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História Inseparáveis - Jung HoSeok - Capítulo 5


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Notas do Autor


Gente, faz tempo que eu apareço por aqui mesmo! Espero que esse cap deixe vocês felizes, ate mais!

Capítulo 5 - C A P I T U L O 5 - Não me deixa ir!



A garota congelou, sentiu os músculos enrigecerem e amaldiçoou sua curiosidade tanto, que essas maldições se cumpriam, ao menos, até as próximas duas encarnações. 

- Estou falando com você. - HoSeok ditou vendo que a menina ainda estava parada, ela estava vermelha e ele teve de lutar contra seus impulsos para não andar até ela e apertar suas bochechas salientes e rosadas. Deveria ser pecado ser tão fofa. 

- Desculpa, tá? É que eu tô te observando há um tempo, quero saber o porquê de ter me tratado tão "bem" - fez aspas  no ar com os dedos. - mesmo depois de eu ter arrebentado seu celular. Aquilo foi incomum. 

- Não foi sobre isso que eu te perguntei. Mas sanando tua duvida; eletrônicos não são coisas que eu julgue importantes o suficiente para valer que eu te maltratasse. - Ele ergueu uma sobrancelha, pedindo silenciosamente para que ela respondesse sua primeira pergunta. 

- Não foi proposital, em partes. - trançou os dedos das mãos uns nós outros afim de descontar a ansiedade. - Esqueci minha mochila e tive de voltar para pegá-la. No caminho para as salas da ala dos segundos anos, escutei uma música e eu sou uma pessoa um pouco, muito, curiosa e preferi deixar meu primo esperando lá embaixo do que ir embora sem saber quem ou o que era. - HoSeok quase sorriu com a confissão ds garota, o primeiro fato, é que ela não mudou nada, continua curiosa e impulsiva. O segundo e ultimo é que o garoto que estava com ela mais cedo é primo, não namorado, dela. O que o deixou bastante contente. 

- Entendi, e então, vai deixá-lo esperando por quanto tempo? - ao terminar sua fala, o celular da garota tocou, indicando uma notificação. 

- Ah, ele não está mais esperando. Encontrou alguns amigos e decidiu sair com eles, disse que eu sei me virar bem e pediu para que eu só cuidasse de não morrer no caminho pra casa. - Ela sorriu amarelo, pela segunda vez em vinte minutos, e olhou nos olhos do rapaz que não soube reagir ao ato repentino, era a primeira vez em anos que ela o olhava nos olhos. O que era considerado uma coisa super normal há alguns anos, já que eles passavam muito tempo observando um ao outro e prestando atenção ao comportamento corporal de ambos. 

- Ah, já que percebo a falta de compromisso, o que acha de tomarmos um café? - Ela franziu o cenho. - Sim, é isso mesmo. Aceita? 

- Aceito. Só espero não ter um rim a venda na DeepWeb. - Ele fez uma cara engraçada, pegou seu sobretudo e sua mochila, saindo porta a fora sendo acompanhado pela menina, visivelmente mais baixa que o rapaz.  

No fim das contas, passaram mais tempo juntos do que imaginaram ser possível, no meio de tantas conversas. HoSeok descobriu que a moça havia aprendido alguns vários instrumentos musicais, e que ela cantava na banda do colégio. Também descobriu a paixão da garota pelo Taekwondo, se surpreendendo com o fato de que ela também trabalhava meio período, como monitora. Lamentou a morte de seu pai, e se sentiu um grande negligênciador por não ter se despedido do tio que ele tanto prezava da forma que ele realmente merecia. Bom, escutou o que ja sabia e até o que não imaginava sobre a menina. E sentiu-se ainda como aquele cara apaixonado de anos atrás, seria difícil esquecer o que passaram e como se distanciaram. E se sentiu um completo idiota por ter sentido raiva dela, quem poderia culpá-la? Ela havia perdido quase tudo e nesse momento ele não esteve com ela. Ele não deveria e nem poderia cobrar isso dela. 

- Bom, me conte sobre você! - Ela bebericou o Mochaccino, o qual ela julgara delicioso! - Te contei toda minha vida e você nem me disse seu nome.

- Não há muito a saber sobre mim, e meu nome...- imaginou quantos Jung HoSeok ela conhecia, se ele dissesse seu nome, ela o reconheceria? É uma dúvida a ser sanada. Mas, quer saber? Ele não se importava mais com isso, esse joguinho de cão e gato não estava rendendo mais que boas feridas abertas e momentos revividos apenas em sua cabeça assim que ele a deitava em seu travesseiro, na intenção de dormir, coisa essa que não aconteceria há dias! Ele realmente estava considerando a ideia de revelar de uma vez sua identidade a garota, sentia falta dela, dos braços dela, dos carinhos dela. Eram dois jovens adolescentes quando foi embora, sim, eram. Mas ainda assim, ela foi e sempre vai ser o motivo de seus sorrisos bobos e sonhos que até Deus duvidaria das vertentes. Ele deve contar, ele sabe que deve, mas está se tornando um procastinador de de primeira! 

