História Insta Direct - Segunda Temporada - Capítulo 28


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Categorias Abraham Mateo, Fifth Harmony
Personagens Abraham Mateo, Lauren Jauregui, Personagens Originais
Tags Abraham Mateo, Drama, Fanfic, Fantasia, Ficção, Ídolo, Lauren Jauregui, Romance
Visualizações 16
Palavras 2.272
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Mistério, Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 28 - Capítulo 28.


 

Abraham me deixou ali, devastada, destruída como nunca antes. Não me importei se eu estava no meio da rua ou na frente da casa do Andrés, simplesmente não contive meu desespero em vê-lo me abandonar daquela forma contraditória, ainda por cima por causa de uma garota que apareceu assim do nada. Até porque afinal, estava mais do que claro que a chegada dessa tal “amiga” no fundo havia mexido com ele. Meu coração estava pesado e o mundo parecia desmoronar bem debaixo do meu nariz, sem opção de uma possível restauração. Por que eu tinha que ser tão teimosa? Por minha imensa culpa chegou ao fim uma das coisas que eu considerava mais importante na vida, meu namoro com ele, nem tão estável, mas repleto de um amor tão grande que eu não sei se seria capaz de me permitir sentir outra vez por alguém que não fosse o Abe.

Não havia como olhar para o Andrés de outra forma depois de toda essa gritaria, eu sabia que esse dia iria chegar e teria que enfrentá-lo, só não pensei que seria dessa maneira, assim sem poder ter no mínimo a chance de escolher as palavras certas. Meu choro não cessou e eu também não tentei contê-lo ou controlá-lo, dessa vez, apenas me permiti sentir toda angústia e me entregar naquele momento ao sentimento da perda, que era avassalador. E diferente das outras vezes, não iria importar o que eu dissesse, Abraham não iria me ouvir ou voltar para mim. Como ele mesmo disse, agora eu teria que sofrer as consequências da minha escolha, escolha essa que não significava mais absolutamente nada, porque depois de hoje eu não posso mais seguir em frente e continuar fingindo como antes, Andrés descobriu do pior jeito que eu e Abraham estávamos juntos e que eu o “traí”, ainda que não saiba que fora desmascarado. No mínimo ele também não vai querer nem olhar mais na minha cara.

Enxuguei as lágrimas e me recompus na medida do possível assim que vi que alguns poucos olhares curiosos me encaravam acima do muro baixo de suas casas. A que ponto eu me deixei chegar! Quando passei pela porta de entrada, encontrei Andrés sentado no sofá com o nariz vermelho e os olhos marejados, e a única coisa que fui capaz de fazer foi me desculpar.

Maria: me desculpa.  –pedi num sussuro.–

Pensei que as lágrimas em seu rosto fossem cair e sua reação fosse ser agressiva ao me ver, mas ele apenas estendeu o braço dando a entender que queria que eu sentasse do seu lado, e eu atendi seu pedido silencioso. Andrés passou seu braço ao redor do meu corpo e me aninhou carinhosamente em seu abraço como se eu fosse a única que precisava ser amparada.

Andrés: não vou pedir que explique o óbvio.  –pude ouvi-lo fungar.–  No fundo eu já sabia que não ia mesmo conseguir prender você a mim.

Maria: Andrés...

Andrés: eu pensei que fosse ser fácil assistir um rompimento de vocês, mas não tá sendo fácil, Maria, porque eu te amo e sou idiota demais pra te ver chorar por outro e ainda querer te ter em meus braços mesmo tendo sido traído.  –sua voz saiu pesarosa.–  Sou algum tipo de masoquista quando se trata de você.

Maria: isso não é verdade...  –no instante em que me lembro que ele só está a dizer isso por fingimento porque não lembra que foi desmascarado antes do acidente, meu choro recomeça num misto de tristeza, raiva e incerteza do que vem pela frente e não sou mais capaz de permanecer mais nem um minuto naquela casa.–

Andrés: mas é claro que é, só você que não consegue enxergar que o que eu sinto por você é verdadeiro.  –sua aparente compreensão se transforma em irritação quando mostro que não adianta o que ele fale, eu claramente não consigo acreditar, e que não vou em hipótese alguma dar outra chance e ficar com ele.–

Maria: eu vou ligar pra sua mãe vir pra cá.  –inquieta, pego o celular e começo a procurar o número da Ana.–

Andrés: por que isso agora?  –franziu o cenho, sem entender nada.–

Maria: eu preciso sair, preciso ficar sozinha.

