar no chão de joelhos, meu pai tinha morrido. E a culpa era minha. 



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