História Insane Love - Capítulo 25


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Categorias Amor Doce, Evan Peters, Lana Del Rey
Personagens Castiel, Iris, Kentin, Lysandre, Nathaniel, Nina, Peggy, Personagens Originais, Rosalya
Tags Elo, Insanidade, Loucura, Lyssiele, Psicopatas, Sangue
Visualizações 50
Palavras 2.172
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 25 - Pressentimento


Neville estranhou que Lysandre ainda não tivesse voltado para a casa. Será que ele estava mesmo doente e precisara ir para o hospital? Mas por que não avisara a ela? Nem Peter nem Karin estavam em casa e Neville tentou ligar para eles, mas eles não atenderam.

— Que droga! Lys. Tomara que esteja bem. — Neville disse ao prender seus cabelos em um coque e substituir suas lentes de contato por óculos. Naturalmente ela tinha olhos cor de violeta, mas sentia vergonha deles e por isso usava lentes quando tinha de sair de casa.


Sentada na cama, com o notebook no colo, Neville digitou no campo de busca do Google as seguintes palavras: “Registros”, “Orfanato Alberhasky”.
Apareceram alguns links, o primeiro levava a uma página que contava a história da fundação do orfanato alemão. O segundo levava a informações pouco relevantes e dizia que os registros eram confidenciais. Só era possível acessá-los com um usuário e senha específicos.

— Eu não acredito nisso! — Disse Neville frustrada e fechou o notebook com força sem se importar se ele fosse ou não quebrar. — Preciso saber de onde vim, quem sou e quem são meus pais.

 

† † †


Niele ligou para o celular de Lysandre, mas ele não retornou nenhuma de suas ligações, sequer enviou uma mensagem dizendo se estava bem ou não. Niele então, ligou para a casa dele, mas a empregada avisou que ele ainda não tinha voltado pra casa. Niele se preocupou, achando que o estado dele fosse grave.

Lola voltou para a casa aquela noite, acompanhada por uma moça morena que usava uma blusa de moletom cinza com capuz e estava agarrada a uma boneca Raggedy Ann bastante familiar a Niele. A moça parecia assustada com tudo e mantinha a cabeça baixa.

— Oi? — Niele disse a moça, mas esta não respondeu, recuando. Niele encarou Lola.
— Espere só até eu levá-la ao quarto? — Lola disse a Niele. — Depois conversamos. Sim?

Niele assentiu e voltou para o sofá. Tentaria ligar para Lysandre outra vez.


† † †


Lysandre voltou, avisou a empregada que não desceria para o jantar e esta lhe informou que Niele ligara, preocupada com ele. Lysandre não disse nada, se trancando em seu quarto.
Ele tomou um banho e se trocou antes de mexer no celular, indeciso. Ligava ou não para ela? Realmente ele não estava com muito humor aquela noite e decidiu que seria melhor falar com Niele pessoalmente, por isso, deixou o celular de lado no criado-mudo e se deitou após tomar dois comprimidos de frascos diferentes. Precisava dormir, pois certamente se sentiria melhor quando acordasse.
Neville bateu a porta do quarto dele alguns minutos depois, mas ele nem se mexeu. Ela desistiu de falar com ele e foi jantar.


† † †


Lola voltou a sala e teve uma longa conversa com Niele.

— Quer dizer então que… Essa moça é a minha irmã? A mesma irmã que pensei que estava morta? Meu deus. Mãe, o que mais eu tenho de saber? Quantos segredos mais nossa família guarda? Primeiro descubro que é você a minha mãe verdadeira, depois… — Niele não conseguiu terminar, chorando.
— Eu sei que isso é difícil de assimilar, mas foi o Richard. Ele machucou Eliana da mesma forma que me machucou. Thereza não acreditou. Eliana cansou de tanto abuso e o matou. Thereza não quis que você soubesse da verdade e preferiu mentir que Eliana e ele haviam morrido em um acidente. — Falou Lola.
— E por que você não me contou isso antes? — Disse Niele.
— Não podia. Thereza ameaçou afastá-la de mim. — Falou Lola.
— Graças a deus que não sou filha dela porque quanto mais a conheço, mais a odeio! — Falou Niele levantando-se.
— Foi muito difícil conseguir tirar a sua irmã daquele lugar e nem sei se fiz bem porque ela está muito confusa. Acho que precisa de um tempo. — Falou Lola.
— Não. É claro que você fez. Ela foi uma vítima. Não tinha porque continuar presa por ter matado um monstro. — Falou Niele e caminhou em direção as escadas.
— Você vai falar com ela? — Perguntou Lola levantando-se nervosa.
— Ainda não. — Niele abaixou a cabeça. — Nem sei o que dizer a ela. Isso é tão estranho. Sei que deveria estar feliz porque sempre a amei e desejei que ela estivesse aqui, mas agora que ela está… Não sei como reagir.
— Como eu disse antes… Ela está muito confusa. Às vezes é como se o tempo tivesse parado para ela. — Falou Lola. — Ela fala muito em você, mas ainda pensa que é uma criança. Talvez nem te reconheça. O que fez com seu cabelo?
— Oh! Eu… — Niele tocou uma mecha de seu cabelo loiro e de repente se sentiu uma estúpida. Por que fora mesmo que ela pintara o cabelo? Aquela cor nem combinava com ela.
— Não estou criticando, mas talvez, fosse melhor voltar a deixá-los escuros só para que Eliana se lembre de você. — Falou Lola.
— Tudo bem. Amanhã eu cuido disso. Boa-noite. — Falou Niele antes de ir para seu quarto.


