História Inspired - Segunda Temporada. - Capítulo 4


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Categorias Naruto
Personagens Deidara, Fugaku Uchiha, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Itachi Uchiha, Mikoto Uchiha, Minato "Yondaime" Namikaze, Naruto Uzumaki, Personagens Originais, Sasori, Sasuke Uchiha
Tags Fugamina, Gaaita, Itadei, Narusasu, Sasodei, Sasunaru
Visualizações 352
Palavras 4.889
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hei, gente...
Estou de volta :)
Indo com calma depois de adoecer um pouquinho, mas louca pra postar.
Muito obrigada por desejarem melhoras, me ajudou muito nos ultimos dias. Estou passando por muita coisa, e eu nunca me abri muito sobre, mas pra resumir: ansiedade, pensamentos depressivos e dores de cabeça insuportáveis são um saco.
ENFIM, to de volta e escrevendo bastante!

Então... Espero que aproveitem:

Capítulo 4 - O amor que deixaram de lado


 

Inspired. • 2 •
    • SasuNaru. •

Não era mesmo saudável estar tão perto...

Com seus olhos cheios de lágrimas, mas sem desviar a atenção; Com seus lábios entreabertos e a respiração tão ofegante; Com tantos pensamentos correndo por suas mentes e ainda sim um desejo quase insano tomando conta...

- Eu também te amei, Itachi... E-eu ainda am... -

- Posso saber o que diabos está acontecendo aqui? - Por fim, foi necessário que Deidara tivesse tanta força pra se afastar.

Pois ele não queria. Não queria.

Parte dele não queria nunca ter sido interrompida pelo ruivo que invadiu o quarto naquele momento.

- S-Sasori... -

Parecia que não havia pausa entre um batimento e outro no coração de Sasori. Estavam tão rápidos e tão altos que quase podiam ser ouvidos perfeitamente bem por qualquer um naquele cômodo. O que faria com isso, de todo modo? Depois do primeiro golpe no rosto de Itachi, mais outros vieram seguidos deste, e o ruivo sentiu que não era como se pudesse controlá-los. Era mesmo o seu coração que estava sendo partido, afinal, e ele não ia fingir que não estava sentindo dor.

Sua respiração estava ofegante, seu maxilar estava tenso, e a sua raiva o impedia de sequer prestar atenção em qualquer outra coisa ao redor - o que incluía a voz de Deidara, que gritava para que o namorado soltasse o Uchiha e parasse de agir daquela forma.

Seu corpo, em um piscar de olhos, estava sobre o de Itachi, que havia parado de se debater tentando se soltar e apenas chorava um pouco mais cada vez que um soco era desferido sendo forte o suficiente para fazer com que ele perdesse o foco da própria visão por alguns segundos. Com toda certeza, Sasori estava mais do que furioso. E ele tinha deixado isso bastante claro no momento em que entrou ali e cobrou explicações sobre por qual motivo, exatamente, Deidara não havia atendido ao telefone ou respondido sequer uma maldita mensagem e de repente estava ali, como em um maldito clichê onde uma pessoa gostava de "confraternizar com o inimigo" antes de a tragédia de fato acontecer, mas... Ainda sim, de alguma maneira, o ruivo sentia que não poderia receber uma explicação minimamente coerente sobre aquilo. Não queria nem ouvir.

Não importava muito, também. Seus olhos em chamas e a sua vontade para continuar socando Itachi de novo e de novo indicavam que era o que ele realmente queria fazer no momento. Queria que Itachi sentisse muito, e queria que ele pagasse por todo mal causado ao loiro e o mal que o loiro, inconscientemente estava fazendo a ele. Era como uma decisão óbvia, e impossível para Sasori apenas recuar.

Ele estava gostando de ver o sangue manchar suas próprias mãos, afinal. Parecia justo, em sua forma completamente distorcida.

