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História Innocent Prince - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Dúvidas de um ômega


Jimin Pov 

Chegou o tão esperando dia, hoje Yoongi Hyung escolheria seu noivo. Meu irmão não estava nenhum pouco animado, mas mesmo assim ele estava decidido a obedecer as ordens do papai, daqui a pouco iria começar o evento e eu não poderia comparecer, queria tanto estar lá para ver as pessoas e me misturar com a multidão, papai nunca deixa eu sair daqui quando tem evento, se eu insistir brigará comigo como as outras vezes, não suporto mais ficar aqui, todos tem liberdade, por que eu não? 

Fiquei sentadinho no divã, abraçado com um boneco de pano que a cozinheira tinha costurado pra mim quando eu tinha apenas oito anos, sempre gostei desse brinquedo, quando havia tempestade sempre estou agarrado com o boneco. Eu olhava para a janela da sacada vendo o céu cheio de estrelas, passaria horas olhando para elas. 

Derramei algumas lágrimas, me lamentando da vida, sinto raiva de mim mesmo por ser tão diferente dos outros, será que não sou bom o suficiente? O que fiz de errado? Por que tudo é tão confuso? Só queria ser normal, queria ter um alfa, casar e ter bebês, meu sonho é ter um bebezinho. 

Será que papai deixa eu ter um filhotinho? Mas como eu iria ter? Não sei onde vem os bebês, talvez mamãe pode me falar. 

— Jimin?! Meu filho? — Mamãe entrou no quarto usando um longo vestido de ceda, com muitas joias. Ela estava muito bonita, se aproximou de mim, segurando minha mão me fazendo ficar de pé, a mesma é mais alta do que eu. Ficar ao lado dela pareço uma criança de oito anos. 

— Oi mamãe, o que a senhora faz aqui? — questionei sorrindo fraco 

— Vim verificar se estar dormindo, pelo menos tive tempo para te ver antes da festa começar. — quando ela falou isso abaixei a cabeça triste, todo mundo estaria no salão, menos eu. — O que foi meu bem? — segurou meu queixo me fazendo encará-la. — Não chore, sei que queria estar conosco. Mas temos que respeitar as ordens do seu pai. 

— Mãezinha, eu queria tanto ficar com vocês — abracei a cintura da mais alta. — Fica comigo por favor, não me deixe sozinho. 

— Não posso, querido! Mas se você se sentir melhor posso ficar com vocês alguns minutos antes do evento começar, seu irmão ainda está se arrumando. — me guiou até a cama me fazendo deitar, ela me cobre com o cobertor fofinho fazendo carinho em minhas madeixas. — Você ainda tem esse boneco? — riu 

— Uhum, eu gosto dele! — sorri 

— Mesmo com dezoito anos você nunca deixa de ser uma criança, meu lindo bebê. 

— Mãe, falando em bebê... Quero te perguntar uma coisa. 

— Diga, meu anjinho. 

— E-eu posso ter um bebê? 

— O que? — arregalou os olhos — Desde quando você quer um bebê? 

— Desde sempre, pelo menos não ficarei sozinho neste quarto. 

— Jimin, ter um bebê não é brincadeira. Você precisa cuidar dele, um bebê não é como brincar com seu boneco de pano, precisa ser responsável. 

— É tão ruim assim? — murmurei

— Você precisa ter um alfa para conseguir um bebê, e você nem sequer sabe como se faz um. — reclamou — Sem condições querido.

— Tudo bem! — falei cabisbaixo 

— Ah, Jimin! — suspirou levantando da cama me dando um beijinho na testa. — Vá dormir, tenha uma boa noite. — saiu do quarto trancando a porta, tudo precisa de um alfa, até pra ter um filhote, poderia ter sozinho sem problema algum. Mas como vou ter? 

