História Inocência roubada - Capítulo 47


Escrita por: ~

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Palavras 6.178
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


BOA LEITURAAAAAAAAA <3
BEIJOOOOOX

Capítulo 47 - Escape!


Quebec – Baie-Comeau - Le Manoir Hotel – Sábado – 1:30pm

Os detetives já estavam prontos e a SWAT já tinha avisado que o reforço tinha chegado e que eles já estavam próximos ao local pedido apenas aguardando segundas ordens de Zelena. A tenente agradeceu o aviso e então alertou todos os seus detetives que eles já podiam seguir para o destino deles. A policia local disponibilizou os carros para que eles usassem na locomoção ate a entrada da estrada de terra na floresta onde eles seguiriam a pé para não chamar a atenção.

Zelena pediu a Belle que fizesse contato com Voight para saber se ele tinha ainda o rastreador em George e se ele conseguia acompanha-lo. A morena atendeu prontamente fazendo a ligação enquanto eles entravam nos carros. Jennifer foi com elas e os rapazes foram atrás e eles seguiram o GPS ate o local que eles haviam descoberto. Não era longe e não parecia difícil de chegar. Voight avisou que eles tinham a localização exata de George e que ele ainda permanecia no hotel, mas que eles não sabiam se Malcom estava com ele ou não, no entanto eles estavam atentos para agir a qualquer momento e para segui-lo em qualquer direção que ele fosse.

Belle passou as informações para a namorada e ela assentiu satisfeita. Ate então tudo ocorria dentro do planejado e parecia que nada ia sair do caminho traçado em sua cabeça e no papel. Ela, através dos comunicadores que havia nos carros, pediu aos rapazes que pedissem aos reforços que já se dividissem em grupos mais ou menos iguais e ficassem nas posições que ela havia separado e que passassem seus nomes para que eles soubessem a quem recorrer nos seus agrupamentos. Sean que estava dirigindo respondeu que faria a comunicação.

Assim que a SWAT recebeu o comando, eles se dividiram em agrupamentos e se posicionaram a esquerda, a direita e aos fundos da casa pela floresta que circundava todo o local e ficaram a espera dos detetives. Cada grupamento ficaria com um detetive e deveria obedece-los. O grupamento responsável por oferecer apoio a Zelena e Belle dentro da casa se posicionou próximo a entrada da estrada entre as arvores.

Quebec – Baie-Comeau – The Lost Boys House – Sábado – 2:00am

Gold já estava quase pronto para sair, ele apenas estava finalizando algumas ligações em seu escritório. William e Colin já estavam prontos e esperando na sala de estar. Ingrid, Glinda e Ginny já não aguentavam mais de ansiedade e nervosismo com toda aquela espera. Rebecca era a única que não sabia a tensão e toda a falcatrua que rolava ali e, portanto não estava preocupada com nada a não ser seu próprio umbigo. O que já era de se esperar.

Colin, enquanto esperava Gold, abriu seu notebook e checava alguns e-mails em sua caixa de entrada. Ele nunca olhava sua caixa de spam, mas por um acaso ele resolveu olhar já que não tinha nada para fazer e já que seu chefe enrolava em alguma ligação que considerava importante ao ponto de atrasar a viagem. Ele abriu a aba e foi rolando os e-mails ate que um deles lhe chamou a atenção. Era uma mensagem de alerta sobre o site que eles manuseavam os vídeos online e ele, preocupado com o conteúdo da informação, abriu e verificou. A mensagem dizia que alguém havia invadido o site e mexido nas informações do site e que para a segurança ele deveria mudar as configurações novamente. Colin xingou todos os nome que lhe veio a cabeça e amaldiçoou a pessoa que havia conseguido decriptar o site que ele com tanto esforço tinha protegido.

Ele então subiu as escadas, chamou Will e os dois foram ate Neal. Eles precisavam contar a Gold o que havia acontecido antes deles viajarem e sabiam que ele ficaria furioso e com certeza cancelaria os planos desse final de semana o que faria sua raiva aumentar mais ainda. Eles só não sabiam em quem ele descontaria mais toda essa fúria, se seria em algum deles, em todos eles ou se nas crianças. Provavelmente isso ocasionaria uma mudança total de planos e mudaria totalmente o roteiro que eles vinham seguindo por todos esses meses.

─ Porra Colin! Como isso foi acontece? ─ Neal perguntou enfurecido e andava de um lado para o outro no quarto.

─ Isso poderia acontecer a qualquer momento Neal, não foi minha a ideia imbecil de fazer o anuncio das meninas na internet e fazer com que o site ficasse mais exposto! ─ Colin esbravejou.