- PARA! PARA COM ISSO! - Mas essa não era a coisa certa a fazer. Deidara via o quão aquilo errado estava sendo. - SASORI, PARA! - Não era sobre o que o Uchiha merecia ou deixava de merecer por ter machucado tantas pessoas antes, mas sobre como o loiro simplesmente não conseguia ficar de braços cruzados enquanto assistia alguém ser atacado bem na sua frente.

O sangue de Itachi praticamente jorrava de um corte abaixo de sua sobrancelha e já pingava do ferimento no canto inferior direito de seu lábio, então seu ex-namorado continuava tentando apartar aquela briga, mesmo todas as suas tentativas sendo em vão.

- Eu te disse pra ficar longe dele. Eu avisei a você. – Demorou uns segundos para perceber que Sasori não estava falando consigo. – E você ainda está aqui? – E sim com Itachi, que talvez nem mais estivesse ouvindo, pois ele parecia ferido demais pra prestar atenção, mas ainda sim... – Não faz mal. Eu esperei por esse dia, sabendo que chegaria, e eu terei todo prazer de acabar com você com as minhas próprias mãos, seu... Maldito... Filho da puta! – O ruivo parecia fazer toda questão de rir enquanto puxava o Uchiha pelos fios negros de seu cabelo, apertando-o o bastante para fazer com que batesse a cabeça contra o chão frio quando fosse empurrado de volta.

-Sasori, para com isso! Ele não fez nada, ta legal? Só estávamos conversando! – O que estava começando a assustar Deidara, assim como aquelas palavras faziam. – Está tudo bem, eu juro! Para com isso, por favor. Você está... Machucando ele. – E o loiro apenas começou a diminuir o volume da voz quando seu namorado pareceu respirar fundo e o ouvir melhor, como se ponderasse sobre deixar ou não Itachi.

- Conversando? – Mas Deidara estava bastante enganado. – E tem algo pra conversar? Achei que isso já estava resolvido e não íamos voltar para essa discussão de merda. – Sasori não estava raciocinando nem um pouco sobre aquilo, na verdade. – Eu amo você e eu tentei te proteger, Deidara! E você está preocupado com ele? Isso apenas mostra o quanto ele manipulou você! Não está vendo? Eu tenho que terminar isso. – Ele só tomou fôlego para voltar a encarar o moreno com seus olhos ainda em fúria. Sua expressão se distorceu ainda mais, e ele chacoalhou o corpo de Itachi como se quisesse ter certeza de que o garoto não desmaiaria ali. – Está me ouvindo bem, Uchiha? Você está fodido na minha mão. E eu vou acabar com você! Fui claro? – Mas, enfim, Itachi ainda mantinha seus olhos abertos, mesmo que não muito. Uma pequena parte dele, a que queria lutar para não ter o seu orgulho completamente destruído por um babaca, estava pensando em como revidar e escapar daquilo. Ele tentou se soltar, apesar sentir sua cabeça doer como nunca. O que fez Sasori gargalhar, achando tudo divertido. - Eu perguntei se eu. fui. claro. - Um segundo antes de sua expressão se fechar totalmente.

Foi quando o ruivo falou pausadamente, ganhando tempo para tatear o bolso dos jeans que usava, puxando de lá um pequeno canivete de tamanho médio, mas perfeitamente pontiagudo e afiado. Ele manuseou um pouco a arma, posicionou-a sobre o pescoço de Itachi, que ficou imóvel naquele minuto.

Sim, Sasori estava ameaçando cortar sua garganta com aquilo, e não havia muito o que pudesse fazer.

- Não. Não. Pare! Pare com isso, por favor... - Estranhamente, apesar de pensar que não queria morrer ali, e daquele jeito, sua maior preocupação subitamente se tornou Deidara, que havia tentado se meter entre ele e o ruivo, querendo impedir algo a mais de acontecer. O loiro teve medo de sair para pedir ajuda e acabar deixando o Uchiha sozinho naquela situação tão complicada, por isso ele mesmo se arriscou a puxar o braço de Sasori para trás, querendo tirar de sua mão aquele objeto que brilhava tanto quanto seus olhos raivosos. O que ele torceu silenciosamente para dar certo, apesar de ter agido por total impulso... Mas não funcionou. - SASORI! - Pois a mão do rapaz foi afastada pelo puxão, mas quando voltou, fez com que a força exigida para que o ruivo se soltasse do aperto de Deidara fosse toda descontada na arma em seu punho esquerdo. Este, que foi guiado no mesmo segundo em direção ao pescoço de Itachi. - NÃO! - Fazendo, assim, com que o canivete logo o cortasse.


