História Inocência roubada - Capítulo 45


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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


BOA LEITURAAAA <3
BEIJOXXX

Capítulo 45 - Verdade seja dita


 

Quebec – Baie-Comeau – Domingo – 2:20pm

Os adolescentes estavam nervosos e ansiosos. Era um mixe de emoções dentro de seus peitos que fazia tudo em suas cabeças ficarem confuso, fazia seus estômagos embrulharem e suas mãos suarem. Não sabiam como iriam fazer aquilo, mas não voltariam atrás. Eles estavam decididos em todos os pontos do plano e todos concordaram com cada passo. O medo era algo que eles já aceitavam como um velho amigo. Ele os acompanhava dia e noite. Sete dias por semana.

Henry havia explicado a Eric o que ele devia fazer, mas as palavras a serem usadas e o modo como ele iria lidar com a situação partiria toda do garoto. Dependeria somente dele. Eric era um garoto muito sensível, dócil, amoroso e que sempre se preocupava com o bem estar do próximo deixando o seu de lado por diversas vezes. Muitas vezes, quando ele chorava por se lembrar do porque fugiu e da dor que sentia ao lembrar que talvez não tivesse para onde voltar, que talvez seus pais não o quisessem de volta por conta da sua sexualidade, todos os outros o abraçavam e diziam todas as qualidades que ele possuía, lembrava a ele de todas as coisas incríveis que ele havia feito por cada um e assim arrancavam um sorriso do garoto.

Eric andava de um lado para o outro. Seu estado de nervosismo superava o de qualquer outro dia que ele teve em sua vida. Ele não negava que havia se apegado a Glinda nos tempos em que ele estivera sozinho com a loira e teve que aprender a lidar com ela e ela com ele. Mas o que muitos não sabiam é que ela sabia da sua historia, sabia por que ele havia fugido e sabia o quanto a rejeição dos pais lhe machucava. Ela muitas vezes conversou com ele e lhe deu conselhos sobre como aceitar a sua própria condição e aprender a se amar em primeiro lugar. Se você não se ama não há como outra pessoa te amar. Ela havia sido sua amiga mesmo sabendo que tinha um trabalho a manter.

Por conta disso ele disse que se responsabilizava em dar a noticia da traição e sobre tudo o que tinham descoberto. Ele sabia que vindo dele Glinda não iria desconfiar, não iria reagir de maneira brusca ou de qualquer outra maneira estranha. Também havia o fato que ele se importava com o estado da loira e lhe doía ver que ela estava sendo machucada pela pessoa que ela amava tanto e jurou votos matrimoniais perante sua família e o ouviu jurar ama-la para sempre, na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença ate que a morte os separasse. Porem Neal havia trazido essa morte para dentro de casa, ela tinha rosto, nome e sobrenome. Ele pouco se importava se a esposa iria lidar bem ou mal com a situação. Neal apenas olhava para o seu próprio ego.

Eles ouviram então a porta ser destrancada e então Ingrid desceu as escadas e fechou a porta atrás de si. Ela caminhou ate eles rapidamente.

─ E ai? Onde ela esta? ─ Henry perguntou.

─ Ela esta chegando e já vai estar aqui em cinco minutos, eu vim apenas avisar e dizer para serem cautelosos e torcer muito pra ela não surtar ─ a menina suspirou.

─ Neal esta em casa? ─ perguntou Regina e Ingrid olhou para ela. A morena entendeu apenas com o olhar.

─ Sim, esta e ele e Colin sempre ficam meio alterado com a presença dos sócios aqui e não podemos ter uma briga agora, não com os convidado de honra de Gold! ─ Ingrid suplicava.

─ Com certeza, é um risco imenso, mas não podemos perder a chance, mas teremos cuidado! ─ Henry falou tentando acalma-la ─ e você fique com alguém que posse te manter segura! ─ ele olhou para a loira e ela assentiu.

─ Certo, eu vou subir e ficar em meu quarto ─ ela então terminou ─ boa sorte!