─ Fiquem calmos! ─ William tentou acalmar os dois ─ temos que pensar com clareza, isso com certeza vai deixar Gold louco e não podemos nos matar agora! Vamos pensar numa maneira de passar isso pra ele sem mostrar o tamanho da merda!

─ Acha que ele não vai saber o tamanho da merda Will? ─ Neal o encarou ─ ele vai nos matar, nem vamos precisar matar uns aos outros, ele mesmo vai fazer isso e sair ileso! ─ ele falou desesperado.

─ Ele não vai fazer isso! ─ Colin falou ─ ele não é burro!

─ Colin tem razão! É arriscado ele fazer isso agora e deixar uma pilha de corpos e simplesmente sair correndo, ele ta no ramo há anos e sabe bem como funciona, entao para de agir como um garoto que perdeu a bola e pensa com a cabeça de cima! ─ Will esbravejou e Neal bufou.

Assim que Glinda viu os rapazes subindo ela olhou para as meninas e viu que elas também acharam estranho essa reunião deles. Alguma coisa errada estava acontecendo e elas precisavam estar preparadas. Ela então pediu a Ingrid que aproveitasse o sumiço dos três e descesse ate o quarto e avisasse os adolescentes que alguma coisa provavelmente iria sair dos conformes e que elas ainda não sabiam o que era. A menina assentiu e correu para os fundos da casa pela cozinha e destrancou a porta e desceu as escadas. Ela encontrou todos já prontos, devidamente vestidos e apenas aguardando as ordens de Ginny. Ao perceberem o nervosismo da loira, eles então entraram em desespero.

─ O que houve Ingrid? Aconteceu alguma coisa? ─ Henry foi o primeiro a perguntar. Ela arfava por ter corrido.

─ Não sabemos, os rapazes se reuniram agora de repente e não sabemos o motivo e nem o que estão conversando, mas achamos que alguma coisa vai sair do plano ─ ela falou e todos respiraram fundo.

─ Nós não vamos desistir ─ Henry falou e todos olharam para ele ─ não nos preparamos pra voltar atrás, certo? ─ ele olhou para os outros.

─ Henry tem razão! ─ disse Ariel ─ vamos sair daqui e correr o mais rápido que conseguirmos, eu não suporto mais viver assim!

─ Certo! ─ disse Emma ─ Ingrid tente nos manter avisados do que acontecer la em cima e se mantenha segura ok? ─ ela assentiu.

─ Ok! Eu vou fazer o possível! ─ ela então subiu de volta as escadas e voltou pelo caminho que havia feito.

Os detetives então avistaram a entrada da estrada de terra e pedra há uns 200 metros pelo GPS e Zelena avisou aos rapazes que era melhor eles estacionarem por ali para não deixar os carros a vista de ninguém da casa por ela estar localizada em uma parte alta. Jefferson respondeu a chamada e eles pararam no acostamento da estrada e desceram dos carros. Foram caminhando os duzentos metros que faltavam e foram revisando cada parte do plano que fizeram.

─ Cada um lembra o que fazer certo? ─ a tenente perguntou e todos responderam um “sim” em uníssono ─ ótimo! Não se esqueçam de seguir todos os avisos que eu dei e se lembrem das suas posições!

─ Fiquem sempre alertas aos comunicadores e sempre alertas ao seu redor, temos muita extensão de floresta então qualquer lugar pode ser um bom esconderijo ─ alertou Belle ─ e repetindo: Sean e Jefferson vocês ficam com o grupamento nos fundos da casa se dividindo entre leste e oeste, August você fica com o da esquerda e Jen você fica com o da esquerda e eu e a tenente entraremos com um grupamento na casa quando acharmos que é seguro o suficiente, todos entenderam? ─ Belle perguntou e novamente eles responderam um “sim” em uníssono.

─ Que merda, o sinal aqui não pega! ─ reclamou Jefferson olhando seu celular.

─ Deve ser porque estamos na parte baixa, quando chegarmos a casa provavelmente o sinal volta ─ falou Sean enquanto todos caminhavam rapidamente ate a entrada.

Chicago – Chicago PD – Sábado – 2:40pm

Voight verificou o rastreador e achou estranho que George ainda não havia se deslocado ate o local da reunião. Tudo estava estranho e para ele alguma coisa tinha saído do planejado e provavelmente Gold não estava em Chicago como havia falado. Isso era um grande problema para os detetives que estavam no Canada e provavelmente a tenente nem fazia ideia disso. O sargento então pediu a Erin que tentasse entrar em contato com Jefferson para avisa-los que algo estava errado.