Me levantei da cama indo até a sacada vendo algumas pessoas passarem pelos portões, eram os nobres, alfas acompanhados pelos seus ômegas, Yoongi deve estar morrendo de ansiedade. Mas espera um pouco... Os portões estão abertos, e eu posso passar por eles sem ninguém me ver, isso, como não pensei nisso antes? 

Rapidamente visto minhas roupas, e depois calço minha bota, me olho no espelho colocando o capuz para que ninguém me reconheça, já que tinha uma árvore por perto eu subo nela descendo bem devagar, não demorei muito para sair correndo para o portão, finalmente ficando fora do castelo. 

Estava nervoso que nem sabia por onde andava, meu coração batia muito rápido por ter saído do palácio sem ninguém saber, mas era o único jeito de sair daquele quarto. 

Achei estranho em ver tantas luzes e música, as pessoas dançavam alegremente, havia tantas pessoas que poderia me perder no meio delas, havia também barracas vendendo utensílios e comida, parecia ser uma festa.

Sorri largo por ter fugido do quarto no momento certo, é melhor do que os eventos que tem no castelo, aqui é mais animado e as pessoas são sorridentes. 

Fiquei passeando no meio do povo vendo cada detalhe dos enfeites, tinha um grupinho de pessoas que olhavam um casal dançando, fiquei entre essas pessoas observando a dança bem ensaiada, eu amava ver pessoas dançarem. 

Alguns alfas ficaram me olhando o tempo inteiro, fiquei com muito medo, eu deveria ter colocado algum perfume para disfarçar meu cheiro. Não sei porquê os alfas ficavam tão loucos com o aroma dos ômegas. 

Vi um garoto um pouco familiar passando por ali emburrado, com uma garota que estava comendo uma maçã, tirei a vista prestando atenção nos dançarinos, eu não poderia ficar aqui por muito tempo, daqui a pouco tinha que voltar para o castelo.

— Ômega lindo — um alfa passa a mão na minha bunda, e eu me assusto. Qual era o problema dele? Acho que não foi uma boa ideia estar no meio dessas pessoas, saio dalí continuando andando pela vila, as pessoas olhavam pra mim de forma estranha, fiquei muito envergonhado, não acostumado a ficar tão próximo de gente estranha. 

Lembrei que tinha uma floresta perto do reino que sempre costumava visitar quando eu era criança, papai levava eu e meus irmãos pra lá todos os sábados, tenho ótimas lembraças daquele lugar tão bonito, faz tempo que não vou lá. Aproveitando que estou aqui, fui até lá correndo sentindo o vento se chocar contra meu rosto, fazendo minhas madeixas voarem para trás, é tão bom se sentir livre. 

Quando cheguei lá fui para perto de um lago azul, tocando na água com as mãos, eu nadava aqui com os hyung's, só não posso fazer isso agora porque está muito frio.

Me sentei na grama olhando para o castelo, era lindo... Mas cheio de regras. 

— Lacrimosa dies illa, qua resurget ex favilla. — cantarolei — Judicandus homo reus, huic ergo parce, deus, pie jesu, Domine... — fui interrompido com aplausos, me levantei rapidamente me encolhendo. 

— Por que parou? Sua voz é tão doce, queria ouvir mais. — Falou o rapaz que tinha conhecido quando derrubei suas frutas, Era o moço bom. 

— Ah, E-eu não costumo cantar. — sorri envergonhado, estou tão feliz por vê-lo. 

— Ainda lembro de você, Jimin! Pensei que nunca mais iria te encontrar. — deu um belo sorriso, me fazendo suspirar. Jungkook é tão bonito. — O que faz aqui sozinho? Deveria estar no evento. 

— E-eu... Não gosto de multidões.

— Entendo, eu também não gosto muito. Mas não acho legal um ômega tão doce como você ficar andando sozinho. — olhou para o céu, bufando. — Acho que vai chover. 

— Oh não — resmunguei — Vamos nos molhar. 