Um grito de pavor deixou os lábios do loiro nesse momento.

Todo o corpo de Sasori sentiu um frio arrepio, e foi quando o ruivo se afastou minimamente e deixou a pequena arma cair, percebendo o que de fato ele havia feito. Seus olhos se arregalaram em surpresa, e seu lábio se entreabriu, também, mas isso não mudava o que estava bem na sua frente: Itachi, ferido, parecia não ter voz ao mesmo tempo em que parecia implorar por ajuda. E ele sangrava como nunca.

- SAI! SAI DE PERTO DELE! AGORA! – Deidara viu a dor em seus olhos e isso foi o suficiente para que o loiro usasse toda força possível para empurrar Sasori pra longe de seu ex-namorado. Não foi muito difícil já que o ruivo parecia em choque apesar de finalmente ter “acordado” depois de seu surto de raiva, mas mesmo assim. – Itachi... Itachi, está tudo bem... Ta tudo bem, meu amor... – Ele não conseguiu evitar chamar o moreno daquele jeito enquanto se ajoelhava ao seu lado e tentava fazer o Uchiha manter os olhos abertos. – Ta tudo bem, eu to aqui... Eu não sabia que ele ia... – O moreno estava desesperado para continuar respirando, e aquela visão já atormentava o bastante. – O QUE VOCÊ FEZ? – Deidara precisava agir rápido se quisesse salvar Itachi, mas ele não pôde ignorar a própria raiva tomando conta do seu corpo, o fazendo se virar outra vez para Sasori só para gritar com ele.

O ruivo apenas encarava as próprias mãos sujas de sangue e o corpo caído no chão com aquele corte horrível, mas sem saber o que fazer. Afinal, sua intenção era apenas assustar Itachi para que o garoto não voltasse a machucar Deidara, e o canivete só estava em seu bolso para o caso de precisar se defender ou defender o namorado, mas as coisas saírem do controle, droga, e as consequências foram muito maiores do que ele sequer imaginou que poderiam ser.

Não era o tipo de pessoa que atacava alguém e tentava matar uma pessoa por qualquer razão que fosse. Aquilo não devia ter acontecido!

De repente, de algum jeito, todo seu ódio pareceu se esvair por um segundo...

Talvez por estar praticamente assistindo a morte de alguém.

- E-eu... – E não adiantaria de nada tentar se reaproximar.

-SAI! SAI DAQUI, PORRA! – O que estava feito, estava feito, no fim. E Deidara não deixaria de gritar com ele ao ver as lágrimas rolando por seu rosto. Muito menos quando o loiro estava obviamente mais preocupado em tirar a própria blusa para usá-la numa tentativa de estancar o sangramento enquanto sua mão livre servia para tirar o celular do bolso, com o fim de ligar para pedir por socorro. – Pronto... Vai ficar tudo bem, Itachi, eu juro... – O choro silencioso do Uchiha o fazia chorar, também, e doía muito mais nele.

Não importava o que tinha acontecido entre os dois, antes.

Perdê-lo definitivamente não estava nos planos. E Deidara não aguentaria que acontecesse.

♠♠♠♠

Fugaku ainda estava confuso com aquela maldita situação ocorrendo.

- Desfaz essa carinha, meu doce. Já se arrependeu? Já quer fugir? - E, de pé a sua frente, Minato o provocava até demais.

Enquanto Fugaku correspondia aos claros estímulos, murmurando coisas um tanto desconexas, na verdade, então franzindo o cenho quando a campainha do quarto de hotel tocou, os interrompendo, antes mesmo que ele pudesse responder aos questionamentos feitos.

[...]

Mas o loiro parecia querer brincar. 

