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História Inside and outside my limit - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


Oii guerreiros ❤️

Eu particularmente, gostei desse capítulo. E não se preocupem, tudo será explicado no decorrer da fanfic.

Hiccstrid shipper e fãs da Astrid, não me matem, mas em minha defesa, nem tudo é o que parece ser. Fãs de percabeth: deram sorte por enquanto kkk
Essa primeira parte, é algo que ainda vai acontecer e eu só coloquei ela aqui para balançar mais o enredo

Capítulo 5 - Entre guerras e mistérios


Fanfic / Fanfiction Inside and outside my limit - Capítulo 5 - Entre guerras e mistérios

Março de 2019

Astrid levantou-se, erguendo seus joelhos fracos do chão, vendo de forma tremida, todas as feridas fundas expostas em sua pele. Ela não soube quando havia começado a chorar, mas lá estava a loira derramando lágrimas pesadas, que pareciam doer mais do que os diversos machucados em seu rosto. Mas apesar de estar chorando, seu olhar estava firme e mortal, não como o de uma soldada que havia perdido a batalha crucial e sim como a brava guerreira que nunca cairia. E apesar de seu corpo arder como uma fogueira impulsionada por um tanque de gasolina e a sua alma estar tão rasgada ao ponto de fazê-la se sentir como uma covarde, sua decisão não era de jeito nenhum incerta. Não importava se havia caído de joelhos, ou se estava morta por dentro.

Astrid olhou para Soluço, que como ela, estava com vários ferimentos abertos por seu corpo, com os joelhos colados ao chão. Viu uma mistura de angústia e desespero em seus olhos cansados, mas acordados.

Ela o viu derramar incessantes lágrimas por seu rosto mal-tratado por lâminas, e ele quase lutava consigo mesmo para ficar consciente. Se ele desmaiasse, perderia a chance de vê-la pela última vez.

Eu te amo — murmurou Astrid, inaudível para todos, mas para Soluço fora como se o gesto suave, causasse um tremendo som em seu peito.

Uma risada maléfica ecoou no ambiente, como se estivesse se deleitando com a situação.

Sem pensar em mais nada, Astrid juntou forças e correu em direção á grande ravina e se jogou da ponta, assinando sua sentença de que em segundos, ela não estaria viva.

Astriiiiid!! — Soluço chamou o nome dela, tomado pelo desespero de que não a veria mais. Astrid se fora.

Fevereiro de 2019 - Camp-Half-Blood

O rapaz de olhos verdes estava sentindo-se cruelmente frustrado. Andando pelo chalé 3 e se forçando a pensar, e era quase uma tortura quando você não chega a lugar nenhum. Estavam todos estacionados na linha de partida. Nenhum avanço.

A grande maioria dos semideuses sofria de transtorno de déficit de atenção, para mantê-los atentos em batalhas, e tinham dislexia, e a única coisa que podiam ler perfeitamente sem ver as letras saltitando, era o grego antigo.

Ele não era obrigado a se martirizar sozinho. Aliás, ele nunca estaria sozinho.

Cachos loiros, muito bem definidos e presos num rabo de cavalo, cintilavam numa tonalidade de ouro liquido, apareceram como mágica na frente do semideus. Annabeth tirou o boné dos Yankees - um presente de sua mãe, que possuía o trapaceiro poder da invisibilidade - e sorriu para Percy.

— Você não precisa fazer isso sozinho, Percy — ela reclamou. Seus olhos cinzas preocupados com a seriedade do filho de Poseidon — Acharemos eles!

Jackson era um homem decidido e á prova de qualquer distração. Quer dizer, quase. Annabeth era um ótimo motivo para fazer com que ele esquecesse até o próprio nome.

Ele balançou a cabeça, espantando toda aquela onda de esquecimento pesado.

— Nem sequer sabemos onde estão — reclamou ele, com um suspiro cansado — E o perigo está em qualquer lugar, Annabeth.

A loira o fitou, suspirando derrotada. Não pensava que poderia fazê-lo sossegar, e já se considerava colocando o boné de beisebol sobre seus cabelos e partindo para seu chalé quando ele deu um pulo de surpresa.

No primeiro momento, ela achou que ele tinha pulado, mas depois de alguns segundos, constou que era o chão que tremia abaixo de seus pés, como se alguém estivesse chacoalhando o planeta. Annabeth olhou assustada para o Jackson, e ambos se olharam confusos e surpresos.

O chão estremeu novamente e ambos sentiram que algo lá fora estava causando os terremotos.

A loira correu em direção á saída, e logo, Percy a seguiu. Pararam próximos ás madeiras queimadas que eram os resquícios da fogueira da noite passada - noite de cantoria no acampamento - e viram todos os campistas alí, inclusive os guardiões novatos que haviam se instalado no chalé de Hermes, deus dos viajantes.

— O que está acontecendo? — Perguntou Melequento, olhando para todos os lados como se estivessem mirando fuzis nele.

Ninguém proferiu resposta porque ninguém tinha uma resposta. Todos estavam apreensivos demais para se moverem, pois além de se sentirem como se o solo estivesse andando de trem, o ar do ambiente parecia hostil.