Eles viram a loira subir as escadas e sair. Eles ficaram em silencio apenas na confusão dos seus pensamentos que era a única coisa que fazia um enorme barulho em suas cabeças. Não podiam desistir agora, mesmo que fosse arriscado, mesmo que fosse perigoso. Se tudo desse errado eles morreriam de qualquer jeito e já haviam aceitado isso. Novamente eles ouviram a porta ser aberta e viram Glinda descer. Eles repararam que ela havia emagrecido e estava abatida, com olheiras, o semblante desfalecido e a feição triste.

─ Ingrid disse que vocês queriam falar comigo ─ ela falou calmamente ─ sejam breves porque eu estou um pouco cansada... ─ ela falou cabisbaixa. Todos olharam para Eric e o encorajaram a ir ate ela. Ele então respirou fundo e foi ate ela.

─ Na verdade eu queria falar com você ─ ele suspirou ─, mas em particular... ─ Glinda o encarou.

─ Tudo bem Eric, eu tenho a chave do quarto do lado se você não se importar ─ ela o fitou ao citar o quarto onde eles eram obrigados a fazerem as coisas que odiava. Eric assentiu em negativo.

─ Não me importo, só preciso conversar... ─ ela assentiu e foi ate a porta do outro quarto e a destrancou. Ambos entraram e então a porta foi fechada.

ERIC’S POV

Eu entrei naquele cômodo que tanto me assustava e me dava repudio e então nós dois sentamos naquela cama. A cama. Como eu odiava aquele lugar, como eu queria colocar fogo em tudo aquilo e destruir cada parte de toda essa casa e não deixar sobras do que houve aqui dentro. Olhei para cada canto e tudo o que vinha em minha mente eram cenas e cenas em que eu estava com alguém em frente a aquela câmera e a voz de Ginny narrava o que vários homens inescrupulosos pediam para que eu e as crianças fizéssemos como se fossemos adultos.

Glinda então me olhou e eu pude ver em sua íris azul o tormento que ela estava vivendo e toda dor que ela estava sentindo. Por mais que ela tivesse me trazido ate aqui, que tivesse entrado nessa e que fizesse parte da máfia, uma parte de mim sabia que ela não era essa pessoa, não era quem a vida impôs para ela de supetão e empurrou goela abaixo. Por mais que ela tivesse uma escolha no passado e tenha feito a errada, eu não conseguia não enxergar ela como um ser humano que apenas agiu por impulso, por desespero e que confiou em um homem que por fim acabou sendo quem a apunhalou pelas costas. E eu teria que mostrar as provas desse crime. Respirei fundo novamente.

─ Você esta com algum problema Eric? ─ ela me perguntou como costumava começar nossas conversas.

─ Bom, estar aqui já é um enorme problema, mas tirando isso eu não tenho nenhum problema, não comigo ─ falei e ela me encarou confusa.

─ Não estou entendendo, o que quer dizer? ─ ela me perguntou.

─ Glinda, você sabe que pode confiar em mim, certo? ─ ela me fitou e enfim assentiu ─ sabe que eu não te contaria nenhuma mentira e que eu me abri e expus minhas feridas pra você mesmo sabendo que era você quem tinha que me algemar a noite no pé da cama ─ falei e ela suspirou cabisbaixa. Sei que essa lembrança deve ter doído em seu peito. Ela gostava muito de mim para lembrar que havia feito o que fez.

─ Aonde você quer chegar?

─ O que houve com você? ─ ela me olhou com aqueles olhos perdidos ─ como você ficou assim? Perdida, confusa, triste, desfalecida e como se estivesse aqui apenas de corpo presente? ─ ela respirou fundo.

─ É complicado Eric, é mais difícil do que você pode entender e mais difícil de falar do que imagina... ─ seus olhos marejaram e ela engoliu seco.

─ Glinda eu te conheço o suficiente pra saber que essa não é você! Eu me preocupo com você assim como você se preocupa comigo e se preocupou quando eu era apenas um garoto assustado e rancoroso com tudo, sabe que eu posso entender, se você me der abertura ─ eu segurei em suas mãos.