A detetive assentiu. Ela tentava, mas o celular do detetive estava sem sinal e não tinha como ela os avisar. Voight tentou o telefone de Zelena e Belle e o mesmo aconteceu. Ele começou a ficar nervoso e preocupado com o andamento do resgate. Tudo poderia dar errado, elas poderiam conseguir como também podiam não conseguir. O tiroteio que elas tanto queriam evitar talvez não fosse evitado e isso era o que mais se passava em sua cabeça. As crianças no meio do fogo cruzado era muito risco a correr. Ele torceu em silencio para que a tenente conseguisse perceber o perigo e as coisas que estavam acontecendo fora da estratégia que ela havia planejado.

Quebec – Baie-Comeau – The Lost Boys House – Sábado – 3:15pm

Gold saiu de sua sala e sabia que a viagem já estava atrasada. Porem dinheiro não era problema e eles podiam comprar a próxima passagem para Chicago. Ele avisou a George sobre seu atraso e que estava saindo agora. Procurou por seus companheiros de viagem e os encontrou juntos a Neal e percebeu a preocupação em seus rostos. Ele os encarou e avaliou suas feições minuciosamente e sua própria feição era indecifrável.

Os rapazes não sabia como avisa-lo e nem como dizer a ele o que havia acontecido. Sabiam o quão cruel ele podia ser e não sabiam quais seriam as consequências. Porem alguém teria que falar, seria pior caso eles deixassem isso no silencio e isso virasse uma bola de neve e despejasse em suas cabeças mais para frente. Ai eles teriam certeza que eles seriam pilhas de corpos deixados para trás. William então tomou a frente e como era considerado o braço direito do chefe ele iniciou o assunto.

─ Chefe, aconteceu um problema e precisamos conversar urgentemente! ─ ele falou e viu Gold demonstrar nenhuma reação.

─ Vamos descer ─ Gold falou calmamente e eles se entreolharam. Todos então desceram e foram para a sala de estar. Rebecca estava sentada a mesa de madeira que ficava ao lado da sala de estar e Glinda e Ginny estavam em pé próximas ao sofá. Todas elas viram os homens descerem e observaram os movimentos de todos eles com cuidado. Rebecca apenas continuou o que estava fazendo, mas as outras duas continuaram com os olhares firmes em Gold e nos três rapazes que o seguiam. O chefe então se apoiou em sua bengala e esperou. Os três ficaram em frente a ele ─ não vão me dizer o que tem de tão urgente? ─ Will olhou para Colin e ele então tomou coragem.

─ Chefe, o nosso site foi invadido e coletaram informações dele que eu não sei quais são e não sei quando essa invasão foi feita ─ nessa ultima parte ele mentiu. No e-mail havia a data e foi totalmente uma falta de atenção da parte dele que deveria cuidar do site. Gold apenas suspirou.

─ Vocês são muito incompetentes! ─ ele respirou fundo ─ não prestam para fazer um simples trabalho, algo tão simples quanto matar alguém e vocês não conseguem dar conta! ─ ele falou sem alterar a voz e meneou a cabeça ─ vamos deixar bem claro as coisas aqui: primeiro que não trazemos ninguém sem o meu consentimento e que não faça parte do meu esquema por minha ordem! ─ ele retirou a arma do cinto e atirou em Rebecca. Seu corpo tombou ao lado da mesa. Neal ficou estático e engoliu seco. Era sua culpa a ruiva estar ali e agora era sua culpa ela estar morta ─ fui bem claro?

─ Sim senhor! ─ os três responderam em uníssono. Ingrid que estava na cozinha, ao ouvir o som do tiro apareceu na porta e viu o corpo da ruiva jogado no chão. Sua mão foi direto em seu rosto contendo seu grito e então ela olhou para Glinda e Ginny e ambas sinalizaram com o olhar para que ela ficasse onde estava. Ela assentiu em silencio.

─ Colin, eu te contratei porque achei que você fosse melhor, que você fosse o melhor no que você fazia...

Os detetives subiram a estrada se separando quando encontraram o primeiro grupamento logo no inicio da subida. Sean e Jefferson seguiram por uma direção para contornar a casa e chegar aos fundos e encontrarem cada um o seu grupamento. August seguiu para a esquerda entrando pela floresta e contornando as arvores e Jennifer fez a mesma coisa, mas em direção oposta. Zelena e Belle continuaram seu caminho com o grupamento que as estavam esperando.