— Não se preocupe, aqui perto tem uma casinha pequena abandonada, acho que podemos nos proteger da chuva. — andou na frente e eu fui atrás, até agora não acredito que vi o alfa novamente. Bem perto havia uma casinha pequena de madeira, não tinha porta, o mesmo deixou que eu entrasse primeiro e depois ele vem atrás de mim indo até a janela vendo a chuva forte. Não havia nada lá dentro, era um pequeno cubículo, só tinha estrutura para duas pessoas mesmo. Mas é aconchegante. Jungkook virou-se para me encarar, ele continuava sorrindo e eu retribuía. — Fiquei feliz em te ver, pensei que nunca mais iria falar contigo.

— Também pensei a mesma coisa, você sempre vem para floresta? — questionei curioso 

— Sim, aqui é tranquilo, sempre venho quando tenho tempo. Quase nunca saio do trabalho para passar-tempo. Mas e você? O que faz? Não tivemos tempo de conversar direito. 

— E-eu... Sou filho de um comerciante. — menti, não posso falar a verdade.  Eu não queriar mentir, mas não posso me arriscar. — Não sou daqui. 

— Entendi, você parece ser bem novinho. Qual a sua idade? 

— Dezoito

— Uau, eu sou seu Hyung. Tenho vinte anos. — riu — Deveríamos nos ver mais vezes, eu gostei muito de você. Podemos ser ótimos amigos. 

— Eu também — corei — Mas eu não sei se vou poder sair de casa para vê-lo. 

— Por que não? — franziu o cenho 

— Por que meu pai não me deixa sair de casa, fugi para estar aqui. 

— Fugiu?! Não é legal ficar trancado, seu pai tem algum motivo? 

— Diz ele que quer me proteger, mas eu não sei se é exatamente isso. 

— Nem sei o que dizer, Jimin! — coçou a nuca — Mas acho que eu preferia estar em seu lugar, pelo menos você tem seu pai. 

— Sério?! Por que Hyung? 

— Trabalho muito para sustentar minha mãe doente, além disso tenho que cuidar dela. Meu irmão foi trabalhar no palácio e agora sou o único que cuida dela. — suspirou — Mas mesmo assim tenho que enfrentar, não posso temer a nada, por eu ser pobre as pessoas tem preconceito. 

— Que horrível — falei triste, Jungkook não merecia sofrer, ele é uma ótima pessoa, mesmo assim o mais alto era feliz, queria ser que nem ele, eu me odeio. 

— Seu cheiro é muito bom — elogiou — Posso te cheirar? 

— P-pode — falei sem jeito, timidamente Jungkook se aproxima de mim, cheirando meu pescoço, fez cócegas. Dava pra sentir seu cheiro de hortelã, sua aproximação me deixou arrepiado. Não sei bem o que estava acontecendo, mas estou me sentindo diferente. — K-kookie... — suspirei, ele se afastou com o rosto vermelho. 

— Desculpa, não deu para resistir. Gosto desse aroma, poderia te cheirar o dia inteiro, claro se você permitisse. 

— J-jimin também gosta do seu cheirinho. — falei, fazendo o alfa rir 

— Você fica fofo falando na terceira pessoa. Parece um bebê.

— Aish, Kookie! — fiz biquinho 

— Não faz esse bico... — sorriu — Ei, a chuva parou, acho que podemos sair daqui. — assenti saindo da casinha com o alfa. — Quando vou te ver novamente? 

— Posso achar um jeito de fugir de casa mais vezes. 

— Faria isso? 

— Sim, conversar com você é bom Hyung. Vale a pena fugir, por você.

— Ótimo, então todos os dias nesta mesma hora nos encontramos aqui. Vou entender se não puder vim. 

— Eu vou dar um jeito.

— Certo, agora tenho que ir, até amanhã, Jimin! — me abraçou indo embora, eu também fui pra casa, subindo na árvore voltando para minha realidade. O cheiro do alfa ficou na minha roupa, é tão bom. É o alfa mais bonito que conheci.

