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História Inolvidable - Ruggarol - Capítulo 10


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Notas do Autor


Olá 💙🧚🏻‍♀️

Perdoem a demora.

Capítulo 10 - Game Over


A luz do sol incomodou os seus olhos e assim, Karol - obrigada - acordou. Abriu suas orbes redondas e verdes como a relva e deparou -se com íris cor de avelã. Seu coração acelerou a medida em que as recordações da madrugada a invadiam. Ruggero a encarava com a seriedade de alguém que vai comunicar uma tragédia, o que sem dúvidas, se encaixava a ocasião com perfeição. 


Arrependido, talvez? Karol não ousaria indagar. 


Ficaram assim, se olhando por longos segundos, com a respiração descompassada e a cabeça avoada, até que ele sorriu. Sorriu de verdade, com os olhos, com alma, abduzindo  Karol para um mundo em que a hipótese de usá-lo sequer existia. 


— Boungiorno — Ruggero sussurrou. 


Havia acordado há quase uma hora, e sem coragem para acordá-la, permaneceu em silêncio, apenas observando-a e absorvendo seu erro. 


Erro. 


O que realmente parecia um erro era colocá-lá como um problema.


— Bom dia, Baloo — Karol respondeu baixinho, abrindo um pequeno sorriso. 


Foi aí que o mundo resolveu recomeçar a girar em seu ritmo louco de sempre. Bateram à porta três vezes, o som ecoou pelo cômodo como uma bomba, lançando-os à vida real; vida essa em que não deviam se envolver novamente em hipótese alguma! Ruggero suspirou e Karol mordeu seu lábio inferior, ambos à espera de que a pessoa que os trouxe a realidade se identificasse. 


— Rugge, mí amor — Candelaria Molfese chamou. 


Os olhos dos dois se arregalaram simultâneamente, não esperavam que fosse ela ali. Ruggero e Karol se colocaram de pé em um pulo. 


— E agora? — Ruggero chiou. 


— E agora digo eu, Pasquarelli! Sabia que ela viria? 


Uma discussão sussurrada se iniciou.


— É óbvio que não! 


— Não espere que eu vá me enfiar embaixo da cama — Karol disparou vendo–o olhar para o móvel. 


— Eu não disse nada, Karol! 


— Mas pensou!


— Ruggero? — Candelaria chamou mais uma vez, erguendo a voz. 


— Merda, merda, merda! — Ruggero correu as mãos por seu cabelo, exasperado.


Já passaram por momentos como aquele no passado, e Karol só conseguia se lembrar de como era a sensação da humilhação de precisar se esconder pela casa sempre que ela aparecia. A sua sede de vingança regressou como um elástico que é puxado e lançado ao ar. Karol sorceu-se de uma respiração profunda e ignorando os chamados de Candelaria e a expressão de desespero de Ruggero, virou-se decidida, rumando para o banheiro. 


— Aonde você vai? — Ruggero sibilou, seguindo-a. 


— Tomar um banho.


— O que?!


Karol parou em um rompante, fazendo -o parar também, e virando-se para ele, disse: 


— Ela é um problema seu, não meu! 


Dito isso, Karol inclinou-se e deu um beijo rápido em sua boca, seguido de um sorriso solidário, para logo após adentrar o banheiro e trancá-lo. Ruggero permaneceu  ali por mais alguns segundos, encarando o nada, absorvendo o que ela dissera. Havia pânico em seu olhar, e engolindo a seco ele murmurou consigo mesmo:


— Fodeu. 


— Ruggero?


Candelaria quase berrou. 


— Já vou!


Pálido, ele se apressou em pensar em alguma solução. Percorrendo o olhar pelo cômodo só fez crescer o pânico; era nítido que ele não dormiu sozinho, que sequer dormiu! Então avistou o seu boné. 


Touché! 


Correu para atravessar o quarto, passando aos pulos por cima da cama King Size, pegou o boné de cima da cômoda,  abriu a gaveta e pegou a primeira camiseta e bermuda que viu, colocou as peças com a rapidez de um campeão olímpico, e assim que virou-se para dirigir-se à porta enroscou o pé na calcinha de Karol. 


— Caralho! — Ruggero chiou. 


— Por que tá demorando? — Candelaria o pressionava. 


Ruggero chutou a calcinha vermelha para longe, a qual parou pendurada no lustre, e rezando para que Cande não percebesse nada de anormal, se encaminhou para a saída. Destrancou e abriu a porta apenas o suficiente para que pudesse passar, assim que o fez a fechou com a mesma rapidez, quase esbarrando em sua noiva.


— O que é isso Ruggero? — Cande se enervou, dando um passo para trás para não ser derrubada.  


— Não sabia que viria pra Cancún — Pasquarelli disse ofegante, olhando a pequena mala que ela carregava. 


— Surpresa! — Candelaria sorriu. 


Ruggero levou a mão à nuca e se esforçou para sorrir sem passar por um sangramento nasal. 


— Bom dia, amor — A palavra amor de repente ganhou um sabor ácido. 


— Bom dia, né. 


— Desculpa a demora, meu quarto tá uma zona e eu realmente não queria que você pensasse que eu não sei me virar sem você. 


As palavras vinham rápido, era fácil para ele inventar, e isso o assustava um pouco. 


— Bobo — Cande balançou a cabeça em negação e se aproximou dele, lançando os braços ao redor de seu pescoço — Posso ajudar com a bagunça ou, se preferir, podemos bagunçar um pouco mais. 


O sangue em suas veias congelou, por dentro cada célula de seu corpo parecia explodir, por fora, ele sorriu de lado, sereno. Um dom que só os mais canalha possuíam. 


— Pensei em irmos tomar um café, e depois andar por aí, o que você acha? 


Candelaria tombou a cabeça de lado, como quem pondera. 


— Tudo bem, só deixa eu guardar a minha mala e … 


— Não precisa, deixe-a  aqui, de qualquer modo vou precisar pedir para alguém subir aqui para arrumar o quarto. 


— Se é assim — Cande deu de ombros, largando seu pescoço para segurar em sua mão. 


A consciência de Ruggero pesava, acusando -o e caçoando de sua condição  desprezível. Enquanto isso, em seu banheiro luxuoso, Karol  escorava a cabeça à beira da banheira com o corpo submerso em água e óleos aromáticos e uma lágrima recém escorrida presa em sua bochecha. A vingança não era TÃO satisfatória assim, não quando a machucava mais a si mesma. Só percebeu ali, que mais uma vez deixou com que Ruggero Pasquarelli invadisse cada pedaço do seu ser. 


Agora seria duas vezes pior. 


A briga seria com ela mesma, ela e o espelho, seu coração e sua razão. 


Ruggero era só o terrível - ou ansiado - game over. Dependeria apenas dela.


Notas Finais


Perdoem mesmo! Tive um bloqueio, apenas isso, não tem NADA A VER com desistência. Espero que tenham gostado, não deixem de me dizer o que acharam aqui nos comentários 💙

Até o próximo capítulo - que prometo não demorar tanto! 🧚🏻‍♀️


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