História Inocente - Capítulo 28


Escrita por: ~

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Categorias Supernatural
Personagens Castiel, Chuck Shurley, Dean Winchester
Tags Assassinato, Castiel, Chuck, Dean, Destiel, Drama, Mistério, Romance, Simbolismo
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Palavras 5.707
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Pessoal, antes de qualquer coisa, eu gostaria de esclarecer bem o uso da palavra "motel" no capítulo anterior... Acontece que: Na América do Norte, a palavra motel faz jus a um local simples, onde as pessoas geralmente passam pouco tempo, são lugares sem muitas coisas além de um quarto para alguém ficar, geralmente ficam em beiras de estrada... Diferente dos hotéis, que são lugares para se passar, na maioria das vezes, um bom tempo, são lugares que possuem coisas como serviço de quarto, spa e etcetera... Mas enfim, só queria deixar isso esclarecido, ok? Isso porque aqui no Brasil os significados são diferentes... Bem, eu agradeço a todos que comentaram o último capítulo, além daqueles que favoritaram, ok? Beijos e boa leitura!

Capítulo 28 - Bela Cooperação


  Castiel e Balthazar liam atentamente as informações sobre o local.

– É um daqueles típicos motéis de beira de estrada. – Balthazar comentou.

– Hm... Fica um pouco distante da cidade, em si... – Castiel disse. – Sinceramente, eu não me lembro deste motel quando eu estava vindo pra cá.

– Provavelmente você chegou aqui passando pela ponte que dá nome à cidade, não é? – Balthazar perguntou.

– Isso mesmo. – Castiel disse.

– Pois bem, acontece que essa cidade tem outra entrada, aliás, onde você morava? – Balthazar perguntou.

– Em Plymouth. – Castiel respondeu.

– A forma mais rápida de entrar aqui vindo da direção da sua cidade é passando pela ponte... Acho que já temos o suficiente... – Balthazar logo desligou o notebook. – Vai querer comer alguma coisa antes de sair?

– S... Sim, obrigado. – Castiel sorriu, já havia um tempo que ele havia comido algo.

...

  Balthazar aproveitou que a tarde já se aproximava para almoçar junto a Castiel.

– Olhe, desculpe se não é nada demais, mas digamos que eu não sou o melhor dos cozinheiros. – Balthazar disse enquanto se preparava para comer, os dois estavam sentados à frente de uma mesa, a casa de Balthazar era grande, muito bonita... E a sala onde Castiel se localizava agora também seguia o mesmo padrão, havia uma boa iluminação.

– Sem problema... – Castiel sorriu. – Uh... Balthazar, por que sua casa é tão... – Balthazar sabia o que vinha depois.

– Grande?... – Castiel confirmou com a cabeça, ele estava um pouco relutante em perguntar... Balthazar suspirou. – Eu era casado, rapaz. – Castiel se sentiu um pouco mais constrangido ao ouvir aquilo.

– D... Desculpe, eu... – Balthazar o interrompeu.

– Tudo bem, não tem problema... Bem, ela me deixou... – Balthazar olhou para alguns pontos da casa, talvez estivesse revivendo memórias, ou algo assim. – Ela me traiu, na verdade. – Castiel logo olhou pra baixo.

– Eu sinto muito. – Castiel disse.

– Tudo bem... Como ela havia me traído, ela não teve direito a muita coisa... Como eu basicamente comprei essa casa, eu continuei com ela... Já a minha ex-esposa... Não tenho a menor ideia de onde ela pode estar, mas onde quer que esteja, que continue lá... Mas vamos esquecer isso, não é? – Balthazar voltou à realidade.

– S... Sim, claro. – Castiel assentiu, logo eles começaram a comer.

...

  Já de saída, Balthazar pegou seu blazer, esse que ele havia tirado quando chegou em casa, logo ele abriu a porta.

– Prepare-se, rapaz... – Balthazar disse. – Nós vamos para o outro lado da cidade. – Castiel respirou fundo... De qualquer forma, eles tinham que ir, afinal, eles não tinham lá muito tempo, Castiel seguiu Balthazar, esse que já ia em direção ao carro.

...

  Quando Balthazar disse “prepare-se” ele não estava brincando, eles já estavam dentro do carro há quase 20 minutos inteiros, e ainda faltava uma boa porção de ruas a serem seguidas.

– E... Eu posso dar uma olhada nos documentos que irão ser utilizados no caso? – Castiel perguntou, ele apontava para a maleta no banco de trás.

– Claro, rapaz... Fique à vontade. – Balthazar disse.

– Obrigado... – Castiel pegou a maleta sem demora... Ao abri-la, ele viu um conjunto de diferentes tipos de papéis, havia coisas que falavam sobre Dean, outras coisas tinham relação com o prédio onde ele morava, dentre outras coisas. – Você teve tempo de estudar a maioria desses arquivos?

– N... Na verdade não, rapaz... Eu acho que vou virar a noite fazendo isso. – Balthazar disse.

– V... Vamos adiantar um pouco o trabalho... – Castiel pegou uma folha ali no meio de tantas outras. – Hm... Parece uma lista das pessoas que entraram no apartamento um pouco antes do assassinato. – Castiel disse.

