História Insta Direct - Segunda Temporada - Capítulo 25


Escrita por:

Postado
Categorias Abraham Mateo, Fifth Harmony
Personagens Abraham Mateo, Lauren Jauregui, Personagens Originais
Tags Abraham Mateo, Drama, Fanfic, Fantasia, Ficção, Ídolo, Lauren Jauregui, Romance
Visualizações 10
Palavras 1.654
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Mistério, Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 25 - Capítulo 25.


 

A única pessoa, além da Susi, que conhecia o Abraham até pelo avesso e que talvez conseguisse me ajudar a sair dessa situação, era o Tony, sem sombra de dúvidas. Que mal faria se eu o ligasse para pedir conselhos sobre como lidar com o seu irmão, não é? Esperei pacientemente o Abraham se deitar novamente e aparentar estar cochilando pesado, o que não demorou muito, ele logo começou a ressonar fraco, e então rapidamente me fez pensar que ele realmente não fingiu dormir para fugir da nossa conversa.

 

§ Ligação §

Tony: Maria! Como estás? Até que enfim se lembrou do seu mero mortal cunhado...  –disse assim que atendeu, num tom de provocação.–

Maria: oi, seu exagerado!  –dei risada da sua ironia rebuscada.–  Vou bem, quer dizer... nem tanto... mais ou menos.  –entortei a boca apreensiva.–

Tony: tá vendo o que eu disse sobre você só ligar pra mim quando tá em apuros? Não sei se considero isso bom ou ruim... bom por eu ser o primeiro que vem à sua mente que possa ser útil, e ruim porque me sinto usado, de verdade, unicamente e exclusivamente para fins desconhecidos.  –falou um tanto melancólico.– Humm... pensando bem, acho que os dois.

Maria: já falei que você é exagerado? Ah, já!

Tony: você bem sabe que estou brincando, pequena.  –assumiu um tom mais sério.– O que houve?

Maria: é que...  –olhei de soslaio para o Abraham, que ainda continuava do mesmo jeito, e caminhei em passos largos para longe do quarto, com medo que ele acordasse e ouvisse o que eu tinha para dizer.–  Bom... eu e o Abe a gente brigou. –enrolei, sem mencionar de cara o porquê.–

Tony: tá, isso eu já sei... nem a maioridade conseguiu fazer o seu namoradinho deixar de ser um bebezão que corre pra os braços do irmão aqui quando alguma coisa dá errado.

Maria: e você nem se acha, não é, Tony pentelho?  –brinquei.–

Tony: nem um pouco.

Revirei os olhos.

Maria: sério, Tony... preciso de um conselho fuderoso seu porque o que eu vou fazer pode tirar o Abe do sério, a ponto de terminar comigo.

Tony: você não cansa de colocar a sua relação em risco? Meu Deus, Maria! Caramba!  –exclamou com voz visivelmente zangada e eu estremeci, achando que ele ia se recusar a me ajudar dessa vez.–  Você pelo menos tem a consciência de que exagerou e fez merda hoje, né?

Maria: é, eu sei.  –arrastei a voz, de saco cheio.–

Tony: não dá pra esperar a poeira baixar e deixar pra fazer outra besteira num outro dia mais conveniente, se é que existe um?

Maria: não, o que tenho pra fazer tem que ser hoje.  –respondi sem rédeas.–

Tony: e o que seria?

Maria: levar algumas peças de roupa pra casa do Andrés e passar uma ou duas semanas lá.

Tony: oi? Você só pode tá tirando com a minha cara!  –ele sorriu pelo nariz, totalmente incrédulo.–

Maria: não estou, só quero aproveitar meus últimos dias de férias pra dar um suporte a ele.

Tony: você deveria querer aproveitar seus últimos dias de férias com o seu namorado, que te ama e nunca fez nada pra te magoar, ao contrário do Andrés.  –me lembrou (não que eu fosse esquecer).–

Maria: ele precisa de mim, Tony, e mais, vai ser só por alguns dias.

Tony: ele perdeu o direito de precisar de você quando fez o que fez.

Maria: não vamos entrar nesse assunto de novo, por favor, eu já tô decidida.

Tony: era pra eu dizer pra você se virar, Maria. Mas eu reconheço que estaria sendo um péssimo amigo, e a última coisa que quero é ser um amigo ruim pra você, ainda que eu precise chatear meu irmão.

Maria: só preciso de uma maneira pra dizer isso a ele, de forma que ele não queira me esganar.

Tony: o que eu acho bem difícil.  –debochou.–

Maria: Tony, por favor me ajuda...  –choraminguei.–

Tony: tá, eu vou ver o que posso fazer.

Maria: mas tem que ser agora porque eu vou sair já, já. –o pressionei.–

Tony: você é inacreditável.  –pude jurar que ele rolou os olhos.–  Onde o Abe tá?

Maria: dormindo.

Tony: okay, pega tuas coisas então e vai pra casa do Andrés o mais rápido possível, antes que o Abe acorde. Quando você já estiver longe daí, eu vou aí e converso com ele.

Maria: espero que ele te ouça.

Tony: não garanto nada.

Maria: mas... você vem aqui? Como assim, está em Madrid?

Tony: a gente comprou uma casa aí pra ficar mais perto de tudo e vamos nos mudar em breve. Era pra ser surpresa, mas...  –deixou no ar.–

Maria: todos vocês?  –perguntei, ignorando sua ironia.–

Tony: todos nós.

Maria: que máximo! Vou adorar ter a Su mais perto...

