História Insane Love - Capítulo 24


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Categorias Amor Doce, Evan Peters, Lana Del Rey
Personagens Castiel, Iris, Kentin, Lysandre, Nathaniel, Nina, Peggy, Personagens Originais, Rosalya
Tags Elo, Insanidade, Loucura, Lyssiele, Psicopatas, Sangue
Visualizações 40
Palavras 1.768
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 24 - A primeira vítima


Peggy Hannud estava em sua sala discutindo sobre novas matérias com Viktor Chavalier quando Ambre Werner irrompeu na sala e se aproximou de Peggy acertando-lhe um soco no nariz. Viktor agarrou Ambre antes que ela batesse outra vez em Peggy e a afastou da morena.

— Isso é para nunca mais publicar um monte de merda a meu respeito, sua vagabunda. Eu a convidei para a minha festa, a recebi de braços abertos e é assim que me paga?! — Disse Ambre com ódio.
— Já tenho minha próxima matéria… Ambre Werner não gosta do que lê a seu respeito e ataca a redatora do jornal. — Falou Peggy levando a mão ao nariz dolorido que sangrava. — Você está acaba, Ambre. Seu papai não vai te salvar dessa vez.
— Não! Quem está acabada é você! Vai me pagar por isso! Juro! — Falou Ambre tentando se soltar.
— Já chega, sua histérica! — Falou Viktor arrastando Ambre para fora da sala.
— Você está morta! Vadia! MORTA! — Gritou Ambre.


Peggy riu, balançando a cabeça enquanto pegava um lenço de papel para limpar o nariz.

 

† † †

 

Niele foi atrás de Lysandre, mas não o encontrou. O procurou por toda parte, mas nem sinal dele. Imaginou que ele tivesse voltado para a casa, mas o encontrou no segundo tempo na aula de literatura. Não conseguiu deixar de encará-lo e ele, nas poucas vezes em que a flagrou olhando para ele, a encarou com seus olhos bicolores tão tristes que Niele achou que ele fosse chorar a qualquer momento, mas ele não chorou e virou o rosto, apoiando a cabeça na mão e fingindo prestar a atenção na aula. Niele sabia que ele não estava prestando a atenção porque seu olhar era distante.
    Ela arrancou uma folha de seu fichário e escreveu algo antes de transformar numa aviãozinho e atirar na direção dele. Lysandre se virou devagar quando sentiu algo o acertando e viu um aviãozinho de papel aos seus pés. Olhou para Niele e depois para o aviãozinho. Pegou o aviãozinho e o desfez, lendo o que estava escrito:

“Preciso falar com você, podemos nos encontrar depois das aulas?”.

Lysandre encarou Niele, inexpressivo, e ela desviou o olhar, sentindo que ele ainda estava chateado com ela. Esperou que ele mandasse a resposta, mas ele não o fez e quando o sinal tocou, anunciando a próxima aula, ele foi o primeiro a sair da sala. Niele foi atrás, mas o perdeu entre a multidão de alunos que se aglomerava nos corredores. Suspirou, e seguiu para sua próxima aula.

 

† † †

 

Loretta Furukawa caminhava quase correndo e com a cabeça baixa pelos corredores. Odiava estar entre tantas pessoas. Sentia-se como uma formiguinha prestes a ser esmagada. Precisava chegar até seu armário, trocar os livros e seguir para a próxima aula. Os fones em seus ouvidos estavam quase no último volume e isso lhe acalmava em parte. Ela ouvia The Beatles, por quem era fanática. Ninguém ali naquele colégio sabia mais sobre o trio que ela. De verdade, qualquer coisa que perguntasse relacionado a eles, Loretta teria a resposta na ponta da língua.
    Ela se distraiu por um segundo ou dois e tropeçou e caiu. Ninguém parou para ajudá-la e alguns de seus colegas, riram e disseram coisas maldosas que ela não ouviu, mas leu nos lábios deles. “Retarda”. Loretta manteve a cabeça baixa e se levantou do chão. Manteve o passo apertado e mais adiante levou mais dois tombos. No último, Violette a ajudou a se levantar.

