História Insidious - Capítulo 5


Escrita por: e Vitorialol

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Namjin, Taekook, Vkook
Visualizações 21
Palavras 2.358
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, quem é vivo sempre aparece, não é mesmo? Kkkkk
Queríamos pedir mil desculpas por esses oito meses sem atualização, também nem demos satisfação para vocês. Porém, estávamos com um bloqueio de criatividade e não conseguíamos escrever absolutamente nada.
Mas, isso não é tudo, chegamos a escrever o capítulo umas três vezes, mas acabávamos perdendo ele, então isso acabou desmotivando ambas das duas.
Porém, estamos aqui, voltando com tudo! Por favor, não se decepcionem conosco.
Uma de nós não ficamos satisfeita com o resultado do capítulo, mas não queríamos demorar mais do que já estávamos, então, garantimos que nos próximos capítulos tudo será melhor, assim como entrada de novos personagens - spoilers kk -
Boa leitura!!!

Capítulo 5 - Capítulo V - Enforcado


Jungkook estava de costas mexendo nas panelas, mesmo daquele ângulo dava para se ver como o cabelo do moreno estava uma bagunça, supôs que os olhos estaríam inchados e muito provável que a face coberta de boas marcas, representando o sono pesado em que encontrava-se a alguns minutos. Sorriu ao confirmar. Os olhos negros se arregalaram ao fixar na imagem do gestante, enfiou o pedaço de frango na boca, desconfiado. 

- Não era você que estava de dieta? - arqueou a sobrancelha. 

-O que quer dizer? Eu estou de dieta. - pigarreou limpando os dedos sujos de molho.

- E comer escondido agora faz parte? Dieta exótica essa sua. - riu de um Jungkook desconcertado.

- Quem é que está escondendo algo aqui? Eu sou um homem adulto e independente que está na própria cozinha comendo do próprio alimento, não é como se estivesse fazendo algo ilegal. - cruzou os braços rente o peito - Mas e você? O que faz aqui? - Perguntou desconfiado.

- Eu? - olhou para trás procurando outro alguém.

- É, Taehyung, você mesmo. - aproximou-se enquanto o outro recuava mantedo as mãos atrás das costas e com um sorriso inocente nos lábios.

- Para você é “hyung”, amor da minha vida ou razão do meu respirar.

- Está escondendo o que ai, razão do meu respirar?- puxou o braço do mais velho.

- Olha que isso é agressão. Eu vou gritar. Jungkook, me solta. - debateu-se nos braços do moreno. 

Revirou os olhos ao drama do outro, se empenhando mais em ver o que Kim Taehyung trazia consigo. Não foi realmente difícil virá-lo de costas e pender seus pulsos, mas fazê-lo abrir as palmas cerradas foi realmente impossível, enquanto o menor se estrebuchava feito minhoca e o xingava. 

- Aquieta o cú, homemz. - Disse segurando-o mais firme.

- Aquieta você esse fogo no rabo. Você não tem vergonha de atacar um homem que está esperando um bebê?- tomou ar, cansando de lutar contra o marido, fazendo um bico em seguida. Ele era forte.

- Não! - mordeu os labios segurando o riso. - abre a mão e eu te deixo ir. - sussurou contra seu ouvido, deixando um beijinho na bochecha estufada de um Taehyung contrariado.

- Mas que saco! - grunhiu irritado. - São só alguns docinhos. - mostrou ao moreno abrindo as mãos contra gosto.

- Que você não pode comer, né? O médico  disse qu- 

- Pau no cú do médico. Que tipo de ser humano horrível tira doce de um gestante? - revoltado, aproveitou o momento de distração e empurrou o outro com o ombro escapando de seu alcance.

 

- Esvazea os bolsos. - mandou se colocando em sua frente, cruzando os braços encarando-o. 

- Está achando que eu sou um dos seus filhos? - sorriu sarcastico o empurrando para o lado em uma tentativa frustada já que esse  ao menos se deu o trabalho de mover-se. 

-Taehyung... - o tom foi de aviso.

- pateta... - imitou com sua pose debochada.

- Ah, então é assim? - indagou e ele não hesitou em assentir.

Em menos de cinco minutos de uma corrida ridícula em volta da mesa Taehyung cansou de fugir do moreno. Seus pés doiam, e já estava bem afetado pelo esforço de livrar-se do moreno por duas vezes seguidas. Seu  orgulho estava completamente ferido por deixar-se ser vencido mais uma vez. “Irritado” era eufemismo para sua situação e ver aquele sorriso estupidamente charmoso nos lábios convencidos do Jeon não melhorava sua fúria. Seus bolsos foram esvaziados e sua dignidade se evaporou como os doces arrancados de seus dedos. Respirou fundo, sentindo a garganta formar um nó ao que seu coração se partia. 

- Você está chorando? - segurou o riso mais uma vez vendo o beicinho trêmulo. 

- Não! - gritou ao que a lágrima impertinente escorria. 

- Amor, por que você está chorando?- perguntou com cautela. 

-Você só briga comigo, Jungkook. 

- Como é?- ofendeu-se.