No final da subida elas avistaram a enorme casa de madeira. A tenente pediu para que Belle permanecesse com o grupamento ainda na floresta enquanto ela tentava chegar mais próximo da casa e encontrar um meio de entrar. Ela também precisava checar quem estava lá dentro, quantos havia dentro da casa e se as crianças corriam algum risco quando eles entrassem. Belle assentiu e pediu para que ela tomasse cuidado. Zelena respirou fundo e segurando sua arma, foi em passo leves em direção a varanda da frente tentando chegar ate a pequena escada e rastejar ate uma das janelas.

Enquanto ela caminhava vagarosamente, ela observou os dois grupamentos a esquerda e a direita. Ambos estavam posicionados e já estavam com August e Jennifer, respectivamente. A oeste ela viu Sean agachado ao fundo e então imaginou que Jefferson já deveria ter chegado ao seu posto também. Ela então suspirou e continuou seguindo ate a varanda que circundava a casa e quando chegou, subiu lentamente as escadas e agachou-se. De joelhos, ela engatinhou ate a janela mais próxima e subiu a cabeça para tentar ter visão do que acontecia dentro da casa. Ela então escutou uma voz masculina e se moveu para o outro lado e conseguiu enxergar Gold. Seus batimentos cardíacos aceleraram ao perceber que ele não tinha viajado e que toda sua corja estava dentro da casa.

─ Merda! ─ ela murmurou e continuou escutando a conversa.

─ Você não serviu para vigiar uma porcaria de site que era apenas esse o seu trabalho e nem proteger as informações que você me garantiu que estavam seguras você conseguiu ─ Gold esbravejava com Colin ─ você é um merda e eu devia ter ouvido os conselhos sobre o seu passado, sobre você ser apenas um moleque delinquente que não sabe fazer nada direito a não ser causa problemas! ─ Gold se aproximou de Colin e colocou o cano da arma em sua testa.

Ingrid olhava sem acreditar e então viu Ginny acenar para ela. Era hora de ela soltar os garotos e ela tinha que agir rápido. A menina assentiu e lentamente voltou para a cozinha e foi para os fundos da casa e tamanha era o seu nervosismo que ela não conseguia encontrar a chave e depois não conseguia encaixa-la na fechadura. Quando enfim conseguiu abrir, ela correu escada abaixo e encontrou todos juntos.

─ Gente, vocês tem ir agora! Não tem mais tempo e deu tudo errado! ─ ela falou nervosa e suas mãos tremiam. Emma foi ate ela e segurou em seus braços.

─ O que esta acontecendo? O que houve? ─ Emma perguntou vendo o nervosismo da amiga e seus olhos marejados.

─ Gold, ele...ele esta enfurecido e esta ameaçando todos lá em cima e ele matou Rebecca e esta com a arma apontada na cabeça do Colin!

─ Céus! ─ Violet falou e colocou a mão no rosto.

─ Vocês tem que correr agora ou não vão ter mais chances! Ele sabe que o site foi rastreado e provavelmente pode querer matar vocês, então fujam o mais depressa! ─ ela falou e os empurrava para a escada.

─ Mas e você Ingrid? E você e sua filha? ─ Henry perguntou e os que não sabiam da existência da filha de Ingrid a olharam com aflição.

─ Nós vamos ficar bem Henry, vocês precisar ir, você tem que entender isso, eu não posso! ─ ela falou e então eles subiram as escadas. Ariel carregava Grace no colo, Violet carregava Mulan e Henry carregava Roland e os outros os seguiam. Eles precisavam ser silenciosos e ter cautela.

─ Emma segure Roland e eu vou guiar vocês ─ disse Henry e então ela pegou o menino no colo.

Eles saíram do quarto e correram ate a garagem onde estavam os dois carros de Gold. O terceiro carro estava estacionado do outro lado da casa, perto da saída da sala. Eles ficaram em silencio. Henry observou se todos estavam ali depois que Ingrid havia os deixado. As crianças estavam no colo, Regina estava ali, mas faltava um. Eric. O menino não estava com eles.

─ Merda! ─ Henry resmungou e tentou chegar ate a ponta da garagem.

─ O que foi Henry? ─ perguntou Violet preocupada.

─ Eric! Ele não esta aqui! ─ ele tentou observar onde o garoto tinha ido e o encontrou rastejando pela varanda no lado direito ─ que merda Eric!

─ O que ele quer fazer? ─ Ariel resmungou.

─ Glinda! Ele não quer deixar ela pra trás! ─ Emma sussurrou e todos se entreolharam.

Eric seguiu pela varanda e conseguiu ver pela janela que Gold ameaçava Colin com a arma. Olhou para os lados e encontrou Glinda e Ginny paradas observando o chefe apontar o cano da arma na cabeça do rapaz. Ele então respirou fundo. Tentou se mover se mover sem fazer barulho, mas uma tabua mal colocada no piso da varanda rangeu e então ele fechou os olhos já pressentindo o que viria a seguir.