— Loli? Tudo bem? — Perguntou Violette.

Loretta assentiu, balançando a cabeça e ajeitou seus fones, antes de se afastar sem dizer nada.

 

Alice Higurashi estava mexendo em seu armário quando viu Loretta se aproximar e reparou que havia alguns band-aids espalhados pelas suas pernas e braços. Ela tentou sem sucesso esconder os curativos usando meias calças escuras e uma blusa de mangas longas, mas suas meias eram quase transparentes e parte da manga de sua blusa expôs seus pulsos quando a garota levantou os braços para prender os cabelos num rabo de cavalo.

“Meu deus!”, pensou Alice e só percebeu que estava encarando demais a garota quando esta se virou umas duas vezes, incomodada. Ainda assim, Alice não conseguiu deixar de observá-la e se perguntar quem a machucara e por que toda semana ela sempre estava com novos cortes ou cicatrizes.

— Não olha pra mim! — Falou Loretta irritada antes de fechar seu armário com uma batida e sair dali pisando duro.

Alice balançou a cabeça e voltou a mexer em seu armário.

 

† † †


Quando as aulas acabaram, Niele esperou por Lysandre na saída, mas para sua frustração, todos os alunos saíram, menos ele. Niele avistou Iris Bercovitch e a seguiu.

— Oi? Com licença? — Disse Niele sorrindo sem graça.
— Oi. — Iris sorriu, simpática como sempre.
— Você viu o Lysandre? — Niele sabia que Iris era bem próxima tanto de Lysandre quanto de Castiel.
— Então… Sim. Ele saiu, mais cedo. — Disse Iris.
— Oh! — Foi tudo o que Niele conseguiu dizer.
— Parece que passou mal. Coitado! — Disse Iris.
— Como assim? Sabe se ele está bem? — Perguntou Niele preocupada.
— Não. Sinto muito. Mas você pode perguntar a irmã dele. Ela está ali, veja! — Falou Iris e apontou para Neville que estava mais para frente caminhando ao lado de Kentin e Violette.
— Oh, sim. Obrigada. — Falou Niele e, apressada, foi atrás de Neville.


[…]


— Aí, eu perguntei se ela estava bem, ela assentiu e saiu sem dizer mais nada. — Violette contava sobre seu encontro com Loretta mais cedo. — Francamente? Não sinto que esteja nada bem. Loli sempre foi área, mas agora, está demais. Estou preocupada. Você podia falar com ela, Kentin.
— Bem, posso tentar, mas não garanto nada. — Disse Kentin.
— Coitadinha! Gostaria de conhecer essa tal Loretta, se possível, claro. — Falou Neville.
— Possível é… — Disse Kentin. — Só é difícil por causa da síndrome dela. Loli tem dificuldades em se relacionar com as pessoas. Para ela é mais fácil manter contato com as pessoas que já conhece a algum tempo. Novas relações são sempre desgastantes para ela porque ela teme desagradar, já que sabe que é diferente das outras garotas.
— Pfff… Parece eu. Seremos boas amigas então. — Falou Neville.
— Desde que você não assuste ela com toda essa sua agitação. — Disse Violette.
— Quem é agitada aqui? EU? Que isso? Violette! — Falou Neville e riu nervosa. — Eu sou o ser mais dócil nesse mundo.

Kentin e Violette riram.
Neville os encarou séria sem entender porque eles riam dela.

— Desculpe se posso magoá-la com o que digo, mas a senhorita é mais fria que a Elza de Frozen. — Falou Violette.
— Que horror! — Neville bateu no ombro de Violette, fingindo que se zangara.
— É fria sim. É a Elza sim, mas é a minha Elza. — Falou Kentin abraçando Neville e a deixando vermelha.
— Uh, la, la… SUA Elza?! — Disse Violette rindo.
— NOSSA Elza, eu quis dizer… — Falou Kentin sorrindo sem graça e recuou, soltando Neville.
— Sei que foi isso o que quis dizer… Hã ram… — Falou Violette e piscou.
— Ah, é minha, mesmo. — Admitiu Kentin rindo sem graça.
— E eu nem sabia disso… Que coisa! — Brincou Neville rindo e deu de ombros.