– Bem... Provavelmente o nome de Adam não estará aí. – Balthazar disse.

– É... Mesmo assim, deve haver algum nome falso... Acha que ele subornaria o funcionário na recepção para que a entrada dele não fosse registrada? – Castiel perguntou.

– Acho improvável, provavelmente teriam descoberto, e o funcionário já estaria preso por isso. – Balthazar respondeu.

– Verdade... Faz sentido, até porque, a lista não estaria aqui se ela não parecesse útil de alguma forma... – Castiel começou a ler as informações, ele não perdia uma palavra. – Muitas pessoas aqui entraram em horários muito distantes à hora do crime... Hm. – Castiel continuou a ler.

– Talvez ele tenha chegado mais cedo para conseguir as digitais do seu namorado... – Balthazar comentou. – Mesmo assim... – Castiel decidiu completar a frase.

– É um processo um pouco complicado. – Castiel disse.

– Isso mesmo, rapaz... Provavelmente ele deve ter conseguido as digitais um pouco antes do dia do assassinato, até porque seu namorado estava em casa a essa hora, não é?... – Castiel confirmou com a cabeça. – Ele deve ter esperado para que o apartamento ficasse livre.

– Exato... – Castiel disse. – Cortando as pessoas que chegaram cedo demais, sobram apenas algumas... Uma pessoa com o nome de Alexander Miller entrou no prédio às uma e doze da manhã.

– Acha que é ele? – Balthazar perguntou.

– Eu tenho quase certeza... Acho que Adam tem essa necessidade de assinar suas iniciais por onde quer que passe... “A” e “M”... Adam Milligan, ele repetiu essa mesma assinatura na fita que foi deixada na nossa porta. – Castiel disse.

– Entendi... Faz sentido, o nome tem as mesmas iniciais... Mas espere, Adam Milligan?... – Balthazar perguntou. – Eu achei que fosse Adam Winchester. – Castiel suspirou.

– Longa história. – Castiel disse.

– T... Tem certeza de que essa “longa história” não pode ser útil para o caso de alguma forma? – Balthazar perguntou.

– Tenho... Muito pelo contrário, ela só vai atrapalhar. – Aquilo certamente deixou Balthazar um pouco surpreso.

– E... Entendi... – Castiel procurou por mais coisas que pudessem ajudar no caso, ele achou uma coisa ou outra, mas deixou aquilo para depois, ele colocou tudo no lugar, fechou a maleta e a posicionou de volta no banco de trás... Eles já estavam saindo da cidade. – Estamos próximos. – Balthazar disse, Castiel assentiu com a cabeça... Talvez aquilo fosse uma bela de uma coincidência, talvez aquele pedaço de grama não tivesse nada relacionado com isso... Mesmo assim, eles tinham aquela sensação estranha que nós costumamos sentir quando temos a certeza absoluta de algo, bem, dessa vez a certeza não era clara, mas no fundo... Bem no fundo, eles sabiam que estavam no caminho certo.

...

  Faltado alguns metros pra chegar ao local, a grama alaranjada já se fazia visível, o lugar era completamente deserto, não havia absolutamente nada do lado do motel, além dele mesmo.

– Porcaria de lugar... – Balthazar disse. – Lewis Motel, é? Está mais pra Bates Motel... – Castiel riu um pouco... Balthazar estacionou um pouco distante do local, logo eles desceram. – Esse lugar é bizarro.

– Não é o único lugar por aqui que é assim... – Balthazar não entendeu muito bem o que Castiel quis dizer, mas Castiel sabia muito bem do que estava falando. – Aliás, por que parou tão longe do lugar?

– Eu tive uma ideia, rapaz... – Balthazar disse, Castiel se aproximou para ouvir... Balthazar logo explicou como toda a situação funcionaria, assim como ele também explicou o que Castiel deveria fazer. – Entendeu?

– Claro, pode deixar. – Castiel disse.

– Eu só espero que a porta não tenha aqueles sinos que sinalizam a entrada. – Balthazar disse.

– Verdade. – Castiel concordou.

– Certo... Vamos. – Balthazar liderou e Castiel logo o seguiu, os quartos do motel eram alinhados como se fossem uma casa longa e estreita, separada em partes iguais, a entrada do lugar se localizava numa construção diferente à dos quartos, mesmo assim, as duas eram relativamente próximas, ao caminharem por um longo caminho até a entrada, Balthazar calmamente abriu a porta, ele logo pôde escutar o som do pequeno sino badalando, pela cabeça dos dois passou um belo dum “porcaria!”, mesmo assim, eles mantiveram a calma e não esboçaram nenhuma reação os dois entraram em fila.

– Boa tarde, senhores. – O funcionário na recepção falou.

– Boa tarde. –Balthazar disse.

– Em que posso ajudar? – O funcionário perguntou.

– Na verdade, eu gostaria de saber quantos quartos estão disponíveis. – Balthazar disse, enquanto ele falava com o funcionário, Castiel começou a olhar algumas revistas, cartões postais, dentre outras coisas.

– Nós temos cerca de três quartos disponíveis, senhor. – O funcionário disse.

