História Inocentes - Capítulo 2


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Dabi, Denki Kaminari, Eijirou Kirishima, Hitoshi Shinsou, Izuku Midoriya (Deku), Katsuki Bakugou, Kyoka Jiro, Momo Yaoyorozu, Ochako Uraraka (Uravity), Personagens Originais, Shouto Todoroki, Tenya Iida, Tomura Shigaraki
Tags Bakukiri, Kiribaku, Momojirou, Shigadabi, Shinkami, Tododeku
Visualizações 191
Palavras 1.277
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Capítulo 2


Inocentes


Shouto respirou fundo antes usar sua individualidade para criar um grande muro de gelo entre seu amigo e os oficiais, surpresos os homens armados começaram a atirar. Todoroki se surpreendeu com o estrago que as pequenas balas foram capazes de fazer ao seu gelo, por sorte ele era mais forte do que isso.

Denki olhava assustado para a parede de gelo, ouvia os gritos dos policiais paralisado, Todoroki os tinha congelado. O meio-ruivo colocou a bandana que usava no pescoço sobre a boca e o nariz, a capuz nunca deixando sua cabeça, correu até um dos policias e pegou sua arma, voltou-se para o loiro aterrorizado e segurou sua mão o forçando a correr. No fundo de sua mente uma vozinha sussurrava que deveria ter matado os oficiais.

“Mas eu sou um herói.” Pensou angustiado, um herói não tira a vida das pessoas, ele as salva.

- Quem é você? – Kaminari não conseguia parar de chorar, mesmo sabendo que agora estava seguro.

- Isso não importa agora! Têm algum lugar onde podemos nos esconder? – virou uma esquina.

O loiro ponderou um pouco sobre levar ou não o desconhecido para seu lugar seguro, mas algo nesse garoto lhe parecia tão familiar que ele não precisou pensar duas vezes.

- Eu conheço um.

O meio-ruivo permitiu que Kaminari lhe mostrasse o caminho, ambos tendo muito cuidado para não serem vistos ou seguidos. O loiro não conseguia entender o porquê desse garoto ter lhe ajudado, ou porque ele confiava nele para lhe seguir, porém decidiu não questionar a sorte que foi tê-lo por perto. Shouto tinha os olhos arregalados ao perceber que o menor estava lhe levando para o antigo esconderijo dos vilões, que ironicamente parecia apenas um bar abandonado às traças.

Entraram no velho estabelecimento e o loiro lhe surpreendeu mostrando uma porta secreta que dava para uma escada. Desceram a mesma em um silêncio desconfortável, o meio-ruivo gostaria de poder controlar seus batimentos cardíacos, pôs seu coração estava tão acelerado que teve medo de infartar. Pararam de frente a outra porta.

- Espere um momento. – disse o loiro quando ele tentou tocar a grande porta de metal – Temos um código. – bateu seis vezes seguidas, uma pequena janela se abriu e ele pôde reconhecer os olhos castanhos de Uraraka.

- Denki-kun. – a mulher suspirou aliviada, no entanto seus olhos se estreitaram desconfiados ao ver o mais alto ao lado de seu conhecido – Quem é ele?

- Não sei, mas ele me salvou. – disse apreensivo – Ele é como nós, acho que podemos confiar nele.

A garota franziu o cenho, porém abriu a porta para que ambos pudessem entrar. Os outros que estavam na sala assistiram com curiosidade o novato olhar tudo ao redor com espanto. O estudante da U.A notou que por dentro parecia uma casa, sorriu sob a bandana ao ver mais de seus colegas de classe no local.

- Deku não vai gostar nada disso. – disse a mais baixa.

- Deku? – olhos heterocromáticos brilharam ao ouvir o nome – Onde ele está?

- Primeiro: quem é você? – Uraraka cruzou os braços e olhou o mais alto de cima a baixo, analisando suas roupas velhas e sujas – Conhece o Deku?

Shouto estava pronto para responder quando a voz que tanto amava ouvir se fez presente.

- Quem me conhece? – Midoriya surgiu de um corredor, olhou cético para o garoto desconhecido parado no meio do esconderijo – Que porra é essa? Quem o trouxe?

Todoroki quase chorou, estava tão feliz por ver que alguns de seus amigos estavam bem. Ele pôde identificar Hitoshi, Hagakure, Kirishima e Yaoyorozu. Esperava que os outros estivessem espalhados pelo esconderijo.

