História Inominável - Capítulo 3


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Categorias Saint Seiya
Tags Agnst, Milo X Camus, Mu X Shaka, Yaoi
Visualizações 5
Palavras 1.873
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Universidade em Dor


Agora o bicho vai pegar!

To chegando é de vez

To chegando e é de bicho

Pode parar com essa história

De se fazer de difícil

To chegando

To chegando e é de bicho

Pode parar com essa marra

Pode ir parando com isso

 

Centenas de Alunos se encontravam espremidos no auditório quando o Reitor e o Professor entraram. A cena era caótica. Pessoas machucadas, pessoas desesperadas, pessoas em estado catatônico. Professores e Militares discutindo... Alguma coisa precisava ser feita com urgência. Da maneira que todos se encontravam espremidos ali era até uma surpresa que não houvesse pessoas pisoteadas ou mesmo com ataques cardíacos.

Milo olhou toda àquela confusão e massageou as têmporas. Por que as pessoas não conseguiam ser organizadas? Seria complicado. A maioria ali era inteligente demais, livre demais e preparada de menos. Não havia hierarquia. Não havia poder. Não havia ordem. O caos, o inferno. Se um dia tivesse que exemplificar o inferno não seria o campo de batalha, seria ali, naquele momento. Aquelas pessoas não teriam chance se não se pusessem em ordem, imediatamente.

Não dá bobeira não

'Cê ta na minha mão

Segunda-feira é só história pra contar

Por que

Não vem de idéia não

Não quero confusão

Mas vamos juntos

Que hoje o bicho vai pegar

Chegou a Tropa de Elite

Osso duro de roer

Pega um, pega geral

Também vai pegar você

Tropa de Elite

Osso duro de roer

Pega um, pega geral

E também vai pegar você

- Camus, precisamos colocar ordem neste caos, ou nós mesmos nos mataremos. Não teremos chance alguma dessa forma.

- Mas, como fazer isso? – Camus estava visivelmente perdido. Seu senso analítico estava prejudicado pela visão das vidas, que eram sua responsabilidade, correndo sério perigo. Ele sabia que tinha que fazer algo, mas não sabia por onde começar.

- Eu tenho uma idéia. Vamos até a sala de som.

Milo ligou o microfone. Sem aviso, sem maiores preparos, simplesmente berrou...

- SILÊNCIO! Quero todos sentados agora! E atenção. Vou ser curto e grosso. Estamos sendo atacados. Se começarmos a discutir agora morreremos. É isso que querem? – fez uma parada dramática antes de continuar – Quantos aqui têm alguma experiência em batalha de verdade? – algumas poucas e insignificantes mãos levantaram-se – Como podem ver, poucos aqui tem alguma – frisou bem a palavra alguma – experiência e dentre estes, alguém tem muita experiência? – uma única mão se levantou e ele conhecia bem quem era. Seu principal auxiliar.

- Eu tenho bastante experiência e mesmo assim, sei que tem mais que eu. Foi sempre uma honra servir em seu batalhão, Major Milo.

- Obrigado pelo comentário, mas, o que eu quis demonstrar é que, neste momento, não adianta ficarmos tentando impor nossos "achismos". Isso não funciona! Eu sei o que devemos fazer para aumentar a nossa chance de sobrevivência. Se alguém quiser sair agora, entregar-se ou morrer, sinta-se a vontade, mas aqueles que ficarem, estarão sob minhas ordens! Fui claro? Ou querem esperar levar um tiro para terem certeza que tenho razão?

Chega pra lá, chega pra lá

Chega pra lá

To chegando

E vou passar

Cheguei de repente

E vai ser diferente

Sai da minha frente

Sai da minha frente

Que é bom

Não, Não fiz isso não

To chegando é de ladrão

Porque quando eu pego

Levo pela dor

Não mando recado

Vou pela contra-mão

Não dá bobeira não

'Cê ta na minha mão

Segunda-feira é só história pra contar

Não vem de idéia não

Não quero confusão

Mas vamos juntos

Que hoje o bicho vai pegar

Um burburinho de vozes se elevou dentro do auditório. As pessoas discutiam entre si. Quem aquele arrogante pensava que era? Alguma espécie de Deus?

