História Inspiration - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), Got7, Monsta X
Personagens Jungkook, V
Tags Balada, Bangtan, Bangtanboys, Bebidas, Bts, Drama, Festa, Got7, Hoseok, Jhope, Jimin, Jungkook, Mistério, Monstax, Musical, Namjin, Namjoon, Seokjin, Sexo, Suga, Suspense, Taehyung, Vkook, Yaoi, Yoongi
Visualizações 53
Palavras 3.695
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Festa, Fluffy, Lemon, Luta, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Suspense, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - He's different


Fanfic / Fanfiction Inspiration - Capítulo 3 - He's different

Jimin

 

Eu estava pegando uma bebida para mim e tinha a plena certeza que Tae estava ao meu lado. Mas quando me virei já com a bebida em minhas mãos, era tarde demais. Eu teria que o procurar por toda essa casa enorme. Ah TaeTae! Não sabe quietar o facho. Passei pela pista de dança olhando pessoa por pessoa. Logo sinto uma mão tocar minha cintura.

 

- Mochi – Jungkook sussurra no meu ouvido – Vamos lá pro quarto? - ele aperta minha cintura me fazendo suspirar

 

Me viro para o mesmo e sinto o hálito de álcool.

 

- Jungkook… você viu o meu irmão? - tentei o afastar

 

- Sério que você vai me rejeitar? – ele me puxou bruscamente e começou a beijar meu pescoço

 

- Jungkook… para – fechei meus olhos e me permiti sentir o prazer que seus toques estavam me dando

 

- Vamos lá Jiminizinho – ele aperta minha coxa com força

 

Eu não podia me aproveitar dele nesse estado, mas já que não era a primeira vez, me deixei levar. Jungkook namora IU mas sempre vamos as festas juntos quando não estou em turnê ou ocupado. Eu sempre comprovo para ver se ele bebeu o suficiente para não se lembrar de nada no dia seguinte em diante. Não me aproveito dele, digamos que o amo, mas ele é hétero e jamais ficaria comigo se estivesse sóbrio. Creio que um dia ele perceberá o quanto posso fazê-lo feliz. Eu ainda o conquistarei.

 

Jungkook me levou para o cômodo ao lado onde se situa a sala. Me jogou no sofá e deitou por cima de mim. Me beijando violentamente. Faço tudo o que ele quiser, eu sou dele, sempre fui. Totalmente entregue a ele, fui tirado de meu transe sexual por um monte de risada. Eu não sabia de onde vinha mas não me importei. Até que alguns minutos depois ouço a voz de Jin na sala. Empurrei Jungkook para sair de cima de mim, não que todos não soubesse o que rolava, mas é vergonhoso não ter um amor correspondido e ter que optar por medidas como essa. Sentei no sofá e assim que o fiz, vejo um Yoongi furioso pegando na gola da minha camisa e me levantando. Eu apenas o olho assustado.

 

- VOCÊ É MALUCO JIMIN? - ele grita

 

- O que eu fiz Yoon? - falei confuso

 

- O QUE VOCÊ FEZ? - ele ri soprado – VOCÊ SIMPLESMENTE DEIXOU SEU IRMÃO SE AFOGAR NA PISCINA SOZINHO! - ele aproxima mais seu rosto do meu a ponto de sentirmos nossas respirações – Você é um idiota – ele disse entre os dentes e foi em direção ao sofá que está em frente ao que eu estava sentado

 

- Tae… - fui em direção dele com os olhos cheios de água

 

- Tae? - Yoongi me para – Eu vou levá-lo ao hospital e quando eu voltar, espero que não esteja aqui ou eu quebro sua cara! - ele se direcionou ao sofá, pegou Tae no colo e saiu dali juntamente de Jin

 

Desabei no sofá com ambas as mãos no rosto. Como eu pude deixar isso acontecer? Tae. Me perdoe. Passei longos minutos pensando em como eu seria tratado por ele depois que tudo passasse, mas me dei conta de uma coisa. Tae sabe nadar. Ele não teria simplesmente tentado um suicídio e muitos menos faria para chamar atenção. Olhei para o sofá a minha frente a qual Jungkook está, e o mesmo entrou em um mais profundo sono. Resolvi voltar para casa e esperar por notícias do Tae.

