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História Inquieto - Capítulo 2


Escrita por: G0THLIX

Notas do Autor


Olá! Como eu disse, traria o bônus dessa fanfic assim como fiz com Exibido. Agora, estou dando conta do segundo capítulo de Ausente e já tenho uma Hyunlix pronta, mas só postarei segunda-feira, no dia do meu aniversário!

Revisei esse bônus com cuidado, mas algum erro deve ter passado por despercebido. Tenham uma boa leitura!

Capítulo 2 - Bônus


Carregar Felix escada acima até o banheiro e colocá-lo sentado na enorme pia de mármore preto teria sido uma tarefa fácil para Chan se não estivesse tão empenhado em beijar e morder o rostinho suado e corado do mais novo, mantendo-o acordado para o banho.


Gostava de cuidar dele em qualquer momento. Claro, quando Jisung não estava na escola ou na casa da avó, era complicado. 


Explicar para o garotinho que sua babá era seu namorado seria um tanto constrangedor para Chan, mas sabia que algum dia precisava contar.


O menino bochechudo adorava Felix. E não era para menos. O loiro tinha uma habilidade impressionante para cativar as crianças com caretas e brincadeiras divertidas. 


Só de ver Jisung sorrir de orelha a orelha na companhia de Felix, seguindo-o pelos quatro cantos da casa e conversando como grandes melhores amigos, Chan se sentia o pai mais feliz do mundo. 


Foi a escolha certa aceitar Felix como babá. Se não fosse a indicação de Minho, ainda estaria procurando alguém para cuidar da criança quando estivesse no trabalho.


Enquanto espalhava sais especiais, do cheiro preferido de Felix, pela água da banheira que enchia aos poucos, Chan foi conferindo se estava quente ou fria demais, colocando os dedos até senti-la morna como tanto gostavam e precisavam.


Céus, suas pernas ainda tremiam. As quicadas de Felix e sua energia sobrehumana de um jovem saudável e disposto tinham acabado com seu corpo. Claro, fazia mais de duas semanas que não frequentava a academia. Estava enferrujado, necessitando de reparos e de malhar e carregar peso por longas horas.


— Hyung... — Felix choramingou baixinho em seus braços, se arrepiando e mordendo os lábios quando o corpo sensível tocou a água morna. Seu traseiro e coxas ardiam tanto, com os tapas de Chan que se desesperou. 


Felix riria dos olhos esbugalhados encarando cada centímetro do banheiro grande e muito bem arrumado, talvez procurando por uma solução. Mas, tratou apenas de esticar os braços, abrindo e fechando as mãos como um recém-nascido perto do brinquedo favorito.


— Vem cá. — O biquinho em seus lábios acalmou o coração de Chan. Devagar, sentou na outra ponta, um pouco de água escapando pelas bordas enquanto Felix engatinhava preguiçoso e se acomodava em seu colo, puxando seus braços para abraçar o tronco repleto de marcas.


Ele virou o rosto e tocou seu queixo rude. A ponta dos dedos alisavam os pontinhos pretos, quase invisíveis, da barba antes de subi-los. Chan esfregou-se contra a palma em sua bochecha, sorrindo largo. 


Porra, como amava Felix! Seria uma mentira dizer que não se sentiu cativado no primeiro segundo que colocou os pés na loja e viu o loiro atrás do balcão, os olhos iluminados e cheios de carinho pela criança em seus ombros.


E, talvez, pelo homem rubosto que cuidava para que ela não quebrasse qualquer item.


 — Não se preocupe com o Jijico, tá? E nem comigo. — Garantiu, deitando a cabeça em seu ombro. Com calma, Chan acariciou os fios loiros, enrolando-os e desembaraçando os pequenos nós. Felix suspirou, fechando os olhos. — Depois do banho, vou olhar ele enquanto você prepara nosso jantar.


O sorriso de Chan duplicou de tamanho. Se Felix não estivesse dolorido, teria esmagado seu corpo com um abraço de urso.


— Vai passar mesmo a noite aqui? — Felix resmungou um sim, franzindo a testa quando a mão de Chan parou de acariciar seu cabelo. — Com a gente? Sério? — Ele parecia uma criança chocada por ganhar um brinquedo novo e super incrível. Felix riu e assentiu. — Porra! Isso é perfeito, Jijico vai adorar.


Bom, Felix ainda foi massacrado por um abraço de urso. Seus ossos quase se dissolveram em água assim que os braços fortes se afastaram. Chan não parava de murmurar pedidos envergonhados de desculpa, as bochechas e orelhas quentes com o olhar ameaçador e os dentes trincados de Felix.


Sua sinceridade não o salvou e Chan recebeu uma enxurrada de tapas e socos fracos nos ombros e abdômen, rindo enquanto Felix xingava-o em um inglês tão conhecido e irritado.


