História Insônia - Capítulo 1


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Eijirou Kirishima, Katsuki Bakugou, Midoriya Izuku (Deku), Shouto Todoroki
Tags Boku No Hero Academia, Kiribaku, Tododeku
Visualizações 126
Palavras 2.025
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Bishounen, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bom dia, boa tarde, noite ou madrugada. Como vão?
Eu não tenho muito a dizer, só que há menção à Kiribaku, porém o shipp principal na estória é o Tododeku. Acho os dois shipps extremamente fofinhos.
Tem mais diálogo que narração, mas esse fato a gente ignora.
Boa leitura. ;)

Capítulo 1 - Capítulo Único.


Fanfic / Fanfiction Insônia - Capítulo 1 - Capítulo Único.

 

Todoroki rolava e rolava, enrolando-se às cobertas, apertando os travesseiros contra o peito e forçando seus olhos a se fecharem. Nada adiantava, não ia conseguir dormir mais esta noite. Observou o quarto em um estilo típico japonês e a luz levemente azulada que entrava pela janela.

Depois de ter vencido o que o impedia de usar seu lado esquerdo, foi derrubado por outra coisa: a insônia.

 

Há quem diga que a insônia tem “nome e sobrenome”, mas o meio-a-meio não conseguia entender essa figura linguística. Teria a insônia outro nome? Pesquisaria, se não quisesse realmente dormir.

 

Dentre vários poréns, a luz era um que não o deixaria descansar, para começo de conversa. Shoto bufou e se levantou da cama, indo até a janela para tapar a luz que a mesma emitia. Mas antes que desse um jeito na luz, se distraiu com as estrelas. Lembrou-se de alguém.

Sim, ah, sim, aquele alguém.

 

O lado ruim de toda essa história, o único “vilão” que Todoroki não ousaria — nem conseguiria — machucar. As bochechas cheias de constelações não identificadas formadas por sardas.

O único detalhe em quem a mente de Todoroki insistia em focar enquanto o mesmo tentava pregar os olhos.

 

Mas a pior parte não era realmente a insônia. O pior momento da noite era quando decidia ir para fora ver as estrelas, e tinha de passar pelos outros andares. Surpreendia-se por ninguém ter achado estranho vê-lo sempre olhando um mesmo corredor de soslaio, ou por não bater na porta e dizer um “boa noite”, ou coisa parecida.

 

Claro, sempre preferiu não falar muito, e sair de perto ao começarem a ouvir de romance. Isso, até que ouviu um barulho incômodo atrás das árvores. Aproximou-se, cauteloso, até que viu alguns espetos vermelhos. Era Kirishima.

 

— Ah, Todoroki! Não faz isso, cara…

— O quê?

— Aparecer, assim, do nada! — Eijirou colocou a mão sobre o peito e respirou fundo. — Mas, então, eu vi que você anda vindo bastante aqui fora, de noite.

— Não consigo dormir. — Respondeu-lhe com a aparente indiferença não tão intencional.

— Então o bicolor garanhão anda pensando bastante nas garotas? — Zoou.

— Não exatamente. — E olhou para o céu noturno, infestado de pontinhos brilhantes. Kirishima pareceu processar a informação, e soltou um: “Ah”, como se tivesse entendido.

 

Ficaram um tempo em silêncio. Ambos com a expressão vazia, mesmo que a de Kirishima parecesse mais como tédio.

 

— Vamos brincar de adivinhação, então. — Shoto ia perguntar porquê, mas resolveu se calar. Afinal, não tinha mais nada para fazer. Deitou-se na grama, junto de Eijirou. — Tem algo a ver com as estrelas?

— Acho que sim.

— … — Kirishima manteu-se em silêncio, esperando em vão.

— …

— Então, meio que é sua vez de perguntar.

— Ah, certo. É o Bakugou?

— Ouch. Certeiro. Mas, ei! Não vale! Era para fazer perguntas.

— Eu fiz uma pergunta.

— Pra identificar aos poucos, digo.

— Desculpe. Quer começar de novo?

— Agora não tem mais graça.

 

Todoroki avaliava, se perguntando o que poderia fazer para tirar a cara de Eijirou daquele estado.

 

— Que tal outro jogo? — Sugeriu, após algum tempo pensando.

— Tipo?

— Você me diz onde vê o Katsuki, e eu te deixo adivinhar quem é por onde o vejo.

— Entendi. Hmm… Eu vejo o Bakugou… Nas tempestades.

— Eu o vejo por todo o jardim.

— Jardim? — Shoto concordou. — Cada vez que olho pro pôr do sol, meio que consigo vê-lo, nas cores.

— Já me cansei de vê-lo ao ir para a enfermeira.

— Posso chutar?

— Vai em frente.

