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História Insomnia - (ChanBaek, EXO) - Capítulo 1


Escrita por: iamperfectlyodd

Notas do Autor


boa leitura? 🧍

Capítulo 1 - Passado.


3:10AM 

Largando o guarda-chuva, seus joelhos se encontraram ao chão. O aparelho escorregava diante de suas mãos, despedaçando ao se encontrar no asfalto molhado da extensa rua, que no momento estava vazia. Seu peito doía, seus olhos ardiam estando prestes a chorar. Ele estava sem rumo após receber notícia que ele menos desejava ouvir. 

Corria, com os pingos grossos das nuvens batendo fortemente contra seu corpo, o encharcando. 

Chorava e gritava de culpa e tristeza. Já estava vendo seus dias escuros. Sem controle emocional, agindo somente pela emoção; o indivíduo não avistou um veículo de longe no meio da neblina da madrugada, sendo jogado para o outro lado daquela avenida, perdendo sangue o suficiente para entrar em coma por dois anos. 


– quinta-feira, 7:03AM. 

O homem de cabelos escuros de alto cargo caminhava por sua empresa, indo em direção a sua sala. Sempre atraindo a atenção de todos por ser o Diretor-executivo e principalmente: ser o tipo ideal de muitos. 

Todos desejavam por ele, e alguns queriam ser como ele. 

Diariamente eram do mesmo jeito, Park Chanyeol chamava a atenção por onde passava. 

Sua beleza natural era esbanjada sem mesmo algum esforço. Chanyeol era belo sem fazer absolutamente nada.  

Ele nunca se importou com esses olhares voltados para si, era como futilidades que não mudaria nada em sua vida, também já havia se acostumado, porém por vezes se sentia incomodado. Realmente problemas de gente bonita que vários queriam ter.


– Kyungsoo? — perguntou por seu secretário, ainda dando passos fortes e precisos sem decolar o pescoço e visão de frente. 


Do Kyungsoo que vinha atrás, aumentou o andar para chegar até o maior que andava um pouco mais depressa de seus outros funcionários. 

 Apesar de Chanyeol ter mais destaque, Kyungsoo também era muito citado em quesitos de beleza. Diferente de Chanyeol, ele se importava e adorava se gabar.

Ambos eram amigos há bastante tempo, desde o colégio. Passavam a maior parte do tempo junto, até porquê o Do deveria atender todos os seus pedidos. Não eram tão formais quando estavam entre os dois, eles até que gostavam desta rotina. 


– Sim?

– Cancele todos os meus compromissos de hoje. 


Digerindo a notícia, Kyungsoo demorou alguns instantes para questionar. 

Pararam a frente do elevador. O loiro sem motivos algum queria fazer um suspense e não justificou rapidamente. 

Logo após o elevador chegar naquele andar, os seus homens curvaram-se e o entregaram a cabine de ferro, como sempre sobrando apenas Kyungsoo. 

– Vou ver o Yixing hoje. — respondeu Chanyeol, quebrando o mínimo silêncio enquanto apertava o botão do último andar, onde justamente ficava sua sala. 

– Ah! Sério? Ele é mais importante que suas dezenas de reuniões? — retrucou, um tanto indignado com o que ouviu. 

– Sim. — concluiu de forma séria, provocando raiva em Kyungsoo. 

Após algum tempo de sua fala, as portas de ferro se abriram. Saiu o superior e o outro logo atrás. 

– Você é péssimo... — murmurou aos ombros do Park virando os olhos, tirando um mínimo sorriso de canto do citado.

O maior passatempo de Chanyeol era aborrece-lo. Gostava de suas reações inesperadas. Todavia, como na maioria das vezes estavam em um ambiente de trabalho, Chanyeol evitava, mas não perdia nenhuma chance de teimar. 


–––


O único som que se ouvia naquela sala eram das gotas de chuva que esmurravam aquelas grandes janelas. Enquanto isso, Chanyeol preparava uma xícara de café.

Não gostava daquele temporal frio, mas não sabia o por que, entretanto, achava convidativas para aprecia-las. 

Assoprava o líquido quente no objetivo de esfria-lo, no mesmo momento que apreciava o céu diante do vidro.

Viajava em seus pensamentos, logo sendo interrompido por batidas na porta. 

Levantou a voz, autorizando entrada

Kyungsoo entrou elevando todo som daquela sala. 

– Você vai mesmo se encontrar com ele hoje, Chanyeol? 

– Estava apenas brincando, vou ver outra pessoa. – disse Chanyeol, sentando-se naquele aconchegante sofá que havia no escritório, tragando um pouco do líquido quente. 

Do conhecia o mesmo dos pés a cabeça, sabia o que ele escondia e quando falava a verdade. 