– Magnífico. – Balthazar falou, quando Castiel finalmente percebeu que a atenção do funcionário estava completamente voltada para Balthazar, ele abriu a porta o mínimo com o máximo de precisão possível para o sino não tocar, foi por pouco, mas ele conseguiu e saiu de forma discreta, o funcionário nem notou.

...

– Você acha que esse tal de Adam ainda está hospedado aqui? – Balthazar perguntou.

– Algo me diz que ele ficará por perto até o fim do julgamento. – Castiel respondeu.

–Ótimo, faz sentido... Você saberia identificar o quarto dele? – Balthazar perguntou.

– Talvez. – Castiel respondeu, um pouco incerto.

– Ótimo, eu quero que faça o seguinte... As pessoas dizem que não podemos julgar um livro pela capa, mas vai por mim, julgar um motel pela aparência é bem necessário, olha o letreiro dessa porcaria... – Castiel olhou para a placa do lugar, algumas letras estavam quebradas. – E olhe o estado dos quartos... – Castiel obedeceu e olhou para a pintura fraca dos quartos. – Eu tenho certeza de que a segurança aqui é péssima... Mas isso é bom, significa que podemos burlá-la, então nós dois vamos entrar no lugar, eu primeiro, depois você, a atenção de quem quer que seja que esteja na recepção vai ficar voltada pra mim, pura lógica, sendo assim, eu quero que você fique lá por um tempo enquanto eu distraio a pessoa que está lá, quando você perceber que eu consegui, saia bem devagar, certo? – Balthazar perguntou.

– Certo. – Castiel respondeu.

– Bem, essa será a sua chance de encontrar o quarto dele... Eu poderia simplesmente dizer pra você procurá-lo agora enquanto eu vou lá, mas eu acho que vai ser mais fácil de notarem o que estamos fazendo se fizermos isso, a janela que tem lá dá uma visão perfeita da frente e dos quartos do lugar, acredite, se eu chegar lá e você começar a andar próximo dos quartos, vão perceber você, com toda a certeza... Agora, se você entrar lá junto comigo... – Castiel já sabia o que viria depois.

– Provavelmente nem irão notar que eu saí. – Castiel disse.

– Exato, mas esse truque psicológico não dura muito tempo, entendeu? – Balthazar perguntou.

– Claro, pode deixar. – Castiel disse.

...

  Castiel sentia um pouco de nervosismo fazendo aquilo, mesmo assim, havia uma sensação estranha correndo por ele, uma sensação boa, sinceramente, cooperar com Balthazar daquele jeito era super legal... Ele tinha que aproveitar, com certeza... Aquilo até que era divertido... Mesmo assim, Castiel não perdia o foco, ele rapidamente e discretamente foi até os quartos, ele não pôde deixar de notar que havia vários pedaços de grama queimada na calçada que ficava em frente aos quartos... O vento provavelmente trazia os pedaços soltos da grama para lá, já que elas ficavam secas e quebradiças... Os quartos tinham apenas uma janela, essas que ficavam na frente deles... Castiel olhou cada uma delas, uma por uma, ele tinha que ser rápido, mas, ao mesmo tempo, ele tinha que examinar tudo com cuidado... Boa parte dos quartos não parecia estar ocupada... Mas havia um, só um, que possuía algo que nenhum deles possuía.

– U... Um rádio! – Castiel disse, animado... Ele estava certo de que aquele quarto pertencia a Adam, mesmo assim, aquilo não era suficiente, ele tinha que achar algo ali que realmente entregasse isso... Ele teve uma ideia, ele olhou em volta para se certificar de que não havia ninguém, ao colocar as mãos num dos bolsos do sobretudo, ele pegou aqueles grampos que ele sempre carregava, ele nunca mais os havia usado, a última vez que ele usou foi pra abrir a porta da casa de Chelsea, ele estava com Dean naquele dia, há mais de um mês atrás... Então ele começou, colocou os grampos necessários dentro da fechadura, em pouco tempo ele conseguiu destravar a fechadura, por via das dúvidas, ele tirou seu sobretudo e moveu a maçaneta com as mãos cobertas com o tecido da peça... Logo ele estava dentro do quarto... Ao se aproximar do rádio, logo ele percebeu que ele estava sintonizado na frequência da rádio principal da cidade, fazia total sentido, era uma forma simples de ficar por dentro das notícias, sem que fosse necessário estar conectado à internet, por exemplo... Além do mais, Adam parecia gostar bastante de tudo que tivesse relação com sinais de rádio, o sinal SSTV na fita deixava isso bastante claro.

...

– Não há nenhum Alexander Miller hospedado aqui? – Balthazar perguntou, ele ainda tinha a atenção total do funcionário.

– P... Por que quer saber, senhor?... – O funcionário já estava ficando impaciente. – Você não quer dar uma olhada nos quartos?

– N... Não, obrigado. – Balthazar disse.

– Senhor, você está me fazendo perder meu tempo, o senhor não quer um quarto, então não tenho nada a tratar com você, além do mais, cadê aquele cara que estava aqui agora a pouco? – Balthazar já não estava mais no completo controle da situação, mesmo assim, ele tinha que ser esperto e manter a calma.

– Ah, ele deve ter voltado para o carro. – Balthazar disse, ele implorava mentalmente para que ele estivesse certo.