Tony: é, ela como é besta por você, com certeza diz o mesmo. Mas... Maria?! Querendo mesmo ser chato... você tá perdendo tempo.

Maria: tudo bem, tudo bem, já vou desligar. Muito obrigada, Tony! Muito obrigada mesmo!  –vibrei.–

*

Não demorei muito para estar novamente cruzando a porta de entrada da casa do Andrés, disposta a esclarecê-lo algumas dúvidas que com certeza haviam se formado em sua cabeça depois da minha despedida. Martin não estava mais lá, apenas a Ana (nome fictício) e o Gonzalez, que foram embora assim que cheguei e me prontifiquei a segurar as pontas sozinha, até porque não seria nada difícil cuidar do Andrés, bem, fisicamente, pois mentalmente era um esforço e tanto da minha parte.

Andrés: Maria...  –ele me encarou com uma expressão de quem diz “nós precisamos conversar”.–

Maria: eu sei, eu sei.

Andrés: você me deve algumas explicações.

Maria: eu vou responder todas as suas perguntas.  –disse, deixando escapar um respirar pesado, nervoso.–

Andrés: por que suas coisas não estão mais aqui?  –perguntou, com um semblante deveras sério.–

Maria: eu não quero mentir pra você.

Andrés: você voltou pra ele, é isso?

Maria: quê? Não.  –fiz careta, como se isso fosse a coisa mais insensata do mundo a se pensar.–

Andrés: então onde você está, Maria?  –levantou a voz.–

Maria: Abraham...  –Andrés me interrompeu.–

Andrés: ah, claro... ele...  –ironizou.–

Maria: Abraham tinha comprado uma casa e um carro pra mim...  –achei melhor ser sincera sobre a origem dos meus novos bens.–  E iria me fazer uma surpresa, me dar essa notícia em Paris, mas foi quando aconteceu toda aquela confusão e...  –voltei a mentir.–

Andrés: e ele resolveu te dar agora que você tá com outro?!  –ralhou.– Pelo amor de Deus, Maria! Eu não quero acreditar que você foi capaz de aceitar.

Maria: aceitar ou não, isso muda em quê?

Andrés: não seja tão boba a ponto de achar que realmente nada disso tem uma consequência.

Maria: que consequência, Andrés? Não viaja!

Andrés: você não percebe que aceitar isso é continuar mantendo uma ligação com ele?

Maria: Andrés, entenda uma coisa... eu e o Abraham nós estamos separados, e não há nada que crie qualquer conexão entre a gente que não seja puramente de amizade.  –expliquei, sendo tão convincente que até eu mesma acreditei nas minhas próprias palavras por um momento.–

Andrés: eu quero ter a chance de te reconquistar, Maria, mas eu não vou conseguir nem ao menos tentar se esse garoto continuar entre nós! É muito injusto comigo.  –confessou triste.–

Maria: o Abraham é passado. –finalizei, segurando em suas mãos.–

Andrés: eu espero mesmo que seja.

*

Andrés: você tá morando lá desde o meu acidente?  –sua voz transmitia cautela.–

Maria: alguns dias depois do seu acidente, o Abraham me deu a notícia, então aproveitei que estava chateada com você e logo me mudei.

Andrés: no hospital quando eu perguntei se você estava com a chave da minha casa e você disse que sim... era mentira, não é?

Maria: sim, eu tava na verdade indo pra minha própria casa, mas não queria que você soubesse ainda.

Andrés: eu não me sinto à vontade com isso, sabendo que tudo o que a minha mulh... você possui, tem o dedo do Mateo.

Maria: desculpa, mas eu não posso...

Andrés: tudo bem.  –falou, mais como um lamento.–  Se não se importa... eu preciso tomar um banho.  –entortou a boca, um tanto envergonhado, estranhei.–

Maria: ah, pode ir!  –dei de ombros, esquecendo por completo que ele não poderia fazer isso por si só.–

Andrés: erm, eu preciso de uma ajudinha pra chegar lá.  –sorriu amarelo.–

Maria: putz, me desculpa! Tinha até esquecido que sua perna estava engessada...

Com uma cara de bunda pela minha gafe, fiquei prontamente em pé e o abracei pela cintura, o ajudando a levantar do sofá. De um lado ele segurava sua muleta, do outro se apoiava em mim, a fim de manter o equilíbrio. Ao chegar ao banheiro, o coloquei sentado a borda da banheira para que ele tirasse suas roupas, e foi aí que ficou claro para mim que eu precisaria auxiliar também no seu banho, por conta da sua dificuldade em abrir o zíper da bermuda, seus movimentos estavam um pouco lentos e pareciam meio descoordenados.

Andrés: pode ir lá pra fora? Eu te chamo quando eu terminar, Maria.  –pediu sem graça.–

Maria: não me diga que está com vergonha de mim, Andy!  –descontraí.–

Andrés: estou, as coisas não são mais como eram antes.

Maria: qual é, não há nada aí que eu já não tenha visto...  –tentei fazê-lo se sentir mais confortável.–

Andrés: eu me sentiria um estranho pelado na sua frente quando você não quer mais nada comigo, seria vergonhoso.

Maria: estou aqui porque gosto muito de você, Andrés, e eu vou te ajudar no que você precisar.  –o encarei docemente.– Não vou sair por aquela porta sabendo que você pode se desequilibrar e cair, ou até se machucar feio... a última coisa que quero é te ver machucado de novo.  –ajoelhei em sua frente, falando calma, como uma mãe diz ao seu filho para ter cuidado ao subir num escorrego alto.–

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...