Andrés: é atrás dele que você vai, não é?  –perguntou incrédulo e eu queria muito responder que sim, mas um potinho de vergonha na cara fora despejado sem piedade sobre mim pelo Abraham minutos atrás me impedindo de fazer tal feito e eu não sabia se agradecia ou xingava.–

Maria: eu vou pra minha casa, Andrés.  –respondo sem rédeas.–  Não preciso de um segundo “não” na minha cara.

Ana atendeu no sexto toque e eu presumi que ela estivesse dormindo. Me sinto mal por tê-la acordado, ainda mais por uma causa que ela já tinha tentado me abrir os olhos, que eu iria acabar “abandonando” o Andrés quando as coisas entre o Abraham e eu estivessem em primeiro lugar. Mal sabe ela que a minha cabeça está uma completa bagunça e eu não estou trocando ninguém por ninguém, só quero mesmo um tempo para mim, um tempo para refazer a minha mente. Pedi que ela viesse até nós, mesmo sob o protesto do Andrés, e ela não exitou. Ainda bem. Não posso deixá-lo sozinho. Me sentiria péssima se algo o acontecesse na minha ausência. Pela minha voz chorosa e um tanto exaltada, já há a confirmação de que algo dera errado e eu precisava da sua ajuda.

Saí da casa do Andrés às pressas, sem muitas explicações. Tentei ligar para o Pablo e o celular só dava desligado, então pedi um taxi e o esperei na esquina. A rua estava deserta e o frio não quis colaborar comigo que só vestia uma camisa fina, uma calça jeans um pouco mais abaixo do joelho e uma sandália simples de dedo, me encolhia a cada vez que uma corrente de vento severa se chocava contra o meu corpo. Não consigo descrever a sensação de alívio que percorreu por todo o meu ser quando entrei dentro da minha casa e dividi espaço somente com minha própria companhia.

A casa estava vazia e eu não esperava encontrá-la diferente, é claro que Abraham não estaria ali esperando por mim. Varri os olhos rapidamente pela sala antes de ir para o quarto e minha voz sumiu quando me deparei com duas malas mais ao canto. Ele não estava brincando quando me disse adeus, noto. Não senti vontade de chorar ou gritar, uma terrível ânsia de vômito fez com que minha atenção só se voltasse ao caminho que eu deveria fazer para chegar no banheiro, que parecia três vezes mais longo. Despejei tudo que comi na privada e até a minha alma quis vir junto. Me agarrei a privada me sentindo pequena e totalmente impotente. Respirei fundo e já um pouquinho mais calma e forte, me levantei para escovar meus dentes e esquecer que essa cena aconteceu. Quando estava quase deixando aquele cômodo, minha mão bateu no móvel da pia e um pacote de absorvente caiu no chão me tendo perplexa no minuto em que pus meus olhos na embalagem e me lembrei que há dois meses minha menstruação não vem. Não pode ser o que estou pensando. Definitivamente não. Não agora.

Não, tem tanta coisa acontecendo que você está vendo coisa onde não tem. –pensei.

Ainda com aquilo martelando na cabeça, fui para o meu quarto desejando que tudo não tivesse passado de um pesadelo, que eu me acorde amanhã e Abraham esteja ao meu lado como sempre esteve. Mas e se eu realmente estivesse grávida, será que ele me apoiaria? Será que ele pensa em ter filhos? Essa nunca foi uma pauta de nossas conversas e não há nem uma pequena chance de ser de agora em diante, então não consigo e nem vou chegar a conclusão nenhuma. O fato dele gostar de crianças não quer dizer que ele iria querer ter uma, ainda mais no auge de sua carreira, tendo que abdicar de várias coisas. É, melhor mesmo não encasquetar com isso, fora apenas uma coincidência, uma péssima coincidência. Já tenho problemas demais na minha vida, não preciso de mais outro. Até porque eu não tenho preparo algum para cuidar de outro ser que não seja eu, nunca sequer cogitei a ideia de gerar um filho nem para agora nem para daqui a 100 alguns anos. Eu com certeza seria uma péssima mãe visto que eu nunca ansiei me tornar uma.

Deitei na cama, que me acolheu quentinha, e me aconcheguei debaixo dos cobertores para me proteger do frio e dos maus pensamentos, não liguei o aquecedor e nem sei se tinha coragem de levantar para isso. Olhei a hora no visor do meu celular e já se passava das 10 PM, Abraham ainda devia estar com aquela sonsa da Monica. Senti meu sangue ferver, borbulhar dentro das minhas veias só de lembrar a cara cínica dele em me dizer que ia encontrá-la, porém nada se compara a minha indignação em imaginar e pintar eles dois juntos. Creio que minha imaginação fértil me deixa mais deprimida do que se eu os visse ao vivo e a cores porque ela fantasia sempre as piores coisas.