– Que carro? – O funcionário não havia percebido o carro estacionado um pouco mais distante do local, não era muito visível a partir do lugar onde estavam, o funcionário saiu da bancada e andou vagarosamente até a janela, Balthazar começou a temer que ele encontrasse Castiel de alguma forma.

...

  Enquanto Balthazar fazia o máximo possível para manter o funcionário distraído, Castiel procurava atentamente por algo no quarto que pudesse ser útil.

– Hm... – Castiel olhava em todos os lugares. – Nada nas gavetas, nem embaixo da cama... – Ele tinha que se apressar, ele tinha a impressão de que Balthazar não iria conseguir segurar o funcionário por muito tempo, e ele estava certo... Mesmo assim, aquele quarto era simples demais, ao verificar rapidamente o banheiro, ele concluiu que lá a mesma coisa se aplicava... Mas algo tinha que estar escondido ali, com certeza... Ainda havia uma forma de esconder algo ali, e ele sabia exatamente onde... Ele removeu a colcha da cama rapidamente e examinou todo o colchão... Até achar o que ele procurava. – Finalmente. – Um corte, um corte discreto, mas bem profundo, com o sobretudo cobrindo uma das mãos, Castiel a deslizou por dentro do corte, com quase metade do seu braço por dentro do colchão, ele finalmente sentiu algo... Puxando rapidamente, o objeto revelou-se ser um grande envelope, Adam podia ser inteligente, mas Castiel estava além disso, com toda a certeza... Eles realmente estavam no caminho certo, não havia como negar... Sentindo que não tinha mais tempo, Castiel rapidamente colocou a colcha no lugar e discretamente saiu do quarto, torcendo para que ninguém o visse... Olhando rapidamente para a janela do prédio da recepção, Castiel viu que o funcionário estava se aproximando dela... Ele correu em direção ao fim do último quarto, escondendo-se na parede e saindo do campo de visão dele.

...

– Ah... Aquele ali? – O funcionário perguntou, Balthazar se aproximou e conferiu... Ele também procurou por Castiel, mas não chegou a vê-lo.

– S... Sim, esse mesmo. – Balthazar confirmou.

– Tá, dane-se... Você vai querer um quarto, ou não? – Acabou, Balthazar não conseguiria enrolá-lo por mais nenhum segundo.

– N... Não. – Balthazar disse.

– Bem, então não precisa mais ficar aqui... Não é? – O funcionário perguntou.

– É... – Balthazar suspirou. – Obrigado, tenha uma boa tarde. – Balthazar abriu a porta.

– Você também, senhor. – O funcionário falou como se estivesse sendo obrigado a fazê-lo... Enquanto Balthazar andava pelo caminho que levaria até seu carro, ele notou que Castiel não estava lá, ao olhar em volta de si, ele o viu encostado numa parede, com o sobretudo cobrindo a mão que segurava o envelope, Balthazar fez um olhar de surpresa pra ele.

– Você quase me mata de susto, rapaz!... – Balthazar sorriu, assim como Castiel o fez... Enquanto Balthazar falava com ele, Balthazar se afastava, indo em direção ao seu carro, Castiel estranhou aquilo... Mas logo ele entendeu. – A partir da janela, ele consegue me ver, não posso olhar pra você, nem mesmo me aproximar, ou ele vai desconfiar... Eu chego aí daqui a pouco... – Castiel assentiu com a cabeça... Balthazar rapidamente chegou em seu carro, ele seguiu com o mesmo alguns metros adiante, assim Castiel poderia entrar sem ser visto pelo funcionário... Logo ele o fez. – Eu sou o único aqui que me senti um agente da CIA? – Balthazar perguntou, logo Castiel riu.

– De jeito nenhum.

– Então você conseguiu algo?... – Castiel confirmou com a cabeça, mostrando o envelope logo em seguida. – Sensacional, rapaz. – Balthazar logo deu a volta com o carro e voltou a dirigir de volta para a cidade.

– Uau... – Castiel disse enquanto respirava um pouco ofegante. – Isso foi demais. – Castiel sorriu.

– Foi, não foi?... – Castiel confirmou com a cabeça. – Como você conseguiu isso? Como entrou no quarto? – Balthazar perguntou.

– Com isso. – Castiel mostrou seus grampos, Balthazar riu.

– Você não se cansa de me surpreender, rapaz! – Balthazar disse, Castiel sorriu.

– Isto estava dentro do colchão da cama, literalmente. – Balthazar arregalou os olhos.

– Sério?... – Castiel confirmou com a cabeça. – E como soube que era o quarto dele?

– Era o único que tinha um rádio dentro, lembra do sinal de rádio em SSTV que havia na fita?... – Balthazar confirmou com a cabeça. – Bem, Adam parece gostar de coisas assim, além do mais, ele podia saber de tudo que estava acontecendo sem precisar utilizar uma rede que marcasse sua posição. – Castiel disse.

– Como uma 3g no celular, por exemplo. – Balthazar disse.

– Isso mesmo, acho que ele estava ouvindo o rádio na esperança de saber se Dean havia sido preso ou não... – Castiel suspirou. – Eu e o Chuck não assistimos ao noticiário esses dias, então não temos certeza se a prisão dele foi noticiada ou não.