Zelena ouviu o barulho da madeira rangendo, mas sabia que não havia sido ela. Havia mais alguém se movimentando ao redor da casa. Ela então comunicou a todos pelo radio que ficassem atentos a qualquer movimento. Ela novamente olhou pela janela e viu Gold mandar Will observar de onde tinha saído aquele barulho e foi então que tudo saiu do controle. Eles haviam achado uma das crianças do lado de fora.

─ É um dos adolescentes! ─ Will avisou ─ alguém deixou eles saírem! ─ o rapaz saiu correndo e Eric correu ao redor da casa.

─ Belle é agora! Vamos entrar! ─ Zelena avisou no comunicador ─ August e Jennifer podem vir e circundar a casa pelos dois lados!

─ Puta merda! ─ Gold esbravejou e então Colin bateu em seu braço fazendo a arma cair e correu para cozinha ─ Neal mate esse merda! Ou eu mato você no lugar dele!

Neal ficou sem reação no primeiro momento, mas egoísta como era, correu atrás do parceiro. Gold caminhou em direção a saída da sala e foi para a varanda. Glinda e Ginny correram para achar Ingrid, mas não a encontravam. Ouviram então a porta ser tombada e a policia entrar na casa. Eles estavam cercados. Ginny correu para achar a menina e Glinda foi em direção a Eric que ainda fugia de William.

Zelena então percebendo a movimentação do lado de fora pediu que os reforços de Sean e Jefferson entrassem em ação e eles saíram dos seus postos indo em direção a parte dos fundos. Sean entrou pela cozinha e Jefferson viu Gold tentar escapar e o cercou com o seu grupamento. Gold então viu-se sem saída e voltou para o lado de dentro da casa. Ele não conseguia correr por conta do problema na perna.

Eles então ouviram um tiro ser disparado. Não sabiam de onde vinha. Ginny que escutou o som mais próximo correu ate o lado direito da casa e encontrou Colin no chão e Neal em pé com a arma apontada para ele. Colin estava morto. Ginny respirou fundo. Ela correu de volta para os fundos e viu os adolescentes saindo da garagem e Ingrid os ajudando. Ela entrou em desespero, se alguém a visse ali ela seria uma menina morta.

─ Ingrid sai dai, vem pra ca! ─ ela gritou. A menina olhou para ela e então tentou correr.

Ginny observou Neal olhar para Ingrid e ir a sua direção com a arma e ela correu para tentar para-lo. Ela se jogou em cima do homem e ele caiu no chão deixando a arma escorregar para o lado e ambos tentavam alcançar. Porem ele era mais forte e com uma apunhalada em suas costas com seu cotovelo, ela perdeu o folego e ele então se levantou e pegou a arma de volta. A morena então gritou. Tudo se passou em câmera lenta para ela.

Ingrid correndo. Neal se aproximando. O barulho da arma. Seu grito. O grito da menina. A explosão da arma. O corpo dela caindo no chão.

─ NÃO! ─ Ginny correu ate o gramado na parte dos fundos ao lado da garagem e pegou o corpo mole de Ingrid nos braços ─ Ingrid, por favor, não faz isso comigo, não faz isso com a Eve, ela precisa de você, você não pode ir embora! ─ a menina não reagia ─ INGRID!

─ Ginny... ─ ela sussurrou ─ cuida dela...

─ NÃO! INGRID NÃO! ─ Ginny gritava em meio as suas lagrimas e soluços, mas era em vão. A menina já havia deixado seu corpo.

O tiro havia acertado seu tórax a fazendo perder muito sangue e provavelmente estourado a algum órgão. A morena não conseguia aceitar, não conseguia assimilar aquilo e segurava o corpo inerte e pálido da loira em seus braços. Suas lagrimas molhavam o rosto da menina e ela então beijou sua testa se despedindo de sua amiga.

─ Adeus loira! Eu vou acabar com aquele filho da puta, eu te prometo! ─ ela beijou as mãos da menina e deixou seu corpo ali na grama.

Zelena tentava achar o menino que era perseguido enquanto Belle tentava encontrar as outras crianças. August e Jennifer revistavam o andar de cima e toda a casa estava cercada. William estava quase alcançando Eric, mas observou o grupamento de policiais passar pelo lado de dentro e então recuou. Ele não queria ser preso, não queria voltar a ficar numa cela e provavelmente seria condenado a mais anos de prisão do que teria de vida.

Ele então correu pelo lado contrario e encontrou Neal.

─ Caralho! Ta tudo cercado essa porra, o que vamos fazer? ─ Neal falou nervoso.