─ Eric, eu sei que você se preocupa, mas falar sobre isso dói, porque conviver com a duvida é como escolher ser martirizada todos os dias, é como escolher ser torturada de maneiras doentias e não poder fazer nada! ─ suas lagrimas então fizeram um rastro em seu rosto pálido e cansado.

─ Você prefere enfrentar a verdade do que conviver com a duvida? ─ perguntei. Essa era minha brecha.

─ Eu prefiro, sim eu prefiro! Assim eu posso viver e tomar decisões para seguir em frente e não apenas ficar dando voltar no mesmo lugar e sofrendo mais ainda ─ ela suspirou. Eu então tirei o celular do meu bolso. Ela o olhou e me encarou.

─ Primeiro, eu estou fazendo isso porque você mesma acabou de dizer que prefere enfrentar a verdade e segundo porque eu me importo demais com você pra assistir seu sofrimento diário e não fazer nada sobre ─ suspirei ─ eu estaria agindo como qualquer um deles, que nos assistem sofrendo e não fazem nada, eu seria exatamente como eles e eu prefiro morrer do que chegar perto de ser comparado com qualquer um daqueles doentes que nos machucam ─ eu a fitei.

─ Certo... ─ eu a vi sentir a culpa por não fazer nada em relação ao nosso sofrimento. Por mais que ela tivesse ajudado em algumas situações, isso não diminuía o fato que ainda tínhamos o maior peso nas nossas costas.

─ Assim que vimos que você estava com o rosto triste e agindo de forma estranha, resolvemos ficar atentos, mas ate então não tínhamos nada e nem como sabe de muita coisa ─ comecei explicando tudo desde o inicio ─, mas isso mudou quando pudemos ficar algumas vezes do lado de fora e quando num certo dia Neal apareceu com aquela ruiva, Rebecca ─ eu a vi rolar os olhos quando mencionei seu nome ─ achamos que ela fosse parte da máfia, mas não tínhamos como ter certeza, então Ingrid ficou observando para nós e ate mesmo depois quando saímos novamente podemos ver que ela age como se não soubesse onde esta e nem com o que esta metida ─ tomei folego antes de continuar ─ então nós fizemos a nossa suposição de que ela não era parte do grupo e sim amante do seu marido e estava aqui porque ele não teve coragem de dar fim nela ou algo do tipo ─ Glinda arregalou os olhos e algumas lagrimas escaparam.

─ Esta tão na cara... ─ ela meneou a cabeça já desacreditada.

─ Ingrid nos ajudou a conseguir alguma prova e nós conseguimos ─ mostrei a ela o celular ─ nesse celular onde Neal fazia contato com certeza com algumas pessoas mais importantes ele também fazia contato com ela, não precisando usar o celular que ele geralmente usa, não levantando suspeita nenhuma assim ─ eu entreguei para ela e ela ficou apenas fitando o aparelho ─ se você olhar vai encontrar diversas mensagens entre os dois e não é só isso ─ suspirei ─ Ingrid ficou responsável por se fingir de amiga dela nesses últimos dias e mentir dizendo que não gostava de você para conseguir mais informações, ela então conseguiu saber como eles se conheceram, como se encontravam e ate que se encontram aqui com voce na mesma casa... ─ eu vi mais lagrimas rolando a cada palavra que eu dizia e meu coração se apertou.

─ Eu sabia... ─ ela por fim falou ─ eu acho que eu só não queria acreditar ou preferia não acreditar... ─ ela soluçou.

─ Glinda, me escute! ─ eu segurei firme em suas mãos ─ você não precisa dele! Não precisa de homem nenhum ditando sua vida, dizendo o que você tem que fazer, mandando e desmandando, ainda mais um homem que é capaz de algo tão baixo como ele é capaz ─ eu a encarei ─ se lembra que me disse que queria ter filhos? Do quanto lutou e se afundou em dividas por isso? ─ ela me encarou e assentiu em meio as lagrimas ─ você seria capaz de deixar seu filho com um pai que é capaz de sequestrar crianças e fazer todas elas serem abusadas? Você deixaria? ─ ela me olhou envergonhada. Sua ficha estava caindo e seu coração doía com cada verdade dita ─ você pode sair disso e ainda pode consertar tudo isso!