– Na verdade, rapaz... Foi sim... – Balthazar disse num tom sério... Castiel olhou pra baixo. – Nós vamos tirá-lo de lá, Castiel, eu prometo... – Castiel sorriu para Balthazar. – Agora vamos, abra! Estou louco para saber o que tem aí dentro. – Castiel assentiu com a cabeça e logo abriu o envelope.

– V... Você pode me emprestar uma de suas luvas? – Castiel perguntou.

– Claro, rapaz.

– Obrigado... – Castiel abriu o porta-luvas, foi onde ele viu Balthazar guardá-las, ele pegou uma delas e logo às colocou... Então ele pegou a primeira coisa que tinha no envelope. – Um frasco de... – Castiel leu o nome. – Glicerina? O que isso faz aqui?

– Hm... O que mais? – Balthazar perguntou, Castiel colocou a glicerina de volta no envelope e pegou outra coisa.

– Cola para madeira... – Eles estranharam. – Já entendi... – Castiel disse. – Quase tudo que é necessário para clonar uma digital está aqui dentro... – Balthazar olhou com surpresa para Castiel... Castiel pegou outra coisa lá dentro. – Inclusive a própria luva utilizada. – Estava ali, a luva continha todos os cinco moldes, um para cada dedo.

– Porra!... – Balthazar disse, Castiel olhou para ele com surpresa. – Eu não costumo xingar, mas isso foi necessário! Castiel, você não deve ser um advogado, mas sim um detetive!... – Eles riram. – Nossa, cara... Isso foi demais!... Não é a toa que seu namorado gosta tanto de você... – Castiel ficou um pouco vermelho. – A outra luva está aí? – Balthazar perguntou.

– N... Não, só essa... – Castiel começou a pensar. – Que tipo de objeto pega as suas cinco digitais de uma só vez? – Castiel já sabia a resposta, mas ele adoraria ouvi-la vindo de Balthazar.

– Um copo de vidro! – Balthazar respondeu.

– Isso mesmo. – Castiel disse.

– Isso explicaria o fato de haver apenas uma... O laudo de necropsia de Amelia deve estar na maleta, pegue-o, preciso que confira algo pra mim. – Castiel colocou a luva dentro do envelope e pegou a maleta em seguida.

 – De que informação precisa? – Castiel perguntou.

– Eu não tenho muita certeza disso, mas eu gostaria de saber se alguma digital foi encontrada no corpo dela. – Castiel logo entendeu e começou a ler o laudo por completo... Ele não perdeu um único detalhe.

– Uh... Na verdade não, não foi encontrada nenhuma digital nela. – Castiel disse.

– De acordo com o legista, a mão utilizada para manusear a arma foi a esquerda... – Balthazar disse. – Assim como a luva que conseguimos também é esquerda, provavelmente a outra mão estava coberta por uma luva normal... Bem, ele tinha que lidar com o que ele havia conseguido, simplesmente duplicar as digitais e invertê-las não funcionaria, já que cada dedo tem uma digital diferente.

– Sim... – Castiel disse. – É verdade, mas eu acho que isso foi no mínimo tolo da parte dele, mesmo que as digitais ficassem iguais, porém invertidas, seria uma situação mais verossímil do que termos apenas a mão esquerda evidente.

– Hm... Verdade... Você está certo... – Balthazar concordou. – Mesmo assim, é melhor pra gente... – Castiel riu. – Castiel, rapaz... O que você acha de ficar em casa agora? – Balthazar perguntou.

– Uh... Já? – Castiel perguntou.

– Sim, rapaz... – Balthazar sorriu. – Hoje é sábado, você deveria aproveitar, ou sei lá... Pode deixar comigo, eu vou fazer algumas coisas em casa, como começar a corrigir as provas, por exemplo... – Castiel sorriu. – E logo estudarei o caso do seu namorado... O que você acha?... Eu acho que você devia descansar. – Castiel suspirou.

– É... Eu concordo. – Castiel disse.

...

  A volta foi um pouco mais rápida do que a ida, Balthazar chegou à casa de Castiel em bem menos tempo do que ele imaginava que demoraria.

– Pronto, Castiel. – Balthazar disse.

– Muito obrigado, Balthazar... – Castiel sorriu.

– De nada... – Balthazar disse.

– Ah, o envelope. – Castiel colocou o envelope no banco de trás.

– Obrigado... – Balthazar disse, Castiel saiu do carro. – Ah, e obrigado pela a sua ajuda, sério, se não fosse por você, provavelmente não teríamos tido progresso algum.

– Eu que agradeço. – Castiel disse, Balthazar sorriu pra ele.

– Bem, se eu tiver algo importante a tratar com você sobre o caso, eu te ligo, ok? – Balthazar perguntou.

– Claro. – Castiel disse.

– Até mais, Castiel.

– Até mais, Balthazar. – Castiel logo fechou a porta e se dirigiu para sua casa... Ele logo girou a chave que havia colocado na fechadura e abriu a porta, Balthazar logo saiu com seu carro... Castiel entrou... Ele não pôde deixar de notar que o carro de Chuck já estava ali.