─ Tem uma saída sem ser pela estrada da floresta, uma alternativa por dentro, você ta com a chave do carro? ─ Will perguntou.

─ Sim eu to! Mas como vamos sair com esses caras? ─ Neal ainda estava desesperado.

─ Esqueceu que os carros são blindados? ─ Will olhou para Neal e eles correram para o carro que estava ao lado oeste da casa.

Zelena continuava percorrer a casa atrás do menino e chegou a entrada da cozinha. Outro tiro então foi ouvido. Zelena perguntou no radio se algum deles havia atirado e todos negaram. Ela continuou caminhando. Seu radio então voltou a chamar.

─ Tenente! É o Sean! Cambio! ─ Sean falou.

─ Fala Sean! Cambio! ─ ela respondeu e ainda estava atenta enquanto entrava na cozinha e percorria a copa.

─ Eu encontrei o menino, pela descrição é o Eric, de Seattle, cambio!

─ Ótimo! Leve ele para um lugar seguro, Belle esta tentando encontrar os outros, cambio!

─ Tenente, o menino esta morto...cambio!

Zelena não respondeu. Sentiu-se péssima. Ela não queria perder nenhuma das crianças e queria todas vivas e sabia que era culpa dela, ela não fora inteligente o bastante para agir com cautela, não fora esperta o bastante para encontrar o menino primeiro que um dos membros da máfia. Xingou-se de todos os nomes que sabia e sentiu raiva. Quando ela ia entrar na sala, um barulho ensurdecedor de vários tiros soaram do lado de fora colidindo com alguma coisa de metal.

William e Neal estavam dentro do carro e davam a volta na casa para pegar a estrada alternativa que o parceiro conhecia por estar lá a mais tempo. O grupamento tentou o impossível para conte-los, mas Neal acelerou em cima deles e conseguiu passar, escapando e indo em direção a floresta. Jefferson que estava com esse grupamento tentou seguir pelo lado contrario, mas eles estavam indo muito rápido. O detetive não pediu para cessarem fogo enquanto não conseguissem parar aquele carro.

Henry corria na direção norte da floresta e todos eles apenas ouviam os barulhos dos tiros. Ele estava cercando as meninas que carregavam as crianças e junto com Regina observava se não estavam sendo seguidos. Eles corriam o mais rápido que podiam e tentavam se lembrar das indicações que Ginny havia dado a eles sobre as arvores.

─ Henry! As arvores retorcida, olhe! ─ Regina apontou.

─ Tem alguém nos seguindo? ─ perguntou Ariel com Grace no colo. Henry olhou mais uma vez para trás.

─ Ninguém ate agora! Vamos, agora temos que seguir para a direita ate achar a cerca! ─ ele falou e entao eles voltaram a percorrer o caminho na direção mandada.

Belle avisou Zelena que havia encontrado o quarto, mas que nenhuma das crianças estavam dentro dele. Todas as evidencias estavam lá, as câmeras, os pertences de cada um, a cama onde eram gravados os vídeos, tudo. Zelena assentiu pelo radio e quando chegou a escada rendeu Glinda que estava tentando fugir.

─ Parada! Policia dos Estados Unidos, você esta presa! ─ Zelena apontava a arma para ela e então a loira soltou sua pequena mala e levantou os braços. Porem, quando Zelena ia algema-la, ela sentiu o cano de uma arma encostar em sua nuca.

─ Ora vejam só! ─ Gold falou calmamente ─ a detetive de Nova York que se acha a durona, mas que não passa de uma mulherzinha de merda! ─ Zelena arrepiou-se e então levantou as mãos ─ solte a arma ─ Zelena lentamente agachou-se e deixou a arma no chão. Glinda tentou aproveitar a deixa para fugir, mas foi interrompida ─ onde você pensa que vai? ─ ele dirigiu a palavra a ela e no mesmo instante a loira parou ─ seu marido te traiu e agora te largou aqui e pior, ele me deixou pra trás, provando apenas que é um covarde filho da puta, mas voce não vai ter o prazer de ver eu acabando com ele! ─ Gold rapidamente apontou a arma para ela e atirou. O sangue dela espirrou no rosto de Zelena que manteve os olhos fechados. Seu coração pulsava a mil e ela sentia pânico, desespero e sentia a adrenalina correr em suas veias.

─ Solte ela! ─ Ginny falou e encostou o cano de sua arma na cabeça de Gold.

─ Ginny, minha querida, minha favorita ─ ele falou calmamente ─ você não faria isso com quem te ajudou por anos e com quem te protegeu, certo?