Milo sorriu. Sempre causava esse tipo de impressão, mas era necessário. Ele tinha razão. Sabia que tinha. Não gostava muito de ser tão dramático mas, ao mesmo tempo, não era uma opção ficar tergiversando sobre medidas que tinham que ser urgentes. Gostava menos ainda do que sabia que precisaria fazer, mas, como fazer uma fritada sem quebrar os ovos? Não aprendera de outra maneira. Não conhecera outra vida. E se estava vivo até agora, era porque apenas aceitara o que a vida lhe dera. Experiências dolorosas mas que o mantiveram vivo.

De dia criança chora

Mas a mãe não escuta

E você nada pra fora

Mas a vala te puxa

Hoje pode ser meu dia

Pode até ser o seu

A diferença é que eu vou me embora

Mas eu levo o que é meu

Tropa de Elite

Osso duro de roer

Pega um pega geral

E também vai pegar você

- Milo, será que você não exagerou na dose?

- Camus, situações extremas requerem medidas extremas. Já ouviu isso? Não estamos numa reunião de escola. Estamos numa guerra.

Quantas vezes o próprio Camus se utilizara daquela frase desde que se tornara o mais jovem reitor de toda a história da universidade? A princípio não fora levado a sério. Precisara se impor e, muitas vezes, tomara atitudes enérgicas e pouco populares, mas estavam falando de vidas, estavam falando se sobrevivência, estavam falando de liberdade.

- Milo! Não preciso que me lembre de meus próprios dogmas e conselhos. Eu te apóio, mas não sei se todos o apoiarão.

- Porta da rua serventia da casa. Não quero ser responsabilizado por aquele que se achar capaz de resolver o problema. Não há alguém que seja mais experiente que eu aqui, tenho certeza. Não temos tempo para votar idéias democraticamente, Camus. Na luta pela sobrevivência, manda quem pode, obedece quem tem juízo. No caso, eu mando, os outros obedecem. Simples.

- E você se acha capaz de resolver? Você tem essa autoridade?

- Camus, se tem alguém com medo aqui, este alguém sou eu, PORRA! Entretanto não é momento de fraquejar, nem de fazer considerações teóricas. Não importa na realidade se posso ou não resolver o problema, o que importa é que todos pensem que eu posso. Se eu conseguir resolver, ótimo. Se não conseguir, saberemos.

- Faça como achar melhor. Eu realmente não me sinto em condições de ajudar.

- Mas vai. Você conhece os alunos e professores. Eu sou o homem mau. Eles precisam de você. O bom e o mau policial. Sabe dessa história? - Mas que diabos de tanta conversa. Resolvessem logo...

- Então o todo-poderoso precisa de ajuda? – Camus perguntou com desdém.

Milo desferiu um tapa estalado na face de Camus. Chegara ao seu limite! Será que Camus era tão obtuso ao ponto de não ver a realidade estendida diante de seu nariz aquilino? Que merda! Não queria ter batido nele, mas não estava com disposição para ficar discutindo pelo resto da eternidade. A qualquer momento poderiam ser atacados novamente. Precisavam chegar a sua casa, precisavam de armas, precisavam de ajuda.

- Cresça! Seja adulto! Olhe a sua volta! Acha que eles precisam de ceninhas de ego ferido?

Camus colocou a mão sobre a face aquecida pelo tapa de Milo.

- Nesse momento você tem razão. Caso não tenha percebido, eu sou adulto. Mas... este assunto não está terminado.

- Vamos trabalhar... Quando tudo acabar você pode me espancar se isso fizer com que não me olhe mais com esse semblante magoado.

- Veremos Milo... veremos... Magoado ou não, tenho também um dever a cumprir, eles são minha responsabilidade.