O buraco negro que tinha sido aberto em meu peito sugava toda alegria, toda esperança, todo amor que eu tinha por viver. Eu precisava encontrar uma forma menos desastrosa de superar e seguir em frente, porque se eu seguisse o que o meu coração implorava naquele momento, eu iria atrás do Abraham e basicamente me humilharia para que ele voltasse para mim, voltasse a ser os tons vibrantes e mais lindos do meu céu. Perdida em meus lapsos de loucura, nem percebi que o meu celular começara a tocar em cima da mesinha, só acordei pra vida quando a ligação quase que caía na caixa postal. Atendi imediatamente sem ver quem era.

§ Ligação §

Maria: alô.

Ana: Maria?

Maria: oi, Ana.  –respondi impaciente, sentindo o cansaço me vencer já por deduzir que ela falaria algo sobre o Andrés, um assunto que eu não queria tocar mais hoje.–

Ana: eu cheguei aqui e o Andrés tava transtornado, queria a todo custo ir atrás de você...  –despejou sobre mim de uma vez o que a minha decisão de última hora tinha causado, não que eu não soubesse no segundo em que a tomei.–

Maria: hoje aconteceu tudo que não estava planejado, Ana. Eu sinto muito. Eu... eu não consigo mais.

Ana: não, Maria, você não tá entendendo. Ele se lembrou de absolutamente tudo.

Maria: ótimo, pelo menos eu não vou ter mais que atuar com ele.  –dei de ombros para a notícia que um dia eu tanto esperei e que achei que ficaria plenamente feliz em recebê-la.–  Se eu soubesse, eu tinha aberto logo o jogo sobre o Abraham, quem sabe ele não teria recuperado a memória há mais tempo e eu ainda tivesse o homem que amo ao meu lado.

Ana: você sabe que foi preciso. E apesar dele ter lembrado de tudo no pior ambiente que poderia ter sido criado pra ele como foi criado hoje, eu te agradeço por ter escondido a verdade o quanto pôde.

Maria: eu não me arrependo, mas se eu soubesse que ao final disso eu perderia o meu chão, eu certamente não teria aceitado.

Ana: bem, ele foi levado pra o hospital e precisou ser cedado porque queria que nem um louco falar com você.

Maria: essa história acaba aqui, Ana.  –decidi colocar um ponto final em toda essa maluquice que fui capaz de aceitar.–  Amanhã possa ser que eu acorde e pense que devo ter essa conversa com ele, apesar de já ter tido antes do acidente, mas hoje eu não quero me preocupar com mais nada. Eu sei que ele quer sustentar a ideia de que é inocente e eu não tô com cabeça pra isso.  –as lágrimas me faziam o favor de materializar meu sufoco rolando pelo meu rosto sem compaixão, uma vez que eu não poderia gritar até perder a voz.–

Ana: tudo bem, recado dado.

Maria: espero de verdade que dê tudo certo daqui pra frente pra ele, pra vocês...

Ana: se cuida.

§§

Encarei o papel de parede do meu celular que agora consumia toda a tela e num piscar de olhos fui levada bruscamente para uma viagem no tempo, para o dia em que ela foi tirada, podendo até sentir como se toda a cena estivesse a se repetir comigo, a viajante no tempo. Como se eu fosse esquecer! Eu e Abraham deitados na cama do quarto do hotel que ele e a equipe dele estavam hospedados lá em Recife na turnê que passou pelo Brasil, o primeiro dia em que nos vimos cara a cara. Eu estava morrendo de vergonha, tinha acabado de dar o meu primeiro beijo e não sabia como agir, nem o que eu deveria dizer ou o que viria a acontecer. Jamais a gente ia imaginar naquele época que passaríamos por tanta turbulência, e mesmo estando separados eu continuo acreditando e afirmando que todas essas dificuldades foram importantes e só serviram para fortalecer dia após dia o nosso amor. Portanto, eu digo que andaria nessa montanha russa de novo quantas vezes fosse preciso contanto que no final do dia renovássemos nossas juras de amor eterno. Mas isso tudo é passado.

Sem que eu menos esperasse, senti a cama afundar atrás de mim e mãos rodiarem meu corpo, e é claro que não foi necessário esforço algum para detectar quem estava ali, seu cheiro preenchia as minhas vias aéreas. O perfume que eu iria associar a ele todas as vezes que fosse agraciada em senti-lo.

 



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