Ela não conseguiu dormir aquela noite, não com tanta coisa na cabeça.
Thereza era uma mentirosa. Niele a odiava e tinha certeza de que nunca mais conseguiria olhar na cara dela.
Por mais que detestasse concordar com Castiel, ela sabia que ele estava certo, que aquela loira bem-vestida não era ela, só um disfarce. Mas por que era tão errado querer mudar ou fingir ser outra pessoa? A realidade estava uma droga. Niele não sabia se teria forças pra continuar sendo ela mesma. Mas retomar seu antigo visual, ainda que fosse por causa da irmã mais velha, seria o mesmo que dizer a Castiel que ele estava certo e que ele a controlava. Niele não podia deixá-lo achar que tinha tanto controle sobre ela a ponto de persuadi-la a mudar conforme sua vontade.
E Lysandre? Como será que estava? Será que a estava ignorando de propósito? Aquilo era tão injusto porque era ela quem deveria ignorá-lo, afinal de contas, o errado na história era ele e não ela. Ele não deveria ficar feliz por ela procurá-lo? Tudo bem que ele achava que Ambre e ela estavam num lance lésbico, mas e daí? Era até inocente se comparado ao que ele fizera com as garotas nos vídeos.
Ah, aqueles malditos vídeos… Niele só queria esquecê-los para sempre.

 

† † †


Lysandre teve um pesadelo e despertou sobressaltado. Em seu pesadelo, viu Niele sentada em uma cadeira de rodas, imóvel, fitando o vazio. Ela estava em um quarto estranho, parada em frente a janela. Lysandre se aproximava dela e tentava falar com ela, mas ela não respondia. Nem parecia entender o que ele dizia. Parecia uma… Boneca. Era assustador e ao mesmo tempo desesperador.

— Por favor? Niele? Fale comigo? — Ele dissera e pela primeira vez não se atrevera a chamá-la de “bonequinha”. Parecia uma maldição. De tanto chamá-la assim, ela se tornara uma, afinal. — Por favor? Fale comigo? Eu imploro. — Ele se ajoelhou diante dela e apertou sua mão.
— Ela não pode. — Disse alguém e Lysandre não soube quem era, se homem ou mulher, conhecido ou desconhecido, e quando se virou para encarar a pessoa, despertou.


Lysandre não era supersticioso, mas aquele sonho fora tão real que ele sentiu que Niele estava em perigo, que algo ruim aconteceria a ela. Tomado por esse mau pressentimento, ele pegou o celular e ligou para ela. Já eram 2:45 H mas ele não se importava se ela se irritaria por ser acordada tão cedo. Ele ficaria feliz só de ouvi-la o mandando para o inferno.

— Lysandre? — Disse Niele e sua voz soou fraca como um sussurro. — Como você está?

Pelo tom da voz dela, ele sabia que ela havia chorado há pouco e se sentiu culpado por não ter ligado mais cedo.

— Não. Como você está? — Ele quis saber.

Ela não respondeu, mas suspirou.

— Me desculpe por te ignorar mais cedo. — Ele começou. — Não estava me sentindo bem e…
— Eu mereci esse gelo porque sou uma idiota. Castiel tem razão, eu sou uma farsa. — Disse Niele.
— Não. Não é. — Falou Lysandre irritado. — Eu não sei como o Castiel se achou no direito de dizer aquelas coisas para você, mas não penso como ele. Você é livre e tem o direito de fazer o que quiser com sua aparência. Para mim, dá no mesmo se você está loira, ruiva ou morena. Continua sendo a garota maravilhosa pela qual me apaixonei.
— Ah, Lys. — Ela disse chorando.
— Por favor? Não chore, não quando não estou aí para enxugar suas lágrimas. — Ele disse.
— Tem tanta coisa acontecendo comigo. Você nem imagina, Lys. — Ela disse e acabou contando sobre Eliana.
— Tente ver apenas o lado bom disso. Você tem a sua irmã novamente e ela precisa de você. Deixe o resto para lá e se concentre nisso. — Falou Lysandre.
— Eu vou tentar, Lys, mas não é fácil. Não é nada fácil. — Ela disse. — Eu não vou ao colégio por alguns dias. Não estou com cabeça, mas gostaria de te ver.
— Claro, se a Ambre não se importar… — Ele disse ressentido.
— Nós somos só amigas. — Falou Niele.