— Neville?

Neville, Kentin e Violette se viraram e pararam, encarando Niele que se aproximava.

— O Lysandre está bem? — Perguntou Niele.
— E você se importa? — Neville disse, séria.
— Mais do que gostaria. — Respondeu Niele desviando o olhar e ajeitando uma mecha de seu cabelo loiro atrás da orelha.
— Não sei. — Respondeu Neville. — Ainda não tive chance de falar com ele. Ligue pra ele? Ou pode ir lá em casa mais tarde, se quiser.
— Talvez eu ligue… Obrigada. Tchau. — Disse Niele antes de ir.

— O que o Lysandre tem? — Perguntou Violette a Neville.
— Eu não sei. — Respondeu Neville. — Nem sabia que ele estava mal. Se não disse nada a Niele foi só porque não quis preocupá-la, mas não estou sabendo de nada.
— Eu vi o Lys mais cedo, ele parecia triste. — Falou Violette.
— Não é pra menos… Perdeu a bonequinha dele pra Ambrega. — Falou Neville.
— Niele e Ambre…? — Disse Violette surpresa.
— Não ficou sabendo, não? Oh, esqueci que você não é popular. — Disse Kentin e riu.
— Falou o cara mais popular do colégio. — Disse Neville balançando a cabeça e rindo.
— Ei? Eu só tô brincando. Não precisa me atacar, Elza! — Falou Kentin levantando as mãos.
— Se me chamar de Elza de novo vai apanhar, juro! — Ameaçou Neville.
— Sabe o que faço com garotas nervosinhas? — Perguntou Kentin sorrindo com malícia enquanto se aproximava dela.
— O quê? — Neville ousou perguntar.

Kentin agarrou Neville e encarou-a nos olhos. Por um momento se esqueceu que Violette estava ali parada ao lado, observando-os e quase beijou Neville, mas quando ouviu Violette rindo baixinho, recuou e brincou:

— Digo que manda quem pode e obedece quem tem juízo.

Neville arqueou uma sobrancelha meio confusa antes de rir e empurrar Kentin.

— Você é muito doido! — Ela disse.
— Por que será que as garotas sempre me dizem isso?! — Ele falou rindo antes de os três voltarem a caminhar como três amigos normais.

 

† † †

 

Peggy estava editando uma matéria em sua sala quando o telefone tocou e ela atendeu:

— Redação do jornal estudantil de Sweet Amoris. Em que posso ajudar?
— Peggy? — Disse uma voz que ela não reconheceu, pois parecia abafada como se quem estivesse falando, tivesse encostado um pano no aparelho. — Se quer ferrar Ambre Werner, venha até a estufa e veja com seus próprios olhos algo que pode arruinar de vez a reputação dela.

A ligação foi interrompida.

Peggy achou aquela ligação estranha, mas decidiu arriscar, afinal, queria ferrar Ambre antes que a loira a ferrasse primeiro.
Peggy pegou sua câmera e foi até a estufa, mas não encontrou ninguém lá. Esperou por um tempo e quando se deu conta de que a ligação anônima não passara de um trote, voltou para sua sala. Encontrou tudo revidado e a lâmpada queimada.


— Eu não acredito nisso! Aquela vadia… — Falou Peggy com raiva e ligou a lanterna de seu celular enquanto se agachava para recolher alguns papéis.

Tinha alguém parado no escuro e se moveu lentamente em direção a Peggy que não percebeu porque estava de costas. Vestido de preto da cabeça aos pés, com uma corda nas mãos e uma máscara branca de neko ocultando seu rosto. Com um movimento rápido, passou a corda no pescoço de Peggy e apertou, enforcando-a. Peggy lutou e isso enfureceu quem estava por trás da máscara de Neko, fazendo-o desistir de enforcá-la e agarrar sua cabeça com força e torcer seu pescoço. Uma vez que o corpo de Peggy caiu sem vida no chão, o Neko checou se ela ainda tinha pulso e quando confirmou que não, foi embora, apressado.

 



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