─ O que você quer dizer?

─ Não conte a ele agora, nos ajude a sair daqui, nos ajude a ter nossa liberdade de volta e recupere sua consciência e tire uma parte do peso que voce carrega na sua alma! ─ ela me encarou ─ você nos ajuda?

Quebec – Le Manoir Hotel – Domingo – 10:30pm

JENNIFER’S POV

Eu tinha dormido mal. Talvez eu tivesse que ter tomado o remédio também. O dia foi completamente entediante e George e seu outro amigo não apareceram. Dayane e eu ficamos apenas no quarto vendo filmes aleatórios na televisão e recebemos a comida no quarto de acordo com as ordens deixadas no saguão do hotel. Eu podia reclamar da correria da delegacia e que nunca tinha um dia de folga, mas agora percebo que eu não saberia o que fazer num dia de folga. Eu provavelmente viraria um vegetal.

Dayane e eu estávamos arrumando a mala. Eu já tinha colocado todos os aparelhos no fundo da minha mala para não chamar a atenção dela. Coloquei minhas roupas por cima e meus produtos de higiene pessoal e então fechei a mala. Minha companheira me olhava de soslaio e desconfiada. Ela era sempre divertida e falante, mas essa noite ela estava calada e totalmente misteriosa, o que estava me preocupando.

─ Alguma coisa errada? ─ perguntei a ela. Ela deu de ombros.

─ Não sei ─ ela falou ─ me diz você! ─ eu arquei a sobrancelha.

─ Como assim? ─ cruzei os braços.

─ Ok Lena, não precisa fingir pra mim, eu não vou contar nada pro George, mas o que você estava fazendo de madrugada trancada no banheiro? E eu ouvi mais de uma voz? ─ ela me encarou. O remédio a fez perder a noção das horas e ela achava que tinha sido de madrugada ─ eu ouvi Lena, não precisa mentir!

─ Ok! Você me pegou nessa! ─ eu suspirei, não teria como fugir ─ você pode tratar isso como uma missão secreta? ─ ela me olhou assustada e assentiu positivo e se sentou ao meu lado na cama ─ eu estou disfarçada, eu sou policial... ─ ela arregalou os olhos ─, mas calma! Você não esta com problemas! Nós estamos achar algumas crianças que foram sequestradas e elas estão aqui em algum lugar dessa cidade e por isso você ouviu mais vozes, eram os outros policiais!

─ Eu sabia que tinha algo diferente em você, apesar de você ser uma ótima dançarina e boa na boate! ─ “ótimo mais uma dizendo que eu tenho cara de puta” pensei.

─ Mas você tem que prometer sigilo absoluto! Senão tudo vai por agua abaixo e perdemos toda a investigação! Não podemos deixar isso acontecer, demoramos muito pra chegar tão longe assim! ─ falei e olhei serio para ela.

─ Eu entendo e sendo sincera ─ ela suspirou ─ muitas meninas querem sair daquela boate por terem filhos, mas George mantem a tutela de todos eles e nos ameaça com isso, já chegou a ameaçar uma das garotas com uma arma! ─ ela respirou fundo ─ muitos acham que gostamos de estar lá, mas a verdade é que estamos presas!

─ Olha, nós podemos ajudar, mas primeiro temos que resolver isso e você tem que me prometer manter isso em segredo! ─ ela assentiu.

─ Pode confiar!

─ A proposito, meu nome é Jennifer! ─ falei e ela sorriu.

Nova York – NYPD – Segunda-feira – 8:00am

Os detetives já estavam prontos na sala de reunião apenas aguardando Zelena e Belle. Como sabiam que Belle dependia da pressa das meninas na casa então elas podiam se atrasar. Eles estavam ansiosos para saber como fariam o resgate e como seria montada toda a estratégia e o plano de ação para recuperar todas as crianças. Depois de muito investigar e trabalhar eles finalmente conseguiram chegar ao paragrafo final daquela investigação. Agora era ver como seria o seu ponto final.