─ Ajudar? ─ ela riu sarcasticamente ─ você desgraçou a minha vida, transformou ela num inferno e me fez concordar com as suas sujeiras, sem contar as diversas vezes que você abusou de mim e tirou tudo o que eu tinha!

─ Como tirar algo de alguém que não tem nada? ─ ele falou rindo ─ você era só uma pequena vagabunda que toparia qualquer coisa, é tao egoísta quanto eu!

─ Posso ter sido egoísta, mas tive meus motivos, não me redimem de nada e vou pagar por cada erro, mas vou te arrastar pro inferno comigo! ─ ela esbravejou ─ por isso a deixa em paz! ─ Zelena não estava entendendo nada. Porem Gold se lembrou de uma pequena parte do passado e sorriu.

─ Então é ela? ─ ele perguntou rindo ─ é ela a filha da vagabunda que você escondia aqui dentro, é por ela que você tem se mantido em silencio todos esses anos e aceitado ser estuprada? Ora Ginny, achei que você valesse mais! Você protegeu uma policial que vai te jogar numa cela e nem vai olhar na sua cara ou querer saber quem você é ou o que você fez por ela!

─ Cala a sua maldita boca e solta a porra da arma! ─ Ginny falou firme. Zelena não acreditou no que ouviu. Como ela sabia sobre sua mãe? Como ela sabia sobre seu passado? O que ela havia feito todos esses anos para mantê-la em segurança? O que ele quis dizer com tudo aquilo?

Gold então soltou a arma e levantou os braços em rendição. August e Jennifer entraram novamente na casa pela porta da frente e então algemaram Ginny e Gold. Sean apareceu com Jefferson e disseram que William e Neal haviam fugido e que no total havia cinco corpos pela casa. Belle foi ate Zelena e a abraçou. Pegou um lenço em seu bolso e limpou o rosto da sua amada e a olhou em seus olhos percebendo a confusão que pairava naquelas íris azuis cristalinas.

Os meninos chegaram ate a cerca e encontraram a casa. Eles entraram pelos fundos e ficaram juntos na sala. A casa estava empoeirada e vazia. Não havia moveis e nem sinal de que alguém havia estado la para conferir o imóvel. Quem quer que fosse o dono não tinha vontade de voltar e não fazia questão de vender ou de fazer qualquer coisa.

─ Estão todos bem? ─ Henry perguntou.

─ Sim, apenas com os braços dormentes, mas bem! ─ Emma falou enquanto alongava os braços.

─ E agora? ─ perguntou Violet.

─ Agora acho que esperamos, pelo visto a policia entrou na casa e a Ginny sabe onde estamos ─ Regina falou e todos assentiram.

─ E o Eric? Será que conseguiram pegar ele? Será que ele esta bem? ─ Ariel perguntou preocupada.

─ Não sei, espero que ele esteja bem, Ingrid também... ─ Henry falou e todos eles se sentaram no chão esperando pelo resgate.

Sean e Jefferson buscaram os carros e levaram ate a casa. August e Jennifer ainda vasculhavam a casa e verificavam o local. Ginny e Gold estavam algemados e sentados no sofá esperando ainda saber o que aconteceriam com eles. Zelena encarava a morena. Ela se lembrava da mulher no bar quando fora resgatar uma das vitimas de um crime que acabou no assassinato da moça. Mas não era apenas isso. Olhando direito para ela e para sua fisionomia, ela sabia que a conhecia de algum lugar, como se ela já tivesse estado presente em sua vida em outras ocasiões.

─ Zelena! É melhor você vir aqui em cima! ─ Belle a chamou e a ruiva saiu dos seus devaneios e subiu as escadas ─ me siga!

─ Aonde você vai? ─ ela perguntou quando viu a morena entrar na porta do sótão.

Elas subiram as escadas e então Zelena pode ver que lá havia um quarto. Não exatamente um quarto normal, mas havia uma cama, uma armário velho, um criado mudo com algumas gavetas e um abajur e muitas caixas espalhadas pelo local.

─ Olha Zel! ─ Belle a puxou para o outro lado da cama e quando a ruiva olhou ficou estarrecida. Em um pequeno cesto com uma almofada forrada com alguns lençóis, dormia uma pequena menina de quatro meses ─ de quem você acha que é?

─ Vamos descobrir! ─ Zelena pegou a menina com cuidado tentando não acorda-la e elas então desceram as escadas.

Zelena olhava a menina e pensava em todas as mulheres daquela casa. Se ela tivesse sorte, sua mãe seria a que estava algemada e então ela não seria completamente órfã. Porem ainda sim isso não era sorte. Ter uma mãe presa não era o que uma filha ou um filho iria querer. Mas ela também poderia ser filha de alguma daquelas mulheres que foram mortas, fazendo assim com que a pequena loirinha se tornasse uma órfã caso não possuísse nenhum parente para ficar com a sua guarda.