- Sabe, eu acho que estamos nas posições erradas aqui... - Sua voz baixinha no ouvido de Fugaku fez o homem ficar em silêncio.

Por o que pareceu uma eternidade.

E se antes o Uchiha não estava considerando a ideia de fugir, ele passou a questionar a si mesmo se não devia. O que não tinha nada a ver com o fato de finalmente perceber que alguém teria que ficar "por baixo" - talvez um pouquinho -, mas com o fato de estar total, completa e irremediavelmente a mercê do que Minato quisesse fazer com ele.

Até porque, nem que pretendesse conseguiria escapar dos efeitos que aquele par de olhos azuis extremamente penetrantes causavam nele... E o Uchiha nem queria escapar tanto assim.

[...]

E quando sua calça de repente desceu num piscar de olhos por suas pernas, atingindo sem piedade o chão frio sob seus pés, o homem, que acabara seminu sob o olhar do outro, achou que ficaria totalmente frustrado ou implorando pra ser tocado pelas mesmas mãos que brincavam com a base e a borda da taça pela metade - o que seria loucura para Fugaku...

Mas, antes que pudesse sequer suspirar e realmente pensar sobre, Minato se colocou de pé, num pulo, e se dirigiu a ele. Não com calma, ou ainda seduzindo-o; Não dessa vez. Ele levou um segundo apenas para empurrar o Uchiha até a parede atrás de seu corpo, prensando-o ali e alcançando sua boca num beijo que parecia, honestamente, desesperado.

[...]

- Ah... Minato... Eu com certeza vou me lembrar de você me fodendo tão bem... – Isso.

Isso.

A garrafa rolou pra fora da cama e caiu no chão, fazendo o característico baque da queda e o som de estilhaço, mas, porra!, o loiro havia começado a ir mais rápido e ele não era nem louco de parar. Não depois de ouvir o que ouviu, não depois de começar a se sentir como estava se sentindo.

Confessava não conseguir entender como uma noite que devia ter sido de conversa se transformou em algo tão quente, assim como não conseguia entender a si mesmo ao perceber que não estava precisamente arrependido, e a tal noite não tinha sido a única.

Como, exatamente, ele acordou na manhã seguinte ainda desejando o corpo do loiro que dormia ao seu lado naquele quarto de hotel.

“- Você é tão gostoso... – Fugaku não conseguia conter seus próprios gemidos. – Minato...

Ele podia se odiar por estar tão absolutamente entregue, mas não por cada segundo passado nos braços de Minato. Ele adorava.

A forma com que o loiro o guiava, o prendia, o beijava e o fazia sentir como se só isso importasse... Ele seria um mentiroso e sabia que seria se agisse friamente naquela hora. Estava quente ali, assim como estava quente dentro dele, e a sensação não era tão passageira.

- Gosto disso... Gosto de fazer você se sentir bem... – Os beijos de Minato pareciam ainda melhores pela manhã, quando sol entrava pela janela e deixava sua pele brilhando e o sorriso entre um selar e outro ainda mais encantador. – E você parece extasiado enquanto eu te toco, sabia? Quando eu te faço gemer e chamar o meu nome desse jeito... – Era completamente sensual, com certeza.

- Gosto de você... – Então não foi como se o Uchiha pudesse, de fato, evitar dizer aquelas coisas. Quando percebeu, já tinha acontecido, mas não foi o arrependimento que o atingiu no minuto em que ele mais imaginou que o faria. Foram mais algumas estocadas. Firmes, fortes e certeiras, fazendo o gemer ainda mais...”

E, mais importante, como ele deixou acontecer de novo. Porque, sim, aconteceu. E o que foi uma noite regada a vinho e o calor de dois corpos se entrelaçando se repetiu assim que o sol nasceu, para a surpresa de Fugaku – ou nem tanto, já que ele não se opôs nem por um segundo ao próprio desejo.

O fato era que, mesmo depois disso, sua mente ainda não havia voltado para o lugar.