– Não me diga que vai se encontrar com O Jongdae, novamente! O quer com ele? Tudo já não estava resolvido? 

– Ele acabou de chegar de viagem e disse que queria me ver, só isso.  

– Falando nisso, o Minseok chegou ontem em Londres. 


Kim Minseok, um dos modelos favoritos de Chanyeol e também um de seus melhores amigos.

Era derevas surpreendente que os sete melhores amigos que se conheceram na faculdade trabalhavam na mesma empresa, quase impossível e ninguém acreditava. Os únicos que se distanciaram foi o Jongdae e Yixing. Jongdae era policial, aquele que trabalhava no caso do desaparecimento e suposto suicídio de Baekhyun. Já Yixing, seguiu sua carreira de cantor, mas ainda mantia contato com eles.

Teve total apoio da sua família, ajudaram Chanyeol de forma financeira, já que eles tinham o suficiente para viver por anos sem mexer os pés a trabalhar, mas desde pequeno incentivaram Chanyeol a ser batalhador e transformaram o mesmo como ele é hoje. 

Estudou muito para ser um bom empreendedor e logo terminou suas duas faculdades e cursos. 

Começou gerenciando pequenos desfiles com algumas pessoas em lugares não muito apropriados, mas que já havia sido reconhecido o bastante para Chanyeol estar satisfeito. 

Até que finalmente o Park resolveu desfilar, foi quando tudo mudou. 

Os patrocínios cresceram absurdamente, todos queriam Chanyeol pra ser capa de revista. Foi quando Kyungsoo e Jongin apareceram para dar um descanso em suas preocupações.  

Kim Jongin foi o primeiro modelo oficial da EXODUS.

Chanyeol cuidava das finanças e continuava explorando sua beleza diante as câmeras, juntamente com Jongin. Do Kyungsoo cuidava de todos os compromissos dos dois. 

Outros modelos assinaram contrato, mas não tinham tanta relevância como Oh Sehun. 

Sehun se tornou o modelo capa da empresa. Sempre que comentavam sobre a EXODUS, todo mundo pensava no modelo bonito Oh Sehun. Realmente, o mais famoso até hoje em dia.

Kim Junmyeon também veio de uma família extremamente rica, deu uma das terras que possuía para a empresa construir um alojamento lá no começo de tudo. Junmyeon também tinha bastante relevância sobre a empresa. Era um estilista bastante competente. 

Jongin tornou-se um segundo CEO, sempre substituía quando Chanyeol fazia alguma viagem a trabalho, ou em suas folgas, resumindo; sempre que o Park estava indisponível. Jongin foi muito útil com isso em um momento muito delicado da vida de Chanyeol.


– Eu sei, ele me avisou. – lambeu um pouco dos lábios, na intenção de amenizar o queimor causado pelo café, logo apoiando a xícara na mesa ao centro da sala. 

– Queria umas férias dessas. — comentou indiretamente indo em direção a mesa do maior, deixando algumas papeladas importantes. 


O telefone do Do alarmou uma chamada. O barulho causado pelo toque chamou a atenção de ambos, levando toda a curiosidade naquele aparelho encontrado em seu bolso. 


– E falando nele... — disse Kyungsoo checando a tela. 

– Quem? Minseok? 

Atendeu a chamada de vídeo, concordando com a cabeça para Chanyeol. 

Oi! Uau, Kyungsoo! Como está bonito hoje! 

Disse sorrindo e acenando para a câmera, tirando um mínimo sorriso satisfeito de Kyungsoo. 

Chanyeol a alguns metros distantes de onde observava, sorriu estando estranhamente feliz com aquilo. 


Você tá com o Chanyeol? 


Sem responder, caminhou até o mencionado que permanência sentado, entregando o aparelho a ele. 


Olha, Chanyeonnie! Bonito né

Rodou com a câmera sorrindo como uma criança sobre a linda vista da praia onde seria a filmagem e fotos da nova linha de perfumes. Ele parecia feliz e animado. Na realidade, Minseok sempre parecia eufórico. Raramente reclamava das coisas, sempre estava grato por seu presente e aproveitava o máximo possível cada momento. 


– Tem razão. Como você tá? 

Estou bem, e vocês? 


– Eu acho que tô bem. — disse Chanyeol, logo virando a câmera para Kyungsoo. – Eu também tô. — virou novamente o frontal. – Tá precisando de algo aí? 

Não, vou indo, só queria te mostrar como estão indo as coisas aqui, e também estou com saudade! 

Minseok fingiu tristeza exageradamente, suspirando e colocando a mão no peitoral. 

– Tudo bem então, se cuida. — riu por suas ações, acenando antes de desligar a chamada, sendo devolvido com beijinhos no ar de Minseok. 


 O jeito bobo do Kim agradava Chanyeol. Ele sempre foi assim, cuidadoso com todas suas "crianças".  