Um tempo antes de sentir tudo voltando ao normal, Percy sentiu calafrios subindo por seu corpo. Ele ficou alerta quando o chão parou de tremer e tudo ficou quieto, por alguns segundos..

TRACH

Escutaram um barulho estridente ao redor do acampamento e estava acompanhando com a inquietação do solo, como se estivessem dentro de uma panela e alguém tivesse martelado fortemente a tampa.

TRACH

O barulho retumbou novamente e antes que Percy e Annabeth pudessem notar, ouviram a voz alerta de Soluço.

— PEGUEM AS ARMAS!! — o ruivo empunhou a sua Inferno e a acendeu, entrando em modo de ataque, deixando todos confusos até olharem para o outro lado da barreira invisível.

Antes que Percy pudesse raciocinar, ou ter alguma reação, a barreira protetora veio abaixo, trazendo milhares de cacos mágicos que logo desapareceriam. Mas por mais que aquilo fosse algo impressionante, o que estava além da barreira era sem dúvida, o mais inacreditável. E mortal.

— Trolls!! — Astrid gritou, em pura incredulidade ao ver várias criaturas de mais ou menos quatro ou cinco metros de altura invadindo agressivamente o acampamento.

Eles tinham o rosto deformado e gigantes mãos capazes de quebrar ao meio qualquer ser humano. Os olhos grandes emitiam raiva e fúria. A pele deles variava entre um verde pálido e cinza encardido. E alguns traziam enormes toras de madeira, tão grossas que se eles decidissem enfiá-las no solo, o buraco que faria certamente poderia ser usado para plantar árvores.

Os monstros invadiram o acampamento, correndo com fúria e estava claro o que eles queriam alí: aniquilar qualquer mortal que eles pudessem encontrar.

Todos manejaram suas respectivas armas, mas ninguém saiu do lugar para impedir os trolls - era a coisa mais sensata a se fazer pois quais chances teriam contra gigantes malignos se os encontrassem no meio do caminho? E eles não tinham nem sequer um plano! Era como correr para a morte.

"Como ultrapassaram a barreira?" Eles se perguntaram.

— E agora? — perguntou Cabeça Dura, erguendo a sua clava pesada. Os monstros cada vez mais próximos enquanto os semideuses corriam desesperados de um lado para o outro.

— A gente luta para não sermos devorados? — devolveu Percy, manejando Contracorrente, não tendo total certeza na sua alternativa que soou como uma resposta incerta, mas era a única coisa que podiam fazer.

Um dos monstros correu para esmagar Astrid com o seu imenso pedaço de madeira, ela desviou por pouco ao se jogar para o lado, bem ao lado de seus pés, que foram atingidos pelo machado afiadissimo dela. Aquilo não era suficiente para arrancar-lhe as pernas, mas que a criatura sentiu uma tremenda dor, sentiu.

Os gêmeos eram atacados por outro, que urrava em raiva, dando chutes desajeitados no ar para acertá-los, enquanto eles o contornavam por trás atingindo-o entre a batata das pernas cobertas de fungos e os calcanhares rachados.

Annabeth tentava cravar sua espada na pele de outro, mas a carne dele era espessa, infelizmente só conseguia arranhá-lo.

Melequento e Perna-de-peixe tentavam confundir um troll com barulhos de armas sendo colididas, para ganharem tempo, e Soluço causava queimaduras inofensivas na pele de outro.

O pior é que nada realmente surtia efeito nos monstros e haviam muitos!! Como iriam sobreviver á aquilo?

Percy e Groover estavam cercados e sem nenhum fio de esperança para verem o dia seguinte, Soluço viu isso de longe e desejou ajudá-los, mas ele não poderia ajudar pois estava tão encuralado quanto os campistas. Distraído, foi atingido em cheio por um troll que o havia chutado agressivamente. O impacto fora tão forte que o guardião de Thor havia sido arremessado longe, e batera com as costas num pinheiro, deslizando até chão.

Quando o troll se aproximou do rapaz para dar-lhe o último golpe de misericórdia, tirando a vida dele á base de pancadas, uma sombra negra se colocou entre o monstro e o guardião, de maneira que os impedissem de se aproximarem. A sombra negra era assustadora, por ter.. garras e dentes? Não era uma sombra! Era um dragão! O réptil estava furioso e não estava atacando o ruivo, ele o estava defendendo! E ainda estava se preparando para atacar o troll!

O dragão tinha as escamas pretas, asas gigantes e tinha pequenas pernas, mas um rugido ensurdecedor e todos viram que ele ficava enlouquecido de fúria a cada momento, e que o brilho azul cintilando por seu corpo provava que ele estava se transformando numa espécie de bomba relógio perigosa.

TIC TAC.. e em segundos, o dragão incorporou o Pikachu no corpo, emitindo raios azuis poderosos direcionados á todos os trolls, tornoando-os facilmente parecidos como as cinzas da fogueira.

Perplexos, todos observaram o dragão no mais absoluto silêncio, enquanto o réptil se virava e se curvava para Soluço, verificando a saúde dele.


Notas Finais


Banguelinha 😂❤️ obrigada @Eubha_CLACE por ter me dado a idéia de fazer o Banguela ser afrontoso

Até mais ❤️


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