 

[…]

 

Taehyung

 

Senti uma claridade bater em meu rosto e com muita dificuldade, abri meus olhos.

 

- Onde estou? - tento me sentar na cama e olho ao redor – Hospital?

 

- Ei, vai com calma jonvenzinho – ele toca meus ombros e me deita novamente na cama

 

- Senhor Yoongi? - o olho surpreso – O que faz aqui?

 

- Pode me chamar só de Yoongi ou Suga, ok? – ele faz sinal de ok com a mão

 

Assenti.

 

- Bom… você está aqui porque se afogou e eu e meu amigo te trouxemos para o hospital. Você passou a noite em coma e só acordou agora – ele olha em seu relógio de pulso – São dez da manhã – ele volta seu olhar a mim – Você não sabe nadar Tae? - perguntou calmo

 

Dei um longo suspiro e fechei os olhos. Eu não podia simplesmente dizer que desisti da vida, e muito menos que o chefe dele havia me empurrado na piscina. Ou ele não acreditaria em mim ou eu perderia o emprego.

 

- Não – o olhei e sorri – Desculpe pelo incomodo Hyung

 

- E por que entrou na piscina se não sabe nadar? - ele se aproximou, ficando ao lado da minha cama e perguntou desconfiado

 

Comecei a suar frio.

 

- Ah hyung… eu achei que não era funda – fitei a parede a frente de minha cama para não ter que o olhar nos olhos

 

E é exatamente isso que faço sempre que minto. Olho para qualquer ponto que não seja os olhos da pessoa.

 

- Tae… sabe, eu posso não te conhecer direito, mas eu sei quando alguém mente para mim. Mas tudo bem, me conte quando se sentir confortável – ele dá leves tapinhas em minha mão

 

- Quando vou poder sair daqui? - perguntei ansioso, o que tirou uma risada do mais velho

 

- Vou chamar o médico para te avaliar e depois saímos – ele se virou para sair

 

- Hyung?

 

- Sim – ele se virou rapidamente

 

- Eu não tenho dinheiro para pagar isso tudo aqui – olhei ao redor da sala médica

 

- Eu já cuidei disso Tae – ele ri e sai

 

[…]

 

Eu estava fazendo um amigo e isso me deixou muito feliz. Eu costumava sempre ter vários amigos por perto quando era mais novo. Fui sempre hiperativo e sempre fiz amizades com facilidade. Mas na maioria das vezes eu extrapolava por medo de ser rejeitado, digamos que me tornava esquisito aos olhos de outras pessoas. Eu mudei de uns anos para cá, bom, não foi exatamente uma mudança. Acho que esse lado meu está guardado dentro de mim em algum lugar. Jimin sempre me disse o quanto eu precisava amadurecer e esses pensamentos acabaram criando raízes em minha mente. Até que um dia eu consegui, o que me faz ser infeliz. Nunca me senti confortável perto de alguém, confortável o suficiente para que eu pudesse ser eu mesmo. Me pergunto se essa pessoa existe.

 

Com tudo resolvido no hospital, Yoongi e eu nos direcionamos ao estacionamento do mesmo.

 

- Vamos, vou te levar em casa – ele abre a porta de sua Ferrari preta para que eu entrasse

 

- Não precisava se incomodar Suga – digo assim que ele adentra o automóvel

 

- Eu não sei por que, mas gostei de você Tae – ele dá partida e mantém seus olhos no trânsito

 

- De mim? - pergunto surpreso – Por que?