— Midoriya Shonen? — Estufou o peito e endureceu o corpo, com sua individualidade, na tentativa falha e cômica de imitar o símbolo da paz. Isso fez com que Todoroki soltasse um riso, seguido pelo outro.

— Além de acertar, é o melhor ator da história.

 

Pela primeira vez em alguns dias, começara a sentir seus olhos pesando.

 

— Ei.

— Oi?

— Como você abordaria o Katsuki?

— “Abordar”, você diz? É uma questão difícil. Provavelmente, quando estivesse rolando um clima, com só nós dois no lugar.

— Rolando um… Clima? — Questionou, confuso.

— Ahm… Como posso dizer…? Quando os dois estivessem confortáveis.

— Ah, já sei o que fazer. — E se sentou. — Que horas são?

— O celular ficou lá dentro. Mas, acho que umas duas e meia da manhã. Por quê?

 

Enigmático, Shoto apenas ajudou-o a levantar.

 

— Vou invadir um quarto. — E deixou um espetado para trás.

 

Parou em frente à porta, se questionando se era certo abordá-lo em plenas quase três da manhã. Sabia que poderia perder a coragem em outro dia, sabia que poderia incomodá-lo hoje. O conflito mental fez com que batesse a testa na porta. Quando voltou a si, ouviu passos indo até a porta e gelou, mas não por conta da sua metade, e sim por insegurança. Por algum motivo, mesmo suando frio, seu corpo estava quente — principalmente a metade esquerda, claro.

 

— Todoroki? O que foi? — Um Izuku sonolento abriu a porta.

— Eu não… Consigo dormir e… Desculpe, vim aqui sem pensar.

— Ah, tudo bem. Quer entrar e conversar? Acabei ficando sem sono.

— Desculpe por te acordar e tirar seu sono. Acho melhor voltar.

 

Izuku bocejou enquanto Todoroki falava, por esse motivo, junto à voz baixa do outro, não ouviu e puxou-o para dentro.

 

— Quer assistir alguma coisa? — Assentiu. — Tem uns filmes ali, pode escolher.

— Certo.

 

O nervosismo em mexer nas gavetas de Midoriya parecia bobagem. Ao pensar nisso, bocejou brevemente pela primeira vez.

 

— Está com sono?

— Talvez.

— Você não anda dormindo direito, certo? — Virou a cabeça do bipolar para si, e encarou suas olheiras. Para a infelicidade — até que feliz — de Todoroki, não conseguiu desviar o olhar dos olhos de Izuku. Sentiu seu rosto esquentar, e assentiu.

— Ando pensando demais em alguém.

— Interesse romântico? — Bocejou.

— Sim. Mas essa pessoa é lenta, não vai descobrir até que eu conte. — Suspirou.

— Me diga quem é. — Agora, Deku parecia empolgado.

— Vamos brincar de adivinhação.

— Adivinhação?

— Você tem alguém que gosta, não tem?

— Ah… Bem, sim, mas…

— Saberemos por capacidade de raciocínio, Midoriya. Turnos de uma única pergunta, o que acha?

— Ah, está bem.

 

Esqueceram completamente o filme passando na tela do computador e sentaram-se, um em frente ao outro. Um Todoroki com os olhos pesados, e um Midoriya totalmente enérgico. Quem os comparasse há dois minutos e agora, pensaria que trocaram de corpo.

 

— Como você descreveria a pessoa? Em uma palavra. — Shoto começou.

— Ahm… Diferente, talvez. E você?

— Atencioso.

— … Minha vez? — Chutou, dado o silêncio que se instalara.

— Pode ser. Acho que sim.

— O que você sente quando vê tal pessoa?

— Infarto.

— O quê? — Midoriya riu, e o meio-a-meio olhou-o confuso.

— Meu coração acelera. — Os olhos verdes pareciam anotar cada informação considerada útil. — Quais seus medos, Midoriya?

— Medos? — Parecia pensar, quase murmurando. — Rejeição, eu acho.

— Temos algo em comum. Mas, esse jogo não está dando em lugar algum. Posso começar a chutar? — Midoriya estranha, mas concorda. — Uraraka?

— Hã? Bom, que eu gosto dela é verdade, mas não assim. — Um sorriso imperceptível tomou os lábios de Shoto. — Também posso chutar?

— Claro.

— Momo?

— Yaoyorozu? Não.

— Vocês pareciam próximos, e ela é atenciosa… — Começou a murmurar.

— Midoriya.

— Hein? Ah, sim! Sua vez, não é?

— ... Você gosta das estrelas? — Seu olhar não saíra dos olhos do outro. Sentia que, se desviasse, não teria outra chance.

— Gosto, sim. Por q--

— Elas me lembram você.

— Eu?