- Eu o trouxe, ele me salvou de alguns policias. – Denki tentou explicar a situação – Não fique irritado.

- Sério? Cara, você deve ser forte! – Kirishima sorriu enquanto se aproximava do meio-ruivo.

- Ele ainda não respondeu minha pergunta. Quem é você? – Ochako perguntou novamente.

Shouto suspirou antes de tirar o capuz e a bandana, seu rosto estava um pouco sujo, mas ele sabia que era reconhecível. Sentiu-se apreensivo quando seus colegas perderam o fôlego. Izuku tinha os olhos esmeraldas arregalados.

- Shouto?! – o esverdeado não conseguia acreditar em seus próprios olhos – Não pode ser...

- É uma longa história. – sorriu forçado.

Todoroki deu um passo a frente ao ver Midoriya caminhando em sua direção, estava esperando por um abraço, não por um soco. Seu espanto foi tão grande que ele acabou tropeçando nos próprios pés e caindo no chão, Izuku rapidamente subindo encima de si e segurando seu casaco com força.

- Quem é você?! Por que está se passando pelo Shouto?! – gritava irritado, os outros assistiram chocados – Me diga!

- Eu sou o Shouto! Todoroki Shouto!

- Impossível! – o esverdeado o sacudiu, lágrimas deslizando por suas bochechas – Você não pode ser o meu Shouto! O meu Shouto está morto!

Olhos heterocromáticos se arregalaram ao ouvir essas palavras.

- Ao menos me deixe explicar! – segurou os pulsos do menor, notou que ele estava tremendo – Izuku, me deixe explicar...

Yaoyorozu e Eijirou tiveram que tirar o garoto de cima de si, Shouto se sentou esfregando a bochecha dolorida.

- Deixe ele se explicar, Deku-kun. – a morena tentava acalmar o garoto – Dê uma chance. – olhou para o meio-ruivo com expectativa.

Todoroki observou com tristeza o esverdeado tremer ao soluçar, agradeceu aos céus que eles lhe deram uma chance, estava cansado só de pensar em ter que explicar toda a história, porém começou a falar antes que eles mudassem de ideia sobre lhe ouvir.

- Você quer mesmo que a gente acredite que você é de um mundo paralelo? Um universo alternativo? – Shinsou franziu o cenho ao ouvir toda a história – Isso é impossível.

- Você vive em um mundo distópico onde individualidades também existem, como não pode acreditar que eu vim de outro? – Hitoshi se manteve calado – No meu mundo nós somos amigos e estudamos na U.A, estamos nos preparando para sermos heróis.

- Queria que realmente fosse assim. – Tooru disse em um tom triste – Aqui as coisas são bem diferentes.

Midoriya manteve-se calado enquanto ouvia a discussão, não conseguia parar de olhar o meio-ruivo. Ele era idêntico ao seu falecido namorado, tirando a cicatriz. Seu coração se apertava toda vez que ele abria a boca para falar.

- Sim, nesse mundo somos tratados como lixo. – “É assim que os sem individualidade são tratados no meu mundo?” – Juro que estou falando a verdade, não teria porque eu mentir.

- Sua história não faz muito sentido. – Momo olhava diretamente para os olhos heterocromáticos – Você disse que alguém falou: salve o meu Shouto. Isso não pode ser real, ele morreu há dois anos.

O meio-ruivo assentiu, ainda era estranho para si imaginar que “ele" tinha morrido. Sua mente trabalhava para obter uma resposta.

- Não sei como isso pode ter acontecido, encontrar o Todoroki de vocês é o meu único objetivo, ele pode ser a minha única chance de voltar para casa. Se me disseram para salvá-lo, então deve estar vivo. – refletiu – Essa é a minha única pista, não posso acreditar que esteja morto.

- Todoroki... – Eijirou olhou com pena para o garoto cheio de esperanças à sua frente – Ele...

- Ele está morto. – Midoriya o interrompeu – Não adianta ter esperanças de o encontrar.

- Não, não posso aceitar isso. – encarava as esmeraldas com determinação.

- Ele está morto! – gritou irritado, dizer essas palavras doía, porém era a verdade – Desista, seu impostor!

- Como pode ter tanta certeza?! Ele pode estar vivo em algum lugar!

- Não pode não! – apertou as mãos em punhos – Eu tenho certeza porque... – respirou fundo – Tenho certeza porque fui eu quem o matou.

Shouto perdeu o fôlego ao ouvir essas palavras.



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