— Desculpe, príncipe, foi sem querer! 


Chan sabia que a raiva de Felix não iria durar muito. Lentamente, seus lábios se curvaram para cima, sorrindo, e ele também ria bem baixinho como se tentasse disfarçar.


— Sem querer seu pau! Vou acabar com você, seu brutamonte anão!


Chan revirou os olhos, balançando a cabeça para os lados. Enormes bolhas de água escorriam pelas bordas e ele tratou de segurar os pulsos de Felix, prendendo-os contra o abdômen. Com a boca suja jorrando mais e mais palavrões, Chan o beijou, calando-o e surpreendendo-o ao esmagar sua bunda dolorida.


Felix choramingou, saltando em seu colo a cada tapa novo nas coxas. Sua pele formigava e ele tentou se soltar dos dedos gordinhos e da outra mão de Chan enrolada em sua cintura.


— Hyu-hyung! — Ele resmungou ofegante assim que se afastarem. Chan sorria de orelha a orelha, orgulhoso por para-lo. — Isso foi injusto!


O biquinho adorável em seus lábios foi mordido e Chan espalhou vários beijinhos por seu rosto e pescoço como um pedido mudo de desculpas, verbalizando-a quando grudou suas testas, prendendo a atenção de Felix em seus olhos risonhos.


— Foi sem querer, Lix. — A voz rouca arrepiou o loiro que assentiu, sorrindo, e beijou a ponta do seu nariz. — Vai perdoar mesmo seu velhote?


Foi a vez de Felix revirar os olhos. Ele segurou cada bochecha do Bang, esmagando e puxando a carne corada como uma criança brincando com massa de modelar.


— Eu perdôo sim o meu velhote gostoso e carente. — Seus dedos alisavam as marcas recentes das suas unhas nos braços fortes enquanto sorria divertido, contendo o impulso de avançar contra o rostinho moreno do maior para enche-lo de beijos e mordidas. Chan assentiu e afundou o nariz contra a curva do seu pescoço, exalando o perfume dos sais. — Hyung, precisamos sair... Você não quer ficar com a pele toda enrugada mais cedo do que gostaria, né, bom velhinho?


O tapa de Chan desferido contra sua orelha ecoou pelo banheiro junto com sua risada e o gritinho de dor. 


— Bom velhinho, seu rabo.




Quando terminaram o tão merecido banho, Felix vestiu um short preto e uma camiseta longa branca e correu para o quarto de Jisung. Já Chan usou apenas uma calça moletom cinza e se ocupou com o jantar atrasado para ele e Felix.


Ainda bem que Jisung foi o primeiro a comer e dormir. Se sentiria um péssimo pai por alimentar a criança tão tarde da noite.


Enquanto a massa das panquecas batia no liquidificador, Chan separou os recheios em cima do balcão de mármore, verificando se o óleo na frigideira era suficiente. Como a garrafa de café estava quase vazia, aproveitou uma brecha para colocar água no fogo alto, se apressando para rechear o disco, vira-lo e mantê-lo até dourar para despejar com cuidado no prato.


O som de uma conversa animada soou pelos cômodos escuros e, sob o ombro, Chan viu Jisung sentado nos ombros de Felix, o sorriso largo em cada rostinho corado e eufórico enchendo seu coração de felicidade.


Porra, eles se davam tão bem. Poderia até dizer que Jisung amava e via Felix como um segundo pai. 


Ou um ótimo pretendente para o cargo.


— Papai! Papai! — Os olhos já esbugalhados da criança duplicaram de tamanho ao ver as panquecas de mirtilo, sua favorita, no balcão, quase babando ao sentar-se no banquinho do meio com Felix ao seu lado. — Posso comer um pedaço? Por favor! — Implorou pidão, o olhar de cachorrinho sem dono amolecendo o Bang. 


— Ok, ok, mas só metade, ouviu? — Jisung assentiu rápido e Felix tratou de fatiar, em quadrados pequenos, metade de uma panqueca, espalhando o mel e pressionando os dentes do garfo no primeiro de cinco pedaços. — Não é bom você dormir de barriga cheia. E amanhã tem escola, não é, mocinho... — Chan estreitou os olhos para o garoto com as bochechas infladas, mastigando lentamente. 


O ar inocente em seu rosto aumentou as desconfianças do pai que preparou mais um disco antes de desligar o fogo e sentar no último banquinho disponível.


— Você estava jogando no PlayStation, Han Jisung? — O garoto arregalou os olhos e colocou a mão no peito, se sentindo ofendido. Chan até acharia graça se o modo pai não estivesse tão ativo. — O que eu falei, Jisung? Duas horas a tarde e nada mais. Se continuar assim, vai ficar sem televisão e vídeo-game por duas semanas. E nada de olhar para o Felix. — Chan encarou o loiro com tanta seriedade que ele e Jisung engoliram em seco em sincronia. — Ele não vai te safar do castigo, ouviu?