— Suas sardas... O brilho nos seus olhos. Seu sorriso quando fala sobre ser um herói. — As folhas verdes ao lado de fora caíam. Os olhos verdes ao lado de dentro pareciam não mais enxergar. — Eu… Disse algo que te incomodou?

— Não, é que… O... Jogo.

— Vou revelar a resposta, pode ser? ... Midoriya Izuku.

 

E então, com a insegurança tomando conta no local silencioso, virou-se para o computador onde o filme passava. Inexplicavelmente quente, ficou ainda mais desconcertado quando o casal do filme se beijou.

 

— … Alex Strangelove é um filme legal, né? — Deku parecia vidrado na tela, como se pensasse em milhares de coisas ao mesmo tempo.

— Sim. Ahm, Midoriya… Acho que estou incomodando aqui, não é? — Sem deixar tempo para a resposta, riu sem-graça e se levantou.

 

Chegou à porta e sentiu uma pressão em seu pulso. Ouviu bem baixinho um “Shoto” sair da boca de Midoriya. Izuku parecia agitado, quase desesperado.

 

— O quê? Eu não ouvi, desculpe.

— Todoroki Shoto.

— Sim? — Achava que o serzinho de cabelos verdes queria lhe dizer algo. Mal sabia ele que já estava dizendo.

— Ahm... A resposta…

 

E os olhos bicolores se arregalaram.

 

— Espera, pode me dizer a frase inteira para que eu não cometa um erro? — Midoriya negou com a cabeça repetidamente. Shoto sentia-se feliz, mesmo podendo estar confundindo as coisas. — Então, deixe-me dizer de novo, mais claramente.

 

Perguntava-se de onde havia tirado tanta coragem. Claro, não obteria uma resposta, mas alguns dentes e cabelos pontudos vieram à sua mente. Respirou fundo.

 

É agora ou nunca, pensou.

 

— Eu gosto de você, Midoriya.

— Eu tam-… — E pareceu pifar, como um computador velho. Era quase possível ver fumaça saindo de sua cabeça.

 

Todoroki bocejou, ao ponto de lacrimejar, mas não tirou os olhos do rosto corado e abaixado à sua frente. Olhou para seu pulso, e então voltou para o rosto de Izuku. Embriagado pelo cansaço repentino, tocou as sardas de Midoriya, sem perceber de imediato. Apenas tornou à lucidez ao ver olhos incrivelmente grandes olhando em sua direção, e logo sentir um impacto contra seu peito.

 

Percebera estar envolto nos braços alheios ao sentir as laterais de sua barriga serem levemente apertadas. Isso era uma aceitação? Independente dos pensamentos massantes dessa vez, Todoroki passou os braços pelos ombros do baixinho e apoiou o queixo em sua cabeça.

 

— Ia ser bom se não tivesse aula hoje.

— Uhm. — Murmurou, abafado, uma nova espécie de tomate com olhos verdes.

— Minha insônia passou. O motivo dela eram essas constelações engraçadas. — Levantou o rosto de Izuku, que agora não estava tão envergonhado quanto antes.

— Agora quem está sem sono sou eu.

— Temos umas… Duas ou três horas. — Empurrou Deku para a cama, deitando-o ali e sentando-se na cama. — Você me ajudou com a minha insônia, posso ficar até passar a sua. Quer que eu fique? — E começou um carinho lento nos cabelos verdes embaraçados e bagunçados.

 

Esperou-o dormir e se beliscou e mordeu, para ter certeza de que aquilo não era um sonho. Parecera tão fácil juntar coragem e falar, depois de já ter feito. Pareceu passar tão rápido. Como seria o dia de amanhã? Shoto pensava se Midoriya o evitaria, ou coisa parecida.

 

Soltou sua mão da do serzinho dorminhoco e a beijou, para logo sair do quarto sem fazer barulho.

O sorriso, o orgulho e o sono tomando conta do rosto. Não sabia se fechava os olhos, se sorria, se chorava, se corria para o quarto ou se dormia na sala.

 

Então, ficou ali, no corredor, parado, com um sorriso bobo.

 

— E aí, Todoroki.

— Katsuki. — Shoto saiu das nuvens, diminuiu o sorriso e abriu os olhos, avistando o colega numa situação parecida, com as mãos no bolso.

— O que faz acordado?

— Insônia. Meio que decidi cortar o mal pela raiz. E você?

— Nada de mais. — Bakugou deu de ombros e continuou andando.

 

Pouquíssimo tempo depois, ao ver Kirishima sorrindo como um bobo — ou, no caso, igual à ele —, o Bicolor entendeu que não fora o único a ganhar forças a partir da insônia naquela madrugada fria.

 


Notas Finais


Opa, tudo bom? Espero que tenham gostado. c:
Acho que ando ouvindo muito "Can't sleep love", rs.
Obrigada por lerem~.


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