História Insanos - Capítulo 12


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Henry Mills, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Swanqueen Assassinato
Visualizações 60
Palavras 1.904
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Mistério, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu voltei meus amores ♥️
Amo vocês ♥️
Capítulo muito esperado (por mim) e creio que por vocês tbm ♥️

Capítulo 12 - Decisões


Regina Mills. 5 de abril de 2003. Período noturno. Manicômio. 

O meu corpo quente indo de encontro ao chão frio. A minha pele clara ficando avermelhada. Os meus lábios com certeza já não tinham cor. A temperatura baixa não me assustou como deveria – por tal razão, não fora um grande sacrifício obedecer as vozes e rasgar o trapo velho que vinha cobrindo-me.

Os meus olhos fixaram no teto do local – assim como as paredes, não há nada de belo além de sua podridão que me parece encantadora do que a alma humana. 

Conversas paralelas no corredor não faziam-me querer se esconder. Entrar para debaixo da cama estava fora de questão. Há noites em que os meus amigos não vêem me visitar, e são nessas mesmas noites em que a felicidade fica um pouco mais, pelo menos até eu adormecer – que não é o caso no dia de hoje.

As grades presentes na janela chamavam-me. Elas gostam de ter a minha atenção. Qual o sabor de mostrar a sua força enquanto os outros estão caídos? Por quê insistem em me deixar ver um céu falhado por conta do ferro, se não posso mais toca-lo com a minha imaginação? Por quê ainda acredito que irei conseguir me levantar, se esta é a mais pura mentira?

Os meus olhos ardem. Talvez queiram chorar. Fato irrelevante. Sinto-me atraída pelas minhas unhas quando as vejo por reflexo. Não é preciso pensar e pensar para acariciar o meu rosto; a primeiro instante não as cravo com a força desejada, quero apenas sentir a minha pele áspera sobre os meus dedos, mas creio não ser necessário dizer a vós sobre o curto período de duração para o ato.  

Cada vez mais forte. O desespero não se mostra real. O meu corpo esticado no chão anula a friagem, deixando-me a mercê do fervoroso estado em que me encontro. As gotas de suor espalham-se por toda a minha extensão. As células devem estar a todo vapor, porém, as ignoro. A tranquilidade aparente é uma mera ilusão. Em minha mente as coisas tomam um rumo agitado. 

- O riso em demasia não é uma fuga. A dor será eterna a não ser que termine com isso logo. Não haverá mais as canções de ninar. Ele é real e acabou contigo... Acabou com ela e tu deixaste! Fraca. Tu és fraca! - as vozes voltaram com força. O que seria aquilo? Por que não me deixam em paz? És um castigo por não conseguir salva-la? 

A cada palavra o meu rosto quem sentia. Uma gota de sangue escorreu pelos meus lábios. Agora sim, o desespero fez-se presente dominando-me por completo. Tentei buscar a calmaria mas a única coisa que vinha em minha mente era a Felicidade.

- Emma! Emma, por favor, me ajuda! - não me pergunte qual a tonalidade da minha voz. - Felicidade, volte, por favor! Eu preciso de ti. Emma, eu anseio por vê-la. 

A porta se abriu. Levantei-me, encolhendo o meu corpo próximo a cama. Aqueles olhos azuis invadiram-me. O homem moreno de pele clara e barba sempre vinha piorar os meus pesadelos. Um calafrio subiu pela minha espinha. Abracei os joelhos. 

- Eu vim ajuda-la. Lhe ouvi implorando por felicidade... Pois bem, aqui está! - o homem colocou a destra em seu bolso, tirando um pequeno canivete. - Se quer encontrar a calmaria, va-te junto a sua mãe. - relutei por breves segundos. As vozes gritaram que aquela era a saída. A minha cabeça doia. - Isso, boa menina! - o homem passou as mãos nojentas pelo meu rosto sangrando e respectivamente pelos os meus fios negros. - Por sua culpa fui castigado. Por minha culpa, tu terás descanso eterno. Te dou a felicidade é de brinde, roubo a de Emma. Bons sonhos, princesa! - senti asco quando os seus lábios tomaram os meus, forçando um beijo repugnante. 