Eles ouviram passos do lado de fora e supuseram serem Zelena e Belle que haviam chegado. O nervosismo aumentou. A tenente então entrou na sala acompanhada da sargento e eles respiraram fundo. Voight levantou e cumprimentou as duas mulheres e todos as cumprimentaram com acenos e sorrisos, mas elas sabiam que eles estavam tão curiosos para saber como tudo funcionaria do que felizes por vê-las ali por simples cordialidade. Zelena então começou.

─ Bom dia pessoal ─ todos a responderam ─ como sabem, nós fizemos contato com a Jennifer ontem a noite e conseguimos saber que as crianças estão ao derredor da vila Baie Comeau no condado de Quebec ─ ela explicou ─ não conseguimos ouvir muito bem os assuntos que eles abordaram na reunião, mas parece que temos o nosso suspeito Colin junto a eles, temos também William que Jennifer nos mandou o nome junto com Malcom que é o parceiro de George que os acompanhou na viagem e parece que temos mais dois suspeitos na casa, mas não conseguimos identificar a voz e nem saber seus nomes por conta do mau contato da escuta ─ ela finalizou.

─ No total temos seis pessoas nessa reunião, mas podem haver mais pessoas na casa e temos as nove crianças ─ Belle explicou ─ não sabemos se tem alguma empregada ou algum trabalhador comum com eles, então teremos que ser ágeis e rápidos em nossas ações e saber exatamente com quem estamos lidando, por isso eu e Zelena queremos a ficha completa desse Malcom, não temos seu sobrenome, mas procurem alguém relacionado a Gold e George e sejam rápidos, quero Jefferson e Jay responsáveis por isso ─ eles assentiram.

─ Na escuta nós ouvimos algo sobre eles irem para Chicago no próximo final de semana, então será quando iremos agir, não por apenas diminuir o contingente deles nos ajudando, mas também por que poderemos lidar separadamente com a máfia e Voight ficara responsável por rastrear essa reunião e pega-los lá, a área já é de vocês então já fica mais fácil pra nós enquanto estaremos no Canada! ─ todos escutavam atentos.

─ Parece que nessa reunião estarão os sócios, Colin e William então ficarão na casa apenas os que nós não conhecemos dificultando para nós nessa parte por não sabermos bem com quem estaremos lidando, mas não vamos voltar atrás, vamos agir nesse final de semana! ─ Zelena foi certa em sua palavra e todos estavam um pouco assustados.

─ Não esta muito em cima da hora? ─ August perguntou ─ é logo daqui alguns dias e é final de semana antes do Natal!

─ Melhor ainda! Devolveremos as crianças antes do Natal e acabaremos com essa bagunça ─ Belle afirmou ─ sabemos que é pouco temo e nós também fomos pegos de surpresa, mas precisamos agir o mais depressa possível, a qualquer momento eles podem descobrir que o site foi invadido e podem mudar sua localização e dificultar tudo novamente!

─ Belle tem razão ─ disse Sean ─ não temos outras chances e não sabemos quanto tempo a mais eles pretendem manter as crianças vivas, sabemos que os menores vivem, mas os adolescentes uma hora se tornam inúteis e então eles descartam, é assim que funciona na prostituição! ─ os outros concordaram.

─ Certo, como faremos? ─ perguntou Jefferson.

─ Voight ira pra Chicago na sexta com seus detetives e ficara rastreando George ate o local da reunião e escolhendo a melhor hora para agir, dou total permissão para decidirem como agirem e quando! ─ Zelena acenou para o sargento e ele assentiu ─ enquanto isso, todos nós vamos para o Canada e eu entrarei em contato com a polícia local avisando da nossa chegada e pedirei reforços da SWAT para estarem conosco na missão de resgate!

