História (In)Sanidade - Capítulo 11


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 13
Palavras 1.285
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: FemmeSlash, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Orange, Romance e Novela, Slash, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Perdão pelo atraso! Estive em viagem, e não havia internet, e meus dados móveis não são infinitos.
Este capítulo será mais um que irá provavelmente criar mais questões do que respondê-las. Espero que goste! O conteúdo deste capítulo irá se relacionar com algum futuro.

Capítulo 11 - Querido Diário


18 de Fevereiro, 2018


Querido diário,

Hoje, acordei como todos os outros dias. Um pequeno raio de sol ultrapassava a janela, e me despertou. Mas esta manhã, foi diferente. A sensação de acordar sabendo que hoje irei conhecer mais do que um pequeno raio de sol, e sim conhecer o sol. Meu sol.

Me arrumei. Vesti minhas jeans e minha camisola, e saí de casa. Os meus passos estavam mais leves, e via o mundo à minha volta um mar de rosas. A faculdade fica a alguns kilómetros de minha casa, então este caminho ainda será um pouco longo. Desde que não seja mau, está tudo bem. A aura das pessoas que atendiam minha faculdade era negativa, porque acaba sendo como a escola, né? Ninguém gosta disso. Mas eu gosto, porque é nela que posso ver uma certa pessoa.

E o sinal tocou forte, como sempre. Teria aula de biologia agora, apenas com poucas pessoas. Estava entrado, até que meu celular vibrou inúmeras vezes, e tocou o som especial que havia escolhido para o contacto que me afundava em mensagens.

"Você ainda está dormindo? Se despache logo! Estou quase adormecendo à sua espera na biblioteca, que até está vazia. Isso é culpa sua, né?"                      ~18/02, 9:23AM

Eu ia entrar na sala de biologia, mas aí me lembrei que tinha combinado algo. Uma pequena falta não iria matar ninguém.

Comecei a subir uma aparentemente infinita escadaria. A biblioteca ficava no 5° andar, e eu estava no rés do chão. Degrau a degrau, me encontrava no segundo andar. Jota estava tentando abrir a porta da sala, abanando a maçaneta freneticamente.

"Ei, precisa de ajuda?"- me aproximei, para o ajudar.

"Ah, bom dia. Se não se importar, é claro." ,ele logo se afastou da porta.

Com um suave movimento, consegui abrir a porta, mas apenas abriu uma pequena brecha, que revelou montes de cadeiras à frente da porta.

"Parece que você foi barricado, amigo. O professor não deve querer que ninguém interrompa a aula por chegar atrasado."

"Os professores sempre são tão pão duro? Me dá raiva!", ele logo se enerva, e eu o acalmo, para evitar problemas.

"Calma, essa aula já deve estar acabando. Logo logo, você poderá entrar.", tentei acalmá-lo, porque não sei o que poderia acontecer caso ele perdesse a cabeça.

"Obrigado, mesmo assim. Ah, me esqueci. Me disseram que alguém estava esperando na biblioteca. Você tem algumas escadinhas para subir, heheh!", ele diz.

"Eu não acho isso muito engraçado... Subi um andar e minhas pernas já tremem.", e tremiam de forma assustadora.

"Boa sorte! Eu vou indo. Vou ficar na porta da próxima aula para evitar que me barriquem de novo. Até logo!", ele se despediu, e foi andando.

"Tchau", me despedi dele e subo mais um andar.

No terceiro andar, apenas se ouvia o zumbido de uma mosca. Estava completamente deserto. Aproveitei para me sentar num banco que lá se encontrava, e consegui descansar um pouco. Mas não havia tempo a perder. Me ergo com esperança, e continuo subindo, desta vez sem desvios.

E em poucos segundos, me encontrava no quinto andar. Minha respiração era ofegante, mas consegui relaxar olhando para o teto. O teto deste andar, era transparente, pois era o último. Era muito mais alto que os outros, e conseguia me perder nas nuvens lá. Mas havia outras nuvens que eu queria experimentar. E oh, se queria.

A biblioteca era enorme. Estantes de livros faziam as paredes, e as capas eram quase castanhas de tantos anos de vida. Por entre as estantes, existe um andar mais alto com cadeiras e mesas, que circunda o chão.

"HOOOII!!" alguém grita lá de cima. "Sshhh!" se ouve logo a seguir, claro. "Eu só estava mandando ele subir....", uma voz desapontada soa. "Mande mensagem! SMS está na moda."

