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História Inocente babá, Perigoso desejo - Min Yoongi - Capítulo 2


Escrita por: Obrien_hyung

Capítulo 2 - Porquê você precisava!


(S/N) 

Um mês depois. 

Eu estava perdida. Definitivamente! 

Minhas mãos esfregavam meu rosto diversas vezes, enquanto meus olhos observavam as inúmeras contas sobre a mesa. 

Ser demitida havia sido a pior coisa que poderia ter me acontecido! 

Na mesa de jantar, havia uma quantidade absurda de boletos para pagar. Eram tantas contas inúteis que eu havia criado, que resolver tudo aquilo era um grande problema. Resolver seria um milagre. 

- Porquê diabos eu comprei uma chupeta - termômetro? - perguntei a mim mesma, lendo as sifras na folha em minha frente. 

Gastar 35170,63 wones (equivalente à 160 reais no Brasil.) não se é muito adulto. 

- Puta merda, S/n. - Me amaldiçoei mentalmente, e peguei meu celular que estava ao lado dos boletos. 

Enviei uma mensagem no chat para Jungkook, perguntando se este e eu poderiamos nós encontrar dali a alguns minutos para jantarmos. Já fazia alguns dias que eu não o via, e vê-lo me ajudaria a esquecer os problemas que se negavam a me deixar. 

A porta da sala se abriu, e uma Irene abarrotada de sacolas entrou. Ela deixou os sapatos de lado, e caminhou sorridente até mim. 

- Oii, S/n! - ela parecia animada. Deixou as sacolas na mesa, e se sentou próxima de mim. 

- Eai, Irene. - Falei, levemente sem ânimo. 

- Porquê essa cara de enterro? - perguntou, séria. Sem conter uma resposta minha, Irene desviou a atenção para os papeis na mesa, e pegou uma das folhas. - Tampa de silicone para garrafa de cerveja. Que porcaria, S/n! - ela resmungou, fazendo uma careta. 

- Eu sei. É inútil. - concordei, e a balançou a cabeça negativamente. Em seguida, foi na direção da geladeira e pego uma jarra com água da mesma, serviu um copo e voltou para o meu lado. 

- Fique tranquila, você vai arranjar um bom emprego. - Ela disse, com um sorriso curto, numa tentiva frustada de me animar. 

- E se eu não arranjar? - perguntei, já pensando no pior. 

- Pare de ser pessimista, garota! - Irene falou, autoritária. 

- Irene, você sabe que não é pessimismo! Eu só sou realista! Se eu não arranjar um emprego não posso ficar morando com vocês... 

- S/n! - Irene me repreendeu. - Você sabe que pode ficar aqui o tempo que quiser! Não precisa pagar o aluguel! Você é minha cunhada e antes disso; melhor amiga! - ela falou e eu sorri docemente. 

- Eu sei, eu sei, Irene. Mas não consigo ficar morando aqui de graça, sem ajudar com nada... - Choraminguei. 

- Você pode ficar aqui o tempo que quiser e como quiser! - Irene colou um beijo carinhoso em minha bochecha. 

Meu celular vibrou, e eu me apressei em verificar as notificações. Era Jungkook com a resposta para o meu pedido de sairmos. 

- Hoje eu não posso. Te aviso quando estiver livre. Um beijo 😘

Meus ombros caíram e eu me afundei no próprio lugar. 

- Que foi? - Ela perguntou. Com tantos anos conhecendo aquela garota eu sabia que aquilo não era preocupação e sim, curiosidade. 

- Chamei Jungkook para sairmos... Ele disse que está ocupado. - contei e percebi quando a mais velha torceu o nariz. 

- Bom, hoje você e eu faremos uma seção de filmes e pipoca, então! - ela contou sorridente. 

- Não. Não quero atrapalhar seu namoro.. - sorri envergonhada. 

- Ah, para! Você sabe que é bom te ter por perto. - Ela sorriu pra mim. - Me ajuda com o jantar? 

Eu assentou, firmemente. 

[...]

Na noite anterior, Irene e eu fizemos um belo jantar, e depois, preparamos duas belas vazilhas de pipocas, cada uma com um respectivo sabor. E então, assistimos uma quantidade absurda de filmes! Hoseok foi o primeiro a dormir, afinal, não estava aguentando mais! 

Tomei um banho não muito demorado e vesti uma roupa confortável. Fui para a cozinha, onde meu irmão tomava seu café junto da namorada. Eles pareciam alegres. Riam de alguma coisa e eu me senti um pouco incômoda. Fazia tempo que Jungkook e eu não ríamos daquela forma. Na verdade, eu nem sei se já tivemos momentos assim antes. 