– E então, como foi lá? – Chuck perguntou, ele sorria para Castiel enquanto assistia à televisão... Castiel passou suas mãos pelo rosto.

– Foi demais. – Castiel sorriu, logo ele sentou do lado de Chuck.

– Cacete! Conte-me tudo. – Chuck desligou a TV e prestou atenção no seu amigo... Logo Castiel explicou como foi todo o seu dia para Chuck, ele contou tudo... Detalhe por detalhe, ele falou de como foi visitar o prédio e a cena do crime, falou da grama, até mesmo mencionou Alfie na conversa, ele também falou que passou um tempo na casa de Balthazar, ele mencionou a ex-esposa dele... Ele também mencionou a lista de pessoas que foram ao prédio onde Dean mora na noite e na madrugada que precederam o assassinato, assim como ele também falou do plano que ele e Balthazar executaram para que Castiel conseguisse descobrir o quarto de Adam, ele também falou do rádio, e também falou de como ele conseguiu entrar, por fim, ele falou sobre o envelope e como conseguiu encontrá-lo, além de dizer o que havia dentro dele.

– CARALHO!... – Chuck gritou, Castiel sorriu. – Não, sério, vá se fuder!... – Castiel começou a rir. – Puta que me pariu, velho! Você teve um dia louco! Cacete!... – Chuck riu. – Que demais, cara! Só você pra perceber aquela grama filha de uma puta ali, no meio da porra do tapete!... – Castiel sorriu. – E esses grampos aí serviram mais uma vez, não é?... – Castiel confirmou com a cabeça. – Caralho, velho... Muito bom, você é demais, Castiel... – Chuck sorriu enquanto olhava fundo nos olhos de Castiel. – E você e o Balthazar dão uma ótima dupla.

– Com certeza... – Castiel concordou. – Mas e o seu dia, como foi? – Chuck gargalhou assim que ouviu a pergunta, Castiel não entendeu.

– Cara, foi muito engraçado... – Chuck pausava para sorrir. – A Jo tinha umas armas especiais para caçar, ela também ficou se exibindo com a licença pra caçar que ela tem... – Chuck sorriu. – E... Eu tive que tirar uma, também.

– Sério, onde está? – Castiel perguntou... Chuck levantou-se e pegou sua carteira, essa que estava na mesa da cozinha.

– Aqui. – Chuck sorria enquanto tirava a sua licença da carteira... Ele a entregou para Castiel.

– Que legal. – Castiel sorriu e a devolveu.

– E não é? Nós passamos numa loja de armas pra consegui-la... – Chuck voltou a se sentar no sofá. – Ela não me disse que eu teria que pagar... – Castiel franziu a testa. – Isso porque ela já planejava pagar por mim... – Chuck ficou um pouco vermelho ao dizer aquilo. – Eu disse a ela que não precisava, eu já tinha dinheiro suficiente, mas ela insistiu. – Castiel sorriu.

– Que bonitinho. – Castiel comentou.

– Vá se ferrar... – Eles riram. – Bem, depois nós fomos pra uma floresta, o pior vem agora... – Chuck começou a rir de novo. – Cara, nós não conseguimos porcaria nenhuma!... – Castiel começou a rir, também. – Primeiro que ela teve que me ensinar como funcionava tudo, porque eu não sabia nada sobre caçar... Mesmo assim, eu fiz tudo errado... – Chuck caiu na risada mais uma vez, assim como Castiel. – E ela não parava de rir da minha cara, ela ria tanto que ela mal conseguia mirar em alguma coisa, na verdade, nosso riso deve ter espantado qualquer ser vivo que pudesse ser caçado por ali... – Chuck suspirou. – Mesmo assim... Foi incrível... – Chuck sorriu. – É como você havia dito, o que importa é o tempo que eu passo com ela, você estava certo, como sempre... – Castiel sorriu para seu amigo. – Eu achei que eu tinha a feito perder o tempo dela, mas no carro ela falou que tinha sido um dos melhores dias da vida dela, e aquilo foi demais... Foi muito divertido, Cas... Muito mesmo.

– Que bom, Chuck. – Castiel concordou.

– Pois é... Foi demais... – Chuck sorria enquanto revivia as lembranças na sua mente. – Mas e aí, você vai querer sair hoje?

– P... Pra onde? – Castiel perguntou.

– Uh... Eu sei lá... Você não estava pensando em chamar a Meg pra fazer algo legal? – Chuck perguntou.

– Bem... Eu estava... – Castiel respondeu. – Mas eu estava pensando em chamá-la para fazer algo legal hoje mais cedo, eu não sei como funciona a rotina de sono dela, já que ela trabalha de madrugada... Mas foi antes de... Você sabe.

– Ah... É mesmo... Tudo bem, então... Vamos ficar só por aqui mesmo, eu estou cansado, e acredito que você também esteja, não é?... – Castiel concordou com a cabeça. – Vamos pedir pizza, eu pago... – Chuck sorriu pra seu amigo. – Então nós assistiremos a um bom e velho filme na TV.

– Ótima ideia. – Castiel disse... Chuck estava certo, os dois estavam cansados... Era o momento perfeito para ficar em casa e curtir um pouco, depois de tudo, eles mereciam aquilo.