Lysandre riu com raiva.

— E você transa na mesa da cozinha com todas as suas amigas?! — Ele disse sem pensar.

Niele não respondeu, chateada.

— Ah, me desculpe? — Disse Lysandre. — Eu não tenho nenhum direito de julgá-la, afinal, não estamos mais juntos. Me desculpe?
— Ambre e eu… Foi só um momento de fraqueza. Eu estava frágil e… — Niele tentou se explicar.
— Eu acho que prefiro não saber. — Ele disse.
— Eu te pediria perdão, mas… — Ela disse.
— Para certas coisas não há perdão. — Ele disse referindo-se a si mesmo, aos vídeos que ela vira em seu celular.
— Pois é… — Ela disse.
— Acho que fomos rápido demais. — Ele disse. — Talvez devêssemos desacelerar e ir com calma. Amigos, então?
— Não sei se consigo ser sua amiga. — Ela disse.

Ele suspirou, triste. No fundo, não esperava mesmo que ela se reaproximasse dele, sequer como amiga porque ele era desprezível.

— Eu entendo. Juro que entendo. — Ele disse, chorando. Estava perdendo a pessoa que mais amava no mundo e a culpa era sua. Ele deveria ter se afastado de Rosalya no instante em que se apaixonou por Niele, pois, dessa forma, teria evitado toda aquela confusão.
— Não, Lys. O que eu quis dizer é que… Não sei se consigo ser só sua amiga porque eu te amo. Acho que nunca tinha me apaixonado por alguém antes de te conhecer. O que houve entre Ambre e eu, não significou nada para mim. Juro. Você acredita em mim? — Disse Niele.
— Sim. — Ele disse. — E você acredita em mim quando digo que também te amo e que mudei por você? Eu não faço mais aquelas coisas que você viu nos vídeos… Não sou mais daquele jeito, Nie, eu juro. Acredita em mim?
— Acredito, palhacinho. — Ela disse e riu entre lágrimas. — Mas o quanto você me ama?
— MUITO, você é como o ar que eu respiro, o sangue que corre em minhas veias. Faria qualquer coisa por você. — Ele disse e não estava exagerando. Lysandre sofria com transtorno de personalidade Limítrofe ou borderline, por isso, tinha problemas com atenção e memória, e acabava amando demais, embora, às vezes, tivesse dificuldade em expressar seus próprios sentimentos de maneira saudável. Ele também não tinha muita noção de certo errado, mas isso não o tornava exatamente uma pessoa má, ele podia ser cruel, às vezes quando rejeitado, mas ainda tinha sentimentos e era isso o que diferenciava de um psicopata típico; enquanto psicopatas eram incapazes de amar, um borderline era justamente o inverso e amava demais. Não havia cura para sua condição, apenas tratamento e segundo os especialistas, conforme ele fosse envelhecendo, os sintomas de sua síndrome iam desaparecendo, o que era algo bom. Mas até lá, ele seria “meio” psicopata, manipulador, chantagista emocional e mentalmente instável.
— Qualquer coisa? — Niele perguntou sorrindo.
— Sim, é só pedir, my lady. — Falou Lysandre sorrindo.
— Então, eu proponho o seguinte… Me conceda três desejos e eu te concederei outros três. Que tal? — Ela disse.
— Como um Djim? Gostei disso, my lady. — Ele riu.
— Então, meu primeiro desejo é que volte a me chamar de sua bonequinha. Pode ser? — Ela disse.
— Sim… Bonequinha. — Ele riu balançando a cabeça.
— O segundo desejo, eu acho que você não terá coragem de realizar e é uma pena porque ele levaria ao terceiro desejo que, tenho certeza, você adoraria. — Ela disse.
— Hmmm…. E qual seria esse desejo, bonequinha? — Ele perguntou curioso.
— Venha até aqui, Lys? E então, eu digo qual é o meu terceiro desejo. — Falou Niele com uma voz sedutora.
— Tem certeza? — Ele disse sério.
— Sim, eu tenho. — Ela respondeu. — Preciso de você aqui, Lys. Por favor? Venha?
— Está bem, bonequinha. Eu vou. Mas espero que sua mãe não me encontre aí ou ela me colocará para fora a base da vassourada. — Disse Lysandre e a fez rir.
— Não demora. — Ela disse antes de desligar.


Lysandre colocou seu celular de volta em cima do criado-mudo e pensou em voz alta:
— Eu juro que ninguém nunca te fará mal, Niele. Não importa quem seja, se te fizer chorar, vai se vir comigo.

 



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