Fiquei aliviada quando a porta se fechou com ele do lado de fora...

Um tanto fragilizada, levantei-me. Queria poder admirar a noite por uma última vez. As grades causou-me o choro já esperado. Não havia mais paz em meu íntimo. As estrelas não tinham brilho. Bem, apenas uma estava em meu campo de visão. Sem lua, sem cor. Solitária, assim como eu. 

Um grito árduo escapou de minha garganta. Segurei firme nas grades, apertando-as, até sentir os meus dedos doerem. Outro grito, agora, abafado pelo soluço. O adeus não escapou de meus lábios. Infelizmente tudo se findaria de tal forma, sem uma liberdade que aprisiona, com uma prisão que me liberta. 

Passei o canivete sobre os meus pulsos sentindo a frieza do objeto misturando-se com a minha frieza necessária. As lágrimas molharam o meu rosto. A imagem da minha mãe me chamando foi o suficiente. Vê-la era tudo o que eu precisava. 

Quando fiz um corte raso, na intenção de aprofunda-lo... A minha visão escureceu.

Emma Swan.  

Aquela sensação horrível não me deixava dormir. Quando os meus olhos pesavam, a sua imagem atormentava-me. Os seus gritos entraram em meus sonhos, fazendo os meus ouvidos sangrarem. Nesta infeliz noite, os meus travesseiros pesaram uma tonelada. 

O meu corpo queimava em febre. O suor banhou o meu lençol.

  "Regina!" - foi tudo o que o meu subconsciente trouxe a tona.

Poderia ser só mais um pesadelo. Poderia ser paranóias. E eu poderia muito bem tomar vários calmantes e voltar a dormir. Mas não, quando dei por mim, já estava ali, tomando-a em meus braços, arracando cuidadosamente o canivete de suas mãos. Fora por pouco que o pesadelo não se tornou realidade. 

Aquilo acabou derrubando-me – não digo literalmente. Mas eu cai, cai e não sabia como voltar, não sabia se seria possível voltar. Senti o gosto amargo do medo é das lágrimas salgadas. E então percebi que perdê-la não era uma possibilidade. Eu me perdi quando entrei no labirinto do jogo sem o mapa. Talvez cá seja o meu lugar. Talvez o meu lugar seja no "lar" de Regina Mills. 

- Nós vamos para casa, meu anjo! - eu disse, enquanto ainda a apertava contra mim. Não evitei o choro. Ela estava machucada. O seu rosto estava machucado e por sorte o meu coração não ficou no mesmo estado. Se por ventura eu não chegasse a tempo, pode ter toda a certeza que quiser sobre a minha morte em vida. 

A morena se afastou. Enxugou as lágrimas. Olhou-me com estranheza. Respirou fundo. Deixou um suspiro escapar. 

- Não é saudável levar o caos para onde habita a felicidade... - a sua voz rouca denunciava a sua fraqueza, a sua dor. 

- Nada sou sem o caos que tu és. A felicidade é vazia quando não se tem um motivo para continuar fingindo estar sempre presente. A felicidade precisa de um motivo para não se entregar ao pânico do real. A felicidade precisa da sua loucura para não sentir-se insana ao sorrir, ao sentir o coração disparado, ao ver o mundo cinza ganhando cor. A felicidade precisa aceitar que o seu lado insano é o único normal. E só então a felicidade estará completa! 

A morena parecia estar absoverndo cada palavra proferida sinceramente pela minha boca. Pela primeira vez acabei dizendo um enigma sem ao menos perceber... E então, percebo o quanto Regina está em mim. 