─ Nós temos a localização exata da casa e sabemos que há muita floresta ao redor então temos que ficar bem posicionados e por isso Sean ficara responsável pela parte dos fundos da casa, August pela área esquerda e Jennifer pela direita enquanto eu e Zelena iremos entrar na casa e nos separarmos ─ Belle explicou ─ teremos reforços na nossa retaguarda a todo o momento e a nossa intenção é evitar a qualquer custo um tiroteio e conseguir todas as crianças vivas e os suspeitos e moradores da casa também!

─ Não atirem a não ser que seja necessário e procurem não deixar nenhuma das crianças serem feitas de refém para que nosso trabalho não seja dificultado e então demore mais! ─ Zelena os encarou e todos concordaram ─ nós partimos daqui na sexta feira e provavelmente estaremos contando com os policiais canadenses para nos transportar ate o local, mas não os envolveremos nisso, o caso é nosso!

─ Estejam todos prontos na sexta-feira e preparados para agir no sábado ─ Belle finalizou.

Quebec – Baie-Comeu – Terça-feira – 9:30am

Desde a conversa com Glinda e toda a revelação eles não tiveram nenhuma resposta por parte dela. A loira simplesmente falou que precisava assimilar tudo e saiu do quarto deixando todos nervosos e extremamente preocupados com o que ela podia fazer ou falar para Neal. Ela tinha o celular com ela agora, então as provas estavam em suas mãos e Glinda sabia que Ingrid estava envolvida com eles e isso também era perigoso, ela podia comprometer a menina caso quisesse ou caso surtasse.

Já era o segundo dia sem resposta e eles já estavam desanimando e pensando que não havia mais jeito de esperar qualquer reação positiva da psicóloga. Ingrid não falava com ela, tudo o que a menina falava era que a loira estava mais abatida, não comia e estava calada, mas que não havia causado nenhum escândalo ate o momento. Pelo menos uma coisa boa, eles pensaram. Mas as expectativas e a esperança estavam escorrendo pelo ralo a cada dia que passava.

Eles então ouviram a porta ser destrancada e sabiam que era Ingrid que tinha voltado para recolher as coisas da mesa. Não podiam negar que toda vez que ouviam o trinco da porta girar seus corações davam um salto de expectativa, mas eles tentavam conter. Depois de tudo que haviam passado e de tudo que havia acontecido naquele ano, o que eles menos precisavam eram de mais expectativas frustradas.

Porem, ao contrario do que pensaram Ingrid não desceu sozinha, Glinda estava com ela e então todos se entreolharam e ficaram receosos. O que ela pretendia? Qual seria sua resposta? Ela estava ali para dar uma resposta? Eram tantas perguntas que eles não conseguiam conter o embrulho no estomago e o suor nas mãos. Eles se ajuntaram na cama de Emma e ficaram sentados e viram as duas caminhar para eles.

─ Vocês querem ajuda certo? ─ perguntou Glinda se sentando na cama e eles se encaravam. Eles assentiram meio desconfiados com a pergunta ─ então eu vou ajudar! ─ ela afirmou e eles arregalaram os olhos.

─ Esta falando serio? ─ Emma perguntou desacreditada.

─ Eu iria brincar com algo assim! Eu to falando serio e quero tirar vocês daqui e faremos isso no sábado quando eles viajarem! ─ a loira afirmou.

─ Vocês tem que se preparar pra estarem prontos pra correr daqui depois que Colin, Will e Gold não estiverem mais aqui ─ Ingrid falou ─ Glinda ira distrair Neal e eu vou distrair Rebecca e a Ginny não é um problema... ─ a loira falou.

─ Como assim ela não é um problema? ─ Regina perguntou ─ ela também não esta com eles? ─ Ingrid ia responder, mas então Ginny apareceu no quarto e respondeu por si própria.

─ Eu estou sim, mas não porque quero, mas porque não tenho mais como sair desse poço ─ ela falou enquanto caminhava e todos olharam amedrontados para a morena dos olhos verdes hipnotizantes ─ porem eu posso ajudar vocês em alguma coisa...