 

- Você é simples, humilde e tem uma personalidade diferente. Sinto que é uma pessoa confiável e faz muito tempo que não convivo com alguém assim – ele diz meio cabisbaixo

 

- Não viu nada ainda – pensei alto

 

- Então não esconda nada – ele me olha e sorri, voltando sua atenção ás movimentadas ruas logo em seguida

 

O restante do trajeto foi em silêncio. Fazia tempo que eu não me sentia bem ao lado de alguém. Parece que a sorte sorriu para mim pela primeira vez.

 

- É aquele prédio ali – digo apontando – Posso fazer uma pergunta?

 

- Claro – ele estaciona e volta seu olhar a mim

 

- Vocês podem sair assim? Digo, não correm risco de alguém ver vocês?

 

- Não podemos passear normalmente na rua e muito menos frequentar locais simples e comuns. Mas o hospital em que eu te levei, é particular, então não tinha problema. Quanto a sair de carro, os vidros foram projetados para que ninguém nos veja do lado de fora – ele dá de ombros

 

- Interessante – sorri – Preciso ir

 

- Bom, foi um prazer Tae. Não se sinta pressionado. Descanse e só retorne ao trabalho quando estiver se sentindo melhor

 

- Obrigado Suga – sorri abertamente e me curvei, saindo em seguida do carro

 

Subi algumas escadas, destranquei minha porta e adentrei aquele pequeno e simples apartamento que eu divido com um amigo. Assim que entrei, um cheiro maravilhoso de sushi entrou em minhas narinas, me fazendo sorrir sem perceber. Joguei as chaves no sofá e fui até a cozinha.

 

- O que está fazendo aqui? - perguntei

 

- Ah… oi TaeTae. Vim ver como você estava e aproveitei para fazer algo pra você – ele sorriu largo e veio em minha direção – Como está? Eu fiquei tão preocupado – segurou minha mão

 

- Eu estou bem, só um pouco zonzo – sorri

 

- Vem, senta – com uma mão me puxou até o sofá e com a outra segurou um prato com sushis – Podemos conversar sobre o que aconteceu?

 

- Não quero falar sobre isso Jimin – dei de ombros e peguei alguns sushis para comer

 

- Tae… me perdoa por não ter estado do seu lado – ele fita o chão

 

- Ei! Não foi sua culpa, eu que sai de perto de você e acabou que… - suspirei

 

- Acabou que… - ele me olha desconfiado

 

- Deixa pra lá

 

- Eu sei quando está mentindo. Você não está bem e tem algo ai

 

- Não quero falar disso

 

- Tae… - virou meu rosto para si – Você sabe nadar, o que houve?

 

Ele está claramente muito preocupado. Mas não posso contar a verdade e perder esse emprego. Vou aguentar tudo o que tiver que aguentar para realizar meu sonho.

 

- Vou dormir – me levanto e vou para o quarto

 

[…]

 

Como meu corpo não quis acordar nem a pau na noite passada para que eu pudesse ir ao curso, resolvi ignorar e apenas acordar no dia seguinte. Hoje no caso. Bem descansado, tomei um banho e me arrumei para o meu primeiro dia de trabalho. Um dos dias mais felizes da minha vida. O único problema era a minha vontade de não trombar com aquele cara da piscina de novo. Só espero que eu tenha outro chefe acima de mim que não seja ele. Depois de refazer o mesmo trajeto de ônibus, finalmente cheguei. Optei por uma camisa social branca, uma calça social preta e um casaco marrom. Que aos olhos dessas pessoas chiques desse prédio, minhas vestes viriam do lixo. Ignorei os pensamentos me dirigi até a recepção.

 

Mais uma vez sendo ignorado pela recepcionista e tendo muita dificuldade em ser atendido com educação, mas, é a vida. Peguei as informações necessárias e me dirigi ao elevador. Saio do mesmo e inicio a procura do vestiário onde estará lá as minhas roupas e crachá. Passo pelos longos corredores vazios e tranquilos. Vestiário. Entro e procuro meu nome em algum armário. Até que a roupa não é tão feia. Um macacão completamente branco e meu nome bordado nele. Me troquei rapidamente pois a ansiosidade está me matando.