- Camus, eu sei que ainda tenho muito a te explicar, mas agora não é a hora nem o momento para isso. Espero que você seja capaz de me perdoar.

- Sinceramente, Milo, eu também espero ser capaz. Mas vamos ao que interessa. O que temos que fazer agora?

Camus aparentemente fora chamado para a realidade. Isso era bom. Milo sabia que ainda tinha muito a penar antes de conseguir ser feliz, antes de conseguir ser perdoado. Seu coração sangrou naquele momento, mas fez questão de ignorar a dor que sentia. Cada coisa a seu tempo. Nisso era perito. Deixaria dores para depois, tudo para depois. Maldito dever. Maldita vida.

- Você sabe sobre a passagem secreta? - Milo tinha esperança que sim.

- Aquela que sai dentro da sua casa? Sei. Só não sei como ela existe.

- Isso não importa, mas minha casa, antes de ser de minha família era uma das sedes do governo. Mais ou menos na época em que construíram esse prédio. Existem muitas teorias a respeito do porquê da existência dela mas o importante é que a passagem existe e precisamos mandar alguém até a minha casa para pedir reforços. Eu não tenho condições de ir com a rapidez necessária... – Milo olha para a própria perna com pesar.

- Eu vou. - Nem titubeou, podia não ser um militar renomado mas não era um idiota qualquer.

- Camus, por favor, cuidado. Eu não sei em que condições o túnel se encontra.

- Eu volto. Ainda tenho contas a acertar com você! E também quero poder te ajudar. Eu quero ajudar você, Milo, mesmo que você não queira.

- Não perca tempo, Camus. Alissa saberá como ajudá-lo. - Escondia seu pesar, Camus ia sair de suas vistas, ia sair de perto dele. Já tinham passado tanto tempo separados.

- Se cuide Milo.

Camus correu pelo túnel empoeirado, pisando em insetos que fizeram daquele lugar úmido e escuro sua morada, sem ao menos perceber o que estava fazendo. Seu coração parecia que ia explodir. Rapidamente galgava as centenas de metros que separavam a Universidade da Casa de Milo. Cada segundo era precioso.

Em poucos minutos entrava esbaforido, sujo e desesperado pela casa de Milo adentro, gritando por Alissa...

- Mestre Camus! Calma! – Alissa segurou seus ombros com firmeza e o abraçou.

- Mas... mas... Alissa... você... – não conseguia concatenar as idéias.

- Eu vi o que aconteceu, Mestre Camus. Já tomei algumas providências. Reforços em breve estarão chegando, entretanto eles planejaram muito bem este ataque. As principais tropas estão do outro lado do país, foram levadas por um bem executado engodo.

- E agora? – Camus que aos poucos tranqüilizava-se com a clareza e calma da auxiliar de Milo, voltou a ficar preocupado com a informação.

- O Comandante irá mandar 11 homens de elite para ajudarem na defesa da Universidade até que as tropas voltem para a capital.

- E dará tempo? Será que conseguiremos, Alissa?

- Confie em Milo! O que esse menino passou para protegê-lo e tê-lo novamente a seu lado, Mestre Camus, é digno de super-herói, não vai ser uma invasão tola como essa que vai fazer com que ele o perca novamente.

- O que você está querendo dizer com isso? O que aconteceu com Milo que eu não sei?

- O que ele te contou sobre os últimos 15 anos?

- Que esteve na guerra.

- Às vezes você me decepciona Mestre Camus. Não acha isso muito vago para 15 anos.

- Acho, mas...

- Mas, o senhor vai começar a ouvir uma história enquanto os homens do General não chegam...

- Mas não tenho tempo...

- Aí é que você se engana... você tem todo o tempo do mundo. Precisa ter. Ele esperou todo o tempo do mundo. Você deve a ele.

Muro de concreto

Bom derrubar

É Tihuana, o bicho vai pegar

Tropa de Elite

Osso duro de roer

Pega um pega geral

E também vai pegar você

Ta de bobeira!



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