─ E no que seria? ─ perguntou Henry.

─ Vocês não podem simplesmente correr para o nada sem saber como voltar para a cidade, não podem apenas ir para o meio da floresta e correrem o risco de serem pegos ─ ela explicou e eles prestavam atenção.

─ Ela tem razão ─ disse Ariel ─ a gente correria ate quando? Eles são mais rápidos e nós temos três crianças conosco!

─ Então, eu vou dar uma direção para vocês ─ Ginny suspirou ao recolher aquela lembrança ─ quando saírem daqui corram para o lado norte da floresta, quando avistarem ao seu redor troncos retorcidos é porque estão chegando a parte mais funda da floresta, então vocês sigam para a direita e corram ate chegar a uma cerca ─ ela suspirou e alguns flashes se passavam em sua cabeça ─ vocês vão encontrar uma casa abandonada, ninguém vai lá há anos, acreditem eu tenho certeza disso e vocês podem se esconder lá ate eu conseguir sair daqui e dar um jeito de ajudar vocês a saírem de lá!

─ Como podemos confiar em você? ─ Regina perguntou desconfiada.

─ Concordo, como vamos saber que existe mesmo essa casa? ─ perguntou Violet.

─ Porque eu já estive la e acreditem, existem muitas coisas que vocês não sabem, então apenas segurem na chance que vocês tem! ─ ela falou e Henry assentiu por todos.

─ Ela esta certa, sábado assim que eles saírem e os outros estiverem distraídos Ginny abre a porta e nós corremos para essa tal casa e então veremos como fazemos para chegar ate a cidade! ─ todos concordaram.

EMMA’S POV

A mudança de posição de Ginny me surpreendeu por completo. Eu não sabia se confiava nela ou não. Uma parte de mim queria acreditar que ela tinha um coração e que queria de redimir, apesar de que nada no mundo apagaria o que ela fez e diminuiria a culpa que ela carregaria pelo resto da vida. Mas outra parte ainda duvidava e ainda pensava naquela mulher que fora capaz de enganar a mim e a Regina e nos envolver em toda essa sujeira e mudar nossa vida por completo. Mudar a minha vida principalmente.

Glinda e Ingrid explicaram como fariam para manter a ruiva e Neal distraídos o suficiente para que Ginny pudesse nos soltar e para que então todos nós tivéssemos tempo para correr ate a tal casa e nos esconder. Eu esperava mesmo que houvesse essa tal casa e que ela não estivesse apenas brincando conosco como todos eles fizeram todos esses quase quatro meses comigo e Regina e quase um ano com os outros.

Quando Glinda e Ingrid estavam saindo e Ginny as seguia eu não me contive e fui ate a morena. Eu tinha que tirar minhas duvidas e mostrar a ela o que eu tinha em mãos e saber o que ela escondia e porque ela não podia escolher sair dali, porque ela não podia simplesmente ir embora, porque estava presa, como ela disse anteriormente. Puxei seu braço e ela então me encarou meio confusa com o ato e me encarou. Ela se lembrava de mim do dia dos brincos, eu sabia disso.

─ Ginny, eu preciso de respostas! ─ falei de supetão e meio baixo para os outros não escutarem ─ ela arqueou uma das sobrancelhas.

─ Respostas sobre o que? Ainda não confia em mim? ─ ela perguntou e cruzou os braços.

─ Bom, por isso você não pode me culpar, você me tirou dos meus pais, da minha casa, da minha família então da um desconto, certo? ─ ela suspirou e assentiu ─, mas não é sobre isso que quero respostas.

─ Sobre o que então?

─ Quem é Angelina e a quem pertenceu essa caixinha de música? ─ eu mostrei a foto amarelada e a caixinha de musicas. Vi seus olhos verdes claros ficarem escuros e seu semblante desfalecer.

─ Eu vou te contar tudo, se me prometer guardar segredo, principalmente da sua namorada ─ eu me assustei e olhei para Regina discretamente ─ pode fazer isso?



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