- Vamos, me diga! O que pode haver de tão ruim com seu nome para querer esconde-lo? - Não há nada se ruim, minha cara. Eu apenas sei o quanto te decepcionei e o quanto negligenciei você, pensou.  

- Primeiro, me diga; o que você lembra? - Ela franziu o cenho. - Quando pensa em mim, do que se lembra? - ela largou a xícara sobre a mesa e começou a imaginar quais seriam as intenções dele com aquelas duas perguntas. As mais intrigantes de sua vida, diria ela. - O que eu te faço lembrar? 

- Você me lembra alguém que há muito se foi, e que eu espero até hoje. Alguém que parecia ser meu mundo, e realmente era, mas que não notou isso e se foi antes que eu mesma me desse conta disso. - Pensou sobre e percebeu que sim, ele lhe fazia muito lembrar alguém. - Você tem cheiro de baunilha, tem os olhos de jaboticaba, a voz doce como chá adoçado com mel, palavras escolhidas a dedo e um vocabulário de um belo rapaz londrino. - Parou, sentiu a visão embaçar e olhou pela primeira vez, com fervor, o rapaz a sua frente. - Eu não acredito nisso. - Ele não entendeu o porquê, mas sentiu o coração se espremer no peito e só então percebeu que parara de respirar há tempos. Viu as vistas embaçadas e deixou uma lágrima teimosa cair, ela sabia quem ele era e não gostou nada da ideia de tê-lo de volta. 

- Eu...- ela o interrompeu pegando sua bolsa e se levantando. 

- Me poupe de suas palavras básicas e chulas. - Ergueu o queixo e limpou algumas lágrimas que, por conta própria, decidiram cair. - E faça o favor de continuar a me ignorar, como sempre fez. Quando a gente se acostuma com algo, isso, geralmente, se torna realidade. E seu descaso se tornou uma realidade pra mim, Jung. - sentenciou por último, saindo do local.

- Espera! - Deixou o dinheiro em cima da mesa da cafeteria e saiu, sentindo o vento gelado cortar seu rosto e atingir em cheio o centro do corpo. - Espera, eu não terminei. - Correu até a moça, que não estava muito longe. A pele marfim, os olhos vermelhos e as lágrimas descendo como se ela não as controlasse e isso realmente não acontecia. 

- você não terminou? Sim! Você terminou tudo, tudo que poderia acontecer, você cortou pela raiz, anos atrás! - Cuspiu as palavras no rapaz que estava se segurando ao máximo pra não chorar, o que foi completamente em vão. 

- Não fui o único culpado disso tudo! Me martirizei por anos, até perceber que a culpa não era minha! Eu não fui levado daqui pro outro lado do continente porque eu quis. E você mais que ninguém sabe disso! - Passou a mão pelos cabelos, o frio incessante não fazia mais efeito, uma bolha de ar quente havia sido criada em volta dos dois ali. - Eu era uma criança, praticamente. E te prometi que voltaria. Você sempre disse que acreditava em mim, e desistiu de nós no primeiro obstáculo que apareceu, ainda que eu fosse embora por vontade própria e prometesse minha volta, você havia prometido algo também, você prometeu me esperar! E olha só, nem me reconheceu! - Estava nervoso, frustrado, ela estava chorando, mas paralisada. - Eu tenho ódio, eu sinto ódio por ainda te amar e ser rejeitado dessa forma. Sabe quantas vezes pensei em voltar a Londres e fingir que isso aqui, nós, nunca aconteceu? Inúmeras vezes! Eu fui dilacerado por dentro quando percebi meu número bloqueado, a falta de suas cartas e que suas fotos não apareciam mais em minhas redes sociais. Apenas ao mudar meu usuário você me aceitou como seguidor e assim eu pude matar aos poucos a saudade que vinha me fazendo sucumbir. Eu ainda te amo e isso está me matando, esconder e guardar isso como se fosse um pecado está me matando! 

As lágrimas do rapaz estavam lavando seu rosto e ela não sabia o que fazer, seu corpo tem um desejo e sua mente deseja outra coisa. Seu coração tem total certeza de que o certo a se fazer é correr para os braços do homem que ama. Mas seu racional prefere fingir que aquilo nunca aconteceu. Em um milésimo de instante seu corpo foi puxado para um abraço, apertado. 


- Não me deixa ir embora outra vez, por favor


Notas Finais


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