Tirei a roupa colocando meu traje de dormir, me deitei na cama sorridente, fiquei feliz por saber que irei vê-lo novamente amanhã. 

Quando despertei, Taetae me deu banho e depois me vestiu, quando o beta trouxe meu café da manhã, ele ficou olhando pra mim de um jeito estranho.

— Que foi Hyung? — questionei enquanto mordia o pão.

— Você está muito animadinho, aconteceu algo de especial? — neguei, sempre contei tudo para o Tae, mas ele não pode saber disso agora, o mesmo pode reclamar comigo. Foi errado fugir, mas eu vou continuar fazendo isso. — Está estranho.

— Impressão sua! 

— Vou acreditar em você, pequeno príncipe. — pegou a bandeja saindo do cômodo, desconfiado. Yoongi aparece cruzando os braços entediado, corri para abraçá-lo e dei vários beijinhos na sua bochecha. 

— Mochi, sabes que não gosto disso. — bufou 

— Desculpe, Hyung! Como foi ontem? Escolheu o noivo? 

— Sim, meu noivo será o Príncipe do Sul, não estou confortável. — revirou os olhos — No quiero casar-me, nem perder minha virgindade com um homem qualquer. 

— Mas seu signo é de escorpião, Hyung. — falei fazendo o mesmo rir 

— Às vezes esqueço que tu és inocente, na sua idade deveria ser mais sábio. Papai errou em te preservar tanto. 

— Do que está falando? — tombei a cabeça para o lado. 

— Tu não sabes nada sobre sexo, deverias aprender. — me olhou de cima a baixo — Um ômega tão bonito como tu és, deverias ter um alfa. 

— Mas papai não deixaria... 

— Uma pena, mas creio que nosso pai mude de ideia.  

— Me ensine o que é sexo e então aprenderei. — falei convicto 

— Tens que aprender sozinho, ninguém poderá te ensinar isso. — andou até a porta — Amanhã viajarei para visitar o castelo do príncipe, voltarei em três dias. — fechou a porta não deixando eu falar, como vou aprender uma coisa sem saber como? Sexo é tão ruim assim? 

-X- 

Como prometi voltei para aquela floresta para me encontrar com o alfa, ele estava lá, quando me viu sorriu. 

— Você veio mesmo

— Claro Hyung, eu fiz uma promessa. 

— Jimin, eu esqueci de comentar uma coisa com você. Por que seu cheiro é tão forte? 

— Hã?! 

— Seu cheiro, desde que te conheci seu cheiro é diferente dos ômegas. Está entrado no cio? 

— Cio?! Não... Eu acho, não senti nada. 

— Então deve ser outra coisa porque seu cheiro não afeta meu lobo para transar com você. — suspirou aliviado 

— O que é transar? Todo mundo fala nessas coisas e eu não entendo. — falei bravo, odeio ficar sem saber de nada. — E o que é Sexo? 

— Você não sabe? — Arregala os olhos — Isso é tão errado, não posso falar. 

— Por que ninguém quer falar nada pra Jimin? — choraminguei 

— Só não quero falar porque sua família não tocou no assunto, se não eu falaria. 

— Mas eu quero saber Kookie. 

— Sexo é a mesma coisa de transar, só que precisa de um parceiro pra isso. É apartir do sexo que os ômegas engravidam. 

— Entendi, então se eu fazer sexo posso ter um bebê?! 

— É, mas você tem alfa? 

— N-não! Mas como se faz? 

— Jimin, não quero falar. — corou — Primeiro você precisa conhecer o seu corpo, para saber um pouco. Se você não se tocou, então vamos encerrar o assunto. 

— Tocar aonde? — estou ficando mais confuso. 

— Deixa pra lá — jogou terra em mim rindo. 

— Ei — fiz biquinho jogando terra nele também 

— Você não me pega. — saiu correndo e eu fui atrás dele rindo. 



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