...

  Como era de se esperar, eles não assistiram apenas um filme, eles já estavam em seu terceiro.

– Não me canso de assistir O Silêncio dos Inocentes... – Chuck disse. – Puta merda, esse filme é demais!

– Concordo. – Castiel disse.

– Hannibal Lecter está aqui, no meu coração. – Chuck disse, Castiel vagarosamente virou a cabeça em sua direção.

– Tem noção do que está dizendo? – Castiel perguntou.

– Agora tenho... – Chuck respondeu. – Não me orgulho disso. – Eles riram.

...

  Depois de o filme terminar, Castiel jogou as caixas de pizza fora, Chuck o ajudou... Eles limparam tudo que precisava ser limpo, agora eles estavam sentados no sofá, apenas vendo o tempo passar pela janela.

– Que horas são? – Chuck perguntou.

– Dez horas e catorze minutos. – Castiel disse.

– Hm... – Chuck suspirou. – E aí, está tudo bem com você?

– E... Eu acho que sim... Sinceramente, tudo correu bem melhor do que eu imaginei... Eu achei que o Balthazar não conseguiria montar uma boa defesa em apenas dois dias, mas eu fico feliz por estar enganado. – Castiel disse.

– Ele só conseguiu fazer isso porque você ajudou, Cas... – Chuck disse... Castiel sorriu pra ele. – Ele mesmo disse isso quando você saía do carro, como você mesmo falou.

– É... – Castiel olhou pra baixo. – Você vai comparecer ao julgamento do Dean?

– Está brincando?... – Chuck perguntou. – Claro que vou porra, ele é seu namorado, além de ser meu amigo... Estaremos lá para dar apoio a ele, não é?

– Claro... Com toda a certeza... – Castiel olhou pra cima, Chuck fez o mesmo após alguns segundos... Os dois começaram a imaginar como Dean estava... Ele realmente fazia muita, mas muita falta... Em menos de um mês, Dean já havia marcado o coração deles de uma forma nunca vista, ele não merecia estar preso, claro que não, de forma alguma... Não se podia esquecer que a mãe de Adam havia morrido, claro que não... Mesmo assim, a culpa não pode ser atrelada a Dean, ele fez o que achava ser certo... Se ele pudesse ajudar Adam e ao mesmo tempo evitar uma provável briga entre seus pais, certamente ele o faria... Talvez, naquela situação, ele poderia sim ter achado uma solução, mas ele não viu... Ele podia ter conversado com seu pai em segredo para conseguir um pouco de dinheiro, ou ele mesmo podia ter fornecido... Mesmo assim, ele não o fez, não porque ele não queria, mas naquele momento tudo estava tão embaçado que ele mal conseguia enxergar uma forma de suportar tudo aquilo, afinal, ele também teve que lidar com o fato de que seu pai havia traído sua mãe, e pior, ele teve que ficar calado, tendo apenas seu irmão para ajudar... Sim, ele podia ter feito algo, mas quantas vezes na vida os seres humanos podem fazer algo para ajudar, mas não fazem porque não enxergam a solução, ou não se sentem bem para fazê-lo? Inúmeras, com certeza... Mas mesmo que isso aconteça tantas vezes, não podemos culpar nenhuma dessas pessoas, pois todas são seres humanos... E seres humanos cometem erros... Muitos e muitos erros... No fim das contas, vivemos num mundo onde não existem heróis ou vilões... Apenas... Pessoas... Pessoas essas que, em sua maioria, dão o seu máximo para tornar o mundo um lugar melhor, mas nem sempre elas conseguem... Porque nem sempre o mundo colabora, não é?... Quando Castiel voltou à realidade, ele notou que Chuck estava segurando sua mão.

– Nós não vamos desistir, Cas. – Eles sorriram um para o outro.

...

  Depois de mais alguns segundos olhando para a janela, assistindo a noite, a rua e a Lua, Chuck se levantou devagar.

– Bem, vou tomar banho. – Chuck disse indo ao banheiro.

...

  Já estava bem tarde, Castiel estava em sua cama, olhando para o lado vazio enquanto pensava em Dean... Ele faria de tudo para tê-lo ali mais uma vez, Castiel sentia muito a falta dele... Percebendo que ele não conseguiria dormir tão cedo, Castiel se levantou e abriu a porta do guarda-roupa, pegando o livro que Nick havia escrito logo em seguida... Ele voltou para a cama e abriu o livro na página onde havia parado, ele se certificou de deixar o livro no mesmo local onde a luz do luar se fazia presente... Ao olhar para o livro, era impossível não se lembrar de Nick... Castiel sentia uma tremenda vontade de chorar, não de tristeza, mas de alegria... Ele ainda se sentia muito orgulhoso do irmão... Demorou um pouco, mas ele logo achou as últimas palavras que havia lido, ele continuou a ler exatamente de onde parou... Ele sabia que seria uma história triste, com certeza, mas ele estava preparado.