Tudo ainda parecia extremamente confuso. E talvez por isso – com certeza por isso! – ele resolveu fugir de Minato outra vez. O que parecia uma boa ideia, dando o fato de que nenhuma explicação aceitável parecia invadir a mente do Uchiha de repente, e muita, muita coisa estava servindo unicamente para piorar as coisas, mas, quando ele menos esperou, o loiro praticamente “invadiu” o quarto e o questionou sobre, o deixando sem espaço para recuar ou fugir da verdade.

Mas qual era a verdade naquilo?

- Será que dá pra você me dizer por que está me evitando agora? – Fugaku poderia continuar se esquivando ao invés de tentar achar uma resposta, mas, em fato, talvez não pudesse tanto assim. – O que acontece com você, hã? – Não iria muito longe, de qualquer maneira.

- Eu preciso voltar para o hospital, Minato. Com licença. - Ele havia sido maduro demais, por tempo demais, e agir como um jovem idiota àquela altura do campeonato parecia tentador, mas não era certo. – Conversamos sobre isso depois.

-Não! Você vai me dizer, Fugaku. Porque agora parece que quem está brincando comigo é você! É por causa do que fizemos? Não pode ser, certo? Eu achei que estávamos bem sobre isso, e foi ótimo termos começado algo... – Mesmo assim, ele tentou mais uma vez.

-Nós não temos nada, Minato! Eu tinha bebido naquela noite, OK? Foi só uma noite. – Quando nem mesmo fazia sentido usar um argumento tão falho.

- O que? Ah, não, você não vai jogar essa pra cima de mim, vai? – Nem mesmo ele acreditava naquelas palavras. Estava claro em cada mínimo movimento seu. – É ridículo! Você não estava bêbado quando começou e sabe muito bem disso! Ah... – E... Minato parecia tão decepcionado consigo. – Quer saber? Já chega! Eu não vou mais te encher, ta legal? Já chega pra mim desses joguinhos idiotas. – Podia sentir isso só de olhar pra ele, e de ouvir seu tom que soou extremamente magoado.

Foi por isso que Fugaku não continuou, principalmente, com aquelas tentativas de ir embora.

Sabia que o loiro estava lhe dando a brecha para finalmente “escapar” da realidade, mas se isso significasse perder o que tinham criado ali, juntos, ele não queria deixar ir. E não queria ir embora, de fato.

- Não! Minato, não. Desculpe. – Sua melhor escolha foi puxar a mão do homem à sua frente antes que ele decidisse se virar e sair pela porta. Seus dedos se entrelaçaram de modo desleixado, e só pela corrente que passou por ambos os corpos, Fugaku percebeu que havia sido a melhor decisão. – Eu não quis te afastar, é só... Que tem muita coisa na minha mente agora, ta bem? Um... Um ano desde a morte da minha esposa, e olhe onde eu estou? – Querendo ou não, ele sentia algo a mais.

Algo que, àquela altura, sabia que não era apenas sexual. E não vinha apenas do desejo de passar algumas horas “se distraindo” com outra pessoa.

- Você... Droga, Fugaku, você não está sozinho! E será que dá pra você parar de correr de mim como se tudo fosse desaparecer com um sopro? Porque não vai! – Seus sentimentos iam além do que imaginava ser possível para algo que começou tão de repente.

Um café. Uma conversa. Algumas risadas...

- E o que eu faço com tudo que está acontecendo, Minato? Porque... Eu sei que não vai desaparecer, e talvez isso seja o que mais me assusta, sabia? O fato de eu estar... Estar me apaixonando por você.

♠♠♠♠

“A chuva fina começava a apertar do lado de fora, mas todos estavam seguros, e estavam bem. Do lado de dentro da casa, Mikoto continuava tentando ajudar o filho mais novo com a febre que o garoto estava sentindo depois de pegar um resfriado na semana anterior, e se não fosse por isso, Sasuke estaria com seus amigos mais velhos da escola de Itachi – o que ele achava muito legal porque ninguém nunca o fez sentir mal por ser o caçula do grupo.