"Ei, você não ouviu? Suba logo para aqui, cabeça de caralho! Agora tem esse idiota aqui me mandando calar. Sobe logo!"                   ~18/02, 9:29AM

Sorrio para o celular, e envio a resposta.

"Não me está apetecendo subir mais escadas... Só subir até aqui quase me fez desmaiar!                       ~Enviada!

E logo a resposta chegou.

"Excelente ideia. Esse caralho do Fonso chegou e já está me tirando do sério. Já estou descendo."   ~18/02, 9:30AM

E já se ouvia passos descendo as escadas. Em poucos segundos, já se encontrava à minha frente.

"Então, porque me chamou?", começo a conversa. "Por nada, você parecia estar totalmente apaixonado por alguém, e eu queria saber quem era sua paixoneta secreta!" Oh, então é assim... Eu pensei que seria surpreendido sabendo que ele partilhava o mesmo sentimento que eu...

Mas eu disfarçei. "Está aqui muita gente ouvindo, vamos para um sítio mais privado.", e fomos para o banheiro. "Então, já pode me dizer? Eu tenho minhas suspeitas, mas sem--", e eu interrompi. Não valia a pena esconder mais a verdade. "É você."

Como se um grande flash passasse, ele fechou sua boca e ficou olhando para mim. Parecia as fotos que se tira para algum documento do governo, mas, não estava sorrindo, nem triste. Uma total e completa expressão vazia. Os seus braços estavam soltos, e o seu corpo alinhado. Passou de expressão vazia para corpo vazio.

"Você quer morrer?", apenas moveu a boca. O seu corpo continuava intacto. "Huh?", hesitei. "Irei repetir. Você quer morrer?" Me assustei, e recuei uns passos, logicamente. "Você é masoquista?", repetiu. Eu estava confuso. Porquê? Porque seria esta reação? "Me responda!", insistiu. "S-s--", eu ia responder, mas fui interrompido. "Você tem noção do perigo que implica gostar de mim?", a cada palavra, sua boca abria cada vez mais um sorriso e seus olhos escureciam. "Eu tenho segredos sombrios. E não são segredos clichê como 'eu me tentei matar uma vez', ou 'quase matei alguém'", dito isto, revelou um sorriso terrificamente assustador, e seus olhos ficavam cada vez mais escuros. À medida que falava, dava um passo à frente, e parecia deliciar-se nas suas próprias palavras. "Estrangulamento, esmagamento, força bruta, explosão, desmembramento...", sua cara se afundava, e eu já estava no canto da parede do banheiro, não tinha por onde fugir. Sua face estava a poucos centímetros da minha, mas eu continuava aterrorizado. Seria aquela a sua verdadeira identidade? Mas não iria acabar por ali, tinha certeza. "Eu vou destruir todos, matar todos, aniquilar todos, matar todos os que ama!!", e pareceu ter um orgasmo do prazer das palavras que dizia. E eu tinha medo, muito medo. Seria a pessoa que estava falando aquela que pensei que era? 

Mas eu não fugi. Não como sempre fiz. Quando tinha medo, eu fugia. Iam atrás de mim para me bater, eu fugia e me escondia. Mas, desta vez... Não fugi. Não mais. Eu tinha a resposta na ponta da língua, e a soltei.

"Você planeia se matar?", respondi, e notei que ele recuou um pouco. "Hm? Você está me ouvindo?", lutou de volta. "Se você não se planeia matar, então você não irá matar as pessoas que eu amo." E luz se fez. Tenho certeza que ele entendeu, pois parou, e eu aproveitei essa oportunidade para o beijar. Se for aceite, será apenas o primeiro de muitos. Ao início, era apenas minha língua atacando. Notava que não havia nenhum desgosto da parte dele, pois não me empurrou imediatamente como muitos fizeram. Alguns segundos depois, estávamo-nos beijando como se fôssemos nos comer ali. "I-isto está indo muito depressa...", finalmente soltei minha boca, e gaguejei do calor que estava sentindo.

"Você tem coragem. Acho que ficaremos assim por um tempo." E assim começou. Uma história de amor rodeada e enterrada em mistérios e soluções. E, num só dia, já estava namorando com The Fox. Alguém não muito bem falado, mas que eu amava, e que me aceitou. E esse amor iria durar por muito tempo. Até lá, eu irei descobrir mais sobre ele. Descobrir que raios foi aquele acontecimento, e o que ele está escondendo. 

P.S.: "Escondendo", está incluindo o que ele esconde atrás de suas boxers.


~mob.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...