 

- Olá! - alguém diz atrás de mim, o que me faz virar na mesma hora para o encarar

 

- Olá! - sorrio

 

- Já posso ver que descobriu tudo sozinho – ele ri abafado – Nem precisei te ajudar

 

- Pois é – dei de ombros

 

- Bom… meu nome é Park Shin – ele estende a mão – Prazer Tae

 

- Prazer – faço o mesmo – Por onde começo?

 

- Ora, ora… vejo que alguém está animado – Me siga, vou te mostrar

 

E assim foi o meu dia; limpando banheiros e escritórios. Fiquei triste por não encontrar Suga em nenhum momento, mas fico feliz de saber que trabalho no mesmo local que ele. Terminado de limpar o último banheiro, peguei a ficha para ver qual seria o próximo lugar que precisaria de meus serviços. Já estava bem tarde e muitas luzes de vários corredores já estavam apagadas. Perdi mais um dia de curso por conta da minha lerdeza no trabalho. Eu já deveria ter acabado faz tempo. Me direcionei até o último escritório que eu teria que limpar. Fiquei maravilhado com tamanha…

 

- Bagunça – revirei os olhos – Esse é o mais abagunçado até agora

 

Arrumei os livros no devido lugar, tirei poeira, passei pano e limpei os quadros. Faltava apenas a mesa. Tirei tudo de cima e peguei um pano para limpá-la, quando a porta se abriu, me obrigando a parar tudo o que eu estava fazendo. O mesmo entrou calmamente, sem tirar seu olhos do meu, fechou a porta e parou de frente a mesa.

 

- Toma – ele me estende um cheque em branco

 

- Pra que isso? - pergunto confuso

 

- ele suspira e me olha novamente – Isso é pelo oque eu te fiz naquela festa

 

Eu ouvi isso certo? O pedido de desculpas dele veio em forma de dinheiro? Não estou acreditando nisso!

 

- Eu não quero, obrigado – voltei a limpar a mesa

 

- Olha… - o interrompo

 

- Eu não vou contar para ninguém o que você fez – mantenho meus olhos na mesa – Vamos fingir que nada aconteceu

 

- E você acha que algo me aconteceria se alguém soubesse? - ele ri – O quão ingênuo é você? - ele arqueia a sobrancelha

 

- Eu disse que algo te aconteceria? Eu disse que não contaria porque algo ME aconteceria – o olhei – Diferente de você, eu preciso desse emprego para sobreviver

 

- Então aceite esse cheque logo, vai melhorar sua vidinha – ele sorri de lado

 

Foi a gota d’água. Larguei o que estava fazendo, dei a volta na mesa, parando frente a frente a ele.

 

- Obrigado pelo seu pedido de desculpas – peguei o cheque de sua mão

 

- Eu sabia que não iria recusar – ele sorri vitorioso

 

- Eu aceito seu pedido de desculpas, mas… - ergo o cheque que está em minhas mãos e o rasgo – Eu não sou a pessoa que você acha que sou. Todo o dinheiro que eu receber, vai ser por mérito meu. Tudo pelo meu esforço – volto para trás da mesa – Se me permite, quero terminar meu trabalho… e senhor, não ligo se quiser me demitir só porque eu fui sincero

 

Jungkook não disse mais nada, apenas me olhou por alguns segundos e saiu.