Em contrapartida, desta vez, Itachi e Deidara estavam sozinhos no quarto do irmão mais velho. Aproveitando o tempo livre depois do dever de casa para jogar o máximo de partidas possíveis depois que o loiro levou um novo videogame para a casa do amigo, com a desculpa de que passar horas e horas naquilo seria, com certeza, o seu passatempo preferido, além de que, era perfeito.

- Se você perder de novo, sabe que tem que me emprestar sua coleção da Marvel por uma semana, certo?  - Itachi era péssimo na maioria das vezes, aliás, mas estava rindo por causa da própria inocência ao não perceber que o seu amigo loiro estava deixando-o vencer em todas as fases.

-Eu já entendi, Ita! Agora joga, OK?! – Por nenhum motivo muito especial, a não ser o fato de que o moreno estava falando disso há tempos, e seu amigo sabia que tornaria tudo melhor se o fizesse enquanto ganhava, como bônus, a risada convencida do Uchiha, que ainda sim parecia muito fofo. – Se eu virar o jogo, não quero você chorando por me emprestar os seus CDs! E eu vou pedir duas semanas, fique sabendo. – Os dois tinham mesmo uma ótima cumplicidade desde sempre, e se não podiam ficar correndo pelo bairro ou explorando a pequena floresta atrás dos limites da cidade, um tempo juntos com joysticks em mãos parecia bom o suficiente.

- Eu não vou chorar! Cala a boca! – Deidara continuava tentando controlar sua risada e continuava com seu corpo totalmente esparramado sobre a cama do melhor amigo, enquanto Itachi estava concentrado em não deixar seu personagem morrer em dois ou três minutos.

Depois disso – quase uma hora depois, na verdade -, ambos estavam cansados daquela competição e decidiram dar um tempo, chegando a um acordo de continuarem a disputa no fim da tarde. Deidara dormiria lá, de qualquer forma, então não estavam com pressa.

O loiro apenas resolveu tomar um banho, e assim que ele saiu, usando uma toalha na cintura e outra para secar os longos fios de seu cabelo, percebeu que Itachi estava claramente observando. O garoto nem tentava esconder, olhando de canto ou coisa parecida.

- O que? – E isso pareceu engraçado para Deidara, que olhou para si mesmo, tentando saber se tinha algo errado. – Ainda tem sabonete em mim, por acaso?! – Foi quando Itachi desviou o olhar, parecendo perceber o que estava fazendo.

-Ah... Não! N-não, eu só... Estava olhando... Mas pensando em outra coisa. Não é nada. – Prestes a fazer quinze anos, ele  era mesmo um pouco divertido por ser levemente desengonçado em algumas situações, mas isso não parecia algo ruim para seu amigo.

-Itachi, eu te conheço, e sei que é alguma coisa. – Na verdade, Deidara costumava achar uma graça. – O que foi, ein? – E, fosse como fosse, ele era mesmo bom em desvendar o moreno só de olhar para ele e notar a expressão confusa complementada pelo cenho franzido e os lábios um tanto crispados.

-Nada, eu só... Estava pensando sobre... – Mas, enfim, talvez daquela vez o loiro não imaginasse o que de fato estava por vir. – Dei, você já beijou alguém, né? 

Ele ficou mesmo surpreso ao ouvir aquelas palavras.

Por isso, precisou de uns segundos para entender o motivo da pergunta, já que a resposta dançava em sua língua, como se tentasse achar um meio de como sair apropriadamente.

- Ah... Já. Eu te disse isso. Por quê? O que isso tem a ver com o meu corpo? – Ele riu, meio sem jeito, com as bochechas corando.

E se perguntou se isso podia ser simples, e não algo tão complicado de se conversar.

- Eu estava me perguntando sobre como seria beijar... Você. - ... Isso até aquela frase ser dita... ”.

Enquanto as lágrimas caíam insistentemente por todo seu rosto, Deidara conseguia se lembrar exatamente de como a voz de seu melhor amigo soava há anos atrás. E ele não sabia exatamente o porquê dessas memórias estarem voltando, mas talvez fosse apenas o meio que sua mente encontrou para deixá-lo mais calmo enquanto ele ainda estava no quarto de hotel, rodeado de sangue, e ainda esperando pelo socorro que já devia estar a caminho.