Assim que ela chegou à sala, Ginny se levantou e ficou alterada ao ver a criança. Zelena então supôs que ela sabia quem era ela e provavelmente saberia quem era a mãe.

─ Por favor, me deixe ver ela e ver se ela esta bem! ─ Ginny suplicou. Zelena queria ser imparcial, mas havia um lado dela que não conseguia não simpatizar e não sentir algo por aquela mulher. Ela então se aproximou dela e a deixou ver o bebe ─ Eve, meu amor! ─ a ruiva viu os olhos dela marejarem ─ minha flor, eu sinto muito pela sua mãe, sinto muito por tudo! Eu tentei protege-la, tentei ajuda-la, mas era tarde demais ─ Ginny fechou os olhos deixando as lagrimas escorrerem ─ me perdoe! ─ ela beijou a testa da menina e Zelena não sabia o que dizer.

─ A mãe dela, quem era? ─ ela perguntou.

─ Ingrid, a menina mais nova ─ Ginny respondeu ─ ela é filha do Gold, mas sua mae esta morta há anos e bom, obvio que ele não tem escrúpulo nenhum para ficar com uma criança! E o pai dela era o Colin, que agora também esta morto...

─ Entendi ─ Zelena suspirou.

─ Tenente, nós vasculhamos a casa e nenhum sinal das outras crianças, só temos o corpo do menino e mais nada... ─ disse August.

─ Eu sei onde eles estão! ─ disse Ginny e Zelena a olhou desconfiada ─ eu falo serio! Nós os ajudamos a fugirem e eles estão numa casa que existe atrás da floresta, eu posso mostrar a vocês! ─ a ruiva concordou e deixou o bebe com Belle. Pediu que Jefferson ficasse com ela enquanto os outros a seguiam com Ginny pela floresta.

Ginnifer percorreu o caminhou que um dia estava correndo com sua amiga que carregava hoje a mulher que esta ao seu lado. Ela se perguntava se de algum lugar Angelina via aquilo e sentia orgulho de sua filha, de quem ela havia se tornado e da mulher maravilhosa, incrível e forte que ela era. Claro que Angelina não deveria sentir orgulho da amiga, ela pensava, mas ela queria que Zelena estivesse bem, que ela estivesse segura e salva de qualquer perigo que envolvesse Gold.

Ela passou ao lado da lapide de sua amiga e apenas a olhou. A marca com a pedra continuava ali e as lembranças continuavam em seu coração. Como será que a ruiva se sentiria se ela dissesse que sua mãe estava enterrada ali e que elas estava indo em direção a casa em que ela nasceu e deu seu primeiro folego de vida? Provavelmente Zelena não queria ouvir nada que viesse dela. Ela havia colocado Regina, sua sobrinha predileta e amada nas mãos de Gold na intenção de desviar a atenção dele da ruiva, mas depois descobriu que ele nem sabia da existência de Zelena e que quando soube, nunca ligou os pontos. Mas a merda já havia sido feita e ela já havia colocado a menina dentro do esquema e sabia que Zelena nunca a perdoaria.

Eles chegaram a casa e atravessaram a cerca. Ginny olhou aquela casa e sentiu como se estivesse entrando num túnel do tempo. Indicou a entrada dos fundos e os policiais entraram primeiro, seguidos pelos detetives e depois por Zelena e Ginny. Eles passaram pela cozinha e então chegaram a sala onde avistaram as crianças deitadas no chão empoeirado e sujo. Quando Zelena viu Regina, seu coração quase saltou para fora do peito. Ela não conteve as lagrimas que inundaram seus olhos.

─ Regina! ─ ela correu em direção a sobrinha e Regina levantou e não acreditou ao ver a tia ali na sua frente.

─ Tia Zel! ─ ela correu para os braços da ruiva e começou a chorar soluçando ─ tia eu estava com tanta saudade, com tanto medo, tia, por favor, me leva pra casa, me leva pra minha mãe!

─ Meu amor, eu te levo sim, claro! ─ ela falou em meio as lagrimas e então viu Emma ─ Emma, minha querida! ─ ela abraçou a loira ─ eu vou levar vocês pra casa!

─ Obrigada por não desistir de nós! ─ Emma falou abraçando a mulher que também considerava como uma tia. Ela então olhou para Ginny que observava a cena ─ ela então já te contou sobre sua mãe? ─ Zelena encarou Emma confusa.

─ Contar o que sobre minha mãe?



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