 

Jungkook

 

Depois que acordei desejando estar morto por causa da ressaca, me recordei de tudo o que tinha feito na noite anterior. Eu não havia bebido tanto para que me falhasse a memória. De tudo o que aconteceu, o que mais está nítido é o momento em que eu empurro na piscina o irmão de Jimin e o momento a qual eu estou aos beijos com meu amigo. Sinto um nó no estômago e uma enorme vontade de vomitar só de lembrar disso. Jimin acha que eu sempre me esqueço do que faço e principalmente, acha que eu não sei de seus sentimentos. Primeiro, eu só o pego quando estou bêbado porque em minha mente eu imagino uma mulher. Segundo, eu sempre desconfiei que ele gosta de mim, mas não vai rolar nem fodendo. Sou 100% hétero.

 

Uma sensação de culpa pelo oque eu fiz com aquele meu empregado, acabou tomando conta de mim sem eu perceber. Foi então que eu tive a ideia de lhe pedir desculpas com um cheque em branco. Ninguém recusaria isso. Muito menos ele. Me encaminhei até o prédio e fui a procura de Yoongi, mas me informaram que ele não veio trabalhar. Então liguei para ele. Que no caso, foi em vão, ele não atendia. Deixei mensagens e rapidamente obtive respostas.

 

Me: Ressaca bateu forte pra ter feito você faltar no trabalho hein Yoongi!

 

Yoongi: Estou no hospital, chego ai em 20 minutos

Me: Caralho! O que houve?

Yoongi: O irmão do Jimin se afogou na piscina ontem na festa

Me: Sério? Nossa. E como ele está?

Yoongi: Bem. Estava em coma mas já está sendo liberado

Me: Você dormiu ai Yoongi?

Yoongi: Sim, não podia deixar ele assim

Me: Certo. Me avise quando chegar na empresa

Yoongi: ok

 

Ele se machucou por minha causa. O que eu fiz? Eu podia ter matado ele. Será que ele não sabia nadar? Balancei a cabeça para afastar esses pensamentos, e focar no meu trabalho. Vou apenas esperar ele voltar e dar o que todo mundo gosta e não rejeita. Dinheiro. Deixo um sorriso escapar por saber que ninguém é capaz de negar algo assim e que, com certeza minha mente estaria limpa depois desse “pedido de desculpas”. Claro que não me sinto bem depois do que eu fiz. Não sou uma pessoa ruim, o álcool nos faz fazer muita merda. E agora preciso concertar.

 

[…]

 

Depois de longas horas trancado no meu escritório, organizando os passos da próxima audição, dou uma pausa para respirar e vou até a sala de Yoongi para ver se ele havia chegado.

 

Bato na porta e nada. Entrei.

 

- Onde está a educação Jungkook? - ele diz mantendo seu foco no computador

 

- Mas eu bati – o olho inconformado – Enfim… como aquele cara está? - me sento na cadeira a sua frente

 

- Aquele cara que você jogou na piscina? - ele volta seu olhar a mim, mas seu semblante claramente é irônico

 

- Ham? - me faço de desentendido

 

- Não me faça de troxa Jungkook – ele arqueia as sobrancelhas – Eu estava na varanda do segundo andar quando tudo aconteceu. Eu jamais imaginei que você faria algo assim – ele faz sinal de negação com a cabeça

 

Fudeo.

 

- Desculpe Yoongi – respiro fundo – Eu estava sobre efeito de álcool. Não sei o que me deu.

 

- Você ainda acha ele um interesseiro?

 

- Todos são.

 

- Devo discordar. Mas nada tenho a comentar a respeito porque você só irá perceber quando quebrar a cara – ele dá de ombros

 

- Como assim?

 

- Ele não é como você julga, e olha que você sabe que eu reconheço uma pessoa falsa de longe – ele sorri de lado

 

- Então você errou pela primeira vez hyung – sorrio – Você verá – me levanto e saio

 

Eu realmente lamento pelo oque eu fiz a ele, mas todas as pessoas são iguais e eu vou provar ao Yoongi que esse cara não tem nada de diferente.