– “Sem demora, o demônio puxou Nick para dentro de casa, o pobre gatinho foi deixado ali, parado no chão... A casa sofreu com as desavenças provocadas pelos demônios conversando entre si, enquanto isso, Nick assistia atentamente às cenas... Logo depois de um tempo, Nick foi mandado para seu quarto, Castiel foi retirado dali, logo em seguida... Os dias se passaram, Nick foi proibido de se aproximar do lindo Castiel, a atitude dos demônios perante aos dois também mudou, eles se tornaram bem mais repreensivos com Nick, porém pareciam mais passivos com Castiel... Nick queria muito se aproximar dele de novo... Ver aquele lindo sorriso que só um belo anjo como Castiel conseguia ter... Então Nick arquitetou um pequeno plano... Alguns dias depois, Nick notou a presença de Castiel na sala, assim como a de um dos demônios... Nick atravessou o lugar e chegou até a cozinha, ele tinha que fazer algo, aqueles demônios só faziam mal a Castiel, eles só iriam prejudicá-lo, talvez até mesmo corrompê-lo! Não, de forma alguma, Nick não iria deixar que aquilo acontecesse, sendo assim, ele pegou algo que pudesse ajudá-lo...”... – Castiel começava a se perguntar o que viria depois... Ele não tinha um bom pressentimento. – “Aproveitando que o demônio se encontrava de costas, Nick desferiu um golpe com uma das facas que havia conseguido...”... – Castiel arregalou os olhos. – “Um golpe fatal, certamente... Mas não muito preciso... Na esperança de que aquele demônio finalmente morresse e os deixassem em paz, Nick o assistiu agonizar, os olhos diabólicos do demônio o encaravam sem parar, enquanto ele gritava, Nick viu algo que odiava ver... Castiel estava chorando... Aquele som machucava Castiel, aquele demônio precisava morrer imediatamente...”... – Castiel já estava com uma de suas mãos na sua boca... Ele não podia acreditar no que estava lendo, mesmo assim, ele não conseguia parar. – “Nick avançou em direção a ele, porém o outro demônio se fez presente, impedindo-o de ajudar seu irmão.”... – Castiel fechou o livro imediatamente, ele simplesmente tinha que parar, e rápido. – Meu Deus. – Castiel disse... Logo ele se lembrou da cicatriz que sua mãe tinha próxima ao seu pescoço... Sua mãe havia mentido sobre a origem da cicatriz, claro, mas ele sempre desconfiou daquilo... Depois de tanto tempo, ele finalmente conseguiu a resposta... Castiel estava ali, parado, tentando processar tudo aquilo... Ele toma um enorme susto quando escuta um som vindo de seu celular... Logo ele o pegou e viu que eram mensagens de Balthazar, ele começou a lê-las logo em seguida... “Ei, Castiel... Eu queria mais uma vez agradecer a sua ajuda.”... “Eu espero não ter te acordado... Mas eu preciso muito perguntar.”... “Pra ser sincero, eu acho que já temos o suficiente para uma boa defesa, graças a você! Mas eu estava pensando... Seria muito melhor se houvesse uma prova definitiva de que a casa do Dean foi invadida pelo Adam... Tem alguma ideia?”... Castiel logo pensou em algo.

...

  De volta ao tribunal, Balthazar continuava a falar.

– Não só isso, eu tenho uma prova em vídeo de que Adam entrou sim no apartamento de Dean... – Todos pareciam surpresos. – Sabe como ela foi conseguida?... – Balthazar fez suspense.

– Vocês não vão acreditar como um espelho, localizado num apartamento que fica num prédio ao lado, foi tão importante pra isso.


Notas Finais


BOOM! Gente, eu acho que por essa vocês não esperavam, não é? Eu espero que não! Pra quem não entendeu, num dos capítulos anteriores, o Castiel e o Chuck notam um quarto rosa que fica num prédio ao lado, eles também notam um espelho que há no quarto, bem, Balthazar se referia ao mesmo quarto, ok? Enfim, gostaria de dizer algumas coisas e pedir a opinião de vocês: Pra quem lê esta fanfic (obrigado) e ainda não sabe, eu comecei a "adaptar" uma outra fanfic não terminada que eu vi por aí, eu adorei a ideia da fanfic, mas eu achei que ela foi mal desenvolvida, e é claro, a fanfic nunca chegou a ser terminada, sendo assim, eu consegui a permissão da autora para utilizar da mesma ideia e fazer uma "adaptação", então eu gostaria de saber, eu atualizo a fanfic nova uma vez a cada dois capítulos de Inocente? Se não, como vocês sugerem que eu faça? Eu devo continuar com a fanfic nova? Adoraria saber o que vocês acham! Mas enfim, eu gostaria de agradecer a TODOS que leram até aqui, de verdade! Como sempre, se possível, só se for possível, favoritem a fanfic e comentem, vocês sabem que eu AMO falar com CADA UM DE VOCÊS! Por fim, eu gostaria de pedir perdão por não ter respondido todos os comentários que vocês deixaram, ainda... Acontece que eu tenho que escrever uma resposta que faça jus ao comentário de vocês, porque vocês merecem! Então me perdoem, mas eu prometo que os responderei assim que possível! Ok? Muito obrigado, mesmo... De verdade... Eu amo todos vocês, beijos enormes e até o próximo capítulo!

P.S. - Pra quem não percebeu, o nome do capítulo faz referência às iniciais do Balthazar e do Castiel... Beijos!


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