O devaneio durou apenas alguns segundos, mas o atingiu fortemente, mesmo assim. No restante do tempo, o jovem sussurrava para Itachi, tentando tranquilizar o ex-namorado enquanto este respirava com muita dificuldade, e pressionava a própria mão sobre a do loiro, possivelmente querendo se certificar de que seu sangue não continuaria rolando pelo corte em sua garganta.

- Estão... Demorando... – Era perfeitamente visível o esforço que o moreno precisava fazer para se manter acordado. Toda sua cabeça doía como se estivessem martelando pregos nela, e a verdade era que ele gostaria muito de já ter desmaiado, para que tudo passasse, mas Deidara parecia preocupado demais, então ele quis continuar tentando.

- Só mais um pouco, Itachi... Eles já estão vindo, e vai ficar tudo bem, eu prometo. – Os olhos azuis brilhavam por conta do choro interminável, mas não era mais tão bonito de observar.  E o Uchiha não queria que o loiro estivesse sentindo tanta dor. – Fique comigo, sim? Você é forte, então só precisa continuar olhando pra mim... E nós vamos sair dessa, ta? – Até mesmo já estava demorando muito tempo para abrir os olhos depois de cada piscada, mas Itachi estava mesmo lutando.

Ainda tinha um bocado de coisas que ele queria dizer.

- Acho... Que eu estou p... Pagando pelo o que fiz... – Apesar da sua risada fazer todo seu corpo tremular um pouco, ele também estava sentindo dor. – D-Deidara... - Além da dor física.

- Shh... Fique quietinho, Itachi. Por favor. Só olha pra mim, ta bem? Isso logo vai acabar, meu amor... – Por um segundo, ele se imaginou indo embora de tudo, e percebeu que não queria fazê-lo ser se explicar melhor. Se é que ainda tinha como se explicar melhor.

- E-eu falei a verdade... – No fim, suas pálpebras pareciam pesadas demais para continuarem abertas.  E sua voz foi sumindo mais e mais aos poucos. – Te machuquei porque queria que fosse embora... – Até que ele mal pudesse continuar segurando a mão de Deidara, e deixasse seu braço cair ao lado de seu próprio corpo. Estava exausto, e um tanto contente pelo loiro ainda forçar o pedaço de pano contra seu pescoço, apesar de já estar completamente encharcado.

-Eu sei que é a verdade, Itachi, mas eu não vou embora agora, ta legal? – Sentia que perderia a capacidade de se manter acordado, e logo. Então ele fechou os olhos, tentando deixar o cansaço finalmente levá-lo. – Itachi? Itachi, por favor, só mais um pouco... Olhe pra mim. Você está indo bem. – Mas abriu novamente, prestando atenção nos olhos azuis outra vez. – Não vou te deixar...

- Ótimo... – E isso o fez sorrir, mesmo que só um pouco. Mesmo de forma distorcida.

E ele pensou que talvez devesse aguentar mais um pouco.

Só pra poder acordar de novo, depois, ainda tendo mais a dizer. Porque ele ainda achava que precisava dizer que amava Deidara. Apenas não aguentava mais; Não naquele momento.

♠♠♠♠

Naruto decidiu não contar nada, então, todos entraram em um acordo para fazerem o mesmo. Sasuke já estava passando por muito para precisar se preocupar com o seu irmão mais velho justamente quando nenhuma noticia havia saído e ninguém sabia como o rapaz estava, depois de ter sido socorrido.

O Uzumaki assumia os riscos de esconder algo tão sério, ciente de que isso poderia magoar o namorado de alguma maneira, mas ainda parecia a melhor escolha, por hora.

Naquela manhã, em especial, Sasuke estava sorridente e bem menos enjoado do que no outro dia, então talvez valesse à pena guardar os acontecimentos ruins para um outro momento.