Felix queria olhar para Jisung e se desculpar, mas a criança encarava o pai como se pudesse fuzila-lo.


— Mas, pai! — Jisung protestou de braços cruzados, mastigando o segundo pedaço. — Estou tão perto de zerar... Por favorzinho.


Tal pai, tal filho, Felix pensou, já sei com quem Jisung aprendeu a ser tão manhoso. 


— Nada disso. Duas horas é o bastante! E não insista ou só jogará nos fins de semana. — Chan deu a palavra final, tratando de dar atenção às cinco panquecas e a xícara de café na sua frente.


Felix engoliu em seco de novo. O clima parecia muito pesado só por causa de um PlayStation, porém não tirava a razão do Han, em parte. Zerar um jogo era algo sagrado para uma criança. Chan estava certo também. Dormir tarde não faria bem para ele no dia seguinte, principalmente se tinha aula e precisava prestar atenção.


— Se quiser, posso ler um livro pra você, Sung. — Felix limpou os cantos da boca do Han, com um guardanapo, assim que ele terminou de mastigar o terceiro pedaço. Os olhos da criança brilharam de animação. — Comprei um especialmente pra você.


Jisung abocanhou o quarto pedaço, com mais calda, e tratou de engolir rápido.


— Qual, qual, qual? — Ele saltava na cadeira a cada palavra e Felix riu, abraçando sua cintura com um braço para ele não cair.


— Termine de comer e irei te mostrar.


Jisung assentiu e mordeu o último pedaço, se empenhando para tritura-lo o mais rápido que conseguisse.


Chan os observava curioso, mas ainda concentrado em comer.


— Vou esperar no quarto! Ah, e pode levar um copo de leite, por favorzinho? — Felix jamais recusaria um pedido feito com tanto dengo. 


— Tudo bem. — Tentava convencer-se de que não deveria mima-lo tanto, mas já era tarde demais. Jisung conquistou seu coração mole. — E não esqueça de escovar os dentes. — Felix afastou os fios castanhos e beijou a testa da criança, apertando as bochechas gordinhas e sujas de mirtilo. — Dê boa noite para o seu pai também, ouviu?


Jisung estreitou os olhos para Chan que o esperou descer do banquinho e se aproximar, e sorriu, recebendo um meio beijo no queixo e um sussurro emburrado.


— Boa noite, filho. — Chan não perdeu a oportunidade de, deixando de lado a comida, pegar a criança nos braços e ataca-la com cócegas em seus pontos fracos. A risada do Han ecoou alta e desesperada pela cozinha, lágrimas se acumulando no canto dos olhos fechados enquanto suas mãozinhas tentavam estapear os dedos malvados do seu pai.


— Pa-pai! Por favorzinho! — Chan parou, também rindo, e espalhou vários beijos pela testa do garoto. — Isso foi injusto!


— Eu sei. — Com um sorriso divertido nos lábios, Chan colocou o Han no chão e bagunçou seu cabelo só para arrancar mais protestos ranzinzas dele. O biquinho adorável nos lábios gorduchos foi beliscado pelo mais velho que ganhou, em troca, um tapa no pulso. — Ai! Você tá bem fortinho em, garoto. — Ele brincou, observando Jisung correr escada acima, rindo alto. Chan revirou os olhos e se concentrou, novamente, na comida e em Felix. — Esse garoto não tem jeito.


Ainda sorrindo bobo com a brincadeira de Chan com o filho, Felix riu e mordeu a última fatia de panqueca em seu prato.


— Ora, dizem que as crianças puxam seus pais em alguns aspectos, Channie. — O mais velho estreitou os olhos para o loiro que bebia os últimos goles de café.


— O que você quis dizer com isso, mocinho?


— Não sei. — Ele deu de ombros e riu baixinho, se inclinando para beijar os lábios de um Chan carrancudo. — Já já vou pra cama, brutamonte anão. — O mais velho revirou os olhos e sorriu, pegando os pratos sujos do balcão.


— Bom mesmo, viu? — Enquanto Felix ria baixinho ao ir para o quarto do Han no andar superior, Chan o observava, se apoiando no balcão da pia, com um sorriso bobo e os braços cruzados sob o peitoral nu.


Era o homem mais feliz do mundo. O relacionamento entre seu filho e seu namorado era melhor do que poderia imaginar. Se Jisung já estava muito alegre com Felix como babá, imagine como ficaria se soubesse que ele seria seu futuro segundo pai?



Notas Finais


Já disse que amo um Chan dilf? Nossa sério, ele e o Felix são tão [grita].

Espero que tenham gostado tanto quanto eu gostei! Até a próxima~


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