 

[…]

 

- Eu aceito seu pedido de desculpas, mas… - ergo o cheque que está em minhas mãos e o rasgo – Eu não sou a pessoa que você acha que sou. Todo o dinheiro que eu receber, vai ser por mérito meu. Tudo pelo meu esforço – volto para trás da mesa – Se me permite, quero terminar meu trabalho… e senhor, não ligo se quiser me demitir só porque eu fui sincero

 

O olhei por alguns segundos e me retirei. Então quer dizer que Yoongi estava certo?! Não pude deixar de esboçar um pequeno sorriso pelo oque tinha acabado de acontecer no meu escritório. Ele realmente é diferente. Olhei em meu relógio de pulso e as horas marcavam exatamente 21:15. Ele é o único empregado aqui. O que está fazendo trabalhando tão tarde? Pera! O que? Não acredito que só por causa da atitude dele, eu estou me preocupando. Liguei para o manobrista e pedi para que levasse meu carro até a frente da empresa. Entrei no elevador e me dirigi a saída. Gotas de água começaram a cair do céu escuro e um forte vento esfriou toda a cidade.

 

- Vamos senhor – o motorista veio em minha direção com um guarda-chuva

 

Quando eu ia seguir adiante, olhei para trás e vi o irmão de Jimin saindo do prédio. O mesmo não tinha notado nossa presença pois estava com os olhos fechados enquanto a chuva lhe caia no rosto. Ele parecia apreciar aquele simples momento. Um sorriso se fez em seu rosto ao mesmo tempo que ele colocara sua língua para fora e permitia as gotas fortes da chuva a tocar. Ele não estava nem um pouco preocupado com a roupa encharcada. Apenas sorria como se estivesse em seu próprio mundo e mais ninguém ao seu redor. O que chamou muito a minha atenção.

 

Quando ele abriu seus olhos e me encarou, seu sorriso se desfez. Ele se curvou e em seguida saiu andando calmamente pela rua pouco iluminada. Ele abria os braços e olhava para o céu como se a chuva fosse algo que realmente o fazia muito feliz.

 

- Senhor? Está bem? - o motorista me chamou – Precisamos ir

 

- Desculpe, pode levar meu carro de volta para casa e não precisa se preocupar porque não irei precisar de seus serviços por hoje – lhe entreguei minhas coisas

 

Eu estava realmente encantado pela cena que eu acabara de presenciar. Minha curiosidade por esse rapaz apenas se intensificou depois do que ele havia feito ao rasgar o meu cheque, sem receios. Eu quero descobrir mais a respeito dele. Talvez nos tornemos bons amigos. Fui caminhando atrás dele sem ele ao menos perceber. Vejo ele parar em um ponto de ônibus e também paro. Fito seu rosto e vejo que seus olhos estão sempre fixos em algo, como se ele não ligasse para oque acontece ao seu redor. Tão despreocupado. O ônibus logo chega e ele entra e eu em seguida. Muitas pessoas se esfregando umas nas outras com a esperança de achar um espaço confortável. Procuro o garoto e vejo ele cedendo seu lugar a uma moça que estava em situações muito melhores que a dele, já que ele estava aparentemente muito cansado e tremendo de frio. Tento passar por todas as pessoas para chegar mais perto. O que foi em vão, não consegui me aproximar.

 

Depois de longos minutos, o vejo descer e logo me saio empurrando algumas pessoas para o acompanhar. Olho ao redor e me surpreendo com a simplicidade do bairro. Eu não havia visitado ou passado por lugares assim. Volto minha atenção ao garoto a minha frente que se encolhe de frio. Eu queria lhe dar meu casaco, mas ele se assustaria com a minha presença e eu não saberia o que dizer se caso ele me perguntasse o por que de eu o ter seguido. Logo ele para em frente em um prédio simples que se encontra em um estado não muito confiável e adentra o mesmo. Sem entender, me sinto aliviado. Fiquei por mais longos minutos ali, talvez na esperança que ele saísse, mas nada aconteceu. Então voltei para casa.

Ansioso para revê-lo.



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