- O que o Deidara queria com você? – Além disso, o moreno viu o ex-namorado de Itachi conversando com Naruto na porta do quarto, então ele descobriria por si mesmo se todos não fossem cautelosos.

-Ah... Nada demais, na verdade.  – O que fazia o loiro querer evitar aquela conversa, pois ele não conseguia achar um jeito de comentar sobre o assunto sem soar estranho ou praticamente dizer “um garoto entrou no quarto de hotel onde ele estava e o atacou, agredindo-o diversas vezes antes de apunhalar seu pescoço com a porra de um canivete”. – Ele só queria saber se os remédios achados na mochila do seu irmão eram mesmo receitados por um médico, um psicólogo, mas... Eu não sei muito sobre isso, de todo jeito. E nós achamos que você estava dormindo.

- Eu estava, antes. Você não acha estranho ele estar mexendo nas roupas do meu irmão? Sendo que eles nem estão mais namorando? – Infelizmente pra ele, seu namorado seguia persistente.

- Talvez eles tenham conversado... – Fazendo Naruto começar a se arrepender de dizer para Fugaku que ele poderia aguentar a “barra” sozinho daquela vez.

 - Acha que eles vão voltar? – Mas não dava mais pra recuar.

-Não sei, Sasu... – Então, tudo que ele podia fazer era ajeitar os próprios fios loiros.

-Acha que o Gaara vai ficar chateado? Ou ele sabe disso? – E suspirar pesadamente.

-Eu não sei, Sasu... Você está cheio de perguntas, ein? – Antes de forçar um sorriso e tentar mudar aquele clima e o assunto.

- Desculpe! Devem ser os analgésicos! – Por sorte, Sasuke o acompanhou com uma risada realmente doce. – Eu posso calar a boca se você me beijar, não posso?! –O que ajudou, e muito, a melhorar o clima.

E por mais que Naruto detestasse agir daquela forma, foi a sua única chance de sair do assunto e focar no que devia importar mais naquele momento, em específico.

-É, eu com certeza deveria te dar um beijo, bem agora...  – Por isso, ele se inclinou sobre Sasuke, com todo cuidado para não machucar o namorado, e captou seus lábios quando pôde.

Não foi de todo mal, no fim. E o seu desejo era genuíno, é claro.

Se fosse pelo loiro, estaria mesmo beijando o Uchiha e tirando dele aquela maldita camisola de hospital. E era quase um saco que precisasse recusar todas as investidas do moreno, repetindo diversas vezes que faria o possível assim que Sasuke pudesse voltar pra casa – e, nossa, como ele amaria poder levar Sasuke pra casa!

Então, os beijos continuaram. Com o moreno puxando Naruto pela cintura, tentando conseguir mais contato. E as suas línguas se entrelaçando e dançando numa sincronia perfeita, enquanto, no fundo de sua mente, o Uzumaki torcia para não precisar continuar inventando coisas para o namorado. Porque ele odiava não ser cem por cento verdadeiro, e estava sendo 100% enquanto mordia o lábio inferior do Uchiha e o puxava um pouco, provocando.

 

E isso precisava bastar, por enquanto. 


Notas Finais


Sasuke está quase voltando pra casa.... VCS QUEREM LEMON SASUNARU?
E por falar em lemon, VCS LERAM O FUGAMINA? https://www.spiritfanfiction.com/historia/side-inspired-13799581

E SIM, eu mudei de ideia sobre um bocado de coisas na fanfic, o que me fez escrever esse capítulo e me faz perguntar pra vcs: ESTAMOS PRONTOS pra nos despedir de algum personagem? Tenho me perguntado sobre, também!! SERÁ SE? kkkkkkkk' ~ao fundo, uma risada tipo "muahaha"

Enfim, enfim, vou deixar vcs responderem essas perguntas se quiserem, enquanto eu respondo os comentários ♥
Até mais ♥

PS: O FUGAKU TA APAIXONADO, E O DEIDARA PARECE QUE TA MAIS AINDA.
FAMOSO "EITA" NÉ?
(vou parar de capslock, juro)


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