- S/n! - A voz do meu irmão ecoou pelo apartamento e um sorriso amarelo se formou em meu rosto. 

- Foi mal, eu não queria atrapalhar vocês. - Expliquei e ambos me olharam com reprovação. 

- Não vai tomar café? - Hoseok perguntou e eu acenei. 

- Bom, preciso ir andando. Me dá uma carona, amor? - Irene olhou para o namorado que apressou-se em pegar as chaves no bolso. 

- Nos vemos mais tarde, S/n. - Meu irmão disse antes de beijar minha testa. - eu te amo. 

- Eu também te amo, maninho. - Falei e o mais velho sorriu, largamente. 

- Até mais tarde, S/n. - Irene e eu trocamos um beijo ladino e em seguida, eu me vi sozinha naquele apartamento silencioso. 

Já que estava sozinha, fui tomar meu café da manhã. Irene e Hoseok já estavam tomando quando eu cheguei e por esse motivo, a mesa já estava pronta. Servi um pouco de café em uma xícara e peguei dois Waffles. Mordi-o degustando deliciosamente o meu alimento. 

A campainha tocou. Com um grunhido baixo, eu fui atender. Por um momento imaginei que Hoseok ou Irene haviam esquecido algo, mas eles não eram esse tipo de gente e eu logo desisti daquela opção. 

- S/n! - Lalisa pulou no meu colo, com bastante euforia. 

Eu a abracei amorosamente já que fazia alguns dias que eu não via a tailandesa e eu estava com bastante saudades. Ao lado, estava o namorado Park Jimin. Este também meu melhor amigo. 

- Tranquilo, S/n? - ele perguntou. 

- Sim! E voces? Aceitam um café? Comam. - eu falei, indicando as cadeiras livres na mesa. 

Assim o casal obedeceu. Lisa comeu um waffle e Jimin não quis nada. Segundo ele, já havia comido o suficiente antes de sair de casa. 

- Qual o motivo da visita tão... Inesperada? - eu perguntei. Era bem raro as vezes que Jimin e Lalisa vinham em minha casa. Eles sempre estavam ocupados demais e na maioria das vezes, eu que frequentava sua casa. 

- Jimin arranjou uma entrevista de emprego para você! ,- A Manoban exclamou, com um sorriso largo. Ela parecia empolgada. 

Jimin concordou, também com um sorriso. 

- Você sabe que eu trabalho com o Min Yoongi, não é, S/n? - Jimin começou, calmo. 

- Sim, claro. 

- Então, ele possue dois filhos e as crianças precisam de uma boa babá. 

- Babá? - Eu o olhei, tentando não arregalar os meus olhos. 

- Exatamente! - confirmou. - Eu sei que não tem nada haver com a sua área, mas é uma oportunidade boa. 

"Jimin, eu não tenho nenhuma experiência com crianças!" Era isso que eu queria dizer aos dois. Mas, tudo o que eu disse foi: "Isso é moleza! Muito obrigada"  

Diabos! Eu e minha boca grande. 

- I quê precisa fazer? - Perguntei. 

- Eu não sei ao certo. Crianças são fáceis de se lidar, então eu arrisco a dizer que não é nada fora do comum. - explicou o Park. 

- Entendi. Eu começo quando? - Perguntei bastante empolgada. 

- Na verdade, nem eu sei. - Ele coçou a nuca, poucamente envergonhado. - Ainda não falei com o Senhor Min. Farei isso assim que chegar na empresa, e assim que possível, retornarei. 

- Certo! Muito obrigada, Jimin! Você é um anjo. - Eu falei, imensamente grata. 

- Não por isso. Somos amigos. Se precisar de algo, me chame. - ele disse, e eu concordei rapidamente. - Acho que precisamos ir agora, meu bem. - falou, se referindo à namorada. 

- Sim, está na hora. - Ela concordou e me abraçou para se despedir. - Nos vemos! 

- Nos vemos! - confirmei. - Muito obrigada, vocês são incríveis!

Jimin sorriu e depois de também ter se despedido, ele e a Lalisa foram embora. 

Esperei até que tivesse sumido da escadaria e voltei para o lado de dentro. 

Babá.

Aquilo me soava estranho... Eu também nunca havia cuidado de nenhuma criança! 

Céus, porque eu fui aceitar isso? 

E uma voz dentro da minha cabeça respondeu: porquê você precisava! 



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