– Enfim... — pausou a fala, aproximando-se do segundo, puxando bruscamente o telefone das mãos do loiro, propositalmente pela raiva. – Pra que vai se encontrar com o Jongdae? 


O mais alto não respondeu, descendo aos poucos seu olhar, quebrando contato visual com Kyungsoo. Ele sabia que levaria mais um esporro do moreno, já que não tinha jeito para mentir sobre isso. 


– Mas que porra, Chanyeol! Sério, eu não sei mais o que eu faço com você. — Kyungsoo percebendo suas ações de fraqueza, gritou. – Quando você vai entender?! Quando você vai começar a aceitar que ele realmente morreu? Os pais dele vão pagar pelo o que causaram, se realmente foram eles. Eu entendo o que você sente, mas desse jeito é complicado. Quatro meses, quatro! Não se prenda nisso, por favor. Não acabe sua vida pelo Baekhyun, ele com certeza não gostaria disso. 

Um silêncio se instalou assim que Kyungsoo acabou de falar, deixando Chanyeol sem argumentos por tocar nesse assunto delicado. Seguidamente, o Do apenas saiu da sala, furioso; não acreditando nessa insistência de Chanyeol, já era a quarta vez que Kyungsoo lhe avisava, estava em seu cúmulo. 


––– 


Era em torno de dez e vinte da noite, eu voltava do trabalho naquele dia sozinho, pois ele estava de atestado médico. Cheguei no nosso apartamento e estava tudo ligado, como se realmente ele estivesse lá. Chamei por ele, ansioso para mostrar a nova promoção da empresa que ele participaria, mas não tive respostas. Não pensei algo como se ele tivesse sumido, até porque nem brigados a gente estava. Mas quando vi nosso cofre aberto sem nenhuma cédula, entrei em desespero. Foi quando liguei para ele, obviamente preocupado. Me lembro bem da ligação começar a chamar, fiquei mais aliviado por instantes até ser recusada. Liguei mais vezes e depois deu tudo na caixa de recado, como se tivesse desligado o celular dele. Liguei para os garotos e seus pais, infelizmente ninguém sabia nada dele. Desci e perguntei para o porteiro se havia visto ele saindo ou algo assim, ele disse que não tinha visto o Baekhyun em nenhum momento daquele dia, mas tudo ficou estranho quando ele disse que horas atrás teve um apagão no prédio. Não é possível que ele tenha feito isso, apenas para terminar comigo, ele não é assim.” 


Esse foi o relato de Chanyeol, dois dias depois do seu suspeito desaparecimento


“Acho que isso aconteceu umas nove e quinze naquele dia, havia acabado de começar meu turno da noite, iria ficar até cinco da manhã. Estava na cabine, quando senti umas mãos frias prendendo meu pescoço e aproximando uma arma na minha cabeça. Consegui reconhecer por sua voz que sussurrou no meu ouvido, me ameaçando. Ele parecia muito calmo e estava sozinho. Segurava uma mala, não sei o que tinha dentro. Me obrigou a desligar os disjuntores do prédio e apagar as imagens dele. Disse que se eu contasse ao Chan, iria me matar. Fiquei com medo de vir a polícia, mas tomei coragem para testemunhar. ” 


Esse foi o relato de jin-hyeok, o zelador três dias depois do seu suspeito desaparecimento. 


A fechadura da porta principal não parecia ter sido violada, nem sinais de luta pela casa. Não foi possível ver as câmeras, já que pelo relato do porteiro, ele foi obrigado a apagar. Concluíram que ele fugiu por conta própria.

Passaram quase um ano procurando Baekhyun, e nenhum sinal dele. O caso ficou por isso, e simplesmente desistiram. 

Seis meses depois, foi encontrado o suposto corpo de Baekhyun. Não puderam reconhecer por rosto, já que estava desconfigurado e irreconhecível, mas todos os exames de DNA foram compatíveis. Supostamente foi usado ácido em seu rosto e corpo, a autópsia concluiu como suicídio. 

Pararam de investigar, mesmo sabendo que Baekhyun não tinha indícios de depressão profunda para cometer isso, nem descobriram os motivos do porque isso aconteceu. 

Tudo indicava que o suicídio era real, mas nada convencia o Park.

Sua intuição lhe dizia fortemente que Baekhyun nunca se matou, isso lhe perturbava diariamente. Ele acreditava em Baekhyun, não achava que o mesmo, era capaz disso. Porém, ao mesmo tempo, se colocando no lugar de Baekhyun, ele pensava que faria o mesmo.  


Três dias depois da conclusão da polícia, Jongdae ligou para Yeol, querendo lhe ajudar, dando esperanças de que, na verdade Baekhyun foi vítima de seus próprios pais desde o início. 






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