- Eu tenho marcas internas. As minhas dores levam-me ao êxtase da insanidade. Eu sei que tu também tens, mas já estás acostumada a seguir apenas respirando. - ela suspirou. Desviando olhar, mas logo voltou. - Mamãe dizia sobre a liberdade presente nos mínimos detalhes. Ela me ensinou a nunca aceitar aquilo que não creio ser o certo, por isso, nunca aceitei o seu assassinato. As suas filosofias eram como várias linhas soltas sendo jogada em minha mente. Mas quando entrei na cozinha e vi o meu pai apontando a arma para a sua cabeça e ignorando o seu pedido silencioso de socorro, tudo fez sentindo. - eu sentia a sua dor em cada pequeno detalhe do relato. - Os normais são doentes. Os amantes apaixonados são doentes. O mundo é doente. A visão de liberdade é o vírus. Ninguém é livre se o outro não aceita tal fato. Ninguém conhece o amor quando degusta a rejeição. Tudo é feito em nome do amor e não existe liberdade. Ele queria obriga-la a ama-lo. Mas o seu coração já não disparava mais ao vê-lo. Não existia mais a ânsia do desejo. Ela aceitou que ele não lhe amava... Era só ver as outras mulheres que Henry levava para a cama. Aquilo não incomodou a minha mãe. Doeu, mas ela respeitou a liberdade que ele queria, deixando-o livre para sempre. - sequei as suas lágrimas, desejando tirar toda aquela angústia de seu ser. - Ao ouvir boatos de que dona Cora estava seguindo a sua vida e que alguém tinha feito o brilho voltar ao seu olhar, o meu pai voltou... Voltou e riu alto. Disse para mim olhar e aprender sobre o amor. Eu o fiz. Um gatilho puxado e o disparo. E mais um, visando acertar o coração dela. O vestido florido que eu lhe dei de presente de dia das mães estava manchado pelo sangue de um coração que degustou o sabor do amor insano. "Não se preocupe, meu bebê, eu apenas lhe dei de presente o céu. Não foi isso que eu a prometi quando nos casamos? O céu? E pra você, lhe darei um lugar tranquilo onde poderás ver duendes e fadas!" – ele disse. Eu corri. Chovia forte. Mamãe adorava a chuva. Dizia ser belo a forma como ela vinha. Um dia, dançamos juntas em meio há garoa fina. Naquele dia, eu dancei com a alma, entregando-me a sorte e a tudo que o destino viesse a me reservar. Mamãe dizia que a água purificava. Eu queria me lavar de tudo o que vi e senti. - ao notar a sua exaustão, puxei-a para um abraço. - Tens certeza que queres me levar para casa?

- Agora, mais do que nunca. Ainda não sei porquê não fiz isso antes! - eu disse, depositando um beijo em seus fios negros. - Nós vamos cuidar das suas dores, juntas. 

***

O chefe do local pensou em falar algo, mas desistiu ao sentir o meu olhar sobre ele. Ninguém ousaria medir forças com os "Nolan Swan". Eu sabia os seus segredos e a ilegalidade do lugar. Eu me livraria fácil usando o meu sobrenome a favor, já ele sabia que não teria a mesma sorte. O homem abriu o portão para mim, um tanto assustado. "Se eu descobrir sobre mais pessoas colocadas aqui sem merecer, eu acabo com isso. Pense bem em quais pedidos  você atende. Você preferiu atender um assassino e internar a filha dele, ao invés de punir-mos a ele. Você quebrou um dos nossos acordos, e deu sorte que eu não perdi Regina para sempre. Estou de olho. Pense bem nos seus próximos passos" - eu disse em um tom para que só ele escutasse.

***

Assim que chegamos em casa, coloquei Regina no banho. A noite fora longa em demasia. Depois, arrumei uma de minhas roupas para a morena. Deixei-a dormir em meu quarto. Quando estava saindo, ouvi a sua voz me chamando. 

- Fica aqui comigo, esta noite? - não pensei em outras possibilidades. Me deitei ao seu lado, envolvendo-a em meus braços.


(Eu fujo quando as coisas estão boas. Eu nunca entendi o jeito que você me olhava. De um jeito que ninguém jamais olhava... Eu não percebi isso desde o início e acabei te machucando)


Notas Finais


Críticas logo a baixo shshsh até + ♥️


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