- Eu vou atrás de um homem que me dê valor. - estapeou o outro ditando com a voz embargada.

- O que que eu fiz? - indagou confuso.

- Você não se importa. - acusou.

- Pelo amor de Deus, homem, do que você está falando? 

- É sempre assim, você só dar importância para o que aquele cabeça de ovo diz e não está nem ai para os meus sentimentos. Mas, quer saber? Se você gosta tando dele, vá casar com ele, caralho! E me esquece para sempre. - limpou as lagrimas sofridas. 

- Cabeça de ovo?- limpou a garganta para se impedir de rir. Isso pioraria a situação. Não se brinca com os hormônios a flor da pele de um “Kim Taehyung”. Aprendeu a bastante tempo da pior maneira possivel. 

- O médico, Jungkook. - olhou-o como se o mais novo fosse retardado e na sua concepção era mesmo. 

- Me desculpe. - Disse o moreno abraçando o gestante. O melhor a se fazer é levar a sério as reclamações por mais infantis que seja os motivos para o outro chorar.

- Eu só queria um docinho. - murmurou com a cabeça enterrada no pescoço do maior - unzinho! Não quero que meu filho nasça com cara de bal. Ai meu Deus e se o ChulMo nascer com a cara do pairulito? - o choro veio mais forte ao que imaginou um bebê com a cabeça do dito cujo. 

- Puta que pariu, Taehyung! - gargalhou alto o que deixou o gestante ainda mais emotivo. Jungkook não se importava com seu bebê? Como ele podia rir de algo tão sério? Iria fazer as malas agora mesmo.

- Cuzão! - separou irritado. - Eu estou falando sério e você está rindo. - Disse quase emburrado grito, irritado.

- Eu não estou rindo de você, Tae. - disse quando o mesmo lhe deu as costas pisando forte para longe de si. Jungkook não tinha respeito.

- Ah não?- foi irônico ao ver o rosto vermelho e a risada mal disfarçada. 

- Não, eu estou rindo da situação, meu bem. - respirou fundo. - rindo de como o cabeça de ovo pode não ter pensado nisso, é muita negligência com você. - aproximou-se devagar limpando o rasto de lágrimas com o polegar.

- De verdade? - fungou. 

-  Ainda quer o doce? - observou os olhinhos marejados piscarem várias vezes espantando a água, as orbes brilharam, e a língua inquieta de Taehyung passou ansiosa pelo açuçar sobre os lábios rosados. Limpou as lágrimas e mais que rapidamente tomou o doce das mãos do outro sorrindo contente, e de um segundo ao outro já estava calmo e plenamente feliz.

- Pairulito. - murmurou risonho, beijou a testa do mais velho e sorriu bobo admirando a face iluminada do marido. - O que eu faria sem você? - o abraçou apertado. 

- Jungkook?- perguntou baixinho tendo um murmurio para que prosseguisse. Já que o moreno estava ocupado embreagando-se  com o cheiro do cabelo do menor. - ainda tem molho de frango no seu rosto. - riu e Jungkook revirou os olhos. 

- É molho de salada! 

- Vou fingir que eu acredito. 

- Por que vocês dois não podem ser um casal normal? - Hoseok perguntou olhando ambos com nojo.

Sonolento e irritado. Era assim que Hoseok se sentia, acordar com os sobrinhos pulando em cima de seu humilde colchão não foi para lá de agradavel. Não se sentia apto para estar de pé, havia chegado naquela madrugada de sábado e mem concordava com sua mente turva, não tinha dormido o suficiente. Além de que o jeito perfeitinho dos outros dois, estava lhe irritando naquela manhã. Não que Hoseok fosse invejoso. longe disse. Tá, quem ele queria enganar? Estava com inveja sim. A menos de dois dias tinha brigado feio com a namorada e agora tudo que dizia respeito ao amor, lhe dava ranço.

- E como seria um casal normal? - fez bico.

- Sei lá, com tantos anos de de casados no mínimo esperava que vocês brigassem sempre. Deixassem de se falar por semanas e bebessem até cair só papa deixar a companhia um do outro mais suportavel, sabe? Coisa de casais normais. 

- Acho que ele tem razão, Jungkook.

- Sério?

- Não. - sorriu largo - Venha aqui, homem, deixe-me lhe usar. - puxou a camisa do mais novo o beijando. 

- Ah, ótimo, agora eu sou a tocha olímpica. Muito bom, adorável a cena! - revirou os olhos, disfaçando o sorriso ao se sentar em um dos lugares vagos da mesa. 

- Sabe o nome disso, amor?- Taehyung riu,  assentindo.

- Dor de cotovelo! - disseram juntos. 

- Yaaa! - jogou o pano de prato no casal. 

 

 

—————

 

 

 

- Hoseok, você está queimando a carne! - empurrou o irmão para longe da churrasqueira. 

- Ei! me devolve isso! - tentou pegar o garfo. 

- Vai ajudar o taehyung com a salada e deixa a carne comigo. Você não presta nem pra assar uma carne, céus! - expulsou o outro. 

- Mas você é muito atrevido mesmo. - irritou-se . - Da para acreditar nele, capitão? - olhou para o cachorro que estava tomando sol, o animal levantou as orelhas pontudas ao escutar o seu nome, mas logo depois de uma aparente analise, o pastor belga gruniu e voltou a deitar indiferente. 

- Você é igual a ele. - arregalou os olhos.

- Para de falar com o cachorro. Isso é estranho! E vai logo para a cozinha e quando voltar me dê uma cerveja. - disse concentrado em virar os bifes. 

Hoseok olhou o irmão de forma indignada, e assim permaneceu, o olhando por pelo menos dois minuto antes de desistir da situação e ir ver se Taehyung precisava de ajuda.

 ChungHee chorava aos pés do pai e, Taehyung o ignorava completamente, estava ocupado pondo comida no prato de ursinho novamente, um tanto irritado, já que o menino fez questão de jogar a sua antiga refeição no chão, após ser tirado da brincadeira para comer. Taehyung não gostava de bater nos filhos, mas as palmadas na mãozinha gordinha de Chunghee foram mais que necessárias, jaá que depois de brigar com o menor o mesmo ainda tentou jogar o copo de suco no chão. Se não fosse por bem, o menino pararia com aquela birra ridícula por mal.

- Onde foi a guerra? - Hoseok perguntou olhando a bagunça no chão.

- Hum? - terminou de por a comida e puxou a criança que pedia colo para o outro adulto de volta para mesa, o pondo na cadeirinha. - Ah, nem pergunte. ChungHee, seu tio não vai te pegar, olha para Mimi ela não está fazendo esse show. Por que que você está? - Perguntou indignado.

 

- Quer que eu de comida pra ele?

- Não, valeu. Eu faço questão de fazer ele comer. - limpou o nariz do filho que com uma frauda. - Mas, poderia chama o Kwan, por favor? Ele está no segundo andar e eu já gritei esse menino umas três vezes, e se eu escutar mais um "estou indo" e ele não aparecer, teremos um problema. - ameaçou. 

- Papai, eu já terminei, posso ir?- YangMi perguntou.

- Pode, deixa o prato na pia e pede para seu pai colocar seu refrigerante - sorrindo, a menina logo correu para fora.

Hoseok foi procurar o sobrinho depois de tentar brincar com Taehyung, perguntando: ''mas 'cê tá brabo?” e  ser ameaçado com uma colher de plástico azul, rindo subiu as escadas de dois em dois degraus e logo se viu no corredor para os quartos. Estranhou ao ver os quadros de família postos em cima de uma mesinha com os vidros quebrados, pegou um deles e riu observando ser uma fotografia de Taehyung e Jungkook quando mais novos - com treze anos de idade -. Taehyung sorria abraçando um moreno todo corado.

Largou o retrato parando na primeira porta do corredor que estava meio aberta. Ouviu a voz de Kwan. Espiou vendo-o de costas para si dentro da barraca. 

- Kwan, seu pai está te chamando. - chamou a atenção da criança para si. 

- Não posso ir, tenho que terminar o desenho, titio - disse.

Entrou no quarto, abaixando-se na altura da entrada da barraca. 

- Você pode fazer isso depois do almoço. Vem! - puxou a mão do garoto. 

- Eu já estou acabando. - soltou-se voltando a pintar.

- Kwan, vamos logo!

- Espera... pronto acabei! - sorriu saindo da barraca com a folha na mão. - podemos ir agora. Eu estou com fome! - esclamou o jovem com a mão esquerda na barriga.

- E por que você não desceu quando seu pai te chamou?- Kwan deu de ombros.

Pegou o menino no colo depois de se levantar pronto para descer.  Também estava com fome. 

- Você não vem, Cody?- olhou para trás e Hoseok logo se virou também. - Vai ficar balançando para sempre?- riu. 

- Com quem você esta falando, baixinho?- franziu o cenho. 

- Com meu amigo. - disse olhando o ponto fixo do ventilador de teto que era enfeitado com várias estrelas coloridas e brilhantes penduradas que giravam.

Olhou para onde o sobrinho olhava e não viu ninguém. O quarto estava vazio e somente para se certificar, olhou em volta, voltando-se para o garotinho. Entendo que ele estava brincando. Ver Kwan falando sozinho e interpretando enquanto brincava era sempre uma graça.

- E onde seu amigo estar? - arqueou a sobrancelha e o viu apontar para o teto. - O que ele está fazendo? - ajeitou o menino no colo. 

- Balançando! - sorriu.

- Onde? No ventilador? - assentiu. - Como ele foi parar lá? Ele voou que nem o superman? Seu amigo é um super heroi?- rindo, cutucou a barriga do sobrinho que riu. - Ele está pendurado pelas mãos que nem um macaquinho? - fez  cócegas debaixo dos braços do menino.

- Não tio, ele balança com a corda. Olha! - mostrou o desenho animado, com um sorriso orgulhoso. Tinha dado tanto trabalho. 

Hoseok arregalou os olhos ao ver o desenho um arrepio desceu para sua espinha. Um garoto estava enforcado no teto.



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