História Inominável - Capítulo 7


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Categorias Saint Seiya
Tags Agnst, Milo X Camus, Mu X Shaka, Yaoi
Visualizações 7
Palavras 1.174
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - Soldados da paz


Não há perigo

Que vá nos parar

Saga e seus companheiros não perdem muito tempo com apresentações e amenidades. Abraçou Alissa rapidamente.

- Cá estou eu de novo! Pensou que ficaria livre de mim, hein?

- Me livrar de você? Impossível! Este é o Reitor da Universidade. Ele vai levar vocês até o prédio. Ele conhece o caminho.

- Não percamos mais tempo. Vamos? – todos os homens presentes assentiram. Camus abraçou Alissa.

- Até mais, amiga. Ainda temos muito para conversar.

- Vão com os deuses. – Alissa seguiu na frente, abrindo as portas que davam acesso ao túnel. Ignorando propositalmente o comentário de Camus, apesar de saber que ainda teria muito a contar para ele, bem como para Milo.

Camus conduziu Saga e os demais pela passagem secreta e pelos corredores da Universidade. Demoraram um pouco para chegar. Estavam carregados e parte da carga exigia um certo cuidado no transporte. Entretanto, esse tempo não fora tão longo assim e logo estavam todos dentro do auditório.

As pessoas ali trabalhavam feito formigas, organizadamente. Os feridos já estavam sendo tratados, as armas, divididas e distribuídas dentre aqueles que sabiam manejá-las, os mantimentos sendo separados e inventariados para que pudessem ser racionados. Tudo pronto para um longo cerco, porém Milo não podia ser visto em lugar algum.

Camus olhava nervoso para todos os lados. O que teria acontecido? Onde estaria Milo? Saga media a situação com olhar treinado. Não teria muito a fazer. Talvez fosse mais útil como burro de carga. Percebeu que as armas que ali existiam não eram muitas. As que trouxera seriam de grande utilidade. Talvez Milo estivesse vendo o tamanho dos estragos. Além de alunos e professores, poucos soldados estavam ali e mesmo assim eram inexperientes. Nunca sequer haviam saído da capital. Se o cerco viesse a ser longo teriam problemas de verdade. O único grande trunfo era a passagem secreta. Ao menos tinham uma forma de trazer provisões para dentro do prédio. Dohko que se virasse para conseguir comunicação segura com o alto comando militar.

Se o bom de viver é estar vivo

Ter amor, ter abrigo

Ter sonhos, ter motivos

Pra cantar

- O que viemos fazer aqui? Está tudo sob controle! – Shura fora o primeiro a se manifestar. Esperara encontrar uma situação caótica naquele local, mas ele estava mais parecendo um bem organizado quartel.

- É verdade, Shura. O tempo passou mas o moleque continua o mesmo. Se virando com o que tem em mãos. Falando nisso, onde ele está?

Todos começaram a percorrer o local com o olhar. Camus estava simplesmente paralisado pelo desespero. Não conseguira encontrar Milo em lugar algum. Não conseguia balbuciar uma única palavra. O que acontecera com ele? Não conseguia pensar em nada simples como estar apenas vistoriando o prédio. Em sua mente passavam as piores cenas do cimo do mundo. Justamente agora que havia começado a ter mais exata noção do que acontecera nos anos em que haviam estado separados...

- Saga, aquele garoto não era o auxiliar de Milo?

- Lógico que é, Dohko. Está ficando caduco mesmo! Foi você que treinou o moleque!

- Eu não sou velho! Muito menos caduco! – Dohko retrucou indo ao encontro do garoto, que ao vê-lo imediatamente pôs-se em posição de sentido.

- Descanse. Aqui somos todos colegas. Onde está Milo?

- Está no camarim. Deve estar dormindo agora. Ele não está bem.

- Como assim? Ele está ferido?

- O joelho não está nada bom. A Dra. Marin lhe aplicou alguns medicamentos e lhe deu um calmante para que ele dormisse. Estou organizando as coisas conforme as ordens dele. Seria bom se alguém pudesse assumir o Comando por ele.

- Não se preocupe. Saga está aqui. De agora em diante, deixe o trabalho pesado com ele. Vou ver Milo.

Armas no chão

Flores nas mãos

- Senhor, me permite uma sugestão?

- Sim.

- Mande Camus ir vê-lo.

- Camus? Quem é Camus?

- O reitor que os trouxe até aqui.

- Ah sim, o ruivo... Mas, por quê? Eles são amigos?

- Eles são mais que amigos.

- Entendo. Sugestão aceita soldado!

- Obrigado senhor!

Se o bom de viver é estar vivo

Ter irmãos, ter amigos

Vivendo em paz

Prontos pra lutar

Eles acabam de falar e caem em uma breve risada cúmplice. Dohko volta para junto dos outros e passa o informe.

- Ao que parece Milo não está muito bem e foi atendido pela Dra. Marin. – ele pôde perceber que à medida que falava Camus ficava mais pálido apesar de ainda calado – Ele está nos camarins, não pode ser removido de lá. Seria bom alguém ir vê-lo. Reitor, o senhor poderia nos fazer esse favor? Temos muito trabalho aqui!

- Sem problemas, estou indo. – Camus sai correndo em direção aos Camarins sem ao menos dar um segundo olhar a mais nada. Seu Milo não estava bem. Por tudo que houvesse de mais sagrado, que não fosse muito grave ou jamais se perdoaria por tê-lo deixado lá.

- Por que o mandou Dohko?

- Não percebeu nada, Saga? Está ficando velho e cego?

Saga lembrou-se do grande amor que Milo sempre falara, seria aquele homem? Se fosse, seria o homem mais afortunado do mundo. Nunca vira um amor tão grande e tão sublime quanto o que Milo dedicava àquele homem desconhecido.

- Você não perde por esperar Mestre Ancião das tropas... Mas vamos trabalhar agora! Mask e Shura, auxiliem o garoto com as armas, mostrem a ele o que trouxemos. Dohko, veja a situação dos poucos soldados que estão aqui, quantos são, o que sabem, que experiência têm, e os separe, você sabe como fazer isso. Aiória vá ver as condições dos feridos e se houve alguma baixa. Shaka e Mu, vocês estudaram aqui, conhecem o prédio, vejam se Milo teve tempo de organizar alguma barreira e mapeiem os pontos chaves a serem protegidos. Deba, veja se consegue material para barricadas. Aioros, comigo, vamos circular. Kanon, controle os estudantes e tente acalmá-los. Dite, vá verificar as provisões, liste o que temos e as principais necessidades imediatas. Vamos todos ao trabalho agora!

Soldado da Paz

Não pode ser derrotado

Ainda que a guerra

Pareça perdida

Quanto mais se sacrifica a vida

Mais a vida e o tempo

São seus aliados

Cada um seguiu o caminho das ordens dadas por Saga. A resistência estava ali e lutariam até o fim para proteger toda a história de seu povo. Milo não estava mais sozinho. Camus não estava mais sozinho. Estavam todos juntos novamente. Cada um daqueles homens era o melhor em sua especialidade. Formavam juntos a elite. A tropa de ouro para defender o Santuário que guardava o que de mais importante e precioso aquela nação possuía.

Armas no chão

Flores nas mãos

Soldado da Paz

Não pode ser derrotado

Ainda que a guerra

Pareça perdida

Quanto mais se sacrifica a vida

Mais a vida e o tempo

São seus aliados

Não há perigo

Que vá nos parar

Se o bom de viver é estar vivo

Ter amor, ter abrigo

Ter